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01/10/2011

às 15:29 \ Tema Livre

Gisele Bündchen em dose tripla: este post é só para chatear a chatíssima ministra Iriny

Iriny: dose tripla de Gisele Bündchen nela (Foto: Agência Brasil)

Amigos, vejam na íntegra os três comerciais de TV de lingerie da indústria Hope — a campanha “Hope ensina” — e maravilhem-se com a graça, a beleza e a verve da supermodelo Gisele Bündchen, a profissional dessa carreira mais bem paga do mundo e uma das brasileiras mais bem sucedidas em todos os tempos.

Ela deveria ser motivo de orgulho para os brasileiros, e especialmente para a deputada petista licenciada Iriny Lopes, que ocupa o cargo de ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Mas Iriny, num país em que milhões — sim, milhões — de mulheres sofrem todo tipo de problemas, de violência doméstica a assédio no trabalho, de discriminação salarial a abusos sexuais, a ministra, repito, como se não tivesse mais o que fazer, resolveu implicar com a campanha da Hope, brincalhona e divertida, e com a divina Bündchen. E insistir em que a campanha seja suspensa.

Todo mundo já baixou o porrete na ministra tal qual ela merece, como fez, por exemplo, meu amigo e irmão Augusto Nunes.

Cabe-me, apenas, para cumprir meu dever de colunista, reproduzir os três comerciais em sequência.

Enfeitarão o blog, mas o objetivo é um só: CHATEAR a chatíssima ministra Iriny.

E dá-lhe, Gisele:

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106 Comentários

  • Erika Suzuki

    -

    18/10/2011 às 14:54

    Colunismo de péssimo gosto recheado de ataques grosseiros. Lamentável.

  • José Paulo De Resende

    -

    17/10/2011 às 12:12

    Mulher feia é sempre um problema. Esta senhora com sua feiura só podia sentir inveja da bela Gisele Bundchen. Mulher feia é realmente um problema….kkkkkkkkkk…E bota feia nisto.kkkkkkkkk.

  • Hoozemberg Sena de Oliveira

    -

    16/10/2011 às 9:32

    Mas que esteira, esse negócio dessa ministra! Mas que bobagem! Já estamos acostumados demais a ver as mulheres usando o corpo para os mais variados fins…! Ora, é decisão delas! Apesar de estimuladas, talvez até manipuladas pelo sistema capitalista, usar seus corpos nus ou seminus para conseguirem o quiserem ou o sistema quiser. A mulher aceitou! É contrato de adesão! O corpo é delas!!!

  • Eddy Giraldo

    -

    15/10/2011 às 11:40

    He he he he he!!!

  • Mauro

    -

    14/10/2011 às 0:29

    Esta senhora tribufu que está ministra de uma pasta insignificante, deveria recolher-se aos seus aposentos. Ela calada é uma poetisa.

  • Monica

    -

    13/10/2011 às 11:04

    Sugiro despejarmos sobre a ministra todos os comerciais que realmente barbarizam a mulher, a estereotipizam, todos os programas de humor que tratam a mulher como mercadoria e por aí afora….Ela vai ter trabalho ininterruptamente até a próxima encarnaçao!!!!

  • jose roberto

    -

    13/10/2011 às 10:48

    Setti:

    Fantastico!
    Matou a cobra e mostrou o video.
    Grands abs…

    Grande Zé Roberto, que HONRA ter um comentário seu aqui no meu modesto blog.
    Lamento não ter estado naquele opíparo almoço você sabe onde, com nosso grande T.
    Logo darei notícias.
    Saudades imensas de seu discípulo,
    7

  • Telma Helena Arieta

    -

    12/10/2011 às 22:35

    Acho que a Sra. Iriny fez o que fez porque esta aula da Hope não funcionaria com ela. Com certeza ela achou tratar-se de propaganda enganosa, pois para ela não há Hope que dê jeito.

  • carlos

    -

    10/10/2011 às 17:10

    Olhando foto da ministra com mais cuidado fico me perguntando. Sera o LAERT
    gente pq muito parecida…..

  • carlos

    -

    10/10/2011 às 17:04

    Infelismente so feio e contra a beleza.

    abracos Carlos(alias, eu adoro o que e belo, isso quer dizer, que belo sou tb.)

  • Bárbara

    -

    10/10/2011 às 13:30

    Sr. Frederico Oliveira, fiquei impressionada com seus comentários e com suas ofensas a mim e a Ministra. Uma pessoa idosa como o senhor deveria ter mais educação e sabedoria. Infelizmente tem gente que vive a vida inteira e não aprende nada.Continua com aquela viseira intelectual.
    Que pena!!!

  • fpenin

    -

    8/10/2011 às 22:06

    Setti,
    Será que Gisele não estaria homenageando o PT ao usar calcinha vermelha? Eu já não duvido de nada…

  • fpenin

    -

    8/10/2011 às 21:52

    Setti,
    A ministra Iriny não tem nada a fazer? Com tanto problema, tanto pepino, ela fica desfilando abobrinhas. É lamentável saber que o meu, o seu e o dinheirinho de todos brasileiros está remunerando uma corja de incompetentes.Agora,Setti, sorte teve a Hope. Com esse tititi todo, a marca foi beneficiada pela propaganda adicional que a inépcia dos nossos burocas proporcionou. Do jeito que as vendas estão aquecidas vai faltar calcinha até para travecas,tal a procura. Pior, Setti, foi o lance do promotor Fausto, de Brasília, que gastou “tinta e papel” para apoiar a conduta da ministra. Mesmo morando em Brasília, a capital corrupta do Brasil, jamais se ouviu falar que o tal promotor tenha emitido opiniões condenando Delúbios, Dirceus, Lulinhas, Erenices, etc.Cônscio de seus deveres, será que o promotor sofreu um apagão ao lidar com os corruptos de Brasília? Por quê?

  • Caio Frascino Cassaro

    -

    8/10/2011 às 15:52

    Prezado Ricardo:
    Nossa!!!!!
    Um abraço

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    8/10/2011 às 12:28

    Seeti:Aquele cometario que começa assim”Amigo Reynaldo BH:
    Vejamos – Lula bêbado,burro,ignorante,inchado de bebida,corrupto,safado…esses termos eram e ainda utilizados”apenas o ultimop coloca.Tentava corrijir os outors e ao copiar vinha o errado.Entendeu?nem eu – mas apenas o ultimo é o corrijido.
    Abração
    Pedro Luiz

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    8/10/2011 às 12:25

    A|migo Reynaldo BH
    Feixei aqui acho que 3 comentarios as suas – como viajo hoje e só volto semana que vem,depois respo0ndo.
    Grande abraço a voce e ao Setti
    Pedro Luiz

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    8/10/2011 às 0:11

    Reynaldo BH:
    Existem argumentos – apelação não – a bolinha de papel ter sido um atentado?um enorme e pesado objeto de altíssimo risco ao Serra? nessa não acredito que esteja falando serio.
    Sergio Mota queria um projeto PSDB -20 anos de PODER – o POVO não quis – agora PRI só nosso,dos outros NÂO? que visão maniqueista é essa?ou estou mentindo?Sergio Mota – 20 anos de PODER ao PSDB,aí é normal,os oútros é DITADURA?mesmo que seja pelo VOTO?
    Quem fez a reeleição foi o FHC e sem sair do cargo – lógico que foi beneficiado – a reeleição para Presidente e aindas no cargo – só é bom para quem esta no PODER – os outros tem que sair atrás.Lula apenas foi benenficiado da mesma maneira que FHC.Aí é DITADURA?maniqueismo outra vez.
    O PNDH vem sendo debatido com toda a midia e sociedade civil – desde de FHC a Lula – um projeto debatido amplamente com portões abertos em todos os lugares do Brasil – Um projeto Ditatorial? fala sobre ele – sua opinião – dizer simplesmente de DITADURA é um argumento,sem argumento.PNDH com FHC sublime e com Lula – diatadura?como? é apenas continuação dos debates – se é ditadura vem de FHC a Lula – so de Lula?maniqueismo.
    Franklin Martins, Tarso Genro, Rui Falcão, Marco Aurélio Garcia, José Dirceu, etc são pessimos – Demóstenes fantastico! Emir Sader péssimo,Ferreira Gullar fantastico?
    Amigo a sua critica é a mesma que faz a quem critica – os que prestam e os que não prestam – qual a sua superioridade – AH!os que acho que prestam são melhores dos que eu acho que não prestam.
    daqui a pouco – “Pedro,adoro voce mas vc não presta1″
    Aí entro com a canção do Odair José só de safadagem com vc – “Nós somos dois sem vergonhasssss…”
    Quantos apelidos vcs colocaram nos blogues progressistas? agora quando recebem o apelido de PIG ficam ofendidos? Não entendo isso? safadagem somente do nosso lado,do outro falat de respeito?maniqueismo.
    Mocinhos – Israel; Bandidos – palestinos,arabes,turcos ,irarianos…Acho que passou da fase de brincar de John Wayne,né?faço uma homenagem ao John Wayne – sempre tinha em seus filmes (mais novos) um respeito aos indios.
    São povos – têm famílias,choram a morte dos seus entes querido de igual modo – ou pensa agir como Sen Goldwater – “o problema do Vietnam poderia ser resolvido com 2 pequenas bombas atomicas” e pasme Reynaldo BH essa hipotese chegou a ser considerada.
    Olha vc esta tendo uma visão errada do blogue do Setti,aqui é a pluralidade – e não trincheira,alás JORNALISMO na trincheira só para defender a PLURALIDADE.

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    7/10/2011 às 23:11

    Uma pergunta chegou a ler o Artigo do Paulo Moreira Leite,só para lembrar é da Isto É, e não das VENAIS e ADESISTA,não será contaminado.
    Leia Reynaldo é um grande artigo e aula de jornalismo e aí sim gostaria de saber a sua opinião – é verdadeiramente uma aula.
    Abração
    Pedro Luiz

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    7/10/2011 às 22:48

    Amigo Reynaldo BH:
    Vejamos – Lula bêbado,burro,ignorante,inchado de bebida,corrupto,safado…esses termos eram e ainda utilizados.
    Mulher do Lula – botocuda,anta,plastiquenta, sem gosto cafona,nem abre a boca que só sai besteira…
    Filhos do Lula- bando de ladróes,safados,quem nunca viu melado se lambuza…
    O resto é o PETRALHA – que M é petralha? – Petista Canalha??APEDEUTA por favor explicar isso também.
    Um simples debate – um simples ponto de vista – não há resposta mais adjetivos – PETRALHA!APEUDEUTAA!MICIANOS!
    Meu amigo Reynaldo BH faça um exame de conciencia, EU disse que concordava com o ponto de vista de uma general e um especialista,por temerem mais uma intervenção das grandes potencias aqui na América do Sul,do que uma guerra por territórios entre NÓS.Falei na modernização militar da Argentina e Venezuela para defesa INTERNA – voce ReynaldoBH – não falou sobre o assunto que coloquei apenas sua posição contra Chavez,contra Cristina,Lupo,Evo Morales,Correa,Dilma – mas o assunto que coloquei era qual o perigo real hoje para a América do Sul e isso voce não respondeu – apenas malucos,antas,indio incompetente – INDIO meu amigo ou um SER HUMANO que democraticamente chegou ao poder.
    Bolivia era comandada por 20% de sua população branca,UM APARTHAID VERGONHOSO,e sua imensa população INDIA – massacrada,explorada e oprimida.
    O mesmo ocorre com Rafael Correa – UM INDIO coloca para fora do seu território a maior base aero naval americana.Puxa da história do Equador e sua total submissão ao GRANDE IRMÃO DO NORTE – o que Rafael Correa fez foi extraordinario para toda a América do Sul – qual o interesse americano em possuir uma base aeronaval do porte que tinha no Equador?
    Voce sabe qual o indice de analfabetismo na Venezuela é ZERO,o menor de toda a America do Sul?
    Quando a Venezuela em troca de petroleo importou medico cubanos/equipt médicos cubanos,sabe qual foi a reação?medicos e planos de saude reclamaram contra – atrapalhava o MERCADO,SIM ATRAPALHAVA O LUCRO.
    Rafael Correa sofreu uma tentativa de golpe de estado e violento – estava doente quando ocorreu e levado a um Hospital sendo defendido por tropas legalistas – sabe o que o maior jornal equatoriano publicou – “Rafael Correa covardemente manda atirar e explodir o hospital X” o HOSPITAL que ele Correia estava sendo tratado e encurralado!! pedindo direito de resposta – foi negado! Ao provar a falsidade da noticia,o jornal sustentou a mesma mentira – embate na JUSTIÇA e o jornal não resiste a mentira – é punido por atentado a VERDADE e a HONRA – condenado a pagar uma multa e indernização se SAI COMO UM ATAQUE A IMPRENSA!!! foi CRIME,CRIME!um órgão de Imprensa propositadamente publicando MENTIRA para um outro GOLPE MILITAR – ser punido,seus donos condenados é Ataque a Liberdade de Imprensa?O direito de resposta de Brizola ao Jornal Nacional,foi atentado a liberdade imprensa?
    Meu primo Marcos Dantas Loureiro é hoje um dos maiores especialistas e professor pós doutorado em controles socias da imprensa no mundo. Voce conhece?já o ouviu?ou dirá “Pedro,para mim é Ditadura!” amigo ReynaldoBh respeito seu ponto de vista – mas a unica coisa que voce fala sobre o assunto – “É DITADURA” e não diz e não diz nada sobre o que considera DITADURA.
    Esse plano vem sendo discutido e debatido com toda a SOCIEDADE BRASILEIRA desde do primeiro mandato de FHC e indo até o final do Lula – AMPLAMENTE DEBATIDO DE PORTAS ABERTAS mais de 2MILHÔES de proposta – organizado para ser apresentado ao Congresso,POVO antes de qualquer debate – DI TA DU RA!
    Amigo ReynaldoBh não nego seu conheciemnto no assunto – mas confesso apenas dizer DITADURA e repetir sempre – pobreza de argumento,não?.
    Temos aqui na net – centenas de blogues e artigos – dizer antecipadamente “Não leio!são venais,adesistas!” deveria ler sim – ao menos para se argumentar os contra as suas idéias.
    Aqui não é a trincheira em defesa contra a VERDADE UNICA – acredito que o Setti briga para que todas as VERDADES tenham espaço para serem debatidas – Não sei se realmente não se refere a mim “Espero que o Pedro ENTENDA que este texto NÃO é resposta a ele. Se fosse, o nominava! É para TODOS os que insistem na demonização da discordância e no endeusamento do pensamento único. Mesmo que visivelmente distorcido do que TODOS nós exigimos um dia, em um triste passado.”Afinal discordamos em quase 95%,sou dos que defendem a VERDADE UNICA? sou DEMONIO? bem se sou amigo ReynaldoBH chama o Malafaia,Macedo para expulsarem o demonio de mim – ou prefere o aquele Bispo de Sampa – onde a Inquisição é pinto para ele?
    Se me der a liberdade de escolha – chama o Malafaia ou o Macedo – aquele Bispo já me veria como um bom churrasco.
    Gostaria que dissesse o que considera de VERDADE UNICA?Fomos dominados por uma VERDADE UNICA e hoje se mostra totalmente destruida em toda a sua base teórica – O MERCADO SE AUTOREGULA,O MERCADO LIVRE E SEM REGULAMENTAÇÃO – é isso que defende? – se for, meu amigo, a VERDADE UNICA esta do seu lado e não do meu.
    Mudei de ideia vou chamar o Malafaia/Macedo para exorcizá-lo, o Bispo de Sampa Não! Você é uma pessoa para um gastrônomo explorar e não um Bispo de imagição para apenas churrasco .Tentei fazer uma piada.
    Abraços
    Pedro Luiz
    Apaga os dois textos abeixo,enviava e vinha errados – desculpa Setti

  • Caio Frascino Cassaro

    -

    7/10/2011 às 14:59

    Prezado Ricardo:
    Putz!!!!!!!!!!!!!! O texto publicado pelo Reynaldo-BH é uma aula. O que dizer mais? Agradeço ainda a correção relativa ao texto do Pastor Martin Niemoëller (sensacional – essa é de rodapé de almanaque!!). Só para desfazer o mal-entendido, vou citar um fato curioso e que pouca gente sabe. Tenho uma fotografia em casa em que meu Pai – assim mesmo, com “P” maiúsculo – aparece abraçado ao então Presidente João Goulart. Essa foto foi tirada em uma reunião política na casa de Ivete Vargas, reunião essa na qual ficou acertada a estratégia da apresentação do plebiscito sobre o presidencialismo. Meu pai, então ligado ao PTB, foi encarregado de dar uma entrevista ao jornal Última Hora em que defenderia a volta do regime presidencialista. E assim foi feito. No dia do famoso comício de 13 de março, meu pai tinha passagem aérea e estadia pagas para estar no palanque ao lado do Presidente. Por motivos que hoje não sei dizer, ele não pôde comparecer, escapando assim de uma possível perda de direitos políticos. Obviamente, meu lado nessa história nunca foi o dos militares. Mas também nunca será o dos oportunistas que defendiam uma ditadura de esquerda no passado e ainda hoje pensam assim, os que dizem matar por amor à humanidade, e que buscam transformar nossa sociedade, que em certos aspectos é um exemplo de pluralidade, em um modelo pasteurizado aonde prevalecerá o pensamento único, trocando o colorido da diversidade presente em uma sociedade democrática pelo cinza do monolitismo do socialismo real.
    Ao Reynaldo-BH, me dirijo diretamente – coisa que de um tempo para cá tenho procurado evitar, sempre me dirigindo ao responsável pelo espaço – agradeço a aula e as palavras simpáticas, com a certeza de que com gente da sua estirpe em nossas trincheiras eles “NÒ PASARÀN!”
    Muito Obrigado e um abraço.

  • Reynaldo-BH

    -

    7/10/2011 às 13:45

    Prezado Caio Cassaro,
    concordo com você em relação ao processo de transformação do PT em PRI. E o Brasil em um novo México. Repaginado. Aqui, um pouco mais sofisticado. Dividido em partidos da base alugada, ao invés de somente um centro de poder partidário. Porém com o mesmo resultado.
    Ao reler seu texto – o que originou a discordância – entendi (como você coloca novamente neste seu último comentário que estavas rotulando de ditabranda a ATUAL situação. E nunca a ditadura que ficou enterrada com desonras e inglórias, como todas devam ser.
    Por fim, espero que não entendas como uma correção; o poema citado por você não é de Brecht, apesar de ser constantemente creditado ao mesmo.
    É de um pastor luterano alemão, Martin Niemöller, em um poema chamada “E não sobrou Ninguém.” Ficou tristemente famoso como exemplo maior da discricionariedade ilegal derivada do nazi-fascismo que combatia com fervor. Mesmo condenado à pena máxima de um ano pelos tribunais alemães -por crime de opinião – e sendo por isto liberado ao fim do julgamento (pois já havia cumprido a pena enquanto aguardava o mesmo), foi trancafiado por ordem de Hitler como “prisioneiro pessoal” até o fim da Guerra. As leis nazistas eram suficientemente subjetivas para definir um crime como tendo como tipo penal (a garantia do cidadão) expressões como “ser inimigo do Reich” e por aí vai. Na ditadura brasileira houve algo parecido: era crime “atentar contra a Segurança Nacional”. E ninguém sabia ao certo o que seria esta tal “segurança” Podia ser nada. Ou tudo.
    Por isso me apavora ver propostas atuais que definem “controles sociais”, “orgãos da sociedade civil”, “interesse democrático” (expressões que são constantes no PNDH3) sem que o(s) autor(es) defina o que venham a ser. Podem ser tudo. Ou qualquer coisa que desagrade ao plantonista do poder. Seja ele Lula, Dilma, Temer, Serra ou Maluf!
    Não há como discordar de você quando diz estar na trincheira – e este espaço é uma delas – para resistir ao pensamento único e na demonização que se pretende a quem discorda. Me sinto assim também. Um tanto cansado por ter que voltar a ter preocupações que julguei enterradas e extintas, mas que retornaram com outra roupagem.
    Se os militares de 1964, apoiados pela imensa maioria de adesistas fisiológicos que apoiam hoje o governo atual houvessem conseguido pela força das baionetas (e tentaram!) impor esta hegemonia maléfica, não estaríamos aqui. Por que então, me pergunto, devo concordar com a mesma motivação embora com uso de outras práticas? O que mais queria a ditadura sangrenta de 1964? Calar vozes dissonantes. Impedir livre circulação de idéias. Impor uma ordem unida cegamente seguida por toda uma nação. O que desejam os atuais ideólogos deste projeto ensandecido de poder? As mesmas coisas! Ao invés e prisão, acusações de “quem discorda,inimigo é!” Mais sutis e mais disfarçadas. Mas não menos perversas. Não há como negar que existe uma corrente – e forte – dentro do governo, integrada por Franklin Martins, Tarso Genro, Rui Falcão, Marco Aurélio Garcia, José Dirceu, etc, que preferem o silêncio ensurdecedor das vozes caladas. E o discurso que não se escuta dos que aplaudem qualquer movimento que perpetue um projeto de poder sem consistência ideológica ou de governo. O que espero é que todos, sem exceção, que vivemos os anos de chumbo possamos refletir sobre o básico. Não considero que tenhamos ganho a batalha contra “eles”. E eram muitos! E continuam os mesmos, sob as asas do novo poder. Ganhamos o direito que deveria ser defendido em qualquer situação de sermos ouvidos mesmo quando – e principalmente quando – ousemos discordar. Sem que se cunhem termos como PIG (e não é ofensa chamar jornalistas idôneos de golpistas?), de “viúvas da direita” personagens como Demóstenes Torres a quem não se pode sequer comparar em níveis de honestidade com a trinca Sarney/Collor/Renan, de reacionários escritores como Ferreita Gular (exilado e perseguido na ditadura)? Não é tentativa de censura tentar expulsar um jornalista americano que ousou dizer que Lula preocupava os aliados pelo excesso de bebida (por favor, leiam o livro. E vejam que não há ofensas. Somente reportagem!)? Que a montagem de uma TV Brasil (que ninguém vê) é usada exclusivamente para cobrir atos oficiais, enquanto a Cultura de SP abriga debates com toda a sociedade? Não é usar de ironias destrutivas chamar as passeatas contra a corrupção de “passeata de filhinhos de papai”, menosprezando um movimento que é mundial? Não é manipulação de imagens dizer que Serra foi atingido com uma bolinha de papel, na campanha, quando centenas de imagens mostrou ser um objeto de maior peso? Não é afronta ao Estado de Direito o presidente então em exercício usar aviões públicos para comícios de campanha da sucessora, alegando “folga” entre compromissos oficias? Não é um escárnio ignorar multas da Justiça eleitoral, pedindo aos petistas pagarem pelo multado (o presidente), entre risos e esquecendo-se que para além do valor estava a condenação ética, moral e legal? E que todos estes atos foram defendidos pelos jornalistas que apoiam claramente o governo e que exigem que não hajam outros que critiquem este mesmo governo? Que nome pode-se dar a isto? “Democracia à brasileira”, como as jabuticabas? E não adianta se desdizerem quando confrontados: “Suas atitudes falam tão alto que não consigo ouvir o que você diz.” (Ralph Waldo Emerson).
    Não pedimos muito. EXIGIMOS o básico. Que se não querem discutir deias ou confrontar fatos, que ao menos nos eixem falando sozinhos!
    Não precisa que além disto, exijam nosso silêncio!
    Reynaldo.
    PS: Espero que o Pedro ENTENDA que este texto NÃO é resposta a ele. Se fosse, o nominava! É para TODOS os que insistem na demonização da discordância e no endeusamento do pensamento único. Mesmo que visivelmente distorcido do que TODOS nós exigimos um dia, em um triste passado.

  • Caio Frascino Cassaro

    -

    7/10/2011 às 9:58

    Prezado Ricardo:
    Reli o texto e estava com alguns errinhos. Esquça o outro e publique este, está bem?
    Obrigado.
    Prezado Ricardo:
    Minhas opiniões acabam sempre provocando a ira dos que querem nos calar. Mas é assim mesmo. Não estou aqui para falar da minha história pessoal, mesmo porque isso não interessa a ninguém, posto que sou uma pessoa absolutamente sem relevância. Um imbecil que escreve mais ou menos para alguns ou até mesmo um canalha para outros (não é a primeira nem será a última vez que serei chamado de canalha neste espaço), mas ainda assim, irrelevante em um contexto mais amplo do que aquele ligado à minha família, às minhas amizades e às minhas relações de trabalho. Não obstante, faço questão de deixar sempre claro o que penso a respeito das coisas. E combato idéias, não pessoas, somente me voltando contra as últimas quando são a personificação de uma idéia, como é o caso do ex-presidente Luiz Inácio, porém sempre restringindo minha oposição ao homem político, que é aquele a quem temos acesso pela atuação em nosso cotidiano e com quem nos relacionamos de uma forma direta. Isto posto, entendo que a discussão deve sempre permanecer no campo das idéias, apenas lamentando que, à falta de argumentação, leve-se a questão para o campo pessoal, tentando-se intimidar ao outro com ameaças veladas ou explícitas, com ofensas e impropérios. Meus argumentos, procuro embasá-los na lógica desenvolvida ao longo de 32 anos da prática da engenharia, tomando sempre o cuidado de articulá-los dentro do texto de forma a debater e eventualmente combater idéias. Finalizando, reações violentas a idéias são só a confirmação de tudo o que foi debatido neste espaço. O termo ditabranda, usado para designar o estado de coisas em que vivemos, um país em que todos são governo e que conta com uma oposição emasculada, quase adesista, e que por conta disto caminha a passos largos na direção de um único bloco político unido por uma enorme diversidade de interesses, em sua maioria fisiológicos, o que seria absolutamente fatal para a democracia, posto que essa união entre fisiológicos e ideológicos escancara as portas para que uns e outros façam do estado aquilo que bem entenderem, em um processo de Prisatização (desculpe o neologismo – a referência é o PRI mexicano) do Brasil, processo esse nefasto e cujas consequências o povo daquele país sofre até hoje. Assim, enquanto existirem espaços como este, estarei combatendo, da forma que posso, esse estado de coisas. Para terminar, gostaria de lembrar um texto que, me corrija, Ricardo, se eu estiver errado, é de autoria de Bertolt Brecht:
    “Primeiro eles chegaram e levaram os judeus. Não protestei porque não era judeu. Depois levaram os comunistas. Também não protestei, pois não era comunista. Logo em seguida levaram os católicos. Eu não era um deles e não me importei. Por fim vieram me buscar. E aí, já não tinha mais ninguém para protestar por mim”
    Um abraço

  • Caio Frascino Cassaro

    -

    7/10/2011 às 9:47

    Prezado Ricardo:
    Minhas opiniões acabam sempre provocando a ira dos que querem nos calar. Mas é assim mesmo. Não estou aqui para falar da minha história pessoal, mesmo porque isso não interessa a ninguém, posto que sou uma pessoa absolutamente sem relevância. Um imbecil que escreve mais ou menos para alguns ou até mesmo um canalha para outros (não é a primeira nem será a última vez que serei chamado de canalha neste espaço), mas ainda assim, irrelevante em um contexto mais amplo do que aquele ligado à minha família, às minhas amizades e às minhas relações de trabalho. Não obstante, faço questão de deixar sempre claro o que penso a respeito das coisas. E combato idéias, não pessoas, somente me voltando contra as últimas quando são a personificação de um de uma idéia, como é o caso do ex-presidente Luiz Inácio, porém sempre restringindo minha oposição ao homem político, que é aquele a quem temos acesso pela atuação em nosso cotidiano e com quem nos relacionamos de uma forma direta. Isto posto, entendo que a discussão deve sempre permanecer no campo das idéias, apenas lamentando que, à falta de argumentação, leve-se a questão para o campo pessoal, tentando-se intimidar ao outro com ameaças veladas ou explícitas, com ofensas e impropérios. Meus argumentos, procuro embasá-los na lógica desenvolvida ao longo de 32 anos da prática da engenharia, tomando sempre o cuidado de articulá-los dentro do texto de forma a debater e eventualmente combater idéias. Finalizando, reações violentas a idéias são só a confirmação de tudo o que foi debatido neste espaço. O termo ditabranda, usado para designar o estado de coisas em que vivemos, um país em que todos são governo e que conta com uma oposição emasculada, quase adesista, caminha a passos largos na direção de um único bloco político unido por uma enorme diversidade de interesses, em sua maioria fisiológicos, o que seria absolutamente fatal para a democracia, posto que essa união entre fisiológicos e ideológicos escancara as portas para que uns e outros façam do estado aquilo que bem entenderem, em um processo de Prisatização (desculpe o neologismo – a referência é o PRI mexicano) do Brasil, processo esse nefasto e cujas consequências o povo daquele sofre até hoje. Assim, enquanto existirem espaços como este, estarei combatendo, da forma que posso, esse estado de coisas. Para terminar, gostaria de lembrar um texto que, me corrija, Ricardo, se eu estiver errado, é de autoria de Bertolt Brecht:
    “Primeiro eles chegaram e levaram os judeus. Não protestei porque não era judeu. Depois levaram os comunistas. Também não protestei, pois não era comunista. Logo em seguida levaram os católicos. Eu não era um deles e não me importei. Por fim vieram me buscar. E aí, já não tinha mais ninguém para protestar por mim” .
    Um abraço

  • Pedro Luiz Moreira lima

    -

    6/10/2011 às 19:55

    Amigo Reynaldo BH – não precisa se preocupar com a perda de minha amizade – quando discordamos somos incisivos,eu principalmente ,fazemos cara a cara nos chamando pelo nome.
    O mesmo faz o Bandarra,o Corinthiano me chamam diretamente nas CRITICAS e DISCORDANCIAS ao que escrevo – e o mesmo faço a eles – DIRETAMENTE!
    O sr. Caio indiretamente diz que sou:” O pior tipo de desonesto é o que usa e abusa da desonestidade intelectual. Há comentários aí embaixo que chegam a dizer que no governo Luiz Inácio não houve nenhum ataque à liberdade de expressão.”
    1. Ser o PIOR DESONESTO por afirmar dentro de minha ótica:” Amigo Reynaldo BH:
    Não temo CENSURA – nesses 8 anos de governo Lula e agora de Dilma – sofremos algum ataque a Liberdade de Imprensa?Quem sofre são as Radios Comunitarias e infelizmente sofrendo as maiores e mais ilegais perseguições – com o silencio e com apoio da Grande Midia.
    Debater a imprensa e mesmo critica-la – não representa ameaça – numa Democracia existe algo ACIMA de Críticas? se tiver aí sim temo pela LIBERDADE de todos nós.
    Vamos encerrar o assunto?
    Abração
    Pedro Luiz”
    2. Diga Sr.Caio onde existe qualquer tipo de desonestidade e ser o pior desonesto em minha afirmativa – diga um fato que houve um ataque a Liberdade de Imprensa nesse período.Não o senhor de forma COVARDE e CANALHA agrediu – CANALHA pois apenas agrediu e COVARDE pois devia dirigir diretamente a MIM.
    3. Coloquei dois textos para serem lidos e debatidos – um da jornalista Cynara Meirelles e outro EXTRAORDINARIO do Paulo Moreira Leite – Isto É! Viu Reynaldo não é da Carta Capital ou Caros Amigos que vc denominou como VENAIS,ADESISTAS – leia e releia o texto:
    4. “Sabemos que a publicidade pode produzir benefícios públicos, como estimular o comércio, que gera consumo, estimula o crescimento e ajuda a criar empregos.
    Ela também podem ajudar os meios de comunicação a manter distancia das verbas publicas e dessa forma contribuir para uma mídia mais saudável.
    Mas a publicidade é uma causa comercial e envolve interesses privados. Sua função social é restrita. Um anuncio precisa ser pago para ser exibido. A liberdade de expressão é parte da história da humanidade que criou e defendeu direitos humanos. A publicidade é filha da economia de mercado.
    De certa forma, é preciso ter uma visão mercenária de liberdade de expressão para confundí-la com campanhas publicitárias. A liberdade não tem preço. A publicidade tem.
    Isso acontece porque são coisas diferentes. A liberdade é uma causa universal e envolve o interesse público. O direito de opinião pertence a todos homens e mulheres. Deve ser amplo e irrestrito.
    A publicidade possui um organismo que tem autorização para praticar a autocensura, que é o CONAR, um conselho de autoregulamentação que reune represantes do setor e atua em nome dele. Ele pode determinar a retirada de uma campanha do ar.
    Se houvesse um orgão semelhante no jornalismo, seria um escândalo. Isso porque há uma distinção natural entre liberdade e direito de venda. Um condomínio de jornais e jornalistas com poderes para exercer a censura sobre outros jornais seria inaceitável e absurdo. A liberdade de expressão não é propriedade de uma categoria — os jornalistas — nem das empresas de mídia. É do povo.
    5. Uma aula de Jornalismo que deveria ser PUBLICADO nas ESCOLAS DE JORNALISMO de todo o BRASIL.

    6“O pior tipo de desonesto é o que usa e abusa da desonestidade intelectual. Há comentários aí embaixo que chegam a dizer que no governo Luiz Inácio não houve nenhum ataque à liberdade de expressão. Acho então que foi no governo FHC que Paulo Vanucchi et caterva tentaram fazer o país engolir goela abaixo o tal PNDH-3… São fascistas SIM, e não adianta posarem de bacaninhas porque a cada manifestação a alma fascista” Fascista o Paulo Vanuchi? Preso,muito torturado solto e com risco na clandestinidade junto com D.Evaristo Arns e o Pastor Wright escreveram essa Obra Fantástica – Tortura Nunca Mais, Eu Fascista?em minha casa o Nazi/Fascismo combatido numa Guerra Mundial,na luta pela Legalidade e resistência a 1964,as perseguições,seqüestros e torturas não impediram que a Luta pela Liberdade não esmorecesse e finalmente até hoje a mesma causa pela LIBERDADE é ainda defendida – e vem o sr.Caio Fracisno Cassaro de forma CANALHA e COVARDE me chamar de PIOR DESONESTO e FASCISTA?
    7- Usa o termo de DITABRANDA e PETRALHA –“O pior tipo de desonesto é o que usa e abusa da desonestidade intelectual. Há comentários aí embaixo que chegam a dizer que no governo Luiz Inácio não houve nenhum ataque à liberdade de expressão. Acho então que foi no governo FHC que Paulo Vanucchi et caterva tentaram fazer o país engolir goela abaixo o tal PNDH-3… São fascistas SIM, e não adianta posarem de bacaninhas porque a cada manifestação a alma fascista aparece. Para terminar, tomei emprestado do Reinaldo Azevedo um vídeo da TV Pirata que ilustra de forma maravilhosa a Bobolândia nestes tempos de ditabranda petralha.
    É só acessar o link. Garanto que tem muita gente que vai se identificar no vídeo. Eu, é claro, um imbecil que escreve mais ou menos, me identifico com o papagaio…
    8 – Ditabranda somente CANALHAS podem assim referir a uma DITADURA de 21/22 anos que somente trouxe a DOR,TORTURA,MORTE e DESAPARECIMENTOS – utiliza o termo PETRALHA – PETISTA CANALHA?Não sou partidário mais quer me chamar de PETRALHA faça diretamente e não de FORMA CANALHA E COVARDE como fez.
    9 – O chamo diretamente de COVARDE e CANALHA não preciso ser INDIRETO.
    10 – Exagerei na minha justa indignação, “elegante e sem agressão” como se referiu meu amigo Reynaldo BH ao texto do sr.Caio e concordo somente coloco mais – TEXTO ELEGANTE E SEM AGRESSÃO MAS CANALHA e COVARDE.Não pretendo ir a Justiça, deixo o CANALHA e COVARDE em sua CANALHICE E COVARDIA.
    11 – Peço ao amigo Setti colocar o texto todo sem alteração.
    Pedro Luiz Moreira Lima.

  • Carlos

    -

    6/10/2011 às 16:27

    Amigo Setti, minha namorada concorda com a ministra e resolveu trocar suas calcinhas por shorts bem comportados. Amigo, dureza! Pensa bem viver com a mulher que voce ama usando botina de peão, pernas cab. e cabelos debaixo do braço. Covardia.
    Bem, já não sei mais como resolver meu problema, se as garotas de programa aderirem “à greve” da ministra Ira-ny Lopes o jeito vai ser pagar um travec. pra vestir aquelas belas e sex calcinhas da Gisele. Não sei como vai ser pra esconder o ….., mas sem calcinhas no mundo é que não dá.

  • Reynaldo-BH

    -

    6/10/2011 às 14:56

    Não sei o que dizer. Sequer se deveria dizer algo. Por outro lado, não falar nada seria covardia.
    É uma situação difícil. Laços de uma antiga amizade me unem ao sr. Pedro Luiz. Perdida no tempo, nestas voltas que a vida dá.
    Sei que vou desagradar ao Pedro, mas é o preço a pagar por tentar ser – sempre – coerente. As opiniões – defensáveis e muitas vezes muti sólidas – se perdem no exagero (sinto dizer) das posições externadas. Onde o contraditório é ofensa. Mesmo sem nunca ter sido o mobile do comentário. Confunde-se a opinião com o comentarista. A divergência com a não aceitação de outra visão.
    Eu sou assim, no sentido de discordar e defender minhas visões. Políticas, ideológicas ou filosóficas. Na medida do que tento entender do mundo. Até por uma questão de poder continuar um debate, prefiro jamais derivar para ofensas ou agressões. É a tática o Hamas. Não se discute com que quer me calar. Ou me convencer – pela truculência – a mudar de posição. Como diria Tancredo, “não empurra não, que empurrado eu não vou!” Mas, mesmo sendo um Quixote, minha motivação maior ainda é o respeito ao outro. À história de cada um. Ao passado. Ao futuro de nossos filhos e filhas. Não se cria uma nação a partir destes confrontos. No máximo, cria-se um ajuntamento de pessoas que falam a mesma língua. Exemplos em todo o mundo, não faltam.
    Como disse, Pedro Luiz é um amigo querido. Sem adjetivações fáceis. Com ele – carioca como eu e morando em BH, como eu inicia minha jornada por cá – acolheu-me com sua amizade e de sua família. Me apresentando BH e MG. Isto não tem preço. Aliás, a amizade é o maior dos valores que o homem pode ter. Dela deriva todas as outras: respeito, gratidão, admiração, etc. Acima da amizade, só aqueles valores intrínsecos aos seres humanos. Como a verdade, tolerância e crença no convívio entre diversos.
    Sei que corro o risco de perder o amigo. O que seria uma pena.
    Neste embate – de que fugi, atendendo a um pedido do Pedro – o sr. Caio Frascino Cassaro não foi ofensivo ou sequer deselegante. Eu mesmo já havia dito que se o Reinaldo Azevedo chamava de fascista a quem dele discordava eu me considerava um imbecil, na ótica da jornalista Cynara.
    Foi o mesmo que Caio disse. Ou não?
    Eu li – e debati INTENSAMENTE no Augusto Nunes – o PNDH3. Li de cabo a rabo. Analisei TODAS as propostas. Escrevi sobre elas. Sou advogado (e ex-promotor, nos idos de 1980, antes de vir aportar em BH) e ainda me lembro do que aprendi. E posso afirmar: o 3 nada tinha a ver com o 2! E se foram discutidas pela sociedade, foram em fóruns reservados onde até mesmo a imprensa foi “convidada” a se retirar. Infelizmente o PNDH3 é um primor de autoritarismo. Tanto que está sendo alterado.
    Quanto ao processo. Evito comentar.
    Se o Setti (e Augusto, por exemplo) fossem processar os que insultam DIARIAMENTE a ambos, com fatos e acusações difamatórias, teriam que parar de escrever e dar plantão em tribunais!
    Enfim, sou um ETERNO E PERMANENTE defensor do Estado de Direito, sem o que temos a barbárie.
    Que cada um acione a Justiça quando achar oportuno.
    MAs que antes avalie bem se este movimento de cidadania é fruto de uma razão maior ou um destempero momentâneo.
    Abraços a ambos e em especial, ao amigo Setti!
    PS: DESCULPE PELA EXTENSÃO DE MAIS UM DESABAFO, AGORA QUASE QUE PESSOAL!)

    Não há nada que deva ser desculpado, caro Reynaldo.
    E outro abração pra você.

  • Caio Frascino Cassaro

    -

    6/10/2011 às 14:00

    Prezado Ricardo:
    Pelo visto, como eu disse, esses cidadãos que se dizem democratas não perdem a oportunidade para mostrar as garras. Essa gente não tolera o contraditório. Falam em processo – não sei porque lembrei de Kafka – como se isso pusesse medo em alguém. Não xinguei ninguém. Não chamei ninguém de imbecil, ainda que de forma elíptica, como ficou claro em um dos comentários em que o texto de uma jornalista da Carta Capital foi apresentado. Se tivesse que fazê-lo, o faria de forma direta, sem me esconder atrás do texto de ninguém. Se me dirijo a você quando faço meus comentários, é em respeito a ti como responsável por este espaço, e por entender que o livre debate das idéias deve estar além do bate-boca vulgar. O comentário do Reynaldo-BH abaixo é a reiteração do que tenho sustentado ao longo de tudo o que eu disse nesta troca de idéias: querem impor uma pauta, e isso tem um nome. Chama-se fascismo. Com relação a processos, quem quiser que pegue uma senha. Finalizando, peço a gentileza a quem queira citar o meu nome, que o faça de forma correta. Escreve-se FRASCINO, com “SC” muito fácil de lembrar, posto que encontra-se o mesmo dígrafo em FASCISMO.
    Um abraço

    Prezado Caio, você tem razão. A tolerância ao contraditório no Brasil ainda é, de forma geral, uma quimera. E o que não falta são comentários truculentos e autoritários, infelizmente. Eu, que já mediei mais de 50 mil desde o começo do blog, que o diga…
    Abração

  • Reynaldo-BH

    -

    6/10/2011 às 12:37

    Do blog do NOBLAT.
    …………………
    Depois de comercial de Gisele, ministra quer opinar em novela
    Depois de comercial de Gisele, ministra quer opinar em novela

    Ana Flor, Folha de S. Paulo

    Uma semana depois de pedir para tirar do ar um comercial de lingerie com a modelo Gisele Bündchen por considerar a peça agressiva à mulher, a Secretaria de Políticas para Mulheres tomou outra decisão polêmica.

    A pasta enviou um ofício à Globo demonstrando preocupação com o personagem Baltazar – interpretado por Alexandre Nero -, da novela “Fina Estampa”. Na trama, ele humilha e bate na mulher Celeste, vivida por Dira Paes.

    Em ofício enviado ontem à emissora, a ministra Iriny Lopes sugere à Rede Globo e ao autor da novela, Agnaldo Silva, que Celeste procure a Rede de Atendimento à Mulher, por meio do telefone 180.

    A ministra sugere ainda que, diferentemente de casos anteriores, em que o agressor é apenas punido, que Baltazar seja encaminhado aos centros de reabilitação previstos na Lei Maria da Penha.
    ……………..
    Nasce uma nova autora de telenovelas.
    E um novo gênero: o da novela oficial!

  • Reynaldo-BH

    -

    6/10/2011 às 12:34

    Pedro, ok, atendendo a seu “pedido”, assunto encerrado. Sorry pela insistência.
    Abração.

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    6/10/2011 às 12:20

    Caio Francino Cassaro:Não tema de dirigir a quem lhe desagrada.Voce me acusa de desonestidade intelectual por dizer que no Governo Lula e Dilma nunca houve ataque a liberdade de imprensa.
    O PNDH-2 começou no Governo FHC,depois Lula e ainda no de Dilma, aberto ao publico e com amplo debate com a midia .Infelizmente a midia em sua maioria antes mesmo do projeto ser mostrado já o chamavam de FASCISTA E CENSURA.Duvido que conheça todo PNDH..,e assim como eu também não conheço em detalhes,era um PUBLICO EXPERT e TÉCNICO no ASSUNTO.A Covardia da grande imprensa – disse COVARDIA e REPITO COVARDIA,foi antes mesmo de ditadicamente ser apreesentado – já era chamado de FASCISTA e de CENSURA.
    Voce sabe quem é Paulo Vanuchi e a mim para me chamar de FASCISTA?qual a sua contribuição na luta pelos Direitos Humanos?qual a sua participação pela recuperação da ordem democratica em nosso país? por fim utilizar os argumentos do sr.Reinaldo Azevedo para acusar os outros e a mim de fascistas e o cinismo de usar termo DITABRANDA – agora terá que provar aqui e se não provar será na JUSTIÇA – pedirei ao jornalista Ricardo Setti todas as opiniões que dei em seu blogue para dar a voce – amplo acesso a acusação – para encontrar qualquer contexto em PEDIR UM REGIME DE FORÇA FASCISTA – não achando na JUSTIÇA – tem na justiça crimes pela internet.
    O FASCISMO foi o que voce denomina de DITABRANDA, onde a população brasileira pagou por 21/22 anos de Terror e 1 milhão de brasileiros diretamente foram perseguidos.
    SR.Caio Frascino Cassaro xingar e acusar os outros sem sustentação É CRIME – e pretendo caso não prove levá-lo a JUSTIÇA.

  • Caio Frascino Cassaro

    -

    6/10/2011 às 7:55

    Prezado Ricardo:
    O pior tipo de desonesto é o que usa e abusa da desonestidade intelectual. Há comentários aí embaixo que chegam a dizer que no governo Luiz Inácio não houve nenhum ataque à liberdade de expressão. Acho então que foi no governo FHC que Paulo Vanucchi et caterva tentaram fazer o país engolir goela abaixo o tal PNDH-3… São fascistas SIM, e não adianta posarem de bacaninhas porque a cada manifestação a alma fascista aparece. Para terminar, tomei emprestado do Reinaldo Azevedo um vídeo da TV Pirata que ilustra de forma maravilhosa a Bobolândia nestes tempos de ditabranda petralha.
    É só acessar o link. Garanto que tem muita gente que vai se identificar no vídeo. Eu, é claro, um imbecil que escreve mais ou menos, me identifico com o papagaio…
    http://www.youtube.com/watch?v=iiO7QV84nSo
    Um abraço
    Caro Caio, assisti novamente o quadro “Piada em Debate” indicado por você neste link. Sensacional. Que saudades do humor inteligente da TV Pirata!
    E sim, se aplica totalmente à situação.
    Obrigado.
    Abraço

  • Nelson

    -

    5/10/2011 às 21:25

    Sras. e Srs.,

    O mais chocante de tudo é que a propaganda trata O HOMEM como objeto, pois a Gisele diz que “consegue tudo” com nós, pobres homens! O que está acontecendo com a inteligência das pessoas? Será que nem minisro percebe o óbvio?

  • Razumikhin

    -

    5/10/2011 às 17:46

    Que tal a ministra Iriny – tão corajosa com o anjo Gisele Bundchen – ir tratar de mandar investigar os casos de prostituição infantil no nordeste, e no norte? Que tal bater de frente com gente grande?

  • Jefff

    -

    5/10/2011 às 11:49

    Os imbecis do artido da Cinara batem no peito com orgulho. Surreal!

  • lavinia

    -

    5/10/2011 às 8:01

    ADOREI O TOM DA BRINCADEIRA:” CHATEAR A CHATÍSSIMA MINISTRA”.ELA DEVE SE PREOCUPAR MENOS COM PROPAGANDAS E MAIS COM SITUAÇÕES REAIS E, INFELIZMENTE, TRISTES E GRAVES DE MUITAS MENINAS E MULHERES BRASILEIRAS. SER SENSUAL NÃO É NENHUM PECADO. PECADO É ESSA MINISTRA NÃO SAIR DEFENDENDO, COM TODA SUA FORÇA POLITICA, AS QUE SÃO ESTUPRADAS, ASSASSINADAS,DISCRIMINADAS OU SOFREM TODO TIPO DE ABUSO PSICOLÓGICO OU FISICO DENTRO E FORA DE SEUS LARES. PETISTAS, PAREM DE DEFENDER ESSA MINISTRA SÓ PORQUE ELA É FEIA! SER FEIA NÃO É CULPA DA PESSOA. SER INCOMPETENTE NUM CARGO TÃO IMPORTANTE, É!

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    5/10/2011 às 1:14

    Desculpa Setti – o artigo do Paulo Moreira Leite é uma aula de reflexão.

    Sabemos que a publicidade pode produzir benefícios públicos, como estimular o comércio, que gera consumo, estimula o crescimento e ajuda a criar empregos.
    Ela também podem ajudar os meios de comunicação a manter distancia das verbas publicas e dessa forma contribuir para uma mídia mais saudável.

    Mas a publicidade é uma causa comercial e envolve interesses privados. Sua função social é restrita. Um anuncio precisa ser pago para ser exibido. A liberdade de expressão é parte da história da humanidade que criou e defendeu direitos humanos. A publicidade é filha da economia de mercado.

    De certa forma, é preciso ter uma visão mercenária de liberdade de expressão para confundí-la com campanhas publicitárias. A liberdade não tem preço. A publicidade tem.

    Isso acontece porque são coisas diferentes. A liberdade é uma causa universal e envolve o interesse público. O direito de opinião pertence a todos homens e mulheres. Deve ser amplo e irrestrito.

    A publicidade possui um organismo que tem autorização para praticar a autocensura, que é o CONAR, um conselho de autoregulamentação que reune represantes do setor e atua em nome dele. Ele pode determinar a retirada de uma campanha do ar.

    Se houvesse um orgão semelhante no jornalismo, seria um escândalo. Isso porque há uma distinção natural entre liberdade e direito de venda. Um condomínio de jornais e jornalistas com poderes para exercer a censura sobre outros jornais seria inaceitável e absurdo. A liberdade de expressão não é propriedade de uma categoria — os jornalistas — nem das empresas de mídia. É do povo.

    Em função dessa natureza diferenciada, uma determinada publicidade pode ser retirada do ar – ou banida para sempre – se for considerada prejudicial a sociedade. É o que acontece, por exemplo, com campanhas de cigarro. Ou de bebida, que só são exibidas em determinados horários.

    Mas você nunca tentará proibir um conto maravilhoso, chamado “Só para fumantes”, do peruano Julio Ramon Ribeyro. Trata-se de uma pequena (apenas pelo tamanho) obra-prima da literatura universal, bela e bem construída, que todo mundo deveria ler na primeira oportunidade. Mas o conto faz uma defesa tão alucinada e poética das delícias do cigarro que se pode dizer que estimula o tabagismo.

    Também não se pensa em proibir poemas e músicas de Vinícius de Moraes onde ele fala do uísque como um grande amigo. Nem artigos que expressam uma defesa apaixonada de determinados vinhos, mesmo que no fim das contas isso também possa servir de estímulo ao consumo de álcool.

    É possível fazer reportagens belíssima a partir das dores de um alcóolico. O que dizer de textos que falam de cocaína, de filmes sobre heroína?

    Com a publicidade é diferente. Nossa sociedade considera que é aceitável proibir anuncios de produtos que fazem mal a saúde. Não é um problema de prestígio. É de natureza.

    O direito da sociedade em defender aquilo que considera prioritário se sobrepõe ao direito de uma empresa em vender bem seus produtos. Desse ponto de vista, o espaço público não é um grande vale-tudo nem uma competição selvagem.

    E aí volto ao sutiã e a calcinha de nossa maravilhosa Gisele. O enredo da propaganda descreve uma situação clássica onde mulheres usam o corpo para agradar maridos e conseguir o que desejam.

    Para muitas pessoas, é normal e até divertido. Também se pode alegar que é assim mesmo que acontece na vida de muitas mulheres, lembrar a história daquela amiga que queria ir para a Europa de classe executiva e ai…

    Tenho certeza de que muitas mulheres – emancipadas e independentes – até se divertem com a situação descrita no anuncio pois, em suas vidas, maridos como aquele sempre fizeram papel de bobo.

    (Repare que é preciso qualificá-las como emancipadas, como independentes. Não se fala de homens “emancipados” nem “independentes” neste sentido. Isso porque essa distinção existe…)

    Mas você pode ofender-se, também.

    Pode considerar que é ofensivo exibir em forma de comédia uma situação que banaliza uma realidade dolorosa para muitas mulheres que enfrentaram e enfrentam um dos clássicos da opressão feminina — muitas vezes, só para comprar feijão, ou porque foram educadas a aceitar isso, ou porque não tem forças para resistir, o que não torna ninguém menos digno de seus direitos.

    Também pode considerar que não se deve fazer ironia com uma realidade que produz sofrimento, como se vê em tantos lugares e não só nas delegacias da mulher.

    Como tantas testemunhas de um tratamento ofensivo e degradante, pode achar que situações traumáticas devem ser tratada com respeito redobrado.

    Você também pode achar que, na condição de vítima, seus sentimentos merecem consideração.

    Outro argumento. É possível considerar que, mesmo atuando na esfera cultural e das relações simbólicas (chique, não?) esta publicidade é tão nociva para as relações humanas como o cigarro é prejudicial à saúde das pessoas. Essa visão poderia levá-lo a considerar que as duas propagandas merecem receber o mesmo tratamento.
    Você também pode achar que tudo isso é bobagem, patrulha, autoritarismo.

    Mas vamos nos entender: esta é a discussão.

    Paulo Moreira Leite -

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    4/10/2011 às 23:57

    Amigo Reynaldo BH:
    Não temo CENSURA – nesses 8 anos de governo Lula e agora de Dilma – sofremos algum ataque a Liberdade de Imprensa?Quem sofre são as Radios Comunitarias e infelizmente sofrendo as maiores e mais ilegais perseguições – com o silencio e com apoio da Grande Midia.
    Debater a imprensa e mesmo critica-la – não representa ameaça – numa Democracia existe algo ACIMA de Críticas? se tiver aí sim temo pela LIBERDADE de todos nós.
    Vamos encerrar o assunto?
    Abração
    Pedro Luiz

  • Reynaldo-BH

    -

    4/10/2011 às 15:38

    Pedro, sua sugestão de voltarmos, por aqui, a discutir a regulamentação da mídia, a tomo emprestada. Setti tem dado bastante espaço. Na verdade esta iniciativa nasceu do PNDH3, que avançava até em conteúdo e na formação de um comitê censor com um disfarce de ser composto por “Forças sociais”, sem definir quais seriam.
    Há outras formas de censura. Mais sutil e tão malévola quanto. Desde a autocensura (que na Ditadura obrigava jornalistas a avaliarem, a priori, se o material seria publicado ou não) até o patrulhamento de quem pensa o que.
    Mesmo a jornalista Cynara – que não usa a palavra CENSURA – usou do artifício. Se apropria de um título de um livro chinfrim e sai qualificando de imbecis a quem ousa pensar diferente. Veja se concorda (citando) : – O “pensador” imbecil politicamente incorreto: ataca líderes LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trânsgeneros) e defende homofóbicos sob o pretexto de salvaguardar a liberdade de expressão. Ataca a política de cotas baseado na idéia que propaga de que não existe racismo no Brasil. Além disso, ações afirmativas seriam “privilégios” que não condizem com uma sociedade em que há “oportunidades iguais para todos”. Cynara continua: – “Seu mote favorito é o combate à corrupção, mas os corruptos sempre estão do lado oposto ao seu.” E termina com esta pérola: – “Sua principal característica é confundir inteligência com escrever e falar corretamente o português.”
    E por aí vai… Isso não é censura?
    O imbecil que escreve bem (geralmente é porque, como eu e você temos algo a dizer) é censurado por… escrever bem! E “acusados” de não sermos.. inteligentes!
    O ponto focal continua sendo: a ninguém dou o direito de pensar por mim, me impedir de pensar ou tentar fazer com que eu pense como ELES querem que eu pense!
    O mesmo vale para TODOS! Jamais consegui admitir o pensamento único.
    Quanto à pobreza dos canas (abertos em sua imensa maioria) no Brasil, creia-me, é standard mundial. Nos USA vc fica quase que refèm da Sky News, uma direita raivosa e hidrófoba que causa enjoo! Na França, La 5 é canal oficial. (Quase…) A BBC é ótima, mas pouco analítica. E por aí vai. Em Portugal chega-se ao cúmulo de identificar canais de oposição e de apoio! Não dá para ver programas do bispo Macedo ou da REDE TV à procura de um dono! Mesmo a Globo – que tem que prezar um nome – tem seus deslizes. (Vide CBF). É da imprensa. E não há nada no mundo que impeça estas coisas. Na Inglaterra não foi preciso um “comitê” para tirar o News of the World das ruas. Bastou OUTRO jornal e a opinião pública. Nos USA, Macarthy USOU e ABUSOU de uma imprensa atemorizada para caçar comunistas. E a Liga das Senhoras Cristãs cronometrava a duração dos beijos nos filmes de Hollywood! Não precisamos disto.
    Bem, empatamos. Você para o RA é fascista. (Não concordo! Mas dou o direito do RA achar – e escrever – isso!). E eu sou IMBECIL, para a Cynara! (E dou o direito dela escrever este “elogio”)!
    Hehehe…
    Vamos em frente!
    Reynaldo.

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    4/10/2011 às 13:54

    Reynaldo BH – continuo usando meu senso critico assim como voce o seu – acho o tal do politicamente incorreto é o TUDO VALE.
    Mostrar por argumentos que o POLITICAMENTE INCORRETO é o TUDO VALE não é CENSURA,é direito a OPINIÃO.
    A Mídia tem seu processo de controle nos EUA,na Inglaterra,na França… não é censura – quantidade de programas de caráter educacional,de produções nacionais,horarios de programação,evitar o MONOPÓLIO DA MIDIA,defesa da privacidade etc.Em nenhuma dessas regulamentações é citado a palavra CENSURA – o projeto brasileiro é muito extenso e não o conheço – e em nenhum momento coloquei CENSURA no que escrevo e nem vi no artigo da Cynara Menezes a palavra CENSURA.
    Surgiro ao Setti – colocar aqui artigos sobre o Marco Regulatório da Imprensa para debates – os a favor e os contra.Pelo amor de DEUS – LER como aprendizado e não leitura e ter como argumento o XINGAMENTO.
    “O unico controle que admito é o remoto” sim, desde que haja diversidade das programções,há?para mim não – tudo igual o que muda é apenas a qualidade da imagem.Isso e a minha opiniáo – Faustáo melhor que Gugu ou Silvio Santos ou Panico ou CQC?.Jornal Nacional melhor que a Band ou Record ou SBT?,de pouco vejo do melhor de um para o outro.
    Futebol assisto pela Globo apenas por uma questáo de imagem – comentarios e narradores todos bobos e repetitivos – adoraria era o Gerson comentando – esse sim independente.
    Ter o controle remoto e mudar para a mesma coisa?
    A palavra ESPERTAMENTE tem um sentido PEJORATIVO – AQUELA CARA E ESPERTO!!!Em nada vi no texto da jornalista a ESPERTICE e nem a palavra CENSURA – confesso amigo ReynaldoBH – se visse qq sinal de ESPERTICE náo colocaria aqui – o SER ESPERTO náo faz parte de minha vivencia ou pratica.
    Leio o Reinaldo Azevedo,o Augusto Nunes,o Lauro Jardim,o Paulo Henrique Amorim,o Azenha,o Cloaca,o Noblat,o Nassif,a Maria Helena,o Radio do Moreno,o Ancelmo Goes, o SETTI E DE LEI e quem surgir.Ai sim vejo DIVERSIDADE mas infelizmente so na net.
    Em relacáo ao artigo que enviou do Reinaldo Azevedo – li – esta aqui embaixo nas Manchetes da Veja e o leio sempre – minha opiniáo de náo gostar do POLITICAMENTE INCORRETO segundo Reinaldo Azevedo? – me tornei FASCISTA.
    viu como tenho bom humor considero o final como um bem humorado gran finalle.
    Abra;áo
    Pedro Luiz

  • Angela Miranda

    -

    4/10/2011 às 13:39

    Essa ministra não tem mais o que fazer não?!?! Vai trabalhar, vai fazer alguma coisa útil nesse seu cargo inútil!!!!

  • Caio Frascino Cassaro

    -

    4/10/2011 às 13:15

    Prezado Ricardo:
    O Reynaldo-BH se antecipou a mim. Eu ia sugerir a leitura do post do Reinaldo Azevedo a respeito do assunto, só que ele chegou antes. Assim, para completar, a diferença entre um livre pensador e um fascista do politicamente correto é que enquanto os primeiros aceitam a manifestação de qualquer pessoa, ainda que esta pessoa seja um imbecil, bastando simplesmente não lhe dar atenção ou processá-lo segundo o código civil, os últimos desejam a supressão pura e simples do direito do imbecil se manifestar.Tudo é pretexto para a imposição de uma pauta, de uma agenda do pensamento único. Da propaganda da Gisele Bündchen ao besteirol estúpido do Rapha Bastos, tudo é motivo para essa gente pular e mostrar as garras de censores escondidas por trás desse bom samaritanismo que só engana aos mais incautos. O mais engraçado é que na argumentação apresentada todo o azedume, o mau humor, a intolerância com a diferença fica evidente, conforme está claro em alguns comentários dessa turma postados abaixo. Para finalizar, repetindo Bernardo Bertolucci, que, segundo a minha lente, não era um imbecil e muito menos politicamente correto, “O fascismo começa caçando tarados”. E eu completo dizendo que para eles, tarados sempre serão os outros.
    Um abraço

  • Reynaldo-BH

    -

    4/10/2011 às 11:29

    Pedro, sei de seu bom humor. Só perde para a intensidade de sua agressividade. MAs ambas são bem vindas.
    Como você transcreveu o artigo de Cynara Menezes (jornalista com larga experiência)que, espertamente, misturou “alhos com bugalhos” ao fazer de base de apoio um livrinho muito do ruim para desviar o foco principal (a censura que quer se manifestar de formas diversas, dese o “controle social da mídia” à taxação de “politicamente incorreto” com opiniões discordantes), te envio um link. Do enfant terrible odiado por muitos, o Reinaldo Azevedo.Se ele tem fama de ser “do contra e direitista” (coisa que assume) a Carta Capital tem fama de ser “venal e adesista”(coisa que não assume).
    Por mim o foco continua sendo a frase de DILMA (veja você que me valho dela, sem ironias!): “o único controle que admito é o remoto!” Na veia! Raphinha Bastos (para mim, um imbecil!) andou falando merda como sempre? Só soube por leitura de jornal: eu simplesmente o “censuro”. Não o vejo! Paulo Henrique Amorim e Azenha continuam escrevendo plaitudes, elogios e tentando reescrever os fatos conforme os ditames pessoais (se é que me entende…) de cada um? Não sei. Eles são “censurados” por mim. Não os leio. Isso funciona a democracia. Carta Capital? Não leio, exceto quando é dada no Aeroporto de Congonhas. Como você mandou um link de jornalista da mesma, óbvio que o li. Por sua indicação. Vale o mesmo para o link abaixo, que creio “censurado” por você (de modo legítimo, como já disse!) mas que é de uma lógica cristalina.
    Sem misturar sub-literatura pretensamente engajada com fatos preocupantes que se avolumam nestes dias, no Brasil.
    GRANDE ABRAÇO!
    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/os-fascistas-do-bem-estao-assanhados-ou-rafinha-bastos-como-pretexto/

  • Reynaldo-BH

    -

    4/10/2011 às 11:14

    O artigo da Cynara Menezes é um primor. Do politicamente incorreto. Gostei.

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    3/10/2011 às 23:24

    Amigo Setti:é apenas para dizer ao Reynaldo BH – não é mau humor mas sim espírito crítico.
    Abraços Reynaldo BH
    O imbecil politicamente incorreto
    Por Cynara Menezes, na CartaCapital:

    Em 1996, três jornalistas – entre eles o filho do Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa, Álvaro –lançaram com estardalhaço o “Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano”. Com suas críticas às idéias de esquerda, o livro se tornaria uma espécie de bíblia do pensamento conservador no continente. Vivia-se o auge do deus mercado e a obra tinha como alvo o pensamento de esquerda, o protecionismo econômico e a crença no Estado como agente da justiça social. Quinze anos e duas crises econômicas mundiais depois, vemos quem de fato era o perfeito idiota.

    Mas, quem diria, apesar de derrotado pela história, o Manual continua sendo não só a única referência intelectual do conservadorismo latino-americano como gerou filhos. No Brasil, é aquele sujeito que se sente no direito de ir contra as idéias mais progressistas e civilizadas possíveis em nome de uma pretensa independência de opinião que, no fundo, disfarça sua real ideologia e as lacunas em sua formação. Como de fato a obra de Álvaro e companhia marcou época, até como homenagem vamos chamá-los de “perfeitos imbecis politicamente incorretos”. Eles se dividem em três grupos:

    1. O “pensador” imbecil politicamente incorreto: ataca líderes LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trânsgeneros) e defende homofóbicos sob o pretexto de salvaguardar a liberdade de expressão. Ataca a política de cotas baseado na idéia que propaga de que não existe racismo no Brasil. Além disso, ações afirmativas seriam “privilégios” que não condizem com uma sociedade em que há “oportunidades iguais para todos”. Defende as posições da Igreja Católica contra a legalização do aborto e ignora as denúncias de pedofilia entre o clero. Adora chamar socialistas de “anacrônicos” e os guerrilheiros que lutaram contra a ditadura de “terroristas”, mas apoia golpes de Estado “constitucionais”. Um torturado? “Apenas um idiota que se deixou apanhar.” Foge do debate de idéias como o diabo da cruz, optando por ridicularizar os adversários com apelidos tolos. Seu mote favorito é o combate à corrupção, mas os corruptos sempre estão do lado oposto ao seu. Prega o voto nulo para ocultar seu direitismo atávico. Em vez de se ocupar em escrever livros elogiando os próprios ídolos, prefere a fórmula dos guias que detonam os ídolos alheios – os de esquerda, claro. Sua principal característica é confundir inteligência com escrever e falar corretamente o português.

    2. O comediante imbecil politicamente incorreto: sua visão de humor é a do bullying. Para ele não existe o humor físico de um Charles Chaplin ou Buster Keaton, ou o humor nonsense do Monty Python: o único humor possível é o que ri do próximo. Por “próximo”, leia-se pobres, negros, feios, gays, desdentados, gordos, deficientes mentais, tudo em nome da “liberdade de fazer rir.” Prega que não há limites para o humor, mas é uma falácia. O limite para este tipo de comediante é o bolso: só é admoestado pelos empregadores quando incomoda quem tem dinheiro e pode processá-los. Não é à toa que seus personagens sempre estão no ônibus ou no metrô, nunca num 4X4. Ri do office-boy e da doméstica, jamais do patrão. Iguala a classe política por baixo e não tem nenhum respeito pelas instituições: o Congresso? “Melhor seria atear fogo”. Diz-se defensor da democracia, mas adora repetir a “piada” de que sente saudades da ditadura. Sua principal característica é não ser engraçado.

    3. O cidadão imbecil politicamente incorreto: não se sabe se é a causa ou o resultados dos dois anteriores, mas é, sem dúvida, o que dá mais tristeza entre os três. Sua visão de mundo pode ser resumida na frase “primeiro eu”. Não lhe importa a desigualdade social desde que ele esteja bem. O pobre para o cidadão imbecil é, antes de tudo, um incompetente. Portanto, que mal haveria em rir dele? Com a mulher e o negro é a mesma coisa: quem ganha menos é porque não fez por merecer. Gordos e feios, então, era melhor que nem existissem. Hahaha. Considera normal contar piadas racistas, principalmente diante de “amigos” negros, e fazer gozação com os subordinados, porque, afinal, é tudo brincadeira. É radicalmente contra o bolsa-família porque estimula uma “preguiça” que, segundo ele, todo pobre (sobretudo se for nordestino) possui correndo em seu sangue. Também é contrário a qualquer tipo de ação afirmativa: se a pessoa não conseguiu chegar lá, problema dela, não é ele que tem de “pagar o prejuízo”. Sua principal característica é não possuir ideias além das que propagam os “pensadores” e os comediantes imbecis politicamente incorretos

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    3/10/2011 às 21:57

    Oi Reynaldo:
    Ao contrario sou super bem humorado só me irrito quando a política substitui o bom senso.
    Abraços

  • Reynaldo-BH

    -

    3/10/2011 às 19:42

    PEDRÃO: SER SÉRIO (VOCÊ É!) NÃO QUER DIZER SER MAL-HUMORADO! (VOCÊ NÃO ERA!).
    TE ENVIO O LINK! ESPERO QUE SEJA PARA VOCÊ RIR E NUNCA SE IRRITAR!!!
    HEHEHEHE…
    http://revistapiaui.estadao.com.br/blogs/herald/celebridades/marido-de-gisele-bundchen-se-apaixona-por-iriny-lopes

  • riverostar

    -

    3/10/2011 às 16:03

    A fala da ministra tem sua razão. Disseram que ela havia sido convidada para estrelar essa campanha e, por uma questão de valores, escolheram a Gisele (seu cachê era menor). Aí ficou a mágoa… Não sei se é verdade e não ponho minha palavra nisso. Mas é o que dizem.

  • Caio Frascino Cassaro

    -

    3/10/2011 às 14:34

    Prezado Ricardo:
    De toda essa discussão – saudável, diga-se de passagem – cada vez mais fica claro para mim que o politicamente correto nada mais é do que o fascismo travestido de bom mocismo. Aos que acham a propaganda “sexista(?)” ou “machista(?)” sugiro que mudem de canal. Os que acham Gisele uma deusa, cuja visão merece ser desfrutada em todos os 15 segundos que dura o comercial (como eu), deleitem-se. Só para terminar, não vi ninguém reclamando da propaganda do Reinaldo Gianechinni na qual ele faz o papel de mordomo e é apalpado com olhares lúbricos por duas mulheres, enquanto exaltavam as virtudes de uma marca de papel higiênico. Segundo a lente do politicamente correto, essa propaganda é mais apelativa do que a outra , pois envolve uma situação claramente “sexista” ( como se isso fosse algum pecado e o sexo não fizesse parte do nosso cotidiano e não norteasse grande parte da nossa vida – ler um pouco de Freud não faria mal a ninguém), além da “humilhação” que a classe trabalhadora, representada pelo mordomo, é submetida com a bolinação desavergonhada levada a cabo pela classe dominante, ali representada pela patroa e sua amiga riquinha. Como eu disse, cadê as catilinárias? Não vi nenhuma. Taí uma boa chance para o povo do PC (politicamente correto) se manifestar.
    Um abraço

    Caro Caio,
    Sensato, equilibrado e ao ponto, com sempre.
    Um abração

  • Alaércio Flor

    -

    3/10/2011 às 13:51

    Quem não poderiam fazer uma propaganda dessa natureza seriam as ministras do atual governo ou a própria presidenta Dilma Rousseff, que não tem os atributos da Gisele…musa da beleza e uma midas feminina….

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    3/10/2011 às 12:53

    Reynaldo BH:
    Olha tem um tal de CONAR, não tem?As empresas de propaganda aceitam a autoridade do CONAR,não aceitam?
    O CONAR foi acionado para decidir se é uma PROPAGANDA OFENSIVA OU NÃO – não existe censura – o CONAR reunirá a empresa de propaganda e as entidades reclamantes – qual é o processo de censura? o CONAR ouvirá os 2 lados – se ofensivo retirar do ar, se não continuará no ar.
    Ofensivo é chamar de ANTAS a quem legitimamente entra num órgão de regulamentação e que serve para isso.
    Como a palavra Ética é coisa dinossaurica – BARANGA,ANTAS,SAPATONAS é o argumento que temos hoje em dia e principalmente considerar CENSURA recorrer a um órgão regulador.
    Não tinha ainda uma opinião a respeito da propaganda e AGORA TENHO, os argumentos dos defensores da HOPE me convenceram- É SEXISTA e MACHISTA.
    Respeito muito sua opinião mas não concordo com ela,o caso do estupro da menina no Pará,o Governo foi lá – a menina sendo ouvida – um processo sendo aberto.O caso esta sendo conduzido pela LEI.Comparar um caso com o outro – para mim exploração política e nada mais – o que é lamentavel.

 

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