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Angolana de 25 anos vence o Miss Universo 2011

Priscila Machado, a brasileira que disputava o prêmio, ficou em terceiro lugar. Cerimônia teve shows de Claudia Leitte e Bebel Gilberto

Por Rodrigo Levino 13 set 2011, 01h29

A angolana Leila Lopes, de 25 anos, ganhou na noite desta segunda-feira o Miss Universo. A 60º edição do concurso foi realizado pela primeira vez no Brasil. Leila chegou à final na companhia da brasileira Priscila Machado (que ficou em terceiro lugar) e das candidatas da Ucrânia (segunda colocada), da China e das Filipinas. Ela foi a quinta negra na história do concurso a vencer o título de mulher mais bonita do mundo. Não sem sacrifício.

Veja galeria de fotos com imagens do concurso Miss Universo 2011

Há três semanas morando em São Paulo, onde participou da maratona de platitudes, caridade, festas e tratamentos estéticos, a angolana desbancou 88 concorrentes, incluindo a tradicional favorita venezuelana – seja ela qual for, é sempre favorita – e enfrentou com estoicismo o suspense das seletivas. Que, diga-se, é um corte frio e seco.

Das 89 candidatas iniciais, 64 caem no primeiro anúncio dos apresentadores Andy Cohen e Nathalie Morales, ambos americanos. O alardeado público de 1 bilhão de espectadores em 189 países, segundo a produção, apreciou por menos de 5 segundos a beleza da maioria delas. Triste de quem sequer teve apoio de torcida ou de familiares para digerir a derrota. Como Nikolina Loncar, de Montenegro, nos Bálcãs, que veio sozinha ao Brasil tentar a sorte.

O completo oposto das misses Venezuela, Colômbia e México, apoiadas pelo barulho de gritos, apitos, chocalhos e vuvuzelas de suas torcidas organizadas na plateia do evento. Indomáveis, de nada adiantava o animador de palco avisar que, assim que o concurso começasse a ser televisionado, precisaria que todos estivessem sentados e em silêncio. Nenhum êxito no pedido foi registrado.

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Pode-se dizer o mesmo dos números musicais apresentados pelas brasileiras Claudia Leitte e Bebel Gilberto. A primeira, lançando a primeira música em inglês de sua carreira, derrapou na pronúncia e tentou compensar com o rebolado. A segunda, que consagrou a bossa nova como música de lounge e elevador, chamou mais atenção pelo vestido paetê cor de prata. Claudia cantou para que as misses, então dez restantes, se apresentassem de biquíni – brasileiros!, destacou a produção, referindo-se aos tamanhos das peças. Para Bebel, restou ser crooner do desfile de misses em vestidos de gala.

Do júri, composto por celebridades como a modelo brasileira Isabeli Fontana, o piloto de Formula Indy Helio Castroneves e a atriz americana Vivica Fox, foram ouvidas as perguntas em que cada uma das cinco principais candidatas é instada a falar sobre questões de suma importância: a paz mundial, ícones pessoais e o próprio corpo. “Eu não mudaria nada no meu”, disse com um sorriso arrebatador a angolana Leila, ao ser perguntada sobre que mudanças faria caso fosse possível torná-la ainda mais bonita.

Priscila Machado, quando perguntada sobre a paz mundial, resumiu as guerras da história da humanidade a uma questão simples: falta de respeito. Foi, aliás, do que reclamaram os venezuelanos. “Nos robaron!”, insistia a torcida que, como as das outras eliminadas, fecharam com a angolana na reta final.

Até setembro de 2012, quando mais um concurso do tipo será realizado, Leila Lopes usufruirá de 250 mil dólares em contratos comerciais, viajará o mundo para adornar causas beneficentes com seu sorriso e contará regressivamente até o fim de um reinado curto, anacrônico na forma (um simples programa de televisão exaustivamente ensaiado), mas ainda capaz de emocionar. Disso Leila não escapou ao ser anunciada vencedora. Recebeu a coroa, a faixa, chorou, sorriu, chorou mais um pouco.

Sorte dela que não pelo mesmo motivo das 88 desclassificadas que voltarão para casa com as mãos (e a cabeça) abanando. Inclusive a brasileira Priscila Machado, com quem Leila dividiu o quarto nas últimas três semanas.

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