29/10/2011
às 13:10 \ Tema LivreNudez, sexo, ousadia nos quadros hiperrealistas do americano Terry Rodgers
Terry Rodgers é um multiartista americano de 64 anos que, depois de um começo como pintor — talentoso — que incursionava pelo impressionismo, concentrou-se fortemente no hiperrealismo. Em, embora também desenhe e fotografe, o forte de seu trabalho são pinturas a óleo que progressivamente passaram da retratação de cenas domésticas algo peculiares, como este “Halloween Breakfast”, que vocês vêm acima — há um pai seminu no quadro –, a obras francamente sensuais e ousadíssimas.
Sua tendência de preencher com minuciosa e pesada decoração as cenas que retrata vem desde o começo, como se pode notar neste “Sasha”, de 1998, um raro quadro que se concentra em uma só pessoa.
Rodgers foi sugerido pelo amigo do blog Aldo Labaki, consultor brasileiro que mora em Dubai e trabalha em Abu Dhabi.
A nudez, em sua obra, tornou-se gradativamente recorrente, quase obrigatória, mesmo que, nos primeiros tempos, fosse para escapar das imagens quase fotográficas do hiperralismo, como ocorre com este “The Art of Living”.
A obra de Rodgers é “forte”, a ponto de ser difícil selecionar o que pode ser publicado num blog como este. Este “Alternative Fictions” já é um quadro da fase em que ele se encontra até hoje, retratando a vida de dissipação, sexo e drogas dos “jovens, belos e ricos”, como disse um crítico. Os cenários são repletos de objetos de decoração, as cores, fortes, e os homens presentes, quase sempre, têm aspecto andrógino.
Os títulos de seus quadros, como este acima, “The Influence of Civilization” (a influência da civilização), pouco têm a ver com o que mostram — a não ser quando sugerem uma áspera ironia.
As obras mostradas neste post, ousadas, são brincadeira de criança perto do que contém o site de Rodgers. Escolhi dispô-las em ordem cronológica para mostrar a evolução do pintor.
E, por falar em ironias nos títulos de suas pinturas, vejam bem como se chama o quadro acima: “Reflexão imaculada”. E me digam o que há de imaculado, ou mesmo de reflexão, nos elementos que o compõem.
O quadro acima, “The Sacrificial Penumbra”, no qual as cores fortes e a decoração quase sufocante quase tiram o foco da figura feminina, é um dos raros emque Rodgers, hoje em dia, não se concentra em grupos de pessoas nuas e seminuas, em salões faustosos ou à beira de piscinas de casas milionárias, bebendo, acariciando-se e se drogando.
Neste “The transparency of Venus” pode-se observar a técnica de Rodgers: ele fotografa a cena e mapeia com um computador a posição de cada elemento do quadro antes de pintá-lo.
Nesta obra que encerra o post, de novo a ironia: “Aproximações de Graça” ou “da Graça”. A dúvida persiste. Grace pode ser a mulher que espera, ou pode ser a Graça advinda de uma divindade…
Note o ar andrógino do rapaz à esquerda.
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Tags: arte, hiperrealismo, Terry Rodgers









































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17 Comentários
Jéssica
-30/04/2012 às 21:34
Decadente são pessoas que só enxergam com os olhos da ignorância e se ocupam de falar merda o tempo todo.Sensasional esse trabalh,mais que isso,é uma arte…arte não se julga,se aprecia,claro,para os que o sabem…
Odilon
-23/02/2012 às 23:14
Decadência está nesse povo que nunca faz sexo e acha que qualquer cena de semi-nudismo é orgia.. kkkkkkkkk
selma r
-05/02/2012 às 21:59
Maravilhoso!!!!
selma
-06/12/2011 às 17:16
kkkkkkkk..exatamente, terezinha..a DECADÊNCIA não está só nas ruas! Isso está parecendo mais uma orgia!
Edson Nordi
-05/12/2011 às 18:41
Bacana mesmo. Adorei
Teresinha
-29/11/2011 às 13:00
A técnica é interessante.
O tema é angustiante, a decadência não está só nas ruas.
Franco
-24/11/2011 às 15:32
Muito bom!
Premeditando o Breque
-23/11/2011 às 22:51
Estranhamente as mulheres são muito magras e com um quê de decadência física e moral. Aos homens além da decrepitude física e moral da primeira tela, um aspecto teatralmente gay modernoso. Se não existisse não faria falta e existindo não se parece com arte e nem publicidade. Um gibi de contos quebrados. Porcaria só isso.
lis
-18/11/2011 às 19:05
Nossa o pintor é otimo ficou linda as telas adorei, tão tão não tenho palavras Parabens adorei
Tapioca Tundra.
-09/11/2011 às 6:32
Quem já presenciou pelo menos uma cena (sem ter participado), sabe que é um desconforto visual e remete o espectador a um sombrio mundo de odores e sensações maléficas. O espirito se compadece e sofre. Mas arte pode ser isso tambem ou é por isso que a proposta existe, nesse caso o resultado é perfeito. Vejo, analiso, mas não teria em minha parede.
Roberto
-04/11/2011 às 12:10
“Decadence avec elegance”, lindos os quadros, mas as cores que os retratam não espelham a escuridão das almas dos alienígenas retratados.
Sexo, drogas, álcool, jogos de sedução, sensualismo solto no ar… tudo de bom até aparecer a ressaca do outro dia, se não bastasse a dependência física produzida por essas coisas.
O artista retrata uma minoria, repare no requinte do ambiente, gente muito rica. Infelizmente esse esteriótipo não condiz com a nossa realidade, hoje jovens muito pobres estão perdendo suas vidas por conta do crack. E o ambiente colorido acima não tem nada haver com os bêcos do centro ou da periferia dos grandes centros urbanos.
“Approximations of Grace” deveria, em minha opinião, ser chamado de “O Retrato de Dorian Gray”.
Ismael
-31/10/2011 às 14:12
Uma foto não dá o memso efeito, posso assegurar que visto de perto, esses pedaços de pano pintados impressionam tanto pela destreza absurda da técnica quanto, a ponto de ser tentado “lamber” a tela com os olhos para se assegurar que não é uma foto, quanto impressionam pelo jogo de cores riquíssimos e pela volúpia, que emprestam aos quadros uma dramaticidade barroca. Essas pinturas tem uma atmosfera teatral. Muito ons trabalhos.
Fátima
-29/10/2011 às 17:05
Para que tanto trabalho? Uma fotografia expressa bem melhor esse tipo de imagem. Nada de novo.
Fico com Gustave Courbet.
Fernando
-29/10/2011 às 11:30
Na tela do computador estas pinturas sao fantasticas, nao dah p/ dizer que eh a oleo. Eh uma pena nao ver de perto.
Excelente!
[]s!
Marco
-29/10/2011 às 10:54
Amigo Setti: O detalhe q chama atenção é q os quadros são sempre em casas. Será q pode se chamar d uma nostra casa do autor.
Abs.
Reynaldo-BH
-28/10/2011 às 22:48
The art of living! Basta isto para definir a obra!
michel de cervantes
-28/10/2011 às 19:57
IMPRESSIONANTE!!UMA REDESCOBERTA DA ARTE NO SÉC XXI!!
EU DIRIA QUE O ESTILO ULTRA-MODERNO DE MOSTRAR O CONTEMPORÂNEO EM DETALHES QUE LEMBRAM DE FOTOS!PARECE QUE VÃO SE MOVER,UMA NOVA REALIDADE VISUAL,NA MINHA OPINIÃO!