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STF pode definir destino de aposentadorias de mais de 10 mil famílias

Caso envolve a massa falida da Companhia de Ferro e Aço de Vitória e tramita desde 1996, mas só chegou à Corte em 2020

Por Mariana Muniz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 abr 2021, 08h28 | Atualizado em 19 abr 2021, 11h04
STF pode definir destino de aposentadorias de mais de 10 mil famílias Priorizar nos meus resultados Google

Está na mesa do ministro Gilmar Mentes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o caso da massa falida da Companhia de Ferro e Aço de Vitória (Cofavi), que pode impactar negativamente o pagamento das aposentadorias de mais de 10 mil famílias.

A siderúrgica faliu nos anos 1990 depois de ter sido comprada pela Açopart Participações S/A, que reclama na ação o pagamento pelo BNDESPar de US$ 35 milhões de um passivo descoberto depois da concretização do negócio (hoje corrigidos para mais de R$ 600 milhões).

Os recursos da massa falida da Cofavi serão destinados, entre outros credores, a ex-funcionários aposentados da empresa, muitos com mais de 80 anos, que com a falência viram o fundo de previdência complementar exaurir os recursos e interromper os pagamentos das aposentadorias.

O ministro do Supremo determinou, em novembro de 2020, que o caso seja remetido ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) para análise do ingresso da União como parte interessada.

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A Açopart e a massa falida entraram com recursos, que aguardam apreciação do ministro, argumentando que o caso já transitou em julgado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e que a União, além de ser parte estranha ao processo, perdeu o prazo para pedir entrada no processo, que se arrasta desde 1996.

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