19/02/2012
às 10:40 \ Tema LivreVinicius de Moraes: “Soneto de Carnaval”
Este poema de Vinicius de Moraes (1913-1980) é parte do livro Poemas, Sonetos e Baladas, publicado originalmente pela Editora Gaveta, em 1946, e do qual faz parte o conhecidíssimo “Soneto de Fidelidade” (“De tudo ao meu amor serei atento/ Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto/ Que mesmo em face do maior encanto/Dele se encante mais meu pensamento (…)”).
Soneto de Carnaval
Distante o meu amor, se me afigura
O amor como um patético tormento
Pensar nele é morrer de desventura
Não pensar é matar meu pensamento.
.
Seu mais doce desejo se amargura
Todo o instante perdido é um sofrimento
Cada beijo lembrado uma tortura
Um ciúme do próprio ciumento.
.
E vivemos partindo, ela de mim
E eu dela, enquanto breves vão-se os anos
Para a grande partida que há no fim
.
De toda a vida e todo o amor humanos:
Mas tranqüila ela sabe, e eu sei tranqüilo
Que se um fica o outro parte a redimi-lo
Tags: "Poemas, Soneto de Carnaval, Sonetos e Baladas", Vinicius de Moraes
































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1 Comentário
Marco
-08/03/2011 às 14:42
Caro R. Setti: Não resta dúvida q o amor é egoista , um cárcere privado, um querer ter só pra si. Um amar sem rivais, são pouco q conseguem transformar isso em sucesso próprio. Mas as vezes essa estima exagerada de amor, faz com q se caia na armadilha, de se esquecer da origem, e sofrer com a desilusão ou ilusão. Mas tem q se deixar amar de muitas maneiras divertidas e meia absurdas. Ou voar sozinho !
Abs.