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Cinco maneiras de combater a obesidade infantil

Problema comum no Brasil pode desencadear nas crianças doenças consideradas de adultos, como diabetes, hipertensão e insônia

Por Patricia Orlando 17 set 2014, 10h32

No passado, criança gordinha era sinônimo de criança saudável. Hoje, a obesidade infantil – como a adulta – é um problema de saúde pública. Quase metade (47,6%) das crianças brasileiras de 5 a 9 anos tem obesidade ou sobrepeso, de acordo com dados do IBGE. Na faixa etária de 10 a 19 anos, um em cada quatro (26,45) está acima do peso. Alimentação inadequada e sedentarismo são os principais vilões da obesidade infantil. Em menos de 5% dos casos, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, o excesso de peso se deve a doenças endocrinológicas.

Para avaliar se crianças e adolescentes estão acima do peso, médicos se baseiam em um gráfico de índice de massa corpórea (IMC), método que divide o peso pela altura ao quadrado. A análise dos resultados, no entanto, é diferente daquela utilizada para adultos. A criança é considerada com sobrepeso quando seu IMC está acima da média de 85% das crianças saudáveis da mesma idade. Já a obesidade é diagnosticada se o resultado ultrapassa 97% da representação. Esse cálculo vale para crianças e adolescentes com mais de cinco anos.

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A obesidade infantil pode causar nos pequenos problemas considerados de adultos, como diabetes, colesterol alto, insônia e hipertensão. “Essa criança também terá mais predisposição à obesidade no futuro”, diz o médico nutrólogo Daniel Magnoni, da Divisão de Nutrição Clínica do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo.

Cuidados – De acordo com os médicos, em praticamente 100% dos casos, os culpados pela obesidade infantil são os pais. Afinal, o ambiente familiar determina o comportamento do filho até a idade adulta. “Será mais difícil uma criança ter um estilo de vida saudável se ela tem pais sedentários que comem junk food”, diz Luiz Vicente Berti, endocrinologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, em São Paulo.

Fontes: Patricia Dualib, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM); Daniel Magnoni, médico nutrólogo da Divisão de Nutrição Clínica do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo; Luiz Vicente Berti, endocrinologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, em São Paulo.

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