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“O 3º mandato não tem chance”

Por Guilherme Amorozo
17 Maio 2008, 00h14

A imagem dos congressistas enfrenta um crônico processo de desgaste. Nos últimos anos, o deputado Arlindo Chinaglia, do PT de São Paulo, assistiu de perto aos episódios protagonizados por parlamentares que constrangeram a população e acabaram por arrastar seu partido para a vala comum dos maus costumes da política. Em entrevista a VEJA desta semana, ele fala sobre as dificuldades do Congresso, analisa a popularidade do governo, afirma que considera um desastre a idéia do terceiro mandato para o presidente Lula e diz que o PT perdeu a bandeira da ética.

Veja – Quais as conseqüências do escândalo do mensalão para o PT?

Chinaglia – Foram profundamente ruins para a imagem do PT, que jamais vai se recuperar totalmente. O PT não tinha manchas em sua biografia. Evidentemente essa crise colocou o partido em um patamar diferente. Se algum petista tinha a presunção de dizer que só no PT havia gente honesta e preocupada com a ética, isso acabou. Essa arrogância acabou. A crise forçou todos no PT a ter uma atitude diferente. Um erro brutal e inadmissível foi misturar as finanças do PT com as das campanhas eleitorais. Isso não pode acontecer mais.

Veja – Mesmo com tantos escândalos, o presidente Lula continua registrando altos índices de popularidade. Isso não revela uma tolerância da população com a corrupção?

Chinaglia – Lula era um mito antes de ser presidente. Ao assumir, optou por uma política econômica conservadora, sem deixar de lado as políticas sociais. O resultado veio na forma de emprego, de aumento salarial, de crédito, criando o efeito cascata. O comércio passou a vender mais; a indústria, a produzir mais; os profissionais autônomos, a ganhar mais. Ele comandou uma virada, e as pessoas agora sentem o benefício. É por isso que alguns defendem o terceiro mandato.

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Veja – O senhor se inclui entre eles?

Chinaglia – Quem defende a permanência de Lula por mais quatro anos não é o PT, não é a classe política. É parte da população. Sou radicalmente contra e não conheço ninguém da direção nacional do PT que defenda o terceiro mandato. O próprio presidente da República já deu várias declarações contrárias à idéia. Essa proposta não existe politicamente, não vejo a mínima possibilidade de ela ir adiante. Há militantes do PT, deputados do PT que a defendem, mas não há setores organizados do partido ou do governo que queiram o terceiro mandato. O terceiro mandato é um desastre para a democracia. Não há a menor chance de prosperar.

Leia a entrevista de Arlindo Chinaglia na íntegra (exclusiva para assinantes).

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