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13/10/2013

às 20:47 \ Cultura, Lei e ordem

Acostamento: o retrato do Brasil. Ou: Malandro demais para otários de menos

Retornava eu da paradisíaca Angra dos Reis quando me pus a refletir sobre tudo aquilo, concluindo que o resumo do fracasso brasileiro estava contido ali, naquela volta. A mentalidade do povo brasileiro com sua completa falta de educação, o descaso do governo apesar dos excessivos impostos, a impunidade total que incentiva a ilegalidade e a enorme oportunidade perdida que é este lindo país.

Em primeiro lugar, uma estrada completamente patética, uma colcha de retalhos repleta de buracos, que leva a um dos lugares mais lindos do mundo. O governo toma na marra quase a metade daquilo que o cidadão ganha, e oferece em troca uma estrada que parece um queijo suíço, causa de inúmeros acidentes fatais.

As pessoas reclamam dos pedágios nas vias privadas, mas deveriam reclamar é dos elevados impostos. Em qualquer lugar mais civilizado do mundo, o acesso a um paraíso como Angra seria bem diferente, infinitamente mais decente, para atrair os turistas e seus dólares, que geram emprego e renda. No Brasil, o descaso das autoridades é total, e mais uma excelente oportunidade de reduzir a miséria é perdida.

Em segundo lugar, a falta de educação do próprio povo é impressionante. Vários motoristas, imbuídos da malandragem da “lei de Gérson”, jogam seus carros no acostamento e ultrapassam os cidadãos corretos que obedecem a fila. É como se chamassem os que respeitam as regras de otários. Eis a mentalidade do brasileiro, na média.

E tal falta de educação não faz distinção de conta bancária. Verdadeiras espeluncas sobre rodas, que deveriam estar no ferro velho, passam pelo acostamento junto com carros que valem uma fortuna. Muitos repetem que a solução de todos os nossos males está na educação, como se essa fosse uma panaceia, mas não questionam qual educação.

Aquela turma, em carros que custam mais do que um brasileiro de classe média ganha por ano, tem boa “educação”, no sentido de diplomas e universidades. Mas são mal educados, pois a mentalidade é torta, e falta respeito ao próximo. Alguns – e não foram poucos – chegavam a jogar seus carros na contramão, colocando em risco, de forma totalmente irresponsável, várias famílias que iam no sentido contrário.

Em terceiro lugar, a impunidade é total, o que estimula bastante o problema da falta de educação acima. Indivíduos reagem a incentivos, e quando a ilegalidade é vantajosa, enquanto seguir as regras é penalizado, muitos irão aderir ao crime, pois nem todos são íntegros o suficiente para respeitar o próximo independente da punição da lei.

Durante a minha viagem toda, que durou o dobro do que deveria, não passei por um único carro de polícia na estrada, vigiando o acostamento. Não houve punição alguma àqueles que desrespeitavam a lei e os demais motoristas. A impunidade é um convite ao crime.

Em resumo, aquela angustiante volta de um lugar tão maravilhoso como Angra pode ser vista como um retrato do nosso país. Um governo que arrecada demais via impostos e não foca no que deveriam ser suas funções básicas; um povo que de certa forma merece os desgovernos que tem tido sucessivamente; e uma enorme oportunidade perdida. Uma cultura da malandragem alimentada por instituições capengas.

O diabo está nos detalhes. As pequenas coisas importam, são sintomáticas. O cidadão que ignora totalmente o respeito ao próximo, querendo se dar bem à custa dos outros, vem depois reclamar da corrupção em Brasília. Não nota que ele mesmo desrespeita as regras, que deveriam ser igualmente válidas para todos. Afirma que “todos fazem”, como se isso fosse justificativa para errar também.

O brasileiro sempre achou o máximo furar a fila. Coisa de malandro. Pois eis o que a malandragem gera: um país corrupto, miserável, sem lei. Enquanto isso, os “otários” dos americanos, por exemplo, seguem as regras, seja por conscientização ou por medo da punição, e vivem em um dos países mais prósperos do mundo. Há que se mudar tanto as instituições brasileiras como a mentalidade do povo.

Uma coisa não funciona direito sem a outra. O sujeito que pega o acostamento, tentando passar para trás os que respeitam as regras, deveria sentir vergonha pelo seu ato. Mas a coisa é vista como tão normal que um deles, quando eu não permiti que entrasse na minha frente, ficou furioso e reclamando. O culpado era eu, que seguia no caminho correto.

Essa mentalidade precisa mudar. Caso contrário, o retrato do país não irá mudar. Seremos para sempre o gigante adormecido, esse país maravilhoso que tinha tudo para ser um paraíso, mas que não passa de um recordista mundial em homicídios e pobreza. Há malandros demais para otário de menos.

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439 Comentários

  • Samuel Doubecq

    -

    27/7/2014 às 5:23

    Mas, por onde começar? Tudo parece tão errado que ficamos terrivelmente perdidos em nossas discussões sobre “os problemas do Brasil”. “Sabe qual é o problema do Brasil?” costuma ser o início de infindáveis debates e discussões país a fora em todos os círculos sociais. E cada um tem a sua hipótese, a sua explicação. Por onde começar? Eis o busílis. Seria talvez necessário, para começar, responder à seguinte pergunta: o que queremos? Sabendo o que queremos, tendo uma meta, podemos começar a pensar concretamente em soluções. Se nada até hoje deu muito resultado no geral, em escala nacional, se não conseguimos resolver nada, propor soluções efetivas, talvez seja porque não tenhamos chegado a um consenso sobre o nosso destino, sobre o tipo de vida que queremos. Em outras palavras, talvez nada disso nos interesse. O povo na verdade não sabe o que quer e não está nem aí pra nada. Acostumamo-nos com toda esta lama? Creio que é quase isto.

  • Sergio Corrêa

    -

    8/6/2014 às 10:19

    Belo artigo, Constantino, como de hábito. E é tão fácil resolver o problema: bastaria que nossas ‘otoridades’ colocassem obstáculos nas margens das estradas, separados por uns 200 metros. Carros com problemas ou ônibus poderiam parar e os mal-educados não teriam como ser ‘espertos’. Claro que não resolveria o problema educacional, mas todos teríamos que seguir a fila. Mas quem se interessa por isso? Como sempre, os que temos educação somos sacrificados cotidianamente por situações como as que descreveu.
    Um abraço,
    Sergio

  • Bernadete

    -

    24/4/2014 às 21:19

    Nós estávamos viajando no feriado de páscoa, pegamos um congestionamento entre Curitiba e Ponta Grossa, andávamos a 20k por hora, entediados, quando começamos a reparar essa grosseria de furar a fila de carros pelo acostamento, pegamos a máquina fotográfica e fotografamos vários carros fazendo isso, temos várias fotos perfeitas, será que podemos mandar pra polícia federal a fim de gerar multa pra essas pessoas?

  • É Verdade

    -

    21/3/2014 às 16:10

    Li um comentário sobre o assunto em questão se expressando sobre o funcionamento do sistema e está coberto de razão.
    Sugiro aos companheiros para encontrar-mos uma maneira de acabar com o que está acontecendo nas estradas. Li um comentario dando idéia de encher o acostamento de lombadas. Na verdade na minha opinião não seria bom porque a ambulancia iria ficar pulando lombada com paciente??? Outro comentário que li foi de utilizar câmeras filmando e punindo quem utilizar o acostamento para trafegar, opa essa pode funcionar, pois falando em multa os Governantes gostam. Colocar o carro trancando o acostamento é muito boa, mas tem que ter uma arma dentro do carro porque o valentão vem com tudo pra te pegar…
    A pessoa que nasce com DNA voltado para a corrupção não adianta, voce pode provar pra ela que está errada ou fazendo errado que aquela pessoa sempre vai contrariar de alguma maneira tentando se defender e se justificar. Aposto que o tal de Walace daqui a pouco vai postar mais um comentario assim querendo se justificar ou se não vai postar algo mandando nós todos a m…. pois ele é corrupto mesmo.
    Outra ideia boa seria utilizar o espaço do canteiro e do acostamento para se fazer mais uma pista de rolagem com velocidade diferenciada. Ficaria meio estranho não acham? uma faixa para os motoras 60km/h os de 100km/h e os de 240km/h e porque não uma para bikes e ambulâncias.
    Só loucuras e sonho pois envolve gasto e por falar em gasto se essa moda pega imagine o tanto de licitações….. É isso aí pessoal peçamos para O Senhor Deus que nos guarde na ida e na volta com toda paciencia para não errar. Pois dá vontade de fazer justiça com as proprias mãos. Mas não vou fazer. Só um recado aos que fazem errado “Nos veremos frente a frente no tribunal de Cristo” lá não vai ter dinheiro e tão pouco poder seja qual for o tipo. Deus abençoe a todos.

  • antónio lourenço

    -

    27/1/2014 às 12:09

    Concordo integralmente com tudo que o texto nos diz e só quem está satisfeito e faz parte da regra é que pode discordar das questões apontadas. Aliás, o comentário do Guilherme, de 11/01, que concordo plenamente,fala-nos exatamente disso. Em qualquer lugar do mundo há exceções negativas que confirmam a regra de civismo e cidadania. Mas por aqui, é exatamente o contrário, a maioria, ou, pelo menos, grande parte, são cidadãos sem educação e respeito, imbuídos de um espirito lamentável de “passar” os outros para trás…

  • Rubens Stancioli

    -

    24/1/2014 às 18:47

    A culpa não é do povo e nem da polícia desaparelhada. Enquanto corruptos como o senhor “renan calheiros” puder se utilizar de bens públicos para ir a festas ou para fazer implantes de cabelos e seus pares ficarem calados, todos nós temos o direito de fazermos o que quisermos sem sermos mal educados (particularmente eu costumo respeitar as leis e não dar uma de esperto). A devolução dos recursos referentes à despesa realizada (valor estimado; o valor correto só Deus sabe qual é) não exime tal pessoa de ter o fato devidamente apurado e a abertura de inquérito por quebra de decoro parlamentar imediatamente providenciada pelos demais senadores, independentemente de a quais partidos eles pertençam. Assim como os crimes cometidos nas favelas, no senado e na câmara federal impera a lei do silêncio, a fim de acobertar toda a camarilha. Muitos vão dizer que o comentário não tem nada a ver com a matéria, mas podem estar certos de que tem tudo a ver.
    O dinheiro gasto pelos corruptos é justamente aquele que falta para educar o povo e melhorar nossas estradas.
    Cumpre ressaltar que pelo Código de Trânsito Brasileiro, os recursos decorrentes das multas devem ser aplicados em segurança e educação de trânsito. Alguém cumpre ou acompanha o cumprimento desta norma legal?
    Enquanto não houver punição aos corruptos tudo será permitido a quem paga seus impostos em dia.

  • Jadson

    -

    21/1/2014 às 22:35

    Uau! Texto realmente perfeito. Concordo com tudo.

  • Diogo

    -

    16/1/2014 às 15:10

    O texto mais perfeito e verdadeiro que li nos últimos tempos. Essa sensação de que estamos rodeados de malandro me irrita. Com essa mentalidade inútil, seremos sempre um pais subdesenvolvido.

  • Fernando Fidelis Vasconcelos

    -

    12/1/2014 às 12:20

    Certa vez vinha eu chegando de trem em Boston com 5 bolsas espalhadas pelo corpo afora, andando em linha reta numa enorme dificuldade. Um ianque de uns 30 anos fez questão de me abalroar e ainda exigiu que eu saísse da frente dele.

    Noutra ocasião, porque eu não permiti que outro ianque entrasse na minha frente depois de me ultrapassar pela direita, passou a me ameaçar mostrando uma arma e um distintivo de policial, mandando eu parar o carro pra tirar satisfação comigo.

    Ainda houve uma vez que abordei um casal de velhinhos “simpáticos” em Nova York pra me orientar. Pararam sorridentes e ao perceberem meu sotaque o velhinho olhou pra velhinha com asco, viraram as costas pra mim e saíram de perto. Ainda pude ouvi-los comentarem: é mexicano! Minha aparência é europeia e talvez isso os tenha feito pararem sorridentes.

    Meu irmão mora nos Estados Unidos há quase trinta anos e tem uma filha ianque que morre de vergonha dos pais com sotaque brasileiro. Ela própria deve se odiar por seu sangue brasileiro. Certa vez disse para o pai que a orientava a falar português dentro de casa pra poder ter uma língua estrangeira em seu currículo: “E você tem que aprender a falar inglês.”

    Ainda noutra vez quis saber de um colega de trabalho ianque sobre sua relação com os pais. Sua resposta foi: “tenho muita vontade de que eles morram logo pra que eu possa cuidar do patrimônio da família de sua maneira”. Eu ponderei: “mas você está falando de seus pais!”. Sua resposta: “Eu sei, mas foram eles mesmos que me ensinaram a ser assim”.

    De fato, estadunidense é arrogante. Nem ingleses escapam de seu preconceito. Eles são “os caras”.

    Mas a “lei de gerson” é um fato entre nós brasileiros. Nós mesmos somos preconceituosos quanto a nós. Se pudéssemos esfregaríamos com bucha de aço nossa pele para arrancar esse estigma. Nosso complexo de vira-latas é enorme. Então lutamos bravamente contra esses brasileiros todos que encontramos nas ruas diariamente, ultrapassando pela direita, acendendo paróis pros nanicos a 110 km por hora que se atrevem a dirigir pela esquerda, ainda que estejam fazendo uma ultrapassagem qualquer, furando filas de hospitais, cinemas ou caixas de supermercados.

    Os limites de velocidade são pros fracos. Policiamento é igual certa vez ouvi na adolescência de um colega de escola: “você finge que estuda e o professor finge que dá aula”. Policial brasileiro não se digna de sair de sua zona de conforto. Pior é que essa zona de conforto não passa de uma saleta sem ar condicionado que a cada 100 km vemos nas beiras de estrada. Muito tempo atrás tínhamos notícias de que eles trabalhavam muito. Mas o intuito era mais de receber algum por fora. Graças a Deus isso é coisa de passado distante, talvez porque seu salário hoje é bem alto. Arrisco a dizer alto demais para o benefício concedido.

    Mas ainda temos muitos casos de dificultação de ato público para conseguir um extra no salário em outras áreas do funcionalismo público brasileiro. Os noticiários o divulgam com certa frequência. Carteiras de motorista de primeira? Difícil.

    Mas a coisa está mudando, a medida que nosso nível de “educação” muda, estudamos mais e ficamos mais abismados com o comportamento alheio e mudamos nossos próprios. Já vi pai ensinando ao filho em fila de banco que se o Caixa deu troco a maior não tem problema, banco ganha muito dinheiro. Sua ignorância paterna desconhece que o pobre atendente é quem fica com o prejuízo.

    Artigos com esse do Constantino são parte de nosso desenvolvimento social e humano. A partir deles revemos nossa ética e compensamos a falha do sistema de ensino, que finge que paga aos professores e estes fingem que têm um salário. Sinto muita falta, como bem disse um comentarista do artigo, da antiga matéria “Educação Moral e Cívica”.

  • Guilherme

    -

    11/1/2014 às 17:52

    Daniel, seu comentário mostra a razão pela qual os otários sempre serão otários no Brasil. Eu moro nos EUA, por favor não dissemine mentiras aos outros brasileiros que lêem os comentários postados aqui. O americano de longe é mais respeitoso no trânsito e outros meios de convivência pública (como resultado da educação familiar ou por repreensão da polícia) que o brasileiro e esse é a dura realidade que você como muitos outros quer ignorar. Existe imbecil em qualquer parte do mundo mas a quantidade deles determina a média, o padrão do comportamento esperado e você, sabichão, está usando da exceção pra manipular o genérico. Não é comum que o americano se comporte como você descreve, ao contrário do brasileiro. Tente dirigir numa estrada brasileira dentro do limite de velocidade e não vão tomar um minuto pra levar um farol alto na sua cola. Sabe quantas vezes isso me aconteceu aqui nos EUA em mais de 5 anos? Duas vezes, na Florida por sinal.
    O artigo do Constantino incomoda não? As pessoas não querem escutar a verdade. Contribua, não critique, divulgue o que você pensa aos seus amigos sobre esse comportamento, quem sabe em alguns anos o Constantino não tenha mais evidência para escrever matérias como essa.

  • Silvana

    -

    9/1/2014 às 14:11

    Concordo com tudo que foi dito no texto, essa mania do brasileiro de insistir em usar a lei de Gerson é absurdo, tudo isso devido a apenas uma coisa que anda esquecida em nosso meio, os princípios fundamentais, que não mais são passados de pais para filhos como no tempo de meus avós, como meus pais fizeram comigo e faço com meus filhos. Precisamos de uma campanha de resgate desses princípios. Estamos vivendo um momento muito crítico em nosso país, a inversão de valores.

  • Espertinho

    -

    7/1/2014 às 14:41

    Concordo com Wallace, sem mais.

  • Daniel

    -

    7/1/2014 às 14:23

    Só vale um adendo: vi famílias inteiras nos EUA passando a catraca do metrô em duplas. Vi grupos de jovens pulando as catracas do metrô também. Vi gente furando fila. Vi muita falta de educação e também falta de consideração com o próximo. Vi gente que esbarra e não pede desculpa, que briga com você porque a mala está no caminho dela sendo que havia muuuuito espaço à volta para desviar. Vi gente que adultera água mineral. Vi gente sacaneando mendigo.
    Mas gente cruzando farol vermelho, fazendo conversão proibida e andando no acostamento eu não vi. Concordo que o brasileiro tem inúmeros pontos de melhoria (Wallace, se vc quer mesmo uma resposta decente pro seu comentário: o acostamento é feito para você encostar o carro caso você precise de um descanso, caso sua esposa ou filha passem mal, caso algum acidente aconteça, caso algum carro quebre), mas (1)não me venha com esse papinho de que americano é melhor, eles são diferentes (simpatia que nem a nossa pode esquecer por lá) (2) trânsito realmente não é o forte do brasileiro malandrão.

  • Tomé Monte

    -

    7/1/2014 às 13:51

    Engraçado é ver que um monte de gente sai as ruas exigindo melhorias na educação, na saude, etc. Mas não percebem que a verdadeira revolução no nosso país não ocorrerá de cima para baixo, mas de baixo para cima. Qdo o João-sem-braço para de passar por cima (trapaceiramente) do Zé Mané, talvez o gigante acorde. Por hora ele está em coma, mas ao menos abriu um dos olhos…

  • Diogo

    -

    7/1/2014 às 13:46

    Não é você que diz que privatizar resolve tudo?
    Que quando algo tem dono é melhor cuidado?
    Que o governo não sabe gerenciar um patrimônio da mesma forma que uma empresa privada?

    Então as vias com pedágios não deveriam ser uma maravilha? Não devemos reclamar dos pedágios? Que piada.

    Segundo o seu conceito os pedágios são a solução para termos vias decentes.
    R: Não, não sou eu que digo que privatizar resolve tudo. Nunca defendi panacéias. Se tivesse lido meu livro saberia.

  • Cidadão

    -

    7/1/2014 às 11:41

    Wallace, na verdade escrevo o que todos queriam: Vai tomar no meio do seu cú seu malandro irresponsável

  • Ricardao

    -

    6/1/2014 às 21:27

    Sou da turma dos otarios, e ja quase bati o carro varias vezes para impedir os otarios de sairem do acostamento.

  • Maurício Gonçalves Cézar

    -

    6/1/2014 às 19:28

    Na verdade, gostaria que o Sr. Comandante da Polícia Rodoviária orientasse os policiais rodoviários para que além de lavrar multa exemplar, também mantivessem esses ¨expertos¨ no acostamento até que eles pudessem retornar à rodovia sem entrar na frente de outro motorista, ou seja teriam que aguardar até o movimento diminuir. Garanto que nunca mais esses infratores repetiriam esse gesto, mas seria necessária a manutenção dessa prática nas rodovias de todo o país.

  • João Francisco de Oliveira

    -

    6/1/2014 às 18:54

    O texto em debate foge à discussão políticas Sr. Ronaldo Paiva. É este tipo de mentalidade que foi condenada e que todos deveriam condenar. A atitude parte de cada um e não de certas classes da nossa sociedade. Excelente matéria Sr. Rodrigo Constantino. Ainda há esperanças, não devemos continuar deitados em berço esplendido.

  • Ronaldo paiva

    -

    6/1/2014 às 17:15

    O que se pode esperar de um povo que seguiu a risca as atitudes do ultimo Presidente….

  • DANIEL

    -

    6/1/2014 às 17:02

    Wallace, você não merece ser chamado de cidadão, por essa frase você só pode ser chamado de verme: “eu uso e continuarei usando pois não é o governo quem decide onde posso ou não andar com meu carro”. Cadê a cidadania? Não teve aulas de Educação Moral e Cívica? Tava na hora de ter…

  • Claudia

    -

    6/1/2014 às 16:12

    Eu sou a otária que o autor do texto cita, pois no último sábado voltando de Angra dos Reis passei mais de 1h em um engarrafamento causado nada mais nada menos pelos motoristas que se intitulam malandros cortando livremente pelo acostamento na altura da praia de Muriqui, e o pior é que qdo não damos passagem a esses malandros eles aina ficam com raiva, se ofendem…vi alguns pedestres que foram obrigados a pular no mato para não serem atropelados, um absurdo tão grande que me causa nauseas em ver que eles acham que estão agindo corretamente…mas o ditado já diz “Que o mal do malandro é achar que todo o mundo é otário”, um dia a casa cai!

  • Felipe

    -

    6/1/2014 às 15:58

    Você está de parabéns pelo texto Rodrigo! Perfeito! Todos brasileiros que tenham um mínimo de educação irão concordar.
    Quando viajo, sempre vejo essa atitude corrupta por parte das pessoas. Começa assim, mal educado no transito, tenta passar os outros para trás nos negócios, joga lixo na rua, não respeita o próximo, tenta sempre burlar a lei e seus deveres como cidadão, e por fim, escolhe o governo que seja de acordo com sua conduta.
    O governo não faz o cidadão, o cidadão faz o governo.

  • jefferson

    -

    6/1/2014 às 15:34

    Acho errado ultrapassar pelo acostamento e falta de educação também, mas se eu ando pelo acostamento para essas pessoas na ultrapassagem de mim, também estarei tao errado quanto aos outros , porem só posso exigir meus direitos se eu estiver dentro dos meu direitos.. se por acasso acontecer uma colisão com meu veiculo por não permitir alguém ultrapassar no acostamento nao poderei expressar meus direitos pois estou errado tanto quanto ele por ter andado pelo acostamento, ai não adianta disser que outros estão errados se você também esta errado…. fica ai a diga!!!

  • Andy Souza

    -

    6/1/2014 às 14:34

    Gostei!

  • André

    -

    6/1/2014 às 13:54

    Perfeito o texto e a mensagem passada, apenas não ter deixado o que estava tentando voltar na faixa normal que foi mal… “Não sabia o que se passava na cabeça do cidadão ao errar e ao tentar acertar…” poderia ter deixado o veículo se acertar, assim você seria mais “exemplar” ainda… parabéns pela matéria!

  • Tiago Rolim

    -

    6/1/2014 às 13:54

    O americano respeita tanto as leis e os direitos humanos que andava espionando vários governos pelo mundo todo. Enquanto vocês ficarem com a bunda na cadeira esperando que o outro mude, aceitem que os “espertos” continuaram andando pelo acostamento. Se quiser mudar vá pra rua e contribua com a sociedade. Não é dizer que não pode andar no acostamento que você vai criar vias mais rápidas e seguras para viajar.

  • Marco Lazzarini

    -

    6/1/2014 às 13:49

    Precisamos mesmo conviver com pessoas tipo Wallace? São mesmo políticos que desrespeitam crianças e idosos, ou são os “Wallaces” da vida. As leis existem, não são fiscalizadas e nem respeitadas por uma grande parte da população, mas será que devemos conviver com Wallaces da vida que colocam a ignorância e a falta de respeito a serviço de si próprio, como se fossemos nós, obrigados a respeitá-los, para que os Wallaces tenham permissão de desrespeitar-nos? Espero que o grande “legado da copa” seja um povo que se enxergue, e que saiba punir com rigor os Wallaces da vida, para que tenhamos mais qualidade de vida. Não somos obrigados a aceitar Wallaces da vida…

  • marcos

    -

    6/1/2014 às 13:47

    Com relação ao último parágrafo onde consta: “Seremos para sempre o gigante adormecido…” Alguma dúvida quanto a isso? Se a própria letra do hino nacional diz textualmente: “Deitado eternamente em berço esplêndido…”

  • Adriano da llha

    -

    6/1/2014 às 13:18

    Constantino, passei por isso numa volta da praia em Ubatuba. Pior ainda, quando estava passado por um posto da Polícia Rodoviária Federal, um cidadão estava no acostamento tentando entrar então eu e outros motoristas buzinamos para o guarda que estava no posto, cheguei a falar para ele do cidadão no acostamento e o guarda, de dentro do posto se limitou a fazer um sinal de positivo.
    Mais uma situação, um motorista, com apoio de outros que estavam do lado da lei, colocou meio carro no acostamento, impedido a passagem de vários espertinhos visivelmente irritados. Este motorista correu um sério risco de apanhar de alguém.
    A ética do brasileiro é um dos sérios entraves de nossos desenvolvimento. Não podemos dizer que somos uma nação jovem, pois jovens também são a Austrália e os EUA.
    A nossa ética lembra a história do Anel de Giges.

  • Pedro

    -

    6/1/2014 às 12:22

    Esse idiota do wallace é o típico babaca semi-analfabeto que sequer leu um livro inteiro na vida mas possui uma CNH. Um carro provavelmente de valor inferior à aparelhagem de som instalada no mesmo e que vai ao litoral deixar lixo e causar caos com som alto madrugada a dentro. Mas ta na moda. Infelizmente o errado, o feio (em aparência e atitude) então na moda.

  • Ckitner

    -

    6/1/2014 às 12:14

    Precisamos explicar para os mais desavisados o porquê de não se poder usar o acostamento do ponto de vista da coletividade. Ao fazer isso, o condutor fura a fila, já que mais à frente terá que retornar para a rodovia, passando para trás todos aqueles que ficaram horas a fio aguardando o trânsito andar. Não desafoga o trânsito, como pode pensar o mais incauto. Apenas redistribui os carros, de modo que o esperto do acostamento leva vantagem na fila em detrimento do certinho do engarrafamento. Mais na frente ele retoma a fila originária.

  • Fabyo Alaces

    -

    6/1/2014 às 11:47

    Você esta de parabéns por essa matéria, a verdade nua e crua do brasileiro.

  • Juliana Benbassat

    -

    6/1/2014 às 11:45

    Infelizmente, esse texto podia ser facilmente aplicado em Pernambuco. Angra seria Porto de Galinhas e todas as praias que estão na mesma rota como Serrambi e Tamandaré. Brigada ao autor, que externou o que eu tava sentindo aqui dentro. É mais fácil ser criminoso nesse país e se dar bem do que ser honesto. Ainda bem que existem otários, como eu, que preferem se dar mal. :(

  • Mauro

    -

    6/1/2014 às 10:36

    Vende seu voto a político corrupto, sonega imposto, vive de calote, suborna fiscal, da caixinha pra polícia, tira sarro de honesto, canta a mulher do amigo, não paga as contas, não paga aluguel, joga lixo pela janela, detona o som do carro na rua, fuma em local proibido, enche a cara pra dirigir, cospe na calçada, chuta cachorro vira lata, mija em qualquer lugar, anda armado, passa sinal vermelho, estaciona em qualquer lugar, para em fila dupla e ULTRAPASSA PELO ACOSTAMENTO. No país da malandragem quem não é malandro é otário. No país de MERDA que construímos o que não falta é MOSCA.

  • Anderson Nazareth

    -

    6/1/2014 às 9:54

    Meu camarada, você falou tudo !! Já passei por isso várias vezes com a sensação de ser o palhaço da corte.

  • ricardo

    -

    6/1/2014 às 9:53

    descrição perfeita do dia a dia nas estradas…

  • Leonard

    -

    6/1/2014 às 9:45

    Meu caro, isso aqui sempre foi assim, mas depois que o Lulladrão disse que não viu ou sabia de nada, aí abriu-se a porteira.

  • Ana

    -

    6/1/2014 às 9:27

    Caro Wallace, além de respeitar as leis da convivência civilizada entre os cidadãos, acho que deveria frequentar a escola para aprender a usar corretamente a crase. Podes ter uma boa condição financeira, mas o portugues, é de fazer vergonha!

  • Guto Mucciolo

    -

    6/1/2014 às 8:45

    Matéria extraordinária… e por causa dos “ESPERTOS” que as filas param não é somente pelo excesso de veículos… as filas Param por causa dos espertinhos corruptos e dizem que isso não é corrupção? Uma pessoa que sai de casa para pegar estrada com sua família dentro e usa o acostamento é tão corrupto quanto os mensaleiros. Pois ” ESPERTOS” esses vão fazer protesto contra isso e aquilo nas ruas e depois fazem esse tipo de coisas como andar em acostamentos das rodovias, usam vagas de Idosos e portadores de necessidades especiais se fazem de morto nos ônibus e nos transportes públicos em geral quando vêem uma senhora ou senhor de idade uma Mulher gravida ou com criança de colo…. Esses “ESPERTOS” são Corruptos do cotidiano brasileiro simples assim.

  • Nilton

    -

    6/1/2014 às 1:03

    Sentimento mutuo e concordo com cada palavra que oRodrigo escreveu.
    E não é só na volta da Costa Verde que acontece esse descaso, é em praticamente qualquer estrada, seja rodovia seja uma rua. Já vi motoristas ( e quase me atropelou ) passar por cima da calçada para avançar um sinal de transito. A educação vem de casa, as instituições como escolas e universidade, não geram educação, geram conhecimento e esta diferença que uma grande parcela da sociedade não vê distinção e por isso a “lei do Gerson” ainda vigora com muita vitalidade, infelismente. Tento conscientizar, sempre que posso, pessoas a minha volta (colegas de trabalho) que sejam éticas, pois sendo éticas em sua contuda profissional existe grande chances que tenham uma visão mais crítica e sejam menos tentados a seguir a “lei do Gérson”.
    Deveria haver uma fiscalização aeria dessas vias em veriados prolongados, para que esses espertinhos fossem pegos e multados coerentemente. Só a quandidade de multas daria para pagar o custo de cada aeronave utilizada e ainda sobraria dinheiro, e na certa muitos desses espertinhos teriam suas carteiras suspensas

  • Pedro Reseck

    -

    6/1/2014 às 0:12

    Carro e dinheiro eles têm , mas educação e respeito não .. São os brasileirinhos espertinhos !!! Assim continuamos nesse imundo terceiro mundo . Sem cultura e educação não dá……

  • Carlos Murasmatsu

    -

    5/1/2014 às 22:31

    Paixão pelos carros…isso ja e uma doença deixando de lado o lado humano, o caracter de respeitar o proximo, e os governantes do pais não investem nos meios de transportes fazendo com que necessitam de veiculos, a ganancia veicular e a a falta de investimentos tomam conta do mercado comercial, esta faltando trens balas, mais expansão nas estradas de ferro, carros tbm. e como drogas viciam e matam……

  • migues

    -

    5/1/2014 às 22:08

    Parabéns pela forma clara como foi descrito o caos que também vivi nas estradas mineiras.j

  • Rogerio

    -

    5/1/2014 às 21:58

    Quem faz isso é o governo que incentiva uma vida a base de 4 rodas. Eles fazem a economia do Brasil girar em torno da ind. automobilistica. Metal, plastico, combustiveis, borracha…5 milhões de carros novos por ano. Eu peguei o mesmo engarrafamento de fusca 75 sem ar condicionado…aí meu amigo o acostamento vira uma saida para vida ou morte. Na verdade eu voltei para Angra, não consegui aguentar o calor. O mesmo carrão que quer fazer bonito ficando na fila, anda a 140km quando a pista está livre…falta é organização, pois diversos trechos da estrada poderiam ser duplicado com cones e dar um escoamento melhor. Enquanto isso o Governador vai de helicoptero…

  • paulo pierro

    -

    5/1/2014 às 21:51

    Sou,um ex caminhoneiro, infelizmente, não dirijo mais caminhão, por causa de doença, mas na época que viajava, um cidadão tentou uma ultrapassagem, acreditem vcs, dentro do túnel de Muriqui, eu ia para São Sebastião,e ele vinha para o Rio, época de carnaval.parei o caminhão de frente com ele, e dei-lhe um “esporro” dos bons, xinguei a vontade, no carro de passeio, estavam mulher, filhos, sogra é até cachorro, senti que o sujeito, ficou sem ação, e depois eu ria sozínho da situação..kkk..pense na vergonha que não deve ter ficado, frente a sua mulher e filhos..em tempo: Hoje eu dirijo um fusquinha, o bichinho é meio estressado , que nem eu, na minha frente na entra..pode ser carrão, caminhão, ônibus..o bicho pega…como profissional que fui, continuo respeitando as leis de trânsito..por isso tô no bando dos otários, com muito orgulho!!!!!

  • Fernando R

    -

    5/1/2014 às 20:36

    Artigo irretocável. O exemplo não deve vir de cima. Deve vir de nós. De todos. Mas eu já perdi a esperança. Vou continuar fazendo o que é correto por simples educação. Mas não vou mais esperar que as outras pessoas se conscientizem.

  • Araujo

    -

    5/1/2014 às 20:33

    Ótimo seu texto, só que o responsável por isso é o detran de cada estado que emite habilitação pra qualquer pessoa,tenho um primo que nem sabe como liga o carro mas é habilitado, quando vai viajar quer andar a 50km\h pq alega que devagar não causa acidente,ai quando estou de carona e olho pra trás tem centenas de carros sem poder ultrapassar gerando engarrafamento. O motorista brasileiro é arrogante e burro pq nem anda numa velocidade razoável e nem quer encostar quando vc corta luz para ultrapassar. Sem contar o povo seboso que quer andar devagar na faixa da esquerda! parece que nunca foi numa auto escola e nem conhece a expressão “mantenha-se a direita”. Enquanto tiver gente assim com habilitação todo dia vai ter engarrafamento e a situação só vai piorar, pode fazer 1000 faixas que vão ter 1000 lerdos alinhados sem deixar vc passar.
    Se todo mundo andasse a pelo menos 80km\h não existiria engarrafamentos!

  • Atila

    -

    5/1/2014 às 20:12

    Otarios são aqueles que não usam o acostamento. Otarios por acreditam que um povo sem educação serácapaz de ter uma atitude educada em desacordo com o pais atrasado que cconstruimos.Larguem mão de serem Otarios e ocupem os acostamentos todos.
    Talvez algum dia se aprendermos a ser menos latinos e menos brasileiros possamos repensar esta ação.

  • Bruno

    -

    5/1/2014 às 20:06

    Um pequeno “conto” pra ilustrar o problema da educaçao no Brasil.
    Um gringo (de país escandinavo, se não me engano), em visita de trabalho ao Brasil, ficou espantado com a presença de lombadas nas ruas e estradas.
    - Por quê colocar essas lombadas? Não é mais barato colocar placas sinalizando pra reduzir a velocidade?

    Eis a resposta de um brasileiro:
    - Não. Pra colocarmos placas, primeiro teríamos que investir milhões em Educação.

    E essa é a mentalidade do Governo. Pra que investir na causa, se podemos continuar despejando bilhões (e tomando uma boa parte disso) nas consequências?

 

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