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Venezuela

26/02/2015

às 18:00 \ Disseram

Golpe de Estado e a defesa democrática

“O problema que pode ocorrer na Venezuela é que podemos nos ver diante de um golpe de Estado de militares de esquerda, e com isso a defesa democrática vai para o c*ralho. Seria um erro gravíssimo deixar a Constituição.”

José Mujica, presidente uruguaio, em entrevista ao jornal El País sobre a situação de crise na Venezuela e no governo de Nicolás Maduro

25/02/2015

às 14:00 \ Vasto Mundo

Post do leitor: o Brasil decente que defendemos não se calará diante dos abusos ditatoriais do governo da Venezuela

(Foto: Alejandro Cegarra/AP)

Em Caracas, manifestantes exigem a libertação arbitrária do prefeito Antonio Ledezma (Foto: Alejandro Cegarra/AP)

Post do leitor e amigo do blog Moacir 1

Post do LeitorA julgar pela reação vergonhosamente tímida dos líderes, dos governos, das organizações regionais da América Latina — como a OEA e a Unasul — sobre a prisão arbitrária do prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, é difícil não concluir que todos eles se tornaram uma organização de proteção para regimes repressivos.

Em vez de solicitar a libertação incondicional de Ledezma, bem como a do líder da oposição Leopoldo Lopez e outros presos políticos que, segundo a Organização das Nações Unidas, têm sido vítimas de detenções arbitrárias, as maiores organizações regionais e os líderes líderes latino-americanos têm, em grande parte, feito cara de paisagem e olhado para o outro lado.

De que servem essas organizações regionais se não levantam um dedo para fazer valer as suas próprias Cartas e os princípios que as justificam, exigindo o respeito e defesa da democracia?

Como se justifica a ausência de uma resposta forte do Brasil, o maior país da região, cuja MandatáriA posa nas fotos como líder de uma democracia moderna?

Como é possível acreditar – como a senhora presidentA – ser um “assunto interno” da Venezuela o fato de que qualquer liderança oposicionista que se fortaleça por lá seja simplesmente aprisionada, sem ordem judicial?

Como podemos engolir calados que o presidente do partido da presidentA, o petista Rui Falcão, em nome do “povo brasileiro”, embora sem nenhuma procuração, vá a Caracas na maior cara-de-pau para garantir apoio aos chavistas? Se os assuntos da Venezuela são só da conta dos proto-ditadores, por que Luizinácio Lula da Silva pediu votos para eleger o “presidente” herdeiro Nicolás Maduro nas últimas eleições presidenciais?

Como pode uma presidentA que se autodenomina “Coração Valente”, que participou da luta armada contra a ditadura militar brasileira e que por ela foi torturada, se calar covardemente diante de um regime cada vez mais liberticida?

Será que a PresidentA não se envergonha de ser cúmplice de todas as violações dos direitos humanos que vêm sendo cometidas diuturnamente pelo seu cumpanheiro bolivariano? Será que DilmA imagina que a sociedade brasileira – a exemplo dela e dos membros do seu partido corrompido – é formada por zumbis morais e por mentecaptos incapazes de sentir empatia ou de abstrair que os direitos humanos são universais e não uma mera questão “interna” da Venezuela?

Será que a política externa da senhora Dilma Rou$$eff – como escrevem seu nome nos blogs os revoltados cidadãos venezuelanos – desconhece que, desde 1988, a Constituição DESTE PAÍS, no seu artigo 4, passou a prever a defesa da democracia, dos direitos humanos, da autodeterminação dos povos e da paz?

Se for este o caso, é preciso que a PresidentA seja chamada à razão. Sugiro que alguém – pelamordedeus! – no nosso ruborizado Itamaraty, S-O-L-E-T-R-E para a MandatáriA o Compromisso de Santiago com a Democracia de 1991, a Declaração de Quito de 1995, a Declaração a Respeito da Manutenção da Democracia de 1997, o Compromisso Democrático de Cartagena de 2000, o Protocolo de Ushuaia do Mercosul de 1998, a Carta Democrática Interamericana de 2001, a Declaração de São José de 2002, todas elas assinadas por ESTE PAÍS, compromissado com a ordem democrática e, portanto, prevendo reuniões de emergência entre Estados membros no caso de haver interrupção dela.

(Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

“Chega de presos políticos deste regime”, pede um manifestante (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

Saiba a nossa leviana presidentA que décadas atrás, quando um país latino-americano descaradamente violava as liberdades democráticas, como a Venezuela está fazendo agora, os mais importantes líderes democráticos da região condenavam tais eventos, e pediam reuniões extraordinárias da Organização dos Estados Americanos para pressionar por ações de correção de rumo. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

24/02/2015

às 21:01 \ Política & Cia

AÉCIO NEVES: Omissão do governo Dilma diante de violações de direitos humanos na Venezuela é “inaceitável e vergonhosa”

Tendo ao lado o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), o ex-presidenciável Aécio Neves critica a omissão do governo Dilma diante da barbárie em curso na Venezuela (Foto: George Gianni/PSDB)

Tendo ao lado o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), o ex-presidenciável Aécio Neves critica a omissão do governo Dilma diante da barbárie em curso na Venezuela (Foto: George Gianni/PSDB)

Da assessoria de imprensa do PSDB

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), qualificou como “inaceitável e vergonhosa” a postura do governo Dilma Rousseff diante dos últimos episódios de autoritarismo na Venezuela, como a prisão do prefeito de Caracas, o opositor Antonio Ledezma.

O tucano afirmou que espera do Senado um posicionamento contrário às ações do governo de Nicolás Maduro, e sugeriu a criação de uma comissão de parlamentares para apurar as graves ocorrências no país vizinho. Aécio falou sobre o tema durante pronunciamento nesta terça-feira (24) no Senado, em Brasília.

“A presidente Dilma não pode esconder-se, sob o princípio de não interferência nos assuntos internos de outro país, para deixar de agir”, apontou o presidente do PSDB.

Na avaliação de Aécio, a omissão do Brasil pode deixar o país como um cúmplice da escalada de autoritarismo registrada no país. “Não será de se estranhar se, em breve, ocorrer um banho de sangue na Venezuela, perpetrado pelo Estado contra seus cidadãos. A omissão brasileira nos tornará cúmplices dessa tragédia anunciada”, afirmou.

Aécio lembrou que o Protocolo de Ushuaia, assinado pelos países integrantes do Mercosul, exige dos membros do bloco uma manifestação de repúdio às ações antidemocráticas.

O senador destacou que o PSDB foi contrário à entrada da Venezuela no Mercosul, em 2009, por identificar já naquela ocasião violações aos direitos humanos por parte do regime de Hugo Chávez.

E acrescentou que a manifestação atual do PSDB de repúdio às ocorrências na Venezuela “não são de solidariedade à oposição, a este ou àquele partido, e sim àquilo que a nós é mais caro – as liberdades democráticas”.

Ação do parlamento

Aécio disse que a omissão do governo Dilma deve ser respondida pelos senadores brasileiros com um posicionamento firme de contestação às ações de Nicolás Maduro.

“Já que o governo federal, mesmo instado por organismos internacionais, não tem até aqui se manifestado, é o momento de essa Casa, a casa da Federação brasileira, se manifestar de forma altiva, de forma clara, cobrando das autoridades venezuelanas o respeito aos princípios mais elementares da democracia”, disse.

Escalada do autoritarismo

Em seu pronunciamento, Aécio destacou que o prefeito Ledezma foi preso sem ordem judicial e lembrou outros episódios que, na sua avaliação, configuram a escalada do autoritarismo em curso na Venezuela.

“As principais lideranças políticas da oposição têm sido sistematicamente perseguidas, impedidas de exercerem mandatos políticos, encarceradas e agredidas, de toda sorte, pelo aparato de estado oficial e extraoficial”, afirmou Aécio.

Entre os casos lembrados pelo presidente do PSDB, estão a detenção do líder oposicionista Leopoldo López, preso desde fevereiro do ano passado, e a perseguição sofrida pela deputada Maria Corina Machado.

Segundo Aécio, o governo de Nicolás Maduro utiliza o autoritarismo como mecanismo para encobrir as falhas de sua gestão.

“Incapaz de lidar com os graves problemas do dia-a-dia da gestão governamental, o presidente Maduro cria falsas tramas e golpes contra seu governo, tenta calar a oposição, cerceá-la e criminalizá-la, em escalada rumo a uma ditadura, cada vez mais sem disfarces”, afirmou.

24/02/2015

às 6:00 \ Disseram

Quem teme quem?

“Não tenho medo do regime. É o regime que teme seu povo e, por isso, tenta calar a todos com a censura.”

María Corina Machado, deputada venezuelana e uma das principais figuras de oposição ao governo chavista de Nicolás Maduro, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo

22/02/2015

às 0:00 \ Disseram

Visita ao comandante

“Estive em Cuba. Aproveitei que era terça-feira de Carnaval e visitei o comandante Fidel Castro Ruz, que mandou uma saudação a todo o povo da Venezuela.”

Nicolás Maduro, presidente venezuelano, em pronunciamento na quinta-feira (19)

15/02/2015

às 0:00 \ Disseram

Maduro pode se queimar

“Quem se aproxima das chamas pode se queimar. E Nicolás Maduro (presidente da Venezuela) está se aproximando das chamas.”

Henrique Capriles, governador do Estado de Miranda e o principal líder da oposição venezuelana, no jornal Folha de S. Paulo

14/02/2015

às 17:00 \ Vasto Mundo

Como a Venezuela de Chávez e Maduro virou uma máquina de criar pobreza

FRACASSO GARANTIDO — A favela Petare, em Caracas: a pobreza no país aumentou 28% (Foto: Fernando Llano/AP)

FRACASSO GARANTIDO — A favela Petare, em Caracas: a pobreza no país aumentou 28% (Foto: Fernando Llano/AP)

A MÁQUINA DE GERAR POBREZA

Reportagem de Nathalia Watkins publicada em edição impressa de VEJA

Manda a tradição caudilhista que um governo deve dar muitos presentes e subsídios para reduzir a pobreza.

Desde os dois primeiros mandatos de Juan Domingo Perón na Argentina, entre 1946 e 1955, não se via na América Latina uma máquina estatal tão poderosa para distribuir frango, geladeiras e farinha como a Venezuela bolivariana, favorecida pelos petrodólares.

O resultado dessa política, porém, é quase sempre o oposto do que se pretende. Um governo que gasta demais e sem controle acaba produzindo a inflação – o meio mais eficiente para multiplicar os miseráveis.

Segundo estudo divulgado dias atrás pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), órgão da ONU, a Venezuela é o único país da região em que o índice de pobreza (que impossibilita um padrão de vida digno) e o de miséria (quando não se tem dinheiro sequer para comer) aumentaram. O primeiro subiu de 25%, em 2012, para 32%, em 2013. O de miséria foi de 7,1% para 9,8% nesse intervalo.

6,2 salários mínimos para comprar uma cesta básica

A inflação da cesta básica no ano passado foi de 93%. Isso significa que, em doze meses, o preço das mercadorias quase dobrou. Os salários, por sua vez, não aumentaram na mesma proporção. Entre dezembro de 2013 e dezembro de 2014, a diferença no valor da cesta básica foi de três salários mínimos. Atualmente, são necessários 6,2 salários para comprá-la.

Os bons empregos sumiram. O setor produtivo foi destruído desde que Hugo Chávez assumiu o poder, em 1999, com estatizações, expropriações e leis contra a iniciativa privada. As únicas vagas foram criadas pelas estatais, que turbinaram ainda mais os gastos públicos.

Os 30 milhões de habitantes do país hoje dependem de alimentos importados, comprados com os dólares obtidos com a exportação de petróleo. Com a produção e o valor do barril em queda, há desabastecimento, inflação e mais pobreza. “De que adianta ganhar uma casa se não há dinheiro para pôr comida dentro dela?”, diz o economista venezuelano Oscar Meza, diretor do Centro de Documentação e Análise Social (Cendas), em Caracas.

“A realidade é ainda pior do que mostram os dados, porque a Cepal trabalha com as cifras oficiais, as mesmas que o governo tenta esconder. Uma estimativa real de pobreza certamente estaria em torno de 40%”, afirma Meza. Prevendo novos protestos contra a inflação, o governo aprovou uma lei que autoriza as forças de segurança a matar os manifestantes.

01/02/2015

às 6:00 \ Disseram

Nada faltará à Venezuela?

“Deus proverá. Jamais faltará à Venezuela.”

Nicolás Maduro, presidente venezuelano, referindo-se à queda nos preços do petróleo — cuja venda representa quase 100% das divisas do país —, em discurso de prestação de contas à nação, transmitido pela TV

30/01/2015

às 0:00 \ Disseram

Chávez: o mestre dos mestres

“Esses três fósseis da direita e do fascismo vieram nos provocar e nos derrubar, mas fomos formados pelo mestre dos mestres, o professor de política mundial, Hugo Chávez. Eles nos subestimam!”

Nicolás Maduro, presidente venezuelano, em um de seus típicos discursos endeusando o padrinho político falecido em 2013; Maduro se referia a Andrés Pastrana, Sebastián Piñera e Felipe Calderón, ex-presidentes da Colômbia, do Chile e do México, respectivamente, que foram à Venezuela para um fórum sobre direitos humanos e cidadania, mas foram acusados pelo presidente de perturbar a ordem

27/01/2015

às 20:23 \ Política & Cia

ENQUETE PARA NÃO PERDER: Decidam o significado do punho erguido de Dilma na posse do “bolivariano” Evo Morales

Dilma toda feliz, erguendo o punho na velha saudação comunista, cercada de gente como o venezuelano Maduro (sobretudo escuro e bigodão), o vice boliviano García Linera (medalhão no peito), o presidente da Bolívia pela terceira vez, Evo Morales (com a faixa presidencial) e o idem equatoriano Rafael Correa (Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República)

Epa! Já esta no ar nossa nova enquete, que vocês não podem perder.

O que cada um de vocês acha que significou, entre cinco alternativas que fornecemos, o famoso gesto do punho erguido pela presidente Dilma durante a terceira cerimônia de posse consecutiva do presidente “bolivariano” da Bolívia, Evo Morales?

As alternativas, em uma das quais você pode clicar no local tradicional das enquetes, à direita desta coluna, são:

* o problema principal foi constrangimento: ela não sabia na hora o que fazer com a mão quando todo mundo a ergueu;

* de repente deu a louca na presidente, e ela ela teve saudades súbitas de seus tempos de “revolucionária”;

* foi de desafio: “​escolhi​ mesmo o ministério mais mequetrefe da República, e daí?”

* foi um gesto espontâneo de crua sinceridade: “quem mandou votar em mim?”

* ela deu uma de Zagalo e tascou: “vocês vão ter que me engolir”.

Vamos lá, pessoal! Vamos votar, ali ao lado.

Obrigado.

 

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