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Justiça concede habeas corpus para libertar Cachoeira

Contraventor havia sido preso novamente semana passada, após ficar 15 dias em liberdade

Por Laryssa Borges 11 dez 2012, 14h46

O desembargador Tourinho Neto, da 3ª turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, determinou nesta terça-feira, em decisão individual, a libertação do contraventor goiano Carlinhos Cachoeira. Ele estava preso desde o último dia 7 por determinação do juiz federal Alderico Rocha Santos, responsável pelas investigações da operação Monte Carlo na 11ª Vara Federal de Goiânia. Com a decisão do tribunal em Brasília, o empresário de jogos pode ser colocado em liberdade a qualquer momento.

De acordo com o criminalista Antônio Nabor Bulhões, responsável pela defesa de Cachoeira, a 11ª Vara Federal foi comunicada da decisão do desembargador Tourinho Neto às 15h16.

“O juiz federal havia decretado a prisão preventiva sem qualquer fato novo”, disse o advogado. Para ele, Alderico extrapolou suas funções porque considerou como justificativa para a prisão a condenação do contraventor a 39 anos de prisão pelos crimes de peculato, corrupção, violação de sigilo e formação de quadrilha.

Tanto a sentença quanto o pedido de prisão haviam sido determinados pelo próprio Alderico Rocha Santos. Antes da última prisão, Cachoeira havia sido solto no dia 21 de novembro, após passar 265 dias encarcerado. Nos 15 dias em que esteve em liberdade antes de ser preso novamente, Cachoeira chegou a ficar internado com sintomas de depressão.

O bicheiro foi o principal alvo da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que desmontou uma quadrilha que explorava jogos ilegais. O caso também desencadeou a abertura de uma CPI no Congresso.

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