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Sarampo: Anvisa rebate fake news sobre vacina; Brasil soma 24 casos da doença

Agência assegura segurança e eficácia de imunizante em meio a declarações falsas sobre a composição da vacina e riscos à saúde

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 ago 2026, 16h10 | Atualizado em 14 ago 2026, 16h35
Sarampo: Anvisa rebate fake news sobre vacina; Brasil soma 24 casos da doença Priorizar nos meus resultados Google

Em meio aos alertas da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e do Ministério da Saúde sobre a importância da vacinação contra o sarampo para conter a disseminação do vírus, circulam nas redes sociais informações falsas sobre o imunizante. Para evitar que isso impacte na adesão a campanhas, como a que ocorre atualmente em São Paulo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) elaborou nesta sexta-feira, 14, um informe rebatendo fake news que foi compartilhado de forma antecipada com VEJA.

O primeiro ponto negado pela agência diz respeito à afirmação incorreta de que as vacinas usadas no Brasil “são experimentais”. Esse, inclusive, é um argumento falso que tem sido apresentado com força por negacionistas desde o início da vacinação contra a covid-19. É importante lembrar que a imunização permitiu o controle da doença e a diminuição das mortes.

“As vacinas em uso no SUS (Sistema Único de Saúde) e na rede privada passaram por todas as etapas necessárias para verificar sua segurança e eficácia. O registro de vacinas pela Anvisa segue critérios rígidos para que possam ser oferecidas à população”, informou, em nota.

Segundo a Anvisa, as regras adotadas no Brasil estão “alinhadas com as exigências mais avançadas de agências internacionais”, como FDA (Estados Unidos), EMA (Europa) e os órgãos regulatórios do Japão e do Canadá.

A agência explicou ainda que os imunizantes aprovados no Brasil continuam sendo acompanhados com rigor depois que são liberados para uso na população.

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“No Brasil, as vacinas em uso são monitoradas pelo sistema de farmacovigilância e também pelo Programa Nacional de Imunizações, para que eventos adversos possam ser identificados e avaliados. Ou seja, existe uma análise constante do perfil de benefício-risco desses produtos.”

Diante das diferentes publicações com desinformação e mentiras sobre temas de saúde, a Anvisa tem se manifestado com informes que não só negam as declarações, mas apresentam as evidências. É feita ainda a ênfase em caixa alta para fazer com que a população compreenda que há veiculação de informações incorretas.

“NÃO existem vacinas experimentais sendo utilizadas no país. Vacinas NÃO causam intoxicação. Vacinas NÃO contêm ingredientes secretos ou partes de corpos humanos”, destacou.

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Casos de sarampo

O sarampo está em alta na região das Américas, o que levou a Opas a pedir que os países intensifiquem a vacinação. Até 18 de julho, segundo balanço divulgado na semana passada, as Américas registraram 47.459 casos confirmados e 44 mortes.

Em todo o ano de 2025 foram 15.011 casos e 32 mortes. Quatro países da região concentram 95% dos casos: Guatemala, México, Estados Unidos e Peru.

No Brasil, foram registrados 24 casos e o estado com mais episódios é São Paulo, onde a campanha de vacinação foi ampliada para a população de 6 meses a 59 anos nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

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Riscos do sarampo

Doença altamente contagiosa, o sarampo é causado por vírus e tem como principal manifestação o aparecimento de manchas vermelhas no corpo. Outros sintomas são febre alta, tosse seca, irritação nos olhos, mal-estar intenso e nariz entupido ou escorrendo. Pneumonia, encefalite (inflamação no cérebro) e a morte são os desfechos mais graves da infecção.

A circulação do vírus propicia o aparecimento de surtos entre pessoas não vacinadas, de modo que um indivíduo infectado é capaz de transmitir a doença para até 18 pessoas, de acordo com a Opas.

No Brasil, a vacina contra o sarampo é ofertada gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

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Veja o esquema vacinal

Crianças de 6 a 11 meses:

  • Dose zero: indicada em situações de risco aumentado de exposição ao vírus, não substitui as doses do calendário de rotina

Crianças a partir de 12 meses

  • Primeira dose (D1) aos 12 meses, com a tríplice viral. Segunda dose (D2) aos 15 meses, com a vacina tetraviral (ou tríplice viral + varicela)
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Pessoas de 5 a 29 anos

  • Devem iniciar ou completar o esquema de duas doses da tríplice viral, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas

Pessoas de 30 a 59 anos

  • Devem receber uma dose da tríplice viral caso não haja comprovação de vacinação anterior
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