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Wada pede que COI exclua a Rússia da Rio-2016

Diante de novas evidências de participação do governo russo em esquema de doping, entidade cobrou punição severa, não apenas ao atletismo do país

Por Da redação
Atualizado em 4 jun 2024, 22h24 - Publicado em 18 jul 2016, 15h56

Horas depois de divulgar um relatório que comprova a participação do governo russo em um esquema de doping generalizado, a Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) pediu que o Comitê Olímpico Internacional (COI) puna o esporte do país com dureza. O órgão sugeriu que a Rússia seja excluída de todas as competições da Olimpíada do Rio de Janeiro – e não apenas do atletismo, como já está estipulado.

A Wada divulgou na tarde desta segunda-feira uma lista de pedidos específicos, entre eles o da exclusão dos atletas russos da Olimpíada e da Paralimpíada Rio-2016. O órgão quer que não haja qualquer participação do país no evento, inclusive de seus dirigentes, que também estariam proibidos de comparecer às competições.

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Logo após a revelação das denúncias contra o governo e o esporte da Rússia, um grupo de 10 países, incluindo potências como Alemanha, Espanha, Japão, Suíça, Estados Unidos e Canadá, pediu que o COI considerasse excluir a Rússia de todas as competições da Olimpíada deste ano. O desejo ganhou mais força depois que a Wada se juntou ao grupo e sugeriu que o comitê confirme a exclusão.

A Wada também sugeriu que todas as federações esportivas mundiais que se sentiram afetadas pelo esquema tomem medidas contra as associações nacionais esportivas da Rússia. Além disso, sugeriu que Fifa analise as acusações relativas ao futebol e o papel no esquema do ministro do Esporte russo, Vitaly Mutko, que também atua como membro do Comitê Executivo da entidade.

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O relatório divulgado nesta segunda-feira foi produzido por Richard McLaren, um professor e advogado canadense comissionado pela Wada e pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS). O documento estabelece que o Ministério do Esporte russo, a agência antidopagem e o serviço federal de segurança do país estavam “envolvidos em um elaborado esquema de trapaça que se estendeu além dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi em 2014.”

(com Estadão Conteúdo)

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