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Os sinais de alerta de câncer de intestino, diagnosticado em Lúcio Mauro Filho

Ator descobriu doença durante exames após complicações da Covid-19

Por Nara Boechat Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 ago 2026, 12h07 | Atualizado em 13 ago 2026, 16h13
Os sinais de alerta de câncer de intestino, diagnosticado em Lúcio Mauro Filho Priorizar nos meus resultados Google

O ator Lúcio Mauro Filho contou que recebeu um diagnóstico de câncer no intestino durante exames realizados após o tratamento de complicações provocadas pela Covid-19. No relato feito em uma entrevista, o artista afirmou que nunca havia contado publicamente sobre o diagnóstico. Ele não informou quando descobriu o câncer, nem deu detalhes sobre o estágio ou o tratamento.

A revelação de Lúcio Mauro Filho jogou luz à importância do rastreamento da doença, que pode permanecer silenciosa em seus estágios iniciais. Segundo o coloproctologista Danilo Munhóz, a ausência de sintomas não significa que não exista um problema.

“O câncer colorretal pode se manifestar de diferentes formas e, em fases iniciais, inclusive não provocar nenhum sintoma. Quando aparecem, os mais comuns são presença de sangue nas fezes, mudança persistente do hábito intestinal, como começar a ter diarreia ou prisão de ventre sem uma explicação habitual, dor ou desconforto abdominal, sensação de evacuação incompleta, fraqueza, anemia e perda de peso sem motivo aparente. Algumas pessoas também percebem uma mudança importante no formato das fezes”, explica o médico, que alerta ainda para alterações no formato das fezes e reforça que sangramentos não devem ser automaticamente atribuídos a hemorroidas: “O problema é assumir que determinado sintoma é benigno sem investigá-lo”.

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Para Munhóz, o monitoramento é fundamental porque pode identificar a doença antes dos sintomas. No Brasil, o SUS passou a adotar em 2026 o teste imunoquímico fecal (FIT) como exame de referência para pessoas assintomáticas entre 50 e 75 anos. Já a American Cancer Society recomenda o início do rastreamento aos 45 anos para pessoas de risco habitual.

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Entre as medidas que ajudam a reduzir o risco, segundo o especialista, estão manter atividade física, controlar o peso, não fumar, reduzir o consumo de álcool e priorizar alimentos ricos em fibras, além de limitar carnes processadas e o excesso de carne vermelha. “Prevenção não significa apenas cuidar da alimentação e praticar exercícios. Significa também fazer os exames apropriados no momento certo, porque podemos encontrar e retirar uma lesão precursora antes que ela tenha a oportunidade de se transformar em câncer”, conclui.

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