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Venezuela

13/07/2014

às 15:00 \ Vasto Mundo

BOLIVARIANISMO: Governo Lula sabia do envio de soldados e blindados da Venezuela para acabar com a oposição boliviana em 2007 e 2008, mas optou por ficar calado. Pior: deixou aviões militares da Venezuela a sobrevoar 114 vezes, de forma ilegal, o espaço aéreo do país

CONTRA A LEI: Um dos quatro cargueiros Hercules C-130 da Força Aérea Venezuelana. O país cruzou 114 vezes o espaço aéreo brasileiro para levar soldados e veículos blindados para a Bolívia (Foto: Reprodução/VEJA)

CONTRA A LEI: Um dos quatro cargueiros Hercules C-130 da Força Aérea Venezuelana. Aparelhos venezuelanos cruzaram 114 vezes o espaço aéreo brasileiro para levar soldados e veículos blindados para a Bolívia (Foto: Reprodução/VEJA)

CONIVÊNCIA DIPLOMÁTICA

Documentos vazados do Itamaraty revelam que, ao saber do envio de tropas e blindados venezuelanos para massacrar a oposição na Bolívia, em 2007 e 2008, o governo do PT preferiu abafar o caso

Reportagem de Duda Teixeira publicada em edição impressa de VEJA

A autodeterminação dos povos significa que uma nação não pode se intrometer nos assuntos internos de outra. Neste ano, esse princípio foi usado, corretamente, para condenar a Rússia pela invasão da Crimeia e pelo envio de paramilitares para o leste da Ucrânia.

Apesar de se apresentar como defensora do princípio da autodeterminação, a diplomacia brasileira se absteve, em reunião da ONU, de repudiar o intervencionismo do governo russo. Documentos confidenciais revelam que o Brasil tem a mesma postura de conivência em crises internas que envolvem os vizinhos da América do Sul.

Em 2007, a Venezuela sobrevoou o espaço aéreo brasileiro para enviar soldados e viaturas militares para ajudar a Bolívia a massacrar protestos populares. Como os governos boliviano e venezuelano são ideologicamente afinados com o brasileiro, o caso foi abafado. Parte dessa história aparece em um relatório confidencial do Ministério da Defesa do Brasil.

O texto narra a visita de militares e do ministro da Defesa Nelson Jobim à Venezuela entre 13 e 14 de abril de 2008. O documento faz parte de um pacote de 397 arquivos surrupiados do sistema de e-mails do Itamaraty e disponibilizados na internet por hackers, em maio passado.

Segundo o relatório, após desembarcarem em Caracas, os representantes brasileiros se reuniram na manhã do dia 14 na casa do embaixador Antônio José Ferreira Simões para acertar os ponteiros antes do encontro com o chanceler Nicolás Maduro, hoje presidente da Venezuela. Cada aparte dos presentes foi registrado no papel.

Em determinado momento, o general Augusto Heleno, comandante militar na Amazônia, perguntou se os demais sabiam de aviões Hercules C-130 que transportavam tropas venezuelanas para a Bolívia. O embaixador Simões interveio: “Uma denúncia brasileira de presença de tropas venezuelanas na Bolívia pode piorar a situação”.

(CLIQUE PARA AMPLIAR A IMAGEM)

O documento do Ministério da Defesa revela as viagens venezuelanas pelo espaço aéreo nacional (CLIQUE PARA AMPLIAR A IMAGEM)

Enquanto isso, o governo de Evo Morales continuava enviando tropas e milícias para lutar contra opositores no Estado de Pando, na fronteira com o Acre.

Em dezembro de 2007, um cargueiro Hercules C-130 da Força Aérea Venezuelana tivera problemas técnicos e aterrissou em Rio Branco, no Acre, vindo da Bolívia. A Polícia Federal vistoriou a aeronave, não encontrou armas nem munição e permitiu que o avião seguisse para a Venezuela.

Os documentos vazados mostram que isso era só a ponta do iceberg. Na conversa na casa do embaixador, o general Heleno afirmou que “há presença não apenas de venezuelanos na Bolívia, mas também de cubanos, com interesse operacional”. Segundo o tenente ­brigadeiro Gilberto Burnier, durante a crise, a Venezuela fez 114 voos.

“Informavam que transportavam veículos comerciais, porém foi visto que transportavam viaturas blindadas para transporte de pessoal (VBTP) e outras viaturas militares”, lê-se no documento. No encontro com os venezuelanos, o ministro Nelson Jobim sugeriu que fosse criado um corredor aéreo para “sacar da agenda esse problema”, ou seja, abafar o caso, pois a lei proíbe o sobrevoo de material bélico sobre o território nacional sem autorização.

A proposta contava com o apoio do presidente Lula. Em agosto de 2008, o Diário Oficial da União publicou um memorando pelo qual os venezuelanos se comprometem a pedir autorização para cruzar o espaço aéreo brasileiro. A Venezuela, portanto, continuou enviando tropas e armas sem ser incomodada.

Um mês depois, mais de quinze pessoas morreram em uma guerra campal em Pando, na Bolívia. Alguns agentes da repressão, segundo denúncias de opositores, eram venezuelanos.

Quem comandou a operação foi o atual ministro da Presidência da Bolívia, Juan Ramón Quintana, o mesmo que, posteriormente, em 2010, foi visto saindo com maletas da casa do narcotraficante brasileiro Maximiliano Dorado, em Santa Cruz de la Sierra.

23/06/2014

às 14:07 \ Tema Livre

COPA 2014: Rodeado das encrencas de sempre, Maradona comentarista ganha 12 milhões de euros por ano da TV venezuelana. Da brasileira, queria incluir garotas de programa no “salário”

(Foto: Hugo Harada/Agência Gazeta do Povo/Estadão Conteúdo)

O lendário Maradona trouxe ao Rio para lhe fazer companhia o filho, Dieguito, e a mãe do garoto, Verónica Ojeda, com quem não está mais se relacionando. Ele queria que seu salário de comentarista incluísse garotas de programa (Foto: Hugo Harada/Agência Gazeta do Povo/Estadão Conteúdo)

Nota de Juliana Linhares, publicada na edição impressa de VEJA

Quem mais poderia inventar que foi barrado no Maracanã se não Maradona? E quem mais pediria a um canal esportivo pagamento não contabilizado, fora algumas chicas, como revelou o redator-chefe de VEJA Lauro Jardim?

[Sim, Maradona pediu que o SporTV, além de pagar sua remuneração como comentarista, lhe desse um dinheiro por fora e proporcionasse garotas de programa para seu desfrute. É claro que o canal recusou.]

Rejeitada a proposta, continuou só com o programa que está gravando agora no centro de imprensa no Rio, pago ao nada desprezível cachê de 12 milhões de euros anuais pela televisão venezuelana (“Viva Chávez!”, “Viva Maduro!”).

E resolveu trazer de Buenos Aires uma das loiras falsas que o cercam, Verónica Ojeda, mãe de seu filho Dieguito, à qual até recentemente processava para reaver bens.

Outra dessas encrencadas, Rocío Oliva, anda por TVs argentinas dizendo que apanhava dele e outras baixarias impublicáveis.

30/05/2014

às 16:30 \ Política & Cia

VÍDEO: Em discurso na Venezuela, Rui Falcão elogia os regimes “bolivarianos” e diz falar em nome “do povo brasileiro”

"Tenham a certeza da solidariedade do Partido dos Trabalhadores e DO POVO BRASILEIRO para defender a revolução bolivariana na Venezuela" - Rui Falcão, em visita a Caracas (Foto: Reprodução)

“Tenham a certeza da solidariedade do Partido dos Trabalhadores e DO POVO BRASILEIRO para defender a revolução bolivariana na Venezuela” – Rui Falcão, em visita a Caracas (Foto: Reprodução)

Publicado originalmente em 19 de março de 2014 às 14h.

Campeões-de-audiência

O deputado estadual e presidente do PT, ex-jornalista Rui Falcão, que já demonstrou apoio à repressão chavista às manifestações de protesto contra o governo Nicolás Maduro na Venezuela, esteve em Caracas para participar de solenidades referentes ao aniversário de um ano da morte do caudilho Hugo Chávez.

Em um discurso em um quartel, que começou com meia dúzia de palavras em portunhol, Falcão comparou a “ameaça do império” que julga existir contra a Venezuela à “ameaça do império” que instalou a ditadura no Brasil há 50 anos.

Falando “em nome de dois milhões de militantes do partido dos trabalhadores”, Falcão lançou diatribes contra “a elite”, contra as “ameaças do império”, contra a “imprensa manipuladora” e, supostamente “em nome do povo brasileiro”, declarou “trazer solidariedade ao povo venezuelano, ao governo constitucional e legítimo do presidente Nicolás Maduro, que enfrenta com coragem as tentativas golpistas – não apenas do império, mas da elite local – que tem sido despida de privilégios históricos, que o comandante Chávez começou a tirar”.

Rui Falcão defendeu a “democracia bolivariana” para os países latino-americanos, ressaltando a eleição de Michelle Bachelet no Chile — certamente, para quem tem conhecimento dos fatos, alguém que não é farinha do mesmo saco — e de Salvador Sánchez Cerén, em El Salvador, além de ter expressado sua certeza na reeleição de Dilma no Brasil.

O discurso ocorreu no dia 14 passado, mas merece ser apreciado como exemplo do que pensa a elite dirigente do lulopetismo.

21/05/2014

às 0:00 \ Disseram

É necessário se levantar pela democracia

“Deve haver uma posição mais clara por parte dos governos sobre a democracia e os direitos humanos na Venezuela.”

Julio María Sanguinetti, ex-presidente do Uruguai, em seminário realizado na capital paulista 

13/05/2014

às 16:00 \ Vasto Mundo

Seminário no Instituto Fernando Henrique identifica perigos para a democracia na América Latina

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Pela democracia: o espanhol Felipe González, o mexicano Jorge Castañeda, o chileno Ricardo Lagos, o uruguaio Júlio Maria Sanguinetti e FHC (Foto: R. Setti)

Os 10 anos do Instituto Fernando Henrique Cardoso foram comemorados hoje no Teatro Eva Herz, em São Paulo, com um seminário de alto nível reunindo, sob a mediação do ex-presidente, o ex-primeiro-ministro da Espanha Felipe González, os ex-presidentes Ricardo Lagos, do Chile, e Júlio Maria Sanguinetti, do Uruguai, e o escritor e ex-chanceler do México Jorge Castañeda.

Com a autoridade de um líder socialista que venceu quatro eleições consecutivas, governou e transformou a Espanha durante 14 anos (1982-1996) e é velho conhecedor e amigo da América Latina, Felipe González chamou a atenção, entre outros pontos, para o fato de que na região está faltando “a vigilância sobre a legitimidade do exercício da democracia”.

Referindo-se à Venezuela, González criticou quem é eleito de forma democrática “mas governa de forma não democrática”, violando a separação entre os Poderes do Estado, esmagando a oposição, cerceando a imprensa e reprimindo manifestações de protesto. Deteve-se em lembrar como um exemplo a mais de abuso a “espantosa” disparidade de meios de propaganda nas eleições presidenciais de 2013 em favor do hoje presidente Nicolás Maduro e em prejuízo de Henrique Capriles, candidato da oposição, assim mesmo derrotado por percentagem mínima.

Com isso, remeteu a plateia à intervenção inicial do ex-presidente FHC, que designou como “democracias autoritárias” regimes que, eleitos pelo voto, atropelam depois as instituições democráticas, “como se uma grande votação concedesse um alvará para que o poderoso [eleito] vire um pequeno ditador”.

O ex-presidente chileno Ricardo Lagos (2000-2006), por seu turno, lembrou que a grande diminuição da pobreza ocorrida em diferentes países do continente não diminuiu na mesma proporção a “iníqua” distribuição de renda, e que este é um dos grandes desafios a serem enfrentados pelas democracias.

Já Júlio Maria Sanguinetti, duas vezes presidente do Uruguai (1985-1990 e 1995-2000), ecoou uma preocupação geral ao lembrar que a América Latina, a despeito de haver criado diversas organizações unilaterais, ainda não consegue falar “com uma só voz” justamente num período como o atual, de globalização, em que “as regras do mundo estão sendo traçadas em lugares aos quais temos pouco ou nenhum acesso”.

O ex-chanceler mexicano Jorge Castañeda (2000-2003), escritor e professor de universidades latino-americanas, norte-americanas e europeias, lamentou a omissão das democracias latino-americanas diante das violações de direitos humanos em países “bolivarianos” e mencionou como ameaça à democracia também a utilização da máquina pública por presidentes de outras nações que buscam a reeleição a qualquer custo.

Os cinco debatedores concordaram que as novas formas de manifestação popular por meio de novas tecnologias representam um elemento novo no cenário político, com o qual as democracias tradicionais e suas instituições ainda não sabem lidar apropriadamente.

Vejam agora o vídeo em que, em poucos segundos, FHC define com precisão as “democracias autoritárias” do tipo bolivariano:

 

13/05/2014

às 6:00 \ Disseram

Ou o Brasil não sabe, ou está errado

“Acredito que o Poder Executivo do Brasil não recebe as informações verdadeiras sobre a Venezuela. Se recebe, está errado em apoiar esse regime ditatorial.”

Gabriel Lugo, presidente do Centro de Estudantes da Universidade Católica Santa Rosa, opositor ao governo de Nicolás Maduro

09/05/2014

às 14:00 \ Vasto Mundo

VÍDEO: Estudante da Venezuela expõe na Câmara dos Deputados o drama de seu país — 200 mil mortos desde o início do chavismo

08/05/2014

às 18:18 \ Política & Cia

ESPECIAL PARA O BLOG — Deputado Jair Bolsonaro explica porque quer ser candidato à Presidência: “Se este governo conseguir mais um mandato, o que de ‘melhor’ nos poderá acontecer será nos transformarmos numa Venezuela e, de pior, numa Cuba”

O deputado Jair Bolsonaro:   (Foto: Gustavo Lima/Agência Câmara)

O deputado Jair Bolsonaro: pior do que os muitos malfeitos do governo petista “é o roubo da nossa liberdade que se avizinha” (Foto: Gustavo Lima/Agência Câmara)

Amigas e amigos do blog, como já fiz anteriormente neste espaço, tendo criticado boa parte das ideias do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) e sua intenção de ser candidato à Presidência da República pelo partido num post, entrei em contato com ele e ofereci espaço no blog para que respondesse às críticas ou explicasse suas razões para a candidatura — o que lhe parecesse melhor.

O deputado Bolsonaro enviou, hoje, o seguinte artigo:

JAIR BOLSONARO: A CARA DA DIREITA

Por Jair Bolsonaro, deputado federal (PP-RJ), capitão R/1 do Exército

Em 2005, embora sem pretensões de ser eleito, me lancei candidato à Presidência da Câmara dos Deputados com a intenção de evitar a eleição do candidato do Governo, o então deputado Luiz Eduardo Greenhalg (PT-SP).

A imprensa não quis me atribuir os louros da vitória, mas me considerei o grande vencedor.

Nos 10 minutos em que tive direito a usar da palavra mostrei a real face do candidato do governo petista, escalado no passado para impedir o esclarecimento do sequestro, tortura e execução do prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel.

Após minha intervenção, foi evidente a mudança de votos de muitos deputados, evitando um mal maior. Severino Cavalcanti foi eleito no 2º turno.

Hoje, a minha visão sobre política é bem definida. Se este governo conseguir mais um mandato, o que de “melhor” nos poderá acontecer será, ainda em 2015, nos transformarmos numa Venezuela e de pior, numa Cuba.

Entretanto, entendo que os desvios bilionários dos “companheiros”, dos malfeitos na Petrobras e na Eletrobras, além de verdadeiro assalto aos Fundos de Pensões, só não são piores do que o roubo da nossa liberdade que se avizinha.

Minha preocupação é fundamentada em fatos históricos, pois não há notícia de qualquer país sob regime socialista/comunista que seu povo tenha razoável nível de desenvolvimento em educação, saúde e renda, ou gozem de qualquer autonomia.

Os livros escolares impostos pelo MEC, com frases e gravuras que pregam ser o capitalismo o inferno e o socialismo o paraíso, estão “envenenando” 30 milhões de crianças do ensino fundamental.

Abominam a propriedade privada, o lucro, o livre comércio e a meritocracia.

Meu nome, sem qualquer dúvida, encarna o sentimento daqueles que não suportam mais:

* o PT e demais partidos de esquerda;

* a desvalorização das Forças Armadas;

* o “politicamente correto”;

* a altíssima carga tributária;

* a política externa aliada com ditaduras;

* o ativismo gay nas escolas;

* o desarmamento dos cidadãos de bem;

Invasão de terras por militantes do MST  (Foto: veja.abril.com.br)

Invasão de terras por militantes do MST: “Meu nome, sem qualquer dúvida, encarna o sentimento daqueles que não suportam mais” essas coisas (Foto: veja.abril.com.br)

* a falta de política de planejamento familiar;

* as invasões do MST;

* a “indústria” de demarcações de terras indígenas;

* a não redução da maioridade penal;

* o não reconhecimento da vital importância dos ruralistas e do agronegócio no desenvolvimento do País;

* a política de destruição de valores morais e familiares nas escolas;

* a ausência da pena de morte, prisão perpétua e trabalhos forçados para presos (ainda que consideradas cláusulas pétreas na Constituição);

* a manutenção do exame de ordem da OAB, nas condições atuais;

* as cotas raciais, que estimulam o ódio entre brasileiros e que, em muitos casos, são injustas entre os próprios cotistas;

* a Comissão Nacional da (in)Verdade, que glorifica terroristas, sequestradores e marginais que tentaram implantar, pelas armas, a ditadura do proletariado em nosso país;

* o Marco Civil da Internet, cuja regulamentação por decreto, inicia a censura virtual;

* o “Foro de São Paulo” onde ditadores e simpatizantes se acoitam por uma hegemonia marxista na América Latina;

* a liberação de recursos pelo BNDES para construir Porto em Cuba e metrô na Venezuela, assim como perdões de dívidas de ditadores africanos;

* as escolas com professores desprovidos de meios para exercerem sua autoridade;

* a ajuda financeira de mais de R$ 1 bilhão por ano à ditadura cubana via contratação de mão de obra escrava pelo programa “mais médicos”;

Dilma Rousseff com o ditador cubano Raúl Castro (Foto: Roberto Stuckert Filho)

Dilma em mais um encontro cordial com o ditador Raúl Castro. O deputado Bolsonaro quer acabar com a “ajuda financeira de mais de R$ 1 bilhão por ano à ditadura cubana”  (Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República)

* os programas “Bolsa Família” como curral eleitoral e “Brasil Carinhoso” que estimula a paternidade irresponsável;

* o Ministério da Defesa chefiado por incompetente civil como se não houvesse um oficial-general de quatro estrelas qualificado e confiável para o cargo;

* o Código Penal que não garante punições justas para os criminosos;

* a invasão e ocupação de terras e prédios públicos e privados por movimentos ditos sociais, sem legislação eficaz que puna tais práticas;

* a obstrução de vias públicas e queima de ônibus por qualquer motivação;

* a priorização na política de direitos humanos para criminosos em detrimento das vítimas, dos policiais e dos cidadãos de bem;

* as indicações políticas para cargos da administração pública.

Creio que minha candidatura ao cargo de presidente da República seria o “fiel da balança” para a garantia de um 2º turno, comigo ou entre outros candidatos.

Não há preço que pague um debate meu com Dilma Rousseff, a pseudo torturada, cujo primeiro marido sequestrou um avião e rumou para Cuba com uma centena de reféns e o segundo (marido), que com ela passou a lua de mel assaltando caminhões na Baixada Fluminense.

Afinal, seu passado não pode continuar sendo ocultado da população brasileira, bem como seu desserviço para a democracia.

Se um dia jurei dar minha vida pela Pátria, se preciso fosse, a perda do meu mandato de deputado federal é muito pouco para evitar a “cubanização” do Brasil, fato mais que provável, caso o PT vença mais uma eleição.

Em 23 de abril passado protocolei Ofício junto ao Partido Progressista, colocando-me à disposição para concorrer ao cargo de presidente da República e para que meu nome fosse enviado para os institutos de pesquisa eleitorais, sendo o único candidato que, verdadeiramente, assume de peito aberto uma oposição às políticas do PT.

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25/04/2014

às 14:00 \ Vasto Mundo

VENEZUELA: Para quem ainda acha que não existe uma ditadura no país, leiam os depoimentos de dez pessoas que sofreram violência e tortura do regime — e vejam suas fotos

Reportagem de Nathalia Watkins, de Caracas, publicada em edição impressa de VEJA

Os relatos de dez vítimas da repressão na Venezuela são testemunhos do declínio do regime chavista, tristemente apoiado pelo governo brasileiro

A VOZ DOS TORTURADOS

Ele apanhou de cinquenta paramilitares a pauladas

José Ribas, de 19 anos, cursa direito na Universidade Central da Venezuela e é líder estudantil.

José Ribas, 19 anos: atacado por paramilitares chavistas dentro da universidade (Foto: Luiz Maximiano)

No último dia 3, ele participava, dentro do câmpus, de uma reunião para listar propostas econômicas para o governo. As conclusões seriam expostas em faixas durante uma manifestação.

De repente, 200 paramilitares chavistas invadiram a universidade e correram no encalço dos que estavam no evento, batendo em quem pudessem alcançar.

Cinquenta deles lincharam José a pauladas. “Eu não podia nem gritar. Senti que ia desmaiar a qualquer momento”, diz. Os algozes gritavam que ele estava apanhando por convocar passeatas. Alguns estudantes tiveram as roupas arrancadas enquanto eram espancados.

José foi levado por amigos ao hospital universitário. No corredor, soube que civis armados haviam estado ali procurando por ele. Ficou com tanto medo que fugiu antes de receber alta. “Os protestos não são um pretexto para derrubar Maduro. O que desejamos é que o governo se responsabilize pelo povo”, diz José.

“Sangrei por três dias e me senti totalmente humilhado como homem”

Jorchual Vargas estava a caminho de uma manifestação quando a Guarda Nacional Bolivariana atirou uma bomba de gás lacrimogêneo dentro do veículo (Foto: Luiz Maximiano)

O estudante de comunicação Jorchual Gregory Vargas, de 19 anos, saiu com os amigos Juan Manuel Carrasco, de 21 anos, e Jorge Luis León, de 25 anos, para jantar e, em seguida, participar de uma manifestação contra o governo na cidade de Valência, a 170 quilômetros de Caracas, no dia 13 de fevereiro passado.

Antes de chegar ao local da concentração do protesto, o carro do trio foi cercado por membros da Guarda Nacional Bolivariana (GNB). Os militares quebraram os vidros, jogaram uma bomba de gás lacrimogêneo dentro do veículo e obrigaram os três a sair a cacetadas. “Andem logo, seus malditos, que vamos fuzilar vocês”, gritou um deles.

Logo depois, Jorchual foi atingido por um disparo, provavelmente de bala de borracha, e posto contra a parede junto com os dois amigos, sempre apanhando dos fardados.

Os três foram obrigados a se deitar no chão, em posição fetal, e passaram a receber golpes na cabeça e nas costelas. “Como vocês gostam de queimar coisas, vamos queimar o carro de vocês”, disse um dos guardas, em referência às barricadas montadas pelos manifestantes. Os três nunca haviam queimado um pneu na vida.

No chão, Jorchual e seus amigos se abraçaram e rezaram enquanto apanhavam. Então Jorchual e Jorge Luis ouviram Juan Manuel gritar ainda mais alto. Um dos guardas estava usando o cano do fuzil para violentá-lo, no meio da rua. “Ele implorava para que não introduzissem nada nele”, lembra Jorchual.

“De tudo o que sofri, essa parte foi a que mais me doeu. Sangrei por três dias. Além da dor física, eu me senti totalmente humilhado como homem. Nunca vou perdoar esse governo por isso”, diz Juan Manuel.

O suplício de Juan Manuel, Jorchual e Jorge Luis não terminou ali. Eles foram levados com outros nove jovens para um quartel da Guarda Nacional. No caminho, amontoados em uma caminhonete, eram ameaçados de morte e de estupro. Na instalação militar, todos permaneceram de joelhos. Um cachorro da raça boxer, treinado para atacar, era mantido a curta distância para aterrorizá-los.

Juan Manuel Carrasco, violentado com o cano de um fuzil: “nunca vou perdoar esse governo por isso” (Foto: Luiz Maximiano)

Eles foram obrigados a se despir e receberam um banho de gasolina e, em seguida, de água. Depois, algemados uns aos outros em um pátio, em círculo, começaram a levar golpes na cabeça com capacetes e cassetetes.

“Quem paga a vocês para participar das manifestações?”, gritavam os torturadores, enquanto lançavam bombas de gás lacrimogêneo e gás de pimenta sobre os jovens. O espancamento durou a noite inteira.

Na manhã seguinte, receberam a visita de um promotor público. Ele explicou aos presos que, quando fossem soltos, deveriam dizer que tudo o que aconteceu foi por culpa deles mesmos.

Em seguida, chegaram dois médicos-legistas. “Quando viram meu estado, eles começaram a chorar. Eu pedi ajuda, mas eles não nos deram nenhum remédio, só recomendaram repouso. Quando os médicos foram embora, voltamos a apanhar”, diz Juan Manuel.

Depois de 48 horas, o tempo máximo que teoricamente um cidadão na Venezuela pode ser mantido preso sem acusação formal, os jovens foram levados a uma audiência num tribunal que durou doze horas. “Quando chegamos, disseram que deveríamos fingir e nos comportar como se não estivéssemos sentindo dor”, diz Jorchual.

Eles não tiveram direito a uma reunião prévia com advogados. Estão respondendo por delitos como alteração da ordem pública e ganharam liberdade condicional. A Justiça, controlada pelo chavismo, diz que está investigando a tortura. Trinta militares participaram das atrocidades, mas nenhum delesfoi chamado para que as vítimas pudessem reconhecê-los. Um dos torturados tinha 16 anos.

ELES PODERIAM PERFEITAMENTE TER NASCIDO NO BRASIL

Os nomes Jorchual, Carkelys, Marvinia e Lourds podem parecer estranhos aos leitores da revista. Mas todos eles são de pessoas que poderiam perfeitamente ter nascido no Brasil.

São estudantes esforçados que sonham em seguir uma boa carreira. Donas de casa preocupadas com o bem-estar dos filhos. Profissionais liberais com garra para trabalhar.

Por terem nascido e viverem na Venezuela, porém, mesmo para as coisas mais elementares, como comprar carne em um açougue ou expressar sua opinião pessoal, eles precisam batalhar.

Desde fevereiro, centenas de milhares de venezuelanos como eles foram às ruas protestar, na maioria das vezes pacificamente, contra o governo. O presidente Nicolás Maduro reagiu colocando todas as forças de segurança do Estado, além de milícias paramilitares, para reprimir as manifestações e espalhar o terror entre os cidadãos que ousam se organizar para lutar por seus direitos.

A Venezuela vive, hoje, uma crise social da qual ainda não se pode antever uma saída. As forças a serviço de Maduro realizaram mais de 2 000 prisões arbitrárias. Os casos de tortura, no cálculo mais conservador, somaram 59. Quarenta pessoas morreram.

O ataque aos cidadãos solapou o já frágil Estado democrático de Direito no país e criou uma situação ainda mais cruenta que a do primeiro período da ditadura brasileira, entre abril de 1964 e o Ato Institucional nº 5 (AI-5), de 1968, quando o regime ainda não havia organizado e intensificado os métodos de tortura. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

23/04/2014

às 18:58 \ Vasto Mundo

VENEZUELA: A “democracia” bolivariana em ação: tiros em pessoas desarmadas — um jovem é morto — e policiais usam soco inglês

As imagens falam alto, não é mesmo?

Pois vejam mais um vídeo sobre como o regime de Nicolás Maduro trata os manifestantes desarmados. Com a polícia atirando a esmo — com balas de verdade — em manifestantes desarmados, pode-se ouvir o grito de horror de uma mulher quando um rapaz é atingido; depois, o corpo inerte do jovem é carregado por outros.

Há outras cenas eloquentes — em várias, pode-se ver os policiais usando soco inglês, algo inteiramente proibido para a polícia de países civilizados.

 

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