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Por Raquel Carneiro
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O real motivo por trás do cancelamento de último filme de Tarantino

Longa deveria encerrar a carreira do diretor e já estava em pré-produção, mas ruiu pouco antes do início das filmagens

Por Thiago Gelli Atualizado em 9 Maio 2024, 12h03 - Publicado em 24 abr 2024, 13h53

O cineasta Quentin Tarantino mantém uma notória promessa há quase uma década: depois de seu 10° filme, ele jura que ficará longe da direção pelo resto de sua vida, devotado a escrever romances e livros sobre cinema. Até lá, o filme que selará seu legado permanece um mistério, mas parecia ter começado a se revelar com o anúncio, em 2023, de que Tarantino trabalhava num projeto chamado de The Movie Critic (“o crítico de cinema”, em tradução livre). Na última quinta-feira, entretanto, o projeto — que já havia contratado Brad Pitt para o papel principal e tinha filmagens agendadas — foi definitivamente cancelado, resultado de vários fatores instáveis investigados pelo jornal The Hollywood Reporter.

O filme contaria a história de um crítico contratado por uma revista pornográfica nos anos 1970, descrita pelo diretor como “baseada em um cara que realmente viveu, mas nunca foi famoso”. Da premissa simples, logo jorraram múltiplas especulações.

De acordo com a reportagem, o filme teria suas primeiras cenas gravadas com o ator Paul Walter Hauser em fevereiro de 2024 — mas uma fonte próxima ao ator nega o envolvimento. Outros rumores apontavam artistas como John Travolta, Jamie Foxx, Margot Robbie e até Tom Cruise, mas a apuração do veículo afirma que nenhuma negociação de fato ocorreu. Ao contrário das especulações agitadas, a produção de The Movie Critic andava a passos lentos, saturada pelas ideias do autor. Em certo ponto, o filme seria uma história derivada de Era Uma Vez… em Hollywood; em outro, iria pelo caminho do multiverso, com a participação de personagens de todos os seus filmes. Um terceiro rascunho incluía um cinema no qual figuras se encontrariam com um jovem diretor — homenagem ao passado de Tarantino, que trabalhou na bilheteria de salas de exibição pornográficas aos 16 anos.

O projeto tinha aporte da Sony Pictures, equipe de produção completa e financiamento da California Film Commission, divisão do governo local que disponibilizou mais de 20 milhões de dólares para que o longa fosse filmado no estado americano. A comissão, por sua vez, nega ter sido avisada do fim do projeto.

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Enquanto isso, o diretor aparenta tranquilidade. Entrevistados pela reportagem, amigos não identificados disseram que ele simplesmente “se animou mais com outras ideias”. Agora, ele pode começar do zero ou reviver um de seus outros projetos descartados, lista que inclui uma nova sequência de Kill Bill, um novo Django com a inserção do mascarado Zorro e um filme de Star Trek para adultos. Seja qual for, a decisão deve chegar após muita deliberação e testes do cineasta, percalços rumo a um fim com chave de ouro.

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