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Roberto Cláudio (PDT) é reeleito prefeito de Fortaleza

Prefeito reeleito recebeu 678.847 votos, o equivalente a 53,57% do total

Por João Pedroso de Campos Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 22 out 2020, 19h36 - Publicado em 30 out 2016, 19h27

O prefeito de Fortaleza (CE), Roberto Cláudio, foi reeleito neste domingo para mais quatro anos no cargo. Cláudio recebeu 678.847 votos, o equivalente a 53,57% do total, contra 588.451 votos a Capitão Wagner (PR), 46,43% do total. Votos brancos e nulos somam 110.444 votos até o momento.

O prefeito chegou ao segundo turno na liderança das pesquisas eleitorais. Sua votação ficou pouco acima dos 52% de intenções de voto válido atribuídas a ele pelo Ibope mais recente, divulgado ontem.

Ainda de acordo com o instituto de pesquisas, o setor da gestão municipal de que os fortalezenses mais se queixam é a Saúde, apontada por 49% da população como o maior problema da cidade.

Nesta área, Cláudio prometeu concluir o Instituto Doutor José Frota 2, com 203 novos leitos, uma nova UTI e um novo centro cirúrgico com nove salas de cirurgia. Sua gestão pretende abrir um novo centro para diagnóstico e tratamento de doenças circulatórias, como varizes, isquemias e AVC.

Embora o combate ao crime pela Polícia Militar seja responsabilidade do estado, e não do município, a segurança pública foi um dos temas centrais da campanha à prefeitura de Fortaleza, considerada a capital brasileira mais violenta em 2015. Roberto Cláudio é contrário ao armamento da Guarda Municipal, a quem cabe patrulhamento preventivo das ruas e proteção de bens, equipamentos e prédios públicos municipais.

O prefeito reeleito também é contra a regulamentação do aplicativo Uber, que tem cerca de 200 carros na capital cearense.

Para atender à principal demanda da população, entre outros problemas, Roberto Cláudio não poderá se queixar de falta governabilidade e apoio na Câmara Municipal. Assim como no primeiro mandato, o prefeito reeleito seguirá com uma ampla base aliada na sequência de sua administração.

Dos 43 vereadores eleitos na capital cearense, 30 pertencem a partidos que integraram sua coligação na campanha à reeleição e 11 são do seu partido, o PDT. A oposição, que inclui partidos como PMDB, PSDB e parte do PT, elegeu dez vereadores. Outros três, dois do PRP e um do PRB, foram eleitos por coligações derrotadas no primeiro turno e devem integrar a base aliada do prefeito a partir do ano que vem.

Médico de 41 anos, Roberto Cláudio Rodrigues Bezerra se elegeu pelo PSB em 2012 com 650.607 votos e migrou ao PDT em 2015, quando os ex-governadores Ciro e Cid Gomes, seus principais aliados, se filiaram à legenda. Sua gestão na prefeitura de Fortaleza tem 43% de avaliação “ótima” ou “boa” pela população, de acordo com o Ibope, enquanto 39% consideram sua administração “regular” e 16% a classificam como “ruim” ou “péssima”.

O segundo turno

O segundo turno na capital cearense reproduziu a polarização entre os grupos políticos que protagonizaram a disputa pelo governo do estado em 2014: ao lado de Roberto Cláudio, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), e o grupo dos irmãos Gomes; na chapa de Wagner, o PMDB, presidido no estado pelo senador Eunício Oliveira, e o PSDB do senador e ex-governador Tasso Jereissati.

Após divergências durante a disputa estadual em 2014, quando Cláudio apoiou Santana em detrimento de Eunício, o atual vice-prefeito de Fortaleza, Gaudêncio Lucena (PMDB), rompeu com o prefeito e tentou se reeleger na chapa de Wagner. O vice-prefeito eleito é o deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública do Ceará Moroni Torgan (DEM).

Roberto Cláudio também conseguiu amealhar apoios de candidatos derrotados no primeiro turno. O deputado federal Ronaldo Martins (PRB) e o deputado estadual Tin Gomes (PHS) declararam voto no pedetista, enquanto Heitor Férrer (PSB), Luizianne Lins (PT) e João Alfredo (PSOL) se declararam neutros na disputa.

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Apesar da neutralidade do diretório petista de Fortaleza, a ala do partido no Ceará ligada ao governador Camilo Santana e ao deputado federal José Guimarães trabalhou pela campanha de Cláudio. Santana costuma classificar Roberto Cláudio como “o melhor prefeito da história de Fortaleza”.

Campeão de doações

Roberto Cláudio acumulou o segundo maior caixa de campanha entre os candidatos em capitais estaduais, 8,8 milhões de reais, atrás apenas de Pedro Paulo Carvalho (PMDB), do Rio de Janeiro, que arrecadou 9,2 milhões de reais e ficou fora do segundo turno. As despesas do pedetista ficaram em 8,3 milhões de reais.

Com doações de empresas proibidas pelas novas regras eleitorais nestas eleições, o caixa da campanha do prefeito reeleito recebeu dinheiro das pessoas físicas de empresários locais e de funcionários da prefeitura.

A cúpula do Grupo Aço Cearense, comandado por José Vilmar Ferreira e seus filhos, doou 350.000 reais à campanha de Cláudio, enquanto os irmãos Alexandre e Pedro Grendene Bartelle, donos da fabricante de calçados Grendene, colaboraram com um milhão de reais.

Conforme o site de VEJA revelou, o prefeito reeleito recebeu uma doação de 770.000 reais do Diretório Municipal do PDT, da qual 78.000 reais tinham como “doadores originários” 53 servidores municipais. Entre os subordinados que doaram a Roberto Cláudio, 44 ocupam cargos em comissão, ou seja, são indicados pelo prefeito e sua equipe.

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