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Filha de Samara Felippo sofre racismo em escola: ‘É um choro muito doído’

Atriz se revolta com medidas adotadas por instituição particular de São Paulo

Por Valmir Moratelli Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Ricardo Ferraz Atualizado em 9 Maio 2024, 11h56 - Publicado em 27 abr 2024, 19h16

A filha mais velha de Samara Felippo, de seu relacionamento com Leandrinho, ex-jogador da NBA, sofreu racismo no começo da semana na escola Vera Cruz, em São Paulo. Alícia, 14 anos, teve o caderno furtado por duas colegas do nono ano, do ensino fundamental, e somente mais tarde devolvido a ela com frases preconceituosas através do Achados e Perdidos da instituição de ensino. Samara é mãe também de Lara, 10.

O caso ganhou grandes proporções entre os pais de alunos. Em extenso email endereçando às famílias, ao qual a coluna GENTE teve acesso, o coordenador Daniel Helene informa que, após recuperar o caderno, Alícia “procurou a professora e a orientadora da série, e imediatamente foram realizadas ações de acolhimento à aluna, de comunicação a todos os alunos da série, bem como a suas famílias”. Diz a nota que:

“Na quinta-feira, dia 25 de abril, as alunas agressoras foram convocadas pela escola para devolução das folhas arrancadas do caderno, bem como para serem informadas oficial e presencialmente das sanções que seriam aplicadas a elas. As sanções envolvem a proibição da participação delas na viagem de Estudo do Meio na Serra da Canastra e uma suspensão por tempo indeterminado, iniciada na própria quinta-feira. A suspensão se encerrará quando entendermos que concluímos nossas reflexões sobre sanções e reparações, que ainda seguimos fazendo – fato também comunicado a todas as famílias diretamente envolvidas. Ressaltamos que outras medidas punitivas poderão ser tomadas, se assim julgarmos necessárias após nosso intenso debate educacional, considerando também o combate inequívoco ao racismo”.

Samara se manifestou em um grupo de WhatsApp com pais de alunos da instituição, mostrando sua revolta com as medidas adotadas até o momento. “Como todos já devem saber, as responsáveis pelo ato violento e criminoso de racismo contra a minha filha foram descobertas. Ainda estou digerindo tudo e talvez nunca consiga, cada vez que olho o caderno dela ou vejo ela debruçada sobre a mesa refazendo cada página, dói na alma. Choro. É um choro muito doído. Mas agora estou chorando de indignação também. Depois de três reuniões feitas com a escola, vejo uma escola que se diz antirracista, comprometida com políticas afirmativas que visam trazer urgência e ensinamento sobre o tema em questão pros nossos filhos, OMISSA. E quem vai acabar sendo expulsa será a vítima. Isso é certo? Fico pensando. Aqui, como a maioria é branca, muitas vezes não estamos aptos a reconhecer as violências que o racismo propaga na vida das pessoas. Sim, pedi expulsão das alunas acusadas, pois não vejo outra alternativa para um crime previsto em lei e que a escola insiste relativizar. Fora segurança e saúde mental da minha filha e de outros alunos negros e atípicos se elas continuarem frequentando escola. Não é um caso isolado, que isso fique claro! (…) O racismo é um câncer na nossa sociedade e não podemos nos calar. Quem se cala corrobora com opressor”.

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