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Motoboys do Rio realizaram uma nova manifestação

Por Da Redação
3 ago 2012, 18h32

Por Heloisa Aruth Sturm

Rio de Janeiro – Um dia depois de motoboys realizarem protesto em São Paulo contra as regras mais rígidas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para a regulamentação da categoria, os profissionais do Rio de Janeiro realizaram uma nova manifestação. Cerca de 500 motociclistas trafegaram em comboio na manhã desta sexta-feira pelo centro do Rio, e chegaram a interditar vias importantes da cidade, como as avenidas Presidente Vargas e Rio Branco.

Os manifestantes se concentraram na Praça da Bandeira, na zona norte, por volta das 7 horas da manhã, e partiram em direção à Cinelândia, onde fica a Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Antes, porém, a cidade já registrava congestionamento em alguns pontos em virtude do protesto, já que os motociclistas que vinham de regiões mais afastadas, como a zona oeste, trafegavam em baixa velocidade. Após o protesto na Cinelândia, um grupo seguiu em direção ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual, mas dispersou pouco depois. Os reflexos no trânsito, porém, foram sentidos.

Na quinta-feira, o Contran já havia adiado a adoção das novas regras para fevereiro do ano que vem. É o terceiro adiamento desde que a resolução foi aprovada, em 2010. De acordo com o Sindicato dos Empregados Motociclistas do Estado do Rio de Janeiro (SindmotoRJ), o protesto tinha sido definido antes da nova decisão do Contran, e não haveria tempo hábil para desmarcá-lo. “Em São Paulo ontem (quinta-feira) já deu resultado, e a nossa motosseata só foi um cumprimento”, disse o diretor-executivo do SindmotoRJ, Marcelo Matos.

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Os motoboys protestavam contra as novas exigências para obtenção da licença profissional, o que inclui a realização de curso de direção defensiva e o uso de equipamentos de segurança, como colete e capacete com faixas retrorreflexivas. Eles pedem também que haja subsídios do governo para que possam cumprir as novas regras. “Imagina o trabalhador que ganha R$ 800 por mês e ainda tem que pagar o colete, um monte de taxa do Detran, mais esse curso. É inviável”.

Os motoboys do Rio têm também uma demanda específica quanto à instalação do uso da placa vermelha. Enquanto a resolução federal determina que as motocicletas sejam cadastradas no Detran como veículos de aluguel, no Rio a determinação é que se cadastre como veículo de carga – o que impossibilita o transporte de passageiros. “Isso é um absurdo, porque o motociclista trabalha e pode muito bem deixar o baú na empresa. Aí ele não pode levar a esposa no trabalho, o filho no colégio? O taxista, quando não está rodando, viaja com a esposa, com a família. É a mesma coisa”.

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