Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Mensaleiro é suspeito de fraude no cumprimento de pena

José Borba, condenado por corrupção, é suspeito de forjar notas fiscais e superfaturar a compra de tijolos para prestação de serviços comunitários

Por Laryssa Borges Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
26 fev 2014, 12h36

O ex-deputado José Borba entrou na mira da Justiça após suspeitas de que ele tenha fraudado notas fiscais e superfaturado a compra de tijolos. Condenado a dois anos e seis meses por corrupção passiva, Borba teve a pena convertida no pagamento de multa e na prestação de serviços à comunidade: deveria comprar tijolos e sacos de cimento, conforme determinação da Vara de Execuções Penais e Medidas Alternativas (Vepema). O material para construção civil foi encaminhado ao presídio feminino do Distrito Federal.

De acordo com o Ministério Público, o próprio presídio feminino, contemplado com o material de construção, desconfiou dos valores apresentados pelo mensaleiro – cerca de 13.600 reais, quase o triplo do preço de mercado do material de construção – e informou as autoridades. Uma perícia feita pelos promotores confirmou que os valores são bem acima dos preços de mercado praticados no DF. O milheiro de blocos de cimento, segundo as contas apresentadas por José Borba, chega a 5.300 reais.

Diante das suspeitas de fraude, o mensaleiro terá de prestar esclarecimentos nesta quarta-feira em uma audiência convocada pelo Tribunal de Justiça do DF. Procurado pela reportagem, o advogado Michel Saliba, que defende Borba, não respondeu aos telefonemas.

Julgamento – Durante o julgamento do mensalão, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Borba pelo crime de corrupção passiva. No auge do escândalo político, o então líder do PMDB recebeu 200.000 reais do esquema criminoso. Ele chegou a ir pessoalmente a uma agência do Banco Rural em Brasília para sacar a propina, mas se recusou a assinar o comprovante de pagamento. Braço direito de Marcos Valério na época, Simone Vasconcelos viajou de Belo Horizonte até Brasília para entregar em mãos o dinheiro.

Leia também: Diretor de presídio cai após relagia para Delúbio

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.