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Venezuela

14/04/2015

às 17:50 \ Política & Cia

ESPECIAL PARA O BLOG — Deputado Jair Bolsonaro, que se desfiliou hoje do PP para poder concorrer à Presidência, explicou ao blog no ano passado sua motivação para ser candidato: “os roubos bilionários dos ‘companheiros’ só não são piores do que o roubo da nossa liberdade que se avizinha”

O deputado Jair Bolsonaro:   (Foto: Gustavo Lima/Agência Câmara)

O deputado Jair Bolsonaro: pior do que os muitos malfeitos do governo petista “é o roubo da nossa liberdade que se avizinha” (Foto: Gustavo Lima/Agência Câmara)

Post publicado originalmente a 8 de maio de 2014

Amigas e amigos do blog, como já fiz anteriormente neste espaço, tendo criticado boa parte das ideias do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) e sua intenção de ser candidato à Presidência da República pelo partido num post, entrei em contato com ele e ofereci espaço no blog para que respondesse às críticas ou explicasse suas razões para a candidatura — o que lhe parecesse melhor.

O deputado Bolsonaro enviou, hoje, o seguinte artigo:

JAIR BOLSONARO: A CARA DA DIREITA

Por Jair Bolsonaro, deputado federal (PP-RJ), capitão R/1 do Exército

Em 2005, embora sem pretensões de ser eleito, me lancei candidato à Presidência da Câmara dos Deputados com a intenção de evitar a eleição do candidato do Governo, o então deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP).

A imprensa não quis me atribuir os louros da vitória, mas me considerei o grande vencedor.

Nos 10 minutos em que tive direito a usar da palavra mostrei a real face do candidato do governo petista, escalado no passado para impedir o esclarecimento do sequestro, tortura e execução do prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel.

Após minha intervenção, foi evidente a mudança de votos de muitos deputados, evitando um mal maior. Severino Cavalcanti foi eleito no 2º turno.

Hoje, a minha visão sobre política é bem definida. Se este governo conseguir mais um mandato, o que de “melhor” nos poderá acontecer será, ainda em 2015, nos transformarmos numa Venezuela e de pior, numa Cuba.

Entretanto, entendo que os desvios bilionários dos “companheiros”, dos malfeitos na Petrobras e na Eletrobras, além de verdadeiro assalto aos Fundos de Pensões, só não são piores do que o roubo da nossa liberdade que se avizinha.

Minha preocupação é fundamentada em fatos históricos, pois não há notícia de qualquer país sob regime socialista/comunista que seu povo tenha razoável nível de desenvolvimento em educação, saúde e renda, ou gozem de qualquer autonomia.

Os livros escolares impostos pelo MEC, com frases e gravuras que pregam ser o capitalismo o inferno e o socialismo o paraíso, estão “envenenando” 30 milhões de crianças do ensino fundamental.

Abominam a propriedade privada, o lucro, o livre comércio e a meritocracia.

Meu nome, sem qualquer dúvida, encarna o sentimento daqueles que não suportam mais:

* o PT e demais partidos de esquerda;

* a desvalorização das Forças Armadas;

* o “politicamente correto”;

* a altíssima carga tributária;

* a política externa aliada com ditaduras;

* o ativismo gay nas escolas;

* o desarmamento dos cidadãos de bem;

Invasão de terras por militantes do MST  (Foto: veja.abril.com.br)

Invasão de terras por militantes do MST: “Meu nome, sem qualquer dúvida, encarna o sentimento daqueles que não suportam mais” essas coisas (Foto: veja.abril.com.br)

* a falta de política de planejamento familiar;

* as invasões do MST;

* a “indústria” de demarcações de terras indígenas;

* a não redução da maioridade penal;

* o não reconhecimento da vital importância dos ruralistas e do agronegócio no desenvolvimento do País;

* a política de destruição de valores morais e familiares nas escolas;

* a ausência da pena de morte, prisão perpétua e trabalhos forçados para presos (ainda que consideradas cláusulas pétreas na Constituição);

* a manutenção do exame de ordem da OAB, nas condições atuais;

* as cotas raciais, que estimulam o ódio entre brasileiros e que, em muitos casos, são injustas entre os próprios cotistas;

* a Comissão Nacional da (in)Verdade, que glorifica terroristas, sequestradores e marginais que tentaram implantar, pelas armas, a ditadura do proletariado em nosso país;

* o Marco Civil da Internet, cuja regulamentação por decreto, inicia a censura virtual;

* o “Foro de São Paulo” onde ditadores e simpatizantes se acoitam por uma hegemonia marxista na América Latina;

* a liberação de recursos pelo BNDES para construir Porto em Cuba e metrô na Venezuela, assim como perdões de dívidas de ditadores africanos;

* as escolas com professores desprovidos de meios para exercerem sua autoridade;

* a ajuda financeira de mais de R$ 1 bilhão por ano à ditadura cubana via contratação de mão de obra escrava pelo programa “mais médicos”;

Dilma Rousseff com o ditador cubano Raúl Castro (Foto: Roberto Stuckert Filho)

Dilma em mais um encontro cordial com o ditador Raúl Castro. O deputado Bolsonaro quer acabar com a “ajuda financeira de mais de R$ 1 bilhão por ano à ditadura cubana”  (Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República)

* os programas “Bolsa Família” como curral eleitoral e “Brasil Carinhoso” que estimula a paternidade irresponsável;

* o Ministério da Defesa chefiado por incompetente civil como se não houvesse um oficial-general de quatro estrelas qualificado e confiável para o cargo;

* o Código Penal que não garante punições justas para os criminosos;

* a invasão e ocupação de terras e prédios públicos e privados por movimentos ditos sociais, sem legislação eficaz que puna tais práticas;

* a obstrução de vias públicas e queima de ônibus por qualquer motivação;

* a priorização na política de direitos humanos para criminosos em detrimento das vítimas, dos policiais e dos cidadãos de bem;

* as indicações políticas para cargos da administração pública.

Creio que minha candidatura ao cargo de presidente da República seria o “fiel da balança” para a garantia de um 2º turno, comigo ou entre outros candidatos.

Não há preço que pague um debate meu com Dilma Rousseff, a pseudo torturada, cujo primeiro marido sequestrou um avião e rumou para Cuba com uma centena de reféns e o segundo (marido), que com ela passou a lua de mel assaltando caminhões na Baixada Fluminense.

Afinal, seu passado não pode continuar sendo ocultado da população brasileira, bem como seu desserviço para a democracia.

Se um dia jurei dar minha vida pela Pátria, se preciso fosse, a perda do meu mandato de deputado federal é muito pouco para evitar a “cubanização” do Brasil, fato mais que provável, caso o PT vença mais uma eleição.

Em 23 de abril passado protocolei Ofício junto ao Partido Progressista, colocando-me à disposição para concorrer ao cargo de presidente da República e para que meu nome fosse enviado para os institutos de pesquisa eleitorais, sendo o único candidato que, verdadeiramente, assume de peito aberto uma oposição às políticas do PT.

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02/04/2015

às 14:00 \ Política & Cia

A opção bolivariana: Brasil dá calote na OEA e transfere repasses em dólar para a Unasul chavista

Néstor Kirchner, ex-presidente da Argentina, dá nome ao horroroso prédio da Unasul em Quito, no Equador(Foto: Juan Cevallos/AFP)

Néstor Kirchner, ex-presidente da Argentina, dá nome ao horroroso prédio da Unasul em Quito, no Equador(Foto: Juan Cevallos/AFP)

Em 2014, o Brasil transferiu as contribuições antes reservadas à OEA, da qual os Estados Unidos fazem parte, para a Unasul, que reúne as nações alinhadas à Venezuela

Por Leonardo Coutinho, para VEJA.com

No governo petista, a diplomacia brasileira perdeu a sua relevância na defesa dos interesses nacionais e se transformou em uma peça de defesa da ideologia do partido que está no poder.

Ano após ano, o Brasil foi ampliando o seu alinhamento com o chamado “bolivarianismo”, o populismo de esquerda inaugurado pelo falecido presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e imitado em maior ou menor grau na Argentina, na Bolívia, no Equador e na Nicarágua.

Esse alinhamento exige o gradual afastamento dos Estados Unidos, país que no discurso bolivariano é apontado como a causa de todos os males da região.

No ano passado, o Brasil deu um passo drástico no esfriamento das relações com os Estados Unidos, ao se recusar a pagar a sua contribuição obrigatória à Organização dos Estados Americanos (OEA), entidade que reúne as nações das Américas do Sul, Central e do Norte.

Dos 8,1 milhões de dólares esperados, o Brasil depositou apenas 1 dólar, conforme revelou o jornal Folha de S. Paulo em janeiro passado. Para este ano, são previstas contribuições de 10 milhões de dólares, mas até o momento o Brasil não realizou nenhum repasse para organização.

Acreditava-se que o calote era resultado de um contingenciamento do orçamento do Itamaraty. No entanto, a reportagem de VEJA fez uma análise das transferências internacionais realizadas nos últimos anos e descobriu um curiosa coincidência: no ano passado, o Brasil transferiu para União das Nações Latino Americanas (Unasul) 16,24 milhões de reais – o equivalente a mais de 6 milhões de dólares, considerando a cotação nas datas dos pagamentos.

O repasse para a Unasul foi mais que o dobro do previsto no Orçamento da União aprovado pelo Congresso: 7,2 milhões de reais. Em 2013, a contribuição brasileira para a Unasul, entidade multilateral criada por Hugo Chávez, foi de apenas 344.000 reais. O calote na OEA, portanto, é intencional. Não faltou dinheiro. Simplesmente, a diplomacia petista optou por privilegiar a Unasul e negligenciar a OEA.

Esse processo começou em 2011, quando a Unasul foi criada com o intuito de excluir os Estados Unidos, o Canadá e o México das discussões regionais. Em abril daquele ano, a presidente Dilma Rousseff determinou que Ruy Casaes, embaixador brasileiro na OEA, fosse chamado de volta a Brasília em protesto contra a manifestação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pedindo a suspensão das obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

Desde então, o Brasil tem apenas um representante interino na organização, Breno Dias Costa. Para o ex-embaixador do Panamá na OEA, Guillermo Cochez, a entidade é vítima de um processo de esvaziamento liderado pela Venezuela e do qual o Brasil faz parte. “É triste ver uma potência regional como o Brasil deixar-se guiar por uma política externa contrária aos valores democráticos”, diz Cochez.

No ano passado, quando a então deputada Maria Corina Machado tentou levar para o âmbito da OEA o debate sobre a violência contra manifestantes que invadiram as ruas da Venezuela contra o regime chavista, o representante brasileiro se uniu ao coro dos chavistas para desqualificar o depoimento da venezuelana e para impedir que ele acontecesse em reunião aberta.

Breno Dias da Costa disse, na ocasião: “O objetivo desta reunião não é transformá-la em um circo para o público externo, como alguns representantes mostraram que querem fazer.” O episódio demonstrou que o governo brasileiro não apenas não aceita ser criticado em questões de direitos humanos, como toma as dores quando o mesmo acontece com a Venezuela.

Para governos que não gostam de críticas, a Unasul é o clube perfeito. Toda vez que é chamada para “mediar” a crise política na Venezuela, a organização dedica-se basicamente a endossar as acusações feitas pelo presidente Nicolás Maduro à oposição e silencia sobre o fato de que há presos políticos no país.

20/03/2015

às 12:00 \ Política & Cia

BADERNA: Lula mandou — e os mercenários do MST estão entrando em ação

(Foto: Antonio Cruz/ABr)

Nova ofensiva: MST agora quer acesso livre ao crédito de bancos estatais (Foto: Antonio Cruz/ABr)

O MST recebe milhões de reais todos os anos do nosso dinheiro, mas é do comandante Lula que eles ouviram ordens de ir às ruas

Reportagem de Robson BoninHugo Marques publicada em edição impressa de VEJA

Nada como uma crise política para tirar o MST da letargia e colocá-lo de volta nas ruas como instrumento do projeto de poder do PT. Na semana passada, o movimento, adestrado pelos milhões de reais recebidos em verba pública nos governos Lula e Dilma, lançou sua chamada Jornada Nacional de Lutas.

Em pelo menos 22 estados, os sem-terra fecharam rodovias, atacaram praças de pedágio, invadiram fazendas, depredaram e saquearam empresas privadas e interditaram prédios públicos. Em Sergipe, três pessoas morreram em decorrência de um acidente provocado pelo bloqueio feito por militantes numa estrada.

Oficialmente, a nova ofensiva do MST é mais um passo na caminhada por distribuição de renda e igualdade social. Reivindica-se acesso livre ao crédito de bancos estatais, como se as torneiras dos cofres públicos estivessem fechadas para a entidade.

Não, não estão. Desde 2004, apenas quarenta cooperativas e assentamentos embolsaram 300 milhões de reais. Parte desse dinheiro, conforme investigação da Polícia Federal e de órgãos de controle, trilhou caminhos ainda desconhecidos.

Mais do que brigar por recursos, o MST saiu às ruas para demonstrar força, como parte de uma estratégia destinada a intimidar o Ministério Público, a Justiça e a oposição. Respondeu, assim, a uma convocação do ex-presidente Lula e de dirigentes petistas preocupados com a possibilidade de o escândalo do petrolão abreviar ou inviabilizar o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

Há duas semanas, quando a discussão sobre a possibilidade de um processo de impeachment contra Dilma ganhava ares públicos, Lula avisou que o governo e o PT usariam os sem-terra como soldados. Os incidentes da semana passada serviram para lembrar o país do potencial de estrago representado pelo movimento. “Quero paz e democracia. Mas eles não querem. E nós sabemos brigar também, sobretudo quando o Stedile colocar o exército dele na rua”, discursou Lula durante um protesto – veja só - em “defesa” da Petrobras.

Um dos fundadores do MST, João Pedro Stedile mantém relações umbilicais com o petismo e os parceiros do partido na América Latina, inclusive a turma truculenta do bolivarianismo do século XXI.

BEM PAGO — João Pedro Stedile, o líder dos sem-terra, foi à Venezuela para pregar a violência no país vizinho e combinar ataques de seu grupo em território brasileiro (Foto: Reprodução/VEJA)

BEM PAGO — João Pedro Stedile, o líder dos sem-terra, foi à Venezuela para pregar a violência no país vizinho e combinar ataques de seu grupo em território brasileiro (Foto: Reprodução/VEJA)

Há dias, Stedile discursou como se fosse um chefe de Estado numa cerimônia em homenagem a Hugo Chávez, presidente da Venezuela morto em 2013. Lá como cá, o companheiro atuou como joguete dos poderosos. Primeiro, Stedile mandou um abraço do “companheiro Lula” aos simpatizantes do “comandante Maduro”, referindo-se a Nicolás Maduro, sucessor de Chávez na Venezuela e responsável por aprofundar a crise econômica e a repressão à oposição no país vizinho.

Dado o recado, Stedile criticou duramente os brasileiros que defendem o impeachment de Dilma. Ele usou, como de costume, a retórica bolorenta dos esquerdistas que pararam no tempo. “Por isso, neste momento, estão atacando vocês, estão atacando o povo argentino, com Cristina (Kirchner), e estão nos atacando no Brasil, falando de impeachment contra a presidente Dilma”, disse o dirigente do MST. “E nós temos de compreender que somos um só povo e que temos de derrotá-los de uma forma unida. É nas ruas que vamos derrotar o império e toda a burguesia.”

O comandante, como se vê, está de prontidão para defender o Brasil e a América do Sul de uma conspiração internacional. Stedile nada mais é que um líder de uma tropa mercenária que ainda se aproveita da miséria e da ignorância. Além das verbas milionárias repassadas à entidade, ele desfila como um integrante informal do governo e tem acesso livre aos principais gabinetes da Esplanada dos Ministérios. Seus privilégios se estendem à seara dos pequenos favores pessoais.

Comandada até o ano passado pelo petista Gilberto Carvalho, outro amigo do peito do ex­-presidente Lula, a Secretaria-Geral da Presidência – responsável pela interlocução com os movimentos sociais – pagava até as diárias de viagem de Stedile nos seus deslocamentos pelo país. Tamanha generosidade tem preço. Foi por isso que o MST protestou na Praça dos Três Poderes contra a prisão da antiga cúpula do PT condenada no processo do mensalão. É por isso que agora se perfila para defender os companheiros que assaltaram a Petrobras, os mesmos que financiam a atuação do movimento e que também puseram milhares de trabalhadores no alçapão do desemprego.

Aliás, apoiando o MST está outra entidade adestrada com o dinheiro do contribuinte. Na sexta-feira passada, a CUT organizou um protesto no qual se equilibrou entre a cruz e a espada. Em respeito aos princípios norteadores de sua fundação e aos interesses de seus filiados, bradou contra o ajuste fiscal anunciado pelo governo. Em obediência a esse mesmo governo, que lubrifica seus cofres e dá poderes a seus dirigentes, defendeu a presidente Dilma Rousseff e o PT, alistando-se no exército que pode ser acionado, se necessário, contra um eventual processo de impeachment.

A parceria entre petistas e movimentos sociais tem sido bastante rentável para os dois lados. O MST é útil tanto para a defesa quanto para o ataque. No ano passado, o PT usou o movimento para garantir a vitória de Camilo Santana sobre o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira, na disputa para o governo do Ceará.

Em agosto, dois meses antes da votação, um grupo de sem-terra invadiu uma fazenda do senador no interior de Goiás. As imagens do acampamento e das barracas de lona foram espalhadas pelos petistas no Ceará e viraram um trunfo eleitoral. Com elas, acusava-se Eunício, que até então liderava com folga as pesquisas, de manter trabalhadores da fazenda em condições análogas às de escravidão. O efeito foi devastador. O candidato petista venceu a eleição no segundo turno.

Adversário do PT, o senador Eunício Oliveira teve sua fazenda invadida pelo MST e sofreu acusações pesadas, o que lhe custou a eleição ao governo do Ceará. Agora aliado, bastou pedir ajuda ao Planalto (Foto: Diomicio Gomes/O Popular)

Adversário do PT, o senador Eunício Oliveira teve sua fazenda invadida pelo MST e sofreu acusações pesadas, o que lhe custou a eleição ao governo do Ceará. Agora aliado, bastou pedir ajuda ao Planalto (Foto: Diomicio Gomes/O Popular)

Há duas semanas, o senador e o vice-presidente Michel Temer trataram do assunto num jantar com Dilma. “Queria agradecer ao líder Eunício Oliveira, que deixou de viajar a Goiás para resolver o problema da invasão do MST na sua fazenda para atender ao meu pedido para estar aqui hoje”, disse Temer a Dilma, levando a conspirata à mesa. “Mas esse problema ainda não foi resolvido?”, reagiu a anfitriã.

Acossada pelo PMDB e disposta a reconquistar o partido, a presidente encarregou o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, de resolver o caso. A ordem para “resolver” foi repassada ao ministro Patrus Ananias, do Desenvolvimento Agrário. Já no dia seguinte, o governo negociou a saída do MST da fazenda do senador em troca da liberação de outra área de 60 hectares para as famílias invasoras.

A solução do impasse, que já se estendia por seis meses, não exigiu nem mesmo 24 horas. Faz sentido. O PT já não precisava mais de seus mercenários para conquistar o governo do Ceará.

14/03/2015

às 0:00 \ Disseram

Um jovem de Chicago

“Tenho a esperança de que Obama receba uma luz que o transforme de volta naquele jovem de Chicago.”

Nicolás Maduro, presidente venezuelano, sobre Barack Obama, que tomou decidiu considerar a Venezuela uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos

07/03/2015

às 14:00 \ Política & Cia

VÍDEO: O discurso de Aécio criticando a posição “silenciosa e conivente” do governo lulopetista diante das violações dos direitos humanos na Venezuela

05/03/2015

às 12:00 \ Disseram

Venezuela: siga as regras ou saia

“A Venezuela é membro da OEA. Eu mesmo assinei a Carta Democrática com o ex-presidente Hugo Chávez. O que pedimos é que a Venezuela ou se retire da Organização ou se submeta às normas.”

Andrés Pastrana, ex-presidente colombiano, referindo-se à Carta Democrática Interamericana assinada pela Organização de Estados Americanos; Pastrana critica o fato de o governo de Nicolás Maduro manter presos membros da oposição

01/03/2015

às 19:00 \ Vasto Mundo

Anti-EUA, anti-imigrante, anti-União Europeia, estatizante: esta mulher pode ser presidente da França

(Foto: Joel Sajet/AFP)

De olho na candidatura em 2017, Marine Le Pen prega o nacionalismo de forma radical (Foto: Joel Sajet/AFP)

UNIDOS PELO NACIONALISMO

A aversão ao liberalismo e o antiamericanismo da mulher que pode se tornar a próxima presidente da França são a prova de que a direita e a esquerda se encontram nos extremos

Entrevista a Nathalia Watkins, de Estrasburgo, publicada em edição impressa de VEJA

Marion Anne Le Pen, chamada de Marine, é a favorita nas pesquisas para as eleições presidenciais de 2017 na França, com 30% das intenções de voto. Advogada de 46 anos, ela comanda o partido Frente Nacional (FN), fundado por seu pai, Jean-Marie, em 1972. Marine despacha três dias por mês em seu escritório no Parlamento Europeu, do qual é deputada, em Estrasburgo, na França.

Na entrevista a VEJA, interrompida por baforadas em um cigarro eletrônico, ela se mostrou fortemente estatizante, antiamericana, protecionista e nacionalista. Embora situe no espectro de oposição à FN os políticos de esquerda (entre os quais os chavistas venezuelanos e os gregos do Syriza), ela não consegue esconder sua admiração por eles.

Podemos chamá-la de líder da extrema direita francesa?

A Frente Nacional não é um partido de extrema direita. Somos uma organização patriota, que preza o Estado-nação, o nacionalismo econômico, a independência diplomática em relação aos Estados Unidos e defende uma imigração controlada.

Na França, a direita e a esquerda desenvolveram uma mesma e frouxa política. São responsáveis pelos mesmos números elevados de imigração. Por isso, a divisão entre esquerda e direita aqui não existe. É uma miragem. A verdadeira separação é aquela entre os que defendem a nação, como nós, e os que, em benefício do comércio global, advogam o desaparecimento das nações, a abolição das fronteiras e o fim das identidades nacionais.

O atentado à redação do Charlie Hebdo, em Paris, fortaleceu o seu movimento?

Os atentados não tiveram vencedores. Só perdedores. O certo é que nós fomos os únicos que há muito tempo advertimos que tudo o que estava sendo feito no país só aumentava o poder do fundamentalismo islâmico e punha em risco nossa segurança interna.

A senhora é favorita nas pesquisas de intenção de voto para o pleito de 2017. Qual seria sua primeira medida como presidente da França?

Devolver aos franceses seus direitos, sua soberania. Hoje, com a União Europeia (UE), nossos direitos foram retirados. Não controlamos nossas fronteiras. Nosso orçamento e nossas leis são inferiores àqueles impostos pelos tecnocratas europeus. Quero o poder para devolvê-lo ao povo. Para isso, pretendo organizar um referendo sobre a saída da UE, que é um modelo totalitário.

Que dados justificariam a saída da França da UE?

Um dos continentes mais ricos do mundo está falido. Isso começou com o euro. O desemprego e a pobreza explodiram. Nossas economias estão em crise. As políticas de austeridade criaram um sofrimento imenso. Hoje a UE é sinônimo de guerra. O conflito na Ucrânia, as disputas em Kosovo, a luta econômica que coloca os povos uns contra os outros e elimina direitos sociais. Isso criou o que chamo de “dumping social”, que agora se torna também ambiental e monetário.

O que é exatamente o “dumping social”?

É a eliminação dos direitos sociais locais que exacerba a concorrência entre os trabalhadores, produzindo um efeito do qual apenas algumas multinacionais se aproveitam.

Não foi justamente o fim dos nacionalismos e do protecionismo econômico, dois pilares da UE, que garantiu tantas décadas de paz na Europa?

Isso é uma grande mentira. Foi a paz que permitiu a construção da UE, e não o contrário.

Então o que produziu a paz, em sua opinião?

Foram a vontade das nações e o aprendizado com os erros das guerras do passado que evitaram novos conflitos. Na Ucrânia, o que está acontecendo hoje é resultado da influência americana. Para defenderem seus interesses, os Estados Unidos mostrara­m-se dispostos a lançar uma guerra no seio da Europa depois de terem feito o mesmo por todo o Oriente Médio.

O que a senhora acha da coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos, para combater o Estado Islâmico (Isis)?

A França está indo atrás dos americanos, que estão deslegitimados naquela parte do mundo. Eles são responsáveis pelo desequilíbrio da região, pela ascensão do Isis e do fundamentalismo islâmico. Quero a França com uma diplomacia independente. Antes, tínhamos reputação e influência. Isso foi perdido. Estamos submissos à diplomacia americana. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

28/02/2015

às 12:00 \ Disseram

Posições medíocres

“Não dá para dialogar com um governo que reage com balas e bombas. As posições da chancelaria brasileira foram medíocres.”

Senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), sobre a situação de conflito na Venezuela, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo; Ferraço fez um requerimento para criar uma comissão de senadores para ir ao país fazer um reconhecimento

26/02/2015

às 18:00 \ Disseram

Golpe de Estado e a defesa democrática

“O problema que pode ocorrer na Venezuela é que podemos nos ver diante de um golpe de Estado de militares de esquerda, e com isso a defesa democrática vai para o c*ralho. Seria um erro gravíssimo deixar a Constituição.”

José Mujica, presidente uruguaio, em entrevista ao jornal El País sobre a situação de crise na Venezuela e no governo de Nicolás Maduro

25/02/2015

às 14:00 \ Vasto Mundo

Post do leitor: o Brasil decente que defendemos não se calará diante dos abusos ditatoriais do governo da Venezuela

(Foto: Alejandro Cegarra/AP)

Em Caracas, manifestantes exigem a libertação arbitrária do prefeito Antonio Ledezma (Foto: Alejandro Cegarra/AP)

Post do leitor e amigo do blog Moacir 1

Post do LeitorA julgar pela reação vergonhosamente tímida dos líderes, dos governos, das organizações regionais da América Latina — como a OEA e a Unasul — sobre a prisão arbitrária do prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, é difícil não concluir que todos eles se tornaram uma organização de proteção para regimes repressivos.

Em vez de solicitar a libertação incondicional de Ledezma, bem como a do líder da oposição Leopoldo Lopez e outros presos políticos que, segundo a Organização das Nações Unidas, têm sido vítimas de detenções arbitrárias, as maiores organizações regionais e os líderes líderes latino-americanos têm, em grande parte, feito cara de paisagem e olhado para o outro lado.

De que servem essas organizações regionais se não levantam um dedo para fazer valer as suas próprias Cartas e os princípios que as justificam, exigindo o respeito e defesa da democracia?

Como se justifica a ausência de uma resposta forte do Brasil, o maior país da região, cuja MandatáriA posa nas fotos como líder de uma democracia moderna?

Como é possível acreditar – como a senhora presidentA – ser um “assunto interno” da Venezuela o fato de que qualquer liderança oposicionista que se fortaleça por lá seja simplesmente aprisionada, sem ordem judicial?

Como podemos engolir calados que o presidente do partido da presidentA, o petista Rui Falcão, em nome do “povo brasileiro”, embora sem nenhuma procuração, vá a Caracas na maior cara-de-pau para garantir apoio aos chavistas? Se os assuntos da Venezuela são só da conta dos proto-ditadores, por que Luizinácio Lula da Silva pediu votos para eleger o “presidente” herdeiro Nicolás Maduro nas últimas eleições presidenciais?

Como pode uma presidentA que se autodenomina “Coração Valente”, que participou da luta armada contra a ditadura militar brasileira e que por ela foi torturada, se calar covardemente diante de um regime cada vez mais liberticida?

Será que a PresidentA não se envergonha de ser cúmplice de todas as violações dos direitos humanos que vêm sendo cometidas diuturnamente pelo seu cumpanheiro bolivariano? Será que DilmA imagina que a sociedade brasileira – a exemplo dela e dos membros do seu partido corrompido – é formada por zumbis morais e por mentecaptos incapazes de sentir empatia ou de abstrair que os direitos humanos são universais e não uma mera questão “interna” da Venezuela?

Será que a política externa da senhora Dilma Rou$$eff – como escrevem seu nome nos blogs os revoltados cidadãos venezuelanos – desconhece que, desde 1988, a Constituição DESTE PAÍS, no seu artigo 4, passou a prever a defesa da democracia, dos direitos humanos, da autodeterminação dos povos e da paz?

Se for este o caso, é preciso que a PresidentA seja chamada à razão. Sugiro que alguém – pelamordedeus! – no nosso ruborizado Itamaraty, S-O-L-E-T-R-E para a MandatáriA o Compromisso de Santiago com a Democracia de 1991, a Declaração de Quito de 1995, a Declaração a Respeito da Manutenção da Democracia de 1997, o Compromisso Democrático de Cartagena de 2000, o Protocolo de Ushuaia do Mercosul de 1998, a Carta Democrática Interamericana de 2001, a Declaração de São José de 2002, todas elas assinadas por ESTE PAÍS, compromissado com a ordem democrática e, portanto, prevendo reuniões de emergência entre Estados membros no caso de haver interrupção dela.

(Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

“Chega de presos políticos deste regime”, pede um manifestante (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

Saiba a nossa leviana presidentA que décadas atrás, quando um país latino-americano descaradamente violava as liberdades democráticas, como a Venezuela está fazendo agora, os mais importantes líderes democráticos da região condenavam tais eventos, e pediam reuniões extraordinárias da Organização dos Estados Americanos para pressionar por ações de correção de rumo. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

 

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