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Venezuela

24/05/2013

às 17:46 \ Vasto Mundo

VENEZUELA: A herança podre de Maduro num país em que se mata três vezes mais do que no Brasil e 25 vezes mais do que no Chile

Rabecão recolhe cadáver no bairro de Altagracia, em Caracas: a Venezuela chavista tem os maiores índices de criminalidade da América do Sul (Foto: ultimasnoticias.com.ve)

A herança podre de Maduro

Por Nelson Motta

Publicado no jornal O Globo

Não há herança mais maldita do que governar o país mais violento da América do Sul.

Para enfrentar a criminalidade que mata por ano 75 pessoas por grupo de 100 mil (no Brasil selvagem morrem 26 e no Chile, três), o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, chamou os donos das três redes de televisão e denunciou a origem do mal:

“Por que as novelas têm de divulgar a deslealdade, a traição, o narcotráfico, a violência, a cultura das armas, a vingança?”

Os roteiristas venezuelanos estão em pânico. Como fazer uma novela sem traição, vingança, deslealdade, assassinatos, cobiça, ódio, inveja, e todas as coisas que Maduro diz que levam ao crime e à violência? Chávez já havia proibido videogames violentos há cinco anos, quando o país era bem menos violento.

Maduro assegura que a pobreza não é a única causa da delinquência, “porque a Venezuela tem os índices mais altos do mundo em superação da pobreza” (para matar Lula de inveja). Mas as mortes cresceram 15% de um ano para cá.

“Às vezes o que a escola faz em seis horas, um programa televisivo destrói em uma. Não vamos permitir programas que divulguem a prostituição, as drogas, a violência.” E bradou retumbante: “Vamos interromper o festim da morte.”

Maduro: tem crime? Então vamos censurar a TV (Foto: guardian.co.uk)

Algum passarinho precisa avisá-lo de que há muito mais consumo de programas com esses venenosos “antivalores do capitalismo” em países como o Japão e a Inglaterra do que na Venezuela, mas nenhum festim da morte: as vítimas de homicídios são de 0,4 (menos de meio japa) e 1,7 inglês por grupo de 100 mil. Como o marido traído, Maduro quer tirar a televisão da sala.

Como Chávez, o mexicano, o arguto lider chavista disse que como já sabe que quase 90% dos crimes ocorrem em 80 municípios, basta deslocar 3 mil soldados do Exército para as regiões violentas. E pronto.

O secretario Beltrame poderia informá-lo que quando uma UPP toma uma comunidade a bandidagem não vai vender artesanato, se muda para áreas menos policiadas.

Ver o ex-motorista de metrô Nicolás Maduro dirigindo a Venezuela é como imaginar o Brasil com Carlos Lupi na Presidência da Republica. Só que Lupi é mais esperto.

23/05/2013

às 15:00 \ Vasto Mundo

VENEZUELA: conspirações palacianas, incompetência e corrupção mostram o esfarelamento do chavismo

Cabello com Maduro: o que era o sucessor natural acabou sendo preterido pelo homem de confiança da Cuba dos irmãos Castro. Agora, um figurão do chavismo fala em "golpe de Estado" que Cabello estaria preparando (Foto: AFP)

Editorial do jornal O Estado de S. Paulo

AS ENTRANHAS DO CHAVISMO

Como era previsível, os filhos de Chávez, na ausência do Comandante, estão se devorando. Uma gravação divulgada pela oposição da Venezuela mostra que o esfarelamento da “revolução bolivariana” não se limita à incapacidade administrativa do presidente Nicolás Maduro e à corrupção galopante. Trata-se apenas de uma fração de informação, mas a partir dela já é possível ter uma ideia clara das forças em confronto e do que elas são capazes.

Segundo a oposição, a gravação é de uma conversa entre o apresentador de TV Mario Silva, que é um dos principais porta-vozes do chavismo, e um dos chefes do G2, o serviço de inteligência cubana, identificado como Aramis Palacios – tenente-coronel que estaria na Venezuela a serviço do ditador de Cuba, Raúl Castro, para orientar o governo de Maduro.

No diálogo, Silva diz que está com um “temor visceral” de que o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, esteja preparando um golpe de Estado.

A disputa de poder entre Maduro e Cabello não é um fato novo. Os dois passaram todo o período da agonia de Hugo Chávez jurando lealdade ao caudilho e unidade absoluta nas fileiras chavistas. Esse discurso, ao que parece, não sobreviveu a Chávez. Escolhido pelo Comandante como seu sucessor, Maduro é o “homem de Havana”, colocado na cadeira presidencial para preservar a relação que tem garantido o precioso financiamento venezuelano ao regime cubano.

Cabello, por sua vez, é visto como um empecilho pelos irmãos Castro. Militar que participou da fracassada tentativa de golpe liderada por Chávez em 1992, Cabello seria seu sucessor natural na presidência – era, afinal, o que previa a Constituição venezuelana -, mas acabou preterido porque Cuba o teria vetado.

Cabello controla o Partido Socialista Unificado da Venezuela (PSUV), onde é conhecido como “novo Stalin”, e tem influência sobre uma parte significativa do aparato de segurança do regime, razão pela qual é visto há tempos como uma ameaça de desestabilização graças a sua sede de poder e de dinheiro. Empresário, Cabello tornou-se um dos homens mais ricos da Venezuela e seu nome é frequentemente relacionado a casos de corrupção e ao narcotráfico.

Na gravação revelada pela oposição, Mario Silva diz ao emissário cubano que “a única forma de deter Cabello é mostrar que ele é um corrupto e que existe uma prova confiável de que o Comandante sabia disso”. Segundo o apresentador, Maduro tem de ser alertado para o perigo de perder o controle das Forças Armadas para Cabello, “o que poderia levar a um golpe de Estado”. E chama a atenção para o risco de divisões dentro do Exército.

O radialista Mario Silva: gravação explosiva (Foto: elcarabobeno.com)

A gravação surge num momento de especial fragilidade de Maduro, em que a Venezuela enfrenta uma grave crise de desabastecimento, que começa a corroer o patrimônio carismático que Chávez legou. Por causa disso, a reação de Maduro à divulgação do áudio foi aparecer em diversos eventos ao lado de militares, para tentar mostrar quem é que manda.

Enquanto isso, Cabello reafirmou sua “fidelidade absoluta” ao governo, mas o PSUV ficou em silêncio e alguns governistas timidamente se limitaram a questionar a autenticidade da gravação. Já o apresentador Mario Silva, que não é conhecido pela moderação, preferiu apelar às teorias da conspiração, ao dizer que o diálogo foi uma “boa montagem” feita pelos “sionistas”. Em seguida, anunciou que está deixando seu programa por “motivos de saúde”.

Dadas as circunstâncias, a oposição pode ter sido usada como mero veículo para a exposição pública das entranhas do chavismo e das manobras de Cabello, pois trata-se de algo que serve a Maduro e ao consórcio que tenta sustentá-lo no poder. Na gravação, Mario Silva chega a dizer que Cabello está se aproveitando da crise econômica, por meio de empresas de fachada e evasão de divisas, para enriquecer ainda mais. “Estamos metidos em um mar de m…, compadre”, disse o apresentador a seu amigo cubano, resumindo, com rara franqueza, a situação venezuelana.

20/05/2013

às 20:12 \ Política & Cia

Informação à ministra Maria do Rosário: nós não estamos (ainda) na Venezuela!

Maria do Rosário Nunes, secretária de Direitos Humanos da Presidência da República (Foto:  Wilson Dias / ABr)

Maria do Rosário Nunes, secretária de Direitos Humanos da Presidência da República: a Doutora Ministra deixou-se contaminar por hábitos do regime podre que governa a Venezuela (Foto: Wilson Dias / ABr)

A presidente Dilma subiu alguns tons em relação ao fato, mas no final das contas teve razão ao classificar, hoje, como “desumano e criminoso” o boato sobre a suposta extinção do Bolsa Família que levou a uma correria de gente desesperada a agências da Caixa Econômica Federal.

Boatos são um fator extremamente pernicioso quando causam temor, angústia, ansiedade ou prejuízos de qualquer natureza às pessoas.

Agora, o que dizer sobre autoridades supostamente responsáveis que, sem qualquer base na realidade, sem qualquer informação concreta, sem qualquer parcela da seriedade que exige o cargo que ocupam, se encarregam de divulgar um boato mentiroso sobre o boato?

É o caso da ministra dos Direitos Humanos — justamente dos direitos humanos! –, Maria do Rosário, segundo a qual a origem da correria às agências da Caixa foi causada por uma “central de boatos da oposição”.

Pronto. Resolvida a questão. De forma rápida, e inteiramente leviana — uma vez que a presidente Dilma mandou que a Polícia Federal investigasse a origem do boato –, a ministra Maria do Rosário já decidiu: foi a “central de boatos” da oposição a culpada.

Faltaram, porém, pequenos detalhes na “informação” caluniosa prestada pela ministra por sua conta do Twitter:

Que partidos compõem a “central de boatos” da oposição?

Quem a opera?

Onde ela opera?

Como ela opera?

Quais as evidências que a ministra possui da simples existência dessa “central”?

Não existem respostas a essas perguntas por uma questão simples: a oposição, que mal consegue exercer seu papel institucional no Congresso Nacional, não dispõe de qualquer central de boatos. Nem os mais hidrófobos adversários dos partidos de oposição, antes da declaração da ministra, afirmaram qualquer coisa nesse sentido.

Culpar a oposição por esse tipo de reação da sociedade é coisa da Venezuela do falecido caudilho Hugo Chávez.

Inventar fantasmas conspiratórios é coisa da Venezuela do títere do falecido caudilho Hugo Chávez, o novo presidente Nicolás Maduro.

A notória admiração que o lulopetismo nutre pelo regime podre que governa a Venezuela, certamente compartilhada pela ministra Maria do Rosário, parece havê-la contaminado com costumes péssimos instituídos pelo chavismo.

Então é necessário refrescar a memória da ministra e informá-la, alto e bom som: Excelentíssima Senhora Doutora Ministra Maria do Rosário, o Brasil não é — e não deixaremos que seja — uma Venezuela, não, senhora.

Entendido?

19/05/2013

às 10:08 \ Disseram

Ricardo Menéndez: “A revolução trará ao país 50 milhões de rolos de papel higiênico”

“A revolução trará ao país 50 milhões de rolos de papel higiênico para que o povo se tranquilize e não se deixe manipular pela campanha midiática que fala em escassez.”

Ricardo Menéndez, ministro da Indústria da Venezuela, num discurso cheio de lapsos de linguagem sobre a nova batalha ideológica do chavismo

10/05/2013

às 14:00 \ Política & Cia

Perguntar não ofende: o que será que a presidente Dilma vai fazer com o presente que ganhou do venezuelano Maduro?

O trambolho que Maduro chamou de "presente" à presidente Dilma: onde será que vai parar? (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)

O chavismo na Venezuela inaugurou, com a morte do caudilho Hugo Chávez, o puxa-saquismo e a vassalagem póstumos.

Assim, o ainda tecnicamente contestado novo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro — a recontagem de votos da eleição de 14 de abril ainda não terminou –, em viagem oficial ao Brasil, houve por bem entregar à presidente Dilma um trambolho que chamou de “presente”: uma enorme foto emoldurada do coronel em uniforme militar, com boina vermelha e tudo.

Estivesse Lula no poder, não duvido, não: ele seria bem capaz de dependurar o retrato do coronel autoritário, seu grande amigo e parceiro, em alguma parede do Planalto. A presidente Dilma, felizmente dotada de maior dose de compostura, sorriu amavelmente ao receber o quadro, que depois foi recolhido por assessores.

Mas o Planalto não informou qual será o destino final do quadro.

06/05/2013

às 18:53 \ Política & Cia

BOLIVARIANISMO EM ANDAMENTO: Não faltava mais nada — o governo quer trazer 6 mil médicos cubanos para o Brasil. PERGUNTO: por que SÓ cubanos? Há médicos precisando de emprego na Espanha, em Portugal…

Amigos e amigas do blog, vejam a notícia abaixo publicada pela oficial Agência Brasil.

Pergunto: por que médicos de CUBA? Ou, melhor: por que SÓ médicos de Cuba???

A Europa vive uma crise brutal. Há médicos querendo emigrar em vários países, inclusive na Espanha, país muitíssimo mais adiantado do que Cuba, ou em Portugal, para não mencionar outros de idiomas mais distantes do português.

Estarei paranoico se julgar que Cuba tem outros interesses — interesses políticos, ideológicos, doutrinários, estratégicos — ao enviar esse exército de profissionais para cá? Todos devidamente educados sob a feroz ditadura dos irmãos Castro?

Vejam o que aconteceu na Venezuela. Perguntem para conhecidos de lá, ou para amigos que lá estiveram. Pesquisem em fontes imparciais e constatem o papel doutrinador que muitos desses médicos exerceram — em favor do chavismo e do maluco “socialismo do século XXI” — justamente nas comunidades mais carentes e com menos nível de informação.

Muito bom que nosso governo pretenda ter médicos em regiões carentes, uma vez que, embora com número de profissonais suficientes para atender a população, nossos médicos preferem se concentrar em grandes regiões urbanas e relutam trabalhar em localidades sem infraestrutura — justamente as mais carentes dos serviços deles.

Mas pergunto de novo: por que SÓ de Cuba?

Leiam e julguem vocês mesmos — e atenção para “o excelente intercâmbio de ideias” que está ocorrendo entre os dois governos:

Renata Giraldi — Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os governos do Brasil e de Cuba, com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde, estão acertando como será a vinda de 6 mil médicos cubanos para trabalharem nas regiões brasileiras mais carentes.

Os detalhes estão em negociação. Os ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e o cubano Bruno Eduardo Rodríguez Parrilla, anunciaram hoje (6) a parceria.

Patriota e Rodríguez não informaram como será a concessão de visto – se será definitivo ou provisório. Segundo o chanceler brasileiro, há um déficit de profissionais brasileiros na área de saúde atuando nas áreas carentes do país, daí a articulação com Cuba.

“Estamos nos organizando para receber um número maior de médicos aqui, em vista do déficit de profissionais de medicina no Brasil. Trata-se de uma cooperação que tem grande potencial e à qual atribuímos valor estratégico”, disse ele.

As negociações para o envio dos médicos cubanos para o Brasil foi iniciada pela presidenta Dilma Rousseff, em janeiro de 2012, quando visitou Havana, a capital cubana. Ela defendeu uma iniciativa conjunta para a produção de medicamentos e mencionou a ampliação do envio de médicos cubanos ao Brasil, para apoiar o atendimento no Serviço Único de Saúde (SUS).

“Cuba tem uma proficiência grande na área de medicina, farmacêutica e de biotecnologia. O Brasil está examinando a possibilidade de acolher médicos por intermédio de conversas que envolvem a Organização Pan-Americana de Saúde, e está se pensando em algo em torno de 6 mil ou pouco mais”, destacou Patriota.

Segundo o chanceler brasileiro, as negociações estão em curso, mas a ideia é que os profissionais cubanos atuem nas áreas mais carentes do Brasil. “Ainda estamos finalizando os entendimentos para que eles possam desempenhar sua atividade profissional no Brasil, no sentido de dar atendimento a regiões particularmente carentes no Brasil”, disse.

A visita do chanceler de Cuba ocorre no momento em que o presidente cubano, Raúl Castro, implementa mudanças no país, promovendo a abertura econômica e avanços na área social. Segundo Bruno Rodríguez, a parceria com o Brasil é intensa principalmente nas áreas econômica, social e turística. “Há um excelente intercâmbio de ideias”, disse o cubano.

O comércio entre Brasil e Cuba aumentou mais de sete vezes no período de 2003 a 2012, segundo o Ministério das Relações Exteriores. De 2010 a 2012, as exportações brasileiras para Cuba cresceram 36,9%. No ano passado, o comércio bilateral alcançou o recorde de US$ 661,6 milhões.

01/05/2013

às 15:27 \ Vasto Mundo

VÍDEO: turba de deputados chavistas agora agride a socos e pontapés deputados da oposição em plena Assembleia. É a “democracia” do chavismo, e parece a Alemanha dos anos 20 e 30, de tristíssima memória

Eles já são impedidos pelo presidente-troglodita da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello de usarem da palavra — direito assegurado na própria Constituição chavista, e pisoteado — caso não aceitem a vitória eleitoral do presidente Nicolás Maduro (que está sub judice, enquanto aguarda a recontagem dos votos da eleição do dia 15 passado).

Eles são xingados, no plenário, nas ruas e até diante de suas casas por tropas de choque chavistas.

O mesmo Cabello, muito ligado à alta cúpula militar,os ameaça de não receber mais seus salários.

Agora, os deputados da oposição, que receberam no ano passado metade dos votos do eleitorado, embora tenham bancada bem menor do que a oficial devido a maracutaias legais promovidas pelo regime, agora começaram a ser vítimas de agressões a socos e pontapés dentro do próprio plenário — e por colegas!

Vejam bem no vídeo: os deputados chavistas, em bom número, usam aquela espécie de agasalho esportivo ridículo com as cores da Venezuela, imitando o falecido caudilho Hugo Chávez, em ver de adotarem trajes usuais.

A “democracia” da Venezuela, que inclui milícias “populares” armadas, lembra, cada vez mais, a Alemanha dos anos 20 e 30.

Vejam com seus próprios olhos:

23/04/2013

às 14:00 \ Vasto Mundo

VÍDEOS INDESMENTÍVEIS: Vejam como o governo “democrático” do chavismo na Venezuela baixou o porrete nos manifestantes de oposição

Amigas e amigos do blog, alguns leitores — poucos — reclamaram que a coluna estaria exagerando o comportamento truculento do governo “bolivariano” durante as manifestações populares contra o que muitos consideraram fraudes nas eleições que levaram o chavista Nicolás Maduro à Presidência — que a recontagem de votos em curso, se não houver mais fraudes dentro do Conselho Nacional Eleitoral (CNH), controlado por partidários do falecido caudilho Hugo Chávez, poderá confirmar ou não.

As eleições passaram, mas o clima acirrado entre chavismo e oposição continua na Venezuela — a recontagem vai demorar um mês.

Assim sendo, acho oportuno mostrar como se comportaram as forças encarregadas da ordem na “democracia” chavista diante de manifestações pacíficas de oposicionistas. Vejam só:

Ação da chamada “Guarda Nacional Bolivariana” em Valencia, 2,3 milhões de habitantes, a terceira maior cidade da Venezuela:

 

Chavistas atiram contra oposicionistas em uma cidade do Estado de Aragua, no norte do país:

 

 

A “Guarda Nacional Bolivariana” agride estudantes em manifestação em Caracas na segunda-feira, 16 de abril, dia seguinte às eleições:

 

 

Tiroteio em Barquisimeto, 2 milhões de habitantes, quinta maior cidade do país:

 

 

Repressão a manifestantes na Rua 9, em Barquisimeto:

 

19/04/2013

às 20:34 \ Vasto Mundo

OUTRO VÍDEO ILUSTRATIVO: Presidente baderneiro do Legislativo da Venezuela resolve cassar a palavra de quem não reconhece a eleição de Maduro

Atenção para o troglodita que preside o Poder Legislativo da Venezuela, o deputado chavista Diosdado Cabello, no vídeo abaixo. O episódio foi comentado — sem que mostrássemos o vídeo — em post anterior.

Atropelando regimentos, leis, Constituição e o que mais via pela frente, nesta sessão da Assembleia Nacional ele resolveu, por conta própria, enquanto estiver no cargo, o seguinte, que proclamou aos berros:

– Enquanto eu estiver no cargo de presidente da Assembleia Nacional, nenhum deputado que não reconheça a vitória do companheiro Nicolás Maduro [nas eleições do domingo passado] terá direito à palavra. Não lhes darei o direito à palavra.

Dirigindo-se à oposição como sendo”fascista” — e como o presidente de uma assembleia de estudantes baderneiros, sendo ele próprio o mais saliente –, acusou os deputados de terem “assassinado” sete pessoas (a cifra final de mortos em distúrbios de rua subiu para oito), “por ordem do candidato fascista [à Presidência] Henrique Capriles”.

O baderneiro Cabello, muito ligado à cúpula militar da Venezuela, considera “fascista” um candidato à Presidência que teve metade dos votos dos venezuelanos.

Essa é a “democracia” legada pelo “comandante” Hugo Chávez.

Notem que, junto à Mesa da Assembleia, colocaram uma enorme efígie do falecido caudilho — como se coloca a imagem de um santo.

Vejam o vídeo:

19/04/2013

às 19:01 \ Vasto Mundo

VÍDEO QUE FALA POR SI: A dura repressão dos militares na Venezuela a manifestantes pacíficos

Os militares chegam, entram sem ordem judicial numa casa particular, forçando o portão, e, sem dizer uma palavra, atiram  a curta distância com balas de borracha e granadas de gás lacrimogêneo em jovens que se manifestavam pacificamente.

O vídeo que vocês verão abaixo é um dos tantos feitos com celulares por simpatizantes da oposição na Venezuela mostrando a brutalidade na repressão aos protestos de cidadãos em diferentes cidades contra os resultados da eleição de domingo passado, em que partidários do candidato à Presidência Henrique Capriles acusavam de fraudulenta a vitória do presidente interino Nicolás Maduro, apontado pelo falecido caudilho Hugo Chávez como sucessor.

Os fatos mostrados no vídeo ocorreram em Barquisimeto, a quinta maior cidade da Venezuela, com 1,4 milhão de habitantes. O vídeo foi feito por uma mulher, entre as grades da janela de um prédio na Avenida Concordia, aparentemente no meio de um grupo de pessoas que observavam a cena e gritavam ofensas para os militares.

 

 

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