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Lula e oposição trocam acusações sobre CPI

Por Da Redação
15 Maio 2009, 17h51

O início dos procedimentos para instalar uma CPI no Senado para apurar irregularidades na Petrobras já provocou as primeiras trocas de acusações entre governo e oposição. Logo na manhã desta sexta-feira, antes de viajar à Arábia Saudita, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a abertura da CPI era irresponsável, “sem explicação lógica”. À tarde, foi a vez de o PSDB retrucar. O líder do partido no Senado, senador Arthur Virgílio (AM), criticou o presidente. “Irresponsável é a forma como estão gerenciando a Petrobras e também o medo que eles têm da investigação”, disse.

Para o líder do PSDB, o presidente Lula “é autoritário e precisa conviver com a diversidade”. Virgílio também respondeu à declaração de Lula de que a CPI é do PSDB e não do Congresso. “Não é do PSDB coisa alguma porque o PSDB só tem 13 senadores. Adoraríamos ter 32”, disse, referindo-se às 32 assinaturas do requerimento que pede a instalação da CPI.

Lula também disse que a CPI é “coisa de uma pessoa que está a um ano e meio do fim do mandato e não tem certeza se vai voltar”. Virgílio disse que não sabe se a declaração refere-se a ele, mas lembrou que quem não vai se eleger é o presidente Lula, que não vai se candidatar a nenhum cargo político no ano que vem. “Não estou preocupado com eleições e o presidente deveria elevar o nível e não o tom de suas declarações”, disse.

Virgílio disse que “conta com o patriotismo dos companheiros do DEM” para que eles não retirem as assinaturas do requerimento e não desistam da CPI. A base governista – interessada em evitar uma investigação política do caso – tem até a meia-noite desta sexta-feira para tentar convencer senadores a retirarem as assinaturas de apoio à CPI.

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A oposição quer que a CPI investigue várias questões, entre elas a manobra tributária realizada pela estatal que reduziu o saldo de imposto a pagar, além de denúncias de irregularidades em contratos para construção e reforma de plataformas e na licitação para obras da refinaria Abreu Lima, em Pernambuco.

Com relação a eventuais impactos da CPI no mercado, Virgílio disse que a intenção do PSDB é proteger a Petrobras e que não se defende a empresa escondendo seus problemas. “O 007 tinha licença para matar. Eu não quero uma Petrobras com licença para roubar”, disse.

(Com Agência Estado)

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