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A ‘Cinderela escocesa’ Susan Boyle retorna em um musical

Por Por Alice Ritchie
28 mar 2012, 12h47

Susan Boyle foi longamente aplaudida na noite de terça-feira em Newcastle, na estreia de um musical que faz uma retrospectiva da trajetória desta ex-desempregada escocesa com “voz de ouro”, que se tornou uma estrela planetária graças a um programa de televisão em 2009.

Radiante em um vestido vermelho, Boyle interpretou a canção que a lançou à fama e que dá nome ao musical, “I Dreamed A Dream”, diante de um público entusiasmado que gritava “Susan, te amamos” no teatro Royal desta cidade do nordeste da Inglaterra.

“Esteve sensacional. Valeu a pena vir do outro lado do mundo para vê-la”, afirmou Cathy Garraway, uma mulher de Sydney, Austrália, de 49 anos.

A atuação era particularmente esperada porque a artista, católica fervorosa, não havia voltado a se apresentar no Reino Unido desde que cantou para o papa Bento XVI em Birmingham, em setembro de 2010.

A atriz Elaine Smith interpreta Susan Boyle no musical, mas a sensação desta noite de estreia foi o aparecimento da cantora para duas canções no fim do espetáculo.

O musical revive o conto de fadas desta filha de imigrantes irlandeses que tinha nove irmãos, foi alvo de zombaria na escola devido a um leve retardo mental e encontrou no canto um refúgio para sua timidez.

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Boyle, que aos 50 anos continua vivendo na modesta casa da localidade escocesa de Blackburn, onde cresceu, “nunca havia sido beijada” por um homem antes de alcançar a fama.

Há três anos ainda era uma mulher gorda e descabelada que cantava em corais, igrejas ou bares. Mas tudo mudou durante o casting para um programa de televisão, onde os comentários irônicos pararam imediatamente quando começou a cantar.

Sua versão do tema principal de “Los Miserables”, “I Dreamed A Dream”, conquistou o júri e, sobretudo, o público.

O vídeo foi visto 500 milhões de vezes no YouTube, e seus três álbuns totalizam 16 milhões de cópias vendidas.

O musical retoma momentos emotivos, cômicos ou até cruéis. Narrado como se a própria Boyle estivesse contando sua vida, suas lembranças brotam como sonhos, em meio a danças e canções.

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Smith, eleita pessoalmente por Boyle para encarná-la e co-autora do espetáculo, explicou que “não queria fazer uma história melosa”, embora tenha admitido que “o equilíbrio era delicado entre os momentos felizes e os momentos de grande emoção”.

“O que me fascinou é o lado comum desta mulher e sua trajetória pessoal. Durante 20 anos, todo o mundo viveu com a ideia de que se uma mulher não era alta, magra, loira e linda, não contava. Susan fez tudo isso voar em pedaços”, acrescentou.

Boyle participou da concepção do musical, elegendo as canções de seus discos e as músicas associadas aos momentos chave de sua vida, mas ainda não teve coragem de vê-lo inteiro.

A cantora, que precisou ser hospitalizada no início de sua fulgurante carreira devido à atenção que despertou, continua sendo frágil, embora não tenha transparecido isso em sua atuação de terça-feira.

O musical permanecerá uma semana em cartaz em Newcastle, antes de iniciar um giro pelo Reino Unido, embora possa continuar depois por Europa, Canadá, Estados Unidos e Austrália.

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