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Justiça liberta três operadores que pagavam propina a Duque

Filho do operador Mário Góes e subordinados do empresário Adir Assad são acusados de distribuir propina na Diretoria de Serviços da Petrobras

O juiz federal Sérgio Moro libertou nesta sexta-feira Sônia Branco e Dario Teixeira, operadores do empresário Adir Assad, e Lucélio Goes, filho do operador Mário Góes. Os três foram presos na 10ª fase da Operação Lava Jato da Polícia Federal e foram soltos porque expirou o prazo da prisão temporária por cinco dias.

De acordo com o magistrado, Sônia e Teixeira são subordinados de Assad, enquanto Lucélio agia em subordinação ao pai. Por isso, como os mandados de busca nos endereços foram cumpridos, não havia necessidade de mantê-los detidos.

Todos os três foram denunciados por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha na segunda-feira pelo Ministério Público Federal. Segundo as investigações, Lucélio Góes, Mário Góes, Adir Assad, Sônia Branco e Dário Teixeira providenciavam pagamentos de propina para o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e o ex-gerente de Serviços da estatal Pedro Barusco.

Para responder ao processo em liberdade, Góes, Teixeira e Sônia ficaram proibidos de deixar o país, não podem mudar de endereço sem autorização prévia da Justiça e devem comparecer a todos os atos processuais.

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