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Venezuela

20/09/2014

às 18:00 \ Política & Cia

MARCOS FAVA NEVES: O conto da fazenda experimental bolivariana

(Foto: mmg.com.au)

Dentro da Fazenda Experimental Bolivariana, viveriam todos os adeptos do comunismo e os inimigos da agroindústria (Foto: mmg.com.au)

Por Marcos Fava Neves, professor titular de planejamento estratégico e cadeias alimentares da FEA-RP/USP

Este conto teve uma inspiração interessante. Passando pelos canais da TV num sábado à tarde para achar algo que captasse minha atenção, eis que encontrei para rever, o filme A Praia, que tem Leonardo Di Caprio como ator principal.

Para quem não viu, o filme relata as experiências de uma comunidade sonhadora de um novo mundo, que vai para uma praia deserta na Tailândia, e tenta se organizar coletivamente. O filme tem um cenário maravilhoso, e uma interpretação soberba deste ator. Vale, sem dúvida assistir. Mas o que teria a ver este filme com nosso conto, nossa ideia?

Ao perceber no Brasil um crescente movimento ideológico contra a empresa, contra o lucro, da demonização do empresário, pois hoje quem quer produzir é quase que um criminoso ambiental, trabalhista, social e assim por diante, depois de escutar tanta bobagem destes micropartidos na propaganda eleitoral gratuita e também estar cansado de gente alienada, pendurada e que só reclama, vendo “A Praia”, tive uma ideia que pode até ser interessante.

A ideia seria a de criarmos, nos mesmos moldes do filme A Praia, uma fazenda experimental, servindo a diversos propósitos secundários, elencados ao final deste texto, mas com o propósito principal de mostrar a importância da agricultura e do trabalho no dia a dia de todas as pessoas, pois até que algo futurista aconteça, nossos organismos são “movidos à alimentos”.

Uma área abençoada em termos de solos, incidência de sol, regime hídrico, seria escolhida em fronteiras do Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, enfim, numa destas bênçãos divinas recebidas pelos moradores do Brasil. Cercaríamos e colocaríamos em marcha o projeto.

Mas quem iria para a Fazenda? Para lá seriam levados para um estágio as pessoas críticas à agricultura, ao produtor rural, ao agronegócio e as que têm visão deturpada ou parcial sobre o setor.

Iriam desde os que pregam a socialização dos meios de produção, os que são ideologicamente contra a empresa, contra o lucro, contra a ordem e o progresso, os radicais de diversos setores, os invasores (ou “ocupadores”), os anti-produção, os que desejam transformar o Brasil numa mega-aldeia, ativistas, representantes de algumas ONG’s confinados no sempre refrigerado ambiente Brasília/cidades internacionais, filósofos de gabinete, alguns artistas globais do eixo Ipanema, Leblon, Butantã, Pompéia, que pensam que seu baby beef nasceu na cozinha do restaurante da Vieira Souto e seu chopinho foi gerado dentro da chopeira dos maravilhosos bares da Ataulfo de Paiva ou dos arredores de Pompéia.

Levaríamos também gente que acredita nos modelos da Coreia do Norte, Cuba e Venezuela, entre outros. Selecionaríamos parte dos 61 milhões de brasileiros em idade de trabalho, mas que não trabalham, não procuram trabalho e não estudam, entre eles os dependentes de bolsas governamentais que tem habilidade, capacidade e ofertas de trabalho e os usuários do auxílio desemprego que forçaram suas demissões.

Ou seja, a geração “nem-nem” também iria, os jovenzinhos ativistas ainda pendurados nas bolsas paternas e os outros não tão jovens, em idade de trabalho, mas que esticam até os 30, 40 anos sua permanência na universidade pública, normalmente em cursos sem demanda.

Para poupar um esforço inicial dos habitantes desta fazenda, já entregaríamos a área com todo o cipoal de licenças e burocracia necessárias para se trabalhar e produzir. Teríamos uma infra-estrutura coletiva de hospedagem na fazenda, com bons banheiros, porém, todos coletivos. Haveria telefones coletivos e uma sala de informática coletiva, com os softwares de domínio social. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

03/09/2014

às 6:00 \ Disseram

Chávez nosso que estais no céu

“Quando nos perguntamos que valores devemos formar e quando nos perguntamos onde devemos formar esses valores, há apenas uma resposta: devemos nos formar nos valores de Chávez, no combate diário na rua, criando, construindo revolução, fazendo revolução.”

Nicolás Maduro, presidente venezuelano, ao final da “I Oficina de Projeto do Sistema de Formação do Partido Socialista”, evento no qual foi criada uma versão da oração “Pai Nosso” para falar de Hugo Chávez

22/08/2014

às 6:00 \ Disseram

Os enormes benefícios do sistema biométrico venezuelano

“Com o sistema biométrico funcionando, com todos os caixas abertos em todos os supermercados, o povo perceberá em pouco tempo a diminuição das filas, o melhor abastecimento e melhor distribuição dos alimentos, enquanto aumentamos a base produtiva nacional.”

Andrés Eloy Méndez, deputado venezuelano que recentemente assumiu o cargo de Superintendente Nacional para a Defesa dos Direitos Socioeconômicos, ao tentar justificar o sistema que restringe a compra de alimentos e produtos em supermercados; ao ser instalado um “sistema biométrico”, uma pessoa não poderá comprar um produto duas vezes na mesma semana

21/08/2014

às 16:00 \ Vasto Mundo

VENEZUELA: Não faltava mais nada. Agora, governo bolivariano instalará controles eletrônicos para impedir as pessoas de… comprar!

Retrato da Venezuela hoje: filas enormes de consumidores que esperam encontrar produtos básicos em supermercado da capital, Caracas (Diego Braga Norte/Veja.com/VEJA)

Retrato perfeito da Venezuela bolivariana: filas enormes de consumidores que esperam encontrar produtos básicos em supermercado da capital, Caracas — e raramente encontram. O mercado negro dispara (Diego Braga Norte/Veja.com/VEJA)

Governo quer impedir que pessoas comprem o mesmo produto duas vezes na mesma semana. Medida desastrada é paliativa e pune a população

Do site de VEJA

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, decretou na noite desta quarta-feira a instalação de um mecanismo de “controle biométrico” para limitar as compras de produtos e alimentos nos supermercados e mercados públicos e privados do país. “A ordem já está dada, através da superintendência de preços, para que se crie um sistema biométrico em todos os estabelecimentos e redes distribuidoras e comerciais da República”, disse Maduro durante mensagem em rede nacional de rádio e TV.

A regulação do consumo nas redes públicas já vinha sendo aplicada sistematicamente na Venezuela desde o início do ano, mas é a primeira vez que o governo Maduro interfere nas redes privadas de supermercados do país. Em 2010, o então presidente Hugo Chávez desapropriou as lojas da cadeia de supermercados Exito, do grupo francês Casino.

Mercado negro é alternativa para supermercados estatais vazios

Com a escassez crônica, o mercado negro – mantido por pessoas que estocam produtos básicos para revendê-los – na Venezuela é uma alternativa aos supermercados estatais vazios, porém limitar o consumo não é uma medida que ataca a origem do problema: a péssima gestão econômica do país.

Há ainda outra questão problemática na medida anunciada por Maduro, pois limitar o consumo em redes privadas é um ato ilegal, que interfere na administração e nos possíveis lucros das empresas. A medida desastrada ainda penaliza justamente a parte mais afetada pela escassez, a população.

Inflação já passa dos 60% ao ano

O mecanismo utilizará leitores óticos de impressões digitais para reconhecer cada comprador de produtos básicos. Segundo Maduro, “o sistema biométrico será perfeito” e servirá para evitar o que chamou de “fraude” envolvendo milhões de litros de gasolina e toneladas de alimentos subsidiados pelo governo, no momento em que a Venezuela enfrenta a falta de diversos produtos básicos e uma inflação anual que supera os 60%.

O sistema visa a impedir que uma pessoa compre o mesmo produto duas vezes na mesma semana, em qualquer supermercado das redes governamentais e privadas da Venezuela. Vários funcionários do governo Maduro indicaram que no prazo de 90 dias haverá um “programa piloto” para iniciar a venda controlada de produtos básicos no país “de maneira ordenada e justa”.

Maduro também anunciou “um sistema de referência” que processará a informação de tudo o que for distribuído e armazenado “para todos os produtos e insumos que movem a economia do país”. O presidente ordenou ainda o “confisco, de maneira imediata, de todos os elementos” utilizados para contrabando, incluindo galpões e veículos, que serão revertidos para os programas estatais de alimentos.

Maduro convocou as forças militares e policiais para deter todos os envolvidos em desvios e contrabando.

Leiam mais
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Venezuela: crise e escassez fazem roubos de alimentos dispararem

Racionamento: os consumidores são fichados e recebem senhas para comprar na rede estatal

O sistema de controle de compras é a mais nova tentativa paliativa de Maduro para combater a escassez causada pela ingerência econômica de seu próprio governo. Desde março, as compras na rede estatal de supermercados – com preços subsidiados – são possíveis apenas dois dias por semana e com limite de produtos por consumidor.

Os venezuelanos interessados são fichados e recebem senhas, que funcionam em sistema de rodízio. Nas segundas-feiras podem comprar aqueles com as senhas terminadas em 1 e 2, 3 e 4; às terças e  quartas-feiras são os dias para os finais 5 e 6, 7 e 8. As quintas e sextas-feiras são reservadas aos consumidores com senhas que terminam em 9 e 0.

Violência: 65 mortos por dia

A Venezuela atravessou uma violenta onda de protestos entre fevereiro e final de maio devido à inflação, à falta de produtos básicos – como papel higiênico, açúcar, farinha ou leite – e à altíssima violência e criminalidade, que provocam em média 65 mortes por dia no país.

Os protestos foram repreendidos e resultaram na morte de mais de 40 pessoas, além de mais de 700 feridos.

29/07/2014

às 12:00 \ Disseram

Onde a democracia não existe

“Estou preso por haver denunciado o Estado venezuelano como corrupto, ineficiente, repressor e antidemocrático. Estou preso por haver denunciado em viva voz que na Venezuela não há democracia.”

Leopoldo López, opositor de Nicolás Maduro, em carta aberta; ele foi encarcerado pelo governo em fevereiro

24/07/2014

às 18:10 \ Política & Cia

De onde menos se espera, de repente vem uma boa notícia: os bolivarianos estariam em queda na América Latina — diz um deles

(Fotos: Jorge Silva/Reuters :: Juan Karita/AP :: AFP :: Adalberto Roque/AFP/Getty Images)

Chávez, Evo, Correa e Raúl: segundo o presidente do Equador, “ciclo progressista” pode estar chegando ao fim. Afinal, uma boa notícia vinda desses países… (Fotos: Jorge Silva/Reuters :: Juan Karita/AP :: AFP :: Adalberto Roque/AFP/Getty Images)

Está no resumo publicado no jornal Folha de S. Paulo para a entrevista feita pela jornalista Monica Bergamo com o presidente “bolivariano” do Equador, Rafael Correa, o inimigo 1 da imprensa livre em seu país:

“A retomada coservadora na América Latina, com a articulação das direitas internacional e dos países da região, ameaça colocar fim ao ciclo progressista iniciado quando Chávez chegou ao poder na Venezuela, afirma Rafael Correa, presidente do Equador”.

Eta ameaça boa! Que ela se cumpra. Embora o regime “progressista” da famélica Cuba, mantida a ferro e fogo pela ditadura dos irmãos Castro, ainda deva resistir por mais tempo do que os demais.

Por falar em “retomada conservadora”, o governo “conservador” e “direitista” do presidente Juan Manuel Santos, recentemente reeleito para um segundo mandato, pilota um céu de brigadeiro — apesar de enfrentar a narcoguerrilha das chamadas “Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia” (Farc), com pelo menos 12 mil homens em armas.

Com guerra e tudo, a Colômbia do nada bolivariano presidente Santos terá este ano, segundo o FMI, a menor inflação da América Latina (1,9% ao ano), enquanto, por comparação próxima de nós, a do Brasil explode o teto da meta de 6,5%, apesar das inúmeras tentativas do governo de mascará-la com arrocho de preços na área de energia e outras mumunhas.

O PIB terá crescimento perto de 5% (no Brasil de Dilma, se tudo correr bem, chegaremos a esquálidos 1,8%), a indústria deve passar de 6% (a nossa anda em crescimento negativo) e o tamanho da economia ultrapassou o da Argentina, tornando-se a segunda maior da América do Sul.

13/07/2014

às 15:00 \ Vasto Mundo

BOLIVARIANISMO: Governo Lula sabia do envio de soldados e blindados da Venezuela para acabar com a oposição boliviana em 2007 e 2008, mas optou por ficar calado. Pior: deixou aviões militares da Venezuela a sobrevoar 114 vezes, de forma ilegal, o espaço aéreo do país

CONTRA A LEI: Um dos quatro cargueiros Hercules C-130 da Força Aérea Venezuelana. O país cruzou 114 vezes o espaço aéreo brasileiro para levar soldados e veículos blindados para a Bolívia (Foto: Reprodução/VEJA)

CONTRA A LEI: Um dos quatro cargueiros Hercules C-130 da Força Aérea Venezuelana. Aparelhos venezuelanos cruzaram 114 vezes o espaço aéreo brasileiro para levar soldados e veículos blindados para a Bolívia (Foto: Reprodução/VEJA)

CONIVÊNCIA DIPLOMÁTICA

Documentos vazados do Itamaraty revelam que, ao saber do envio de tropas e blindados venezuelanos para massacrar a oposição na Bolívia, em 2007 e 2008, o governo do PT preferiu abafar o caso

Reportagem de Duda Teixeira publicada em edição impressa de VEJA

A autodeterminação dos povos significa que uma nação não pode se intrometer nos assuntos internos de outra. Neste ano, esse princípio foi usado, corretamente, para condenar a Rússia pela invasão da Crimeia e pelo envio de paramilitares para o leste da Ucrânia.

Apesar de se apresentar como defensora do princípio da autodeterminação, a diplomacia brasileira se absteve, em reunião da ONU, de repudiar o intervencionismo do governo russo. Documentos confidenciais revelam que o Brasil tem a mesma postura de conivência em crises internas que envolvem os vizinhos da América do Sul.

Em 2007, a Venezuela sobrevoou o espaço aéreo brasileiro para enviar soldados e viaturas militares para ajudar a Bolívia a massacrar protestos populares. Como os governos boliviano e venezuelano são ideologicamente afinados com o brasileiro, o caso foi abafado. Parte dessa história aparece em um relatório confidencial do Ministério da Defesa do Brasil.

O texto narra a visita de militares e do ministro da Defesa Nelson Jobim à Venezuela entre 13 e 14 de abril de 2008. O documento faz parte de um pacote de 397 arquivos surrupiados do sistema de e-mails do Itamaraty e disponibilizados na internet por hackers, em maio passado.

Segundo o relatório, após desembarcarem em Caracas, os representantes brasileiros se reuniram na manhã do dia 14 na casa do embaixador Antônio José Ferreira Simões para acertar os ponteiros antes do encontro com o chanceler Nicolás Maduro, hoje presidente da Venezuela. Cada aparte dos presentes foi registrado no papel.

Em determinado momento, o general Augusto Heleno, comandante militar na Amazônia, perguntou se os demais sabiam de aviões Hercules C-130 que transportavam tropas venezuelanas para a Bolívia. O embaixador Simões interveio: “Uma denúncia brasileira de presença de tropas venezuelanas na Bolívia pode piorar a situação”.

(CLIQUE PARA AMPLIAR A IMAGEM)

O documento do Ministério da Defesa revela as viagens venezuelanas pelo espaço aéreo nacional (CLIQUE PARA AMPLIAR A IMAGEM)

Enquanto isso, o governo de Evo Morales continuava enviando tropas e milícias para lutar contra opositores no Estado de Pando, na fronteira com o Acre.

Em dezembro de 2007, um cargueiro Hercules C-130 da Força Aérea Venezuelana tivera problemas técnicos e aterrissou em Rio Branco, no Acre, vindo da Bolívia. A Polícia Federal vistoriou a aeronave, não encontrou armas nem munição e permitiu que o avião seguisse para a Venezuela.

Os documentos vazados mostram que isso era só a ponta do iceberg. Na conversa na casa do embaixador, o general Heleno afirmou que “há presença não apenas de venezuelanos na Bolívia, mas também de cubanos, com interesse operacional”. Segundo o tenente ­brigadeiro Gilberto Burnier, durante a crise, a Venezuela fez 114 voos.

“Informavam que transportavam veículos comerciais, porém foi visto que transportavam viaturas blindadas para transporte de pessoal (VBTP) e outras viaturas militares”, lê-se no documento. No encontro com os venezuelanos, o ministro Nelson Jobim sugeriu que fosse criado um corredor aéreo para “sacar da agenda esse problema”, ou seja, abafar o caso, pois a lei proíbe o sobrevoo de material bélico sobre o território nacional sem autorização.

A proposta contava com o apoio do presidente Lula. Em agosto de 2008, o Diário Oficial da União publicou um memorando pelo qual os venezuelanos se comprometem a pedir autorização para cruzar o espaço aéreo brasileiro. A Venezuela, portanto, continuou enviando tropas e armas sem ser incomodada.

Um mês depois, mais de quinze pessoas morreram em uma guerra campal em Pando, na Bolívia. Alguns agentes da repressão, segundo denúncias de opositores, eram venezuelanos.

Quem comandou a operação foi o atual ministro da Presidência da Bolívia, Juan Ramón Quintana, o mesmo que, posteriormente, em 2010, foi visto saindo com maletas da casa do narcotraficante brasileiro Maximiliano Dorado, em Santa Cruz de la Sierra.

23/06/2014

às 14:07 \ Tema Livre

COPA 2014: Rodeado das encrencas de sempre, Maradona comentarista ganha 12 milhões de euros por ano da TV venezuelana. Da brasileira, queria incluir garotas de programa no “salário”

(Foto: Hugo Harada/Agência Gazeta do Povo/Estadão Conteúdo)

O lendário Maradona trouxe ao Rio para lhe fazer companhia o filho, Dieguito, e a mãe do garoto, Verónica Ojeda, com quem não está mais se relacionando. Ele queria que seu salário de comentarista incluísse garotas de programa (Foto: Hugo Harada/Agência Gazeta do Povo/Estadão Conteúdo)

Nota de Juliana Linhares, publicada na edição impressa de VEJA

Quem mais poderia inventar que foi barrado no Maracanã se não Maradona? E quem mais pediria a um canal esportivo pagamento não contabilizado, fora algumas chicas, como revelou o redator-chefe de VEJA Lauro Jardim?

[Sim, Maradona pediu que o SporTV, além de pagar sua remuneração como comentarista, lhe desse um dinheiro por fora e proporcionasse garotas de programa para seu desfrute. É claro que o canal recusou.]

Rejeitada a proposta, continuou só com o programa que está gravando agora no centro de imprensa no Rio, pago ao nada desprezível cachê de 12 milhões de euros anuais pela televisão venezuelana (“Viva Chávez!”, “Viva Maduro!”).

E resolveu trazer de Buenos Aires uma das loiras falsas que o cercam, Verónica Ojeda, mãe de seu filho Dieguito, à qual até recentemente processava para reaver bens.

Outra dessas encrencadas, Rocío Oliva, anda por TVs argentinas dizendo que apanhava dele e outras baixarias impublicáveis.

30/05/2014

às 16:30 \ Política & Cia

VÍDEO: Em discurso na Venezuela, Rui Falcão elogia os regimes “bolivarianos” e diz falar em nome “do povo brasileiro”

"Tenham a certeza da solidariedade do Partido dos Trabalhadores e DO POVO BRASILEIRO para defender a revolução bolivariana na Venezuela" - Rui Falcão, em visita a Caracas (Foto: Reprodução)

“Tenham a certeza da solidariedade do Partido dos Trabalhadores e DO POVO BRASILEIRO para defender a revolução bolivariana na Venezuela” – Rui Falcão, em visita a Caracas (Foto: Reprodução)

Publicado originalmente em 19 de março de 2014 às 14h.

Campeões-de-audiência

O deputado estadual e presidente do PT, ex-jornalista Rui Falcão, que já demonstrou apoio à repressão chavista às manifestações de protesto contra o governo Nicolás Maduro na Venezuela, esteve em Caracas para participar de solenidades referentes ao aniversário de um ano da morte do caudilho Hugo Chávez.

Em um discurso em um quartel, que começou com meia dúzia de palavras em portunhol, Falcão comparou a “ameaça do império” que julga existir contra a Venezuela à “ameaça do império” que instalou a ditadura no Brasil há 50 anos.

Falando “em nome de dois milhões de militantes do partido dos trabalhadores”, Falcão lançou diatribes contra “a elite”, contra as “ameaças do império”, contra a “imprensa manipuladora” e, supostamente “em nome do povo brasileiro”, declarou “trazer solidariedade ao povo venezuelano, ao governo constitucional e legítimo do presidente Nicolás Maduro, que enfrenta com coragem as tentativas golpistas – não apenas do império, mas da elite local – que tem sido despida de privilégios históricos, que o comandante Chávez começou a tirar”.

Rui Falcão defendeu a “democracia bolivariana” para os países latino-americanos, ressaltando a eleição de Michelle Bachelet no Chile — certamente, para quem tem conhecimento dos fatos, alguém que não é farinha do mesmo saco — e de Salvador Sánchez Cerén, em El Salvador, além de ter expressado sua certeza na reeleição de Dilma no Brasil.

O discurso ocorreu no dia 14 passado, mas merece ser apreciado como exemplo do que pensa a elite dirigente do lulopetismo.

21/05/2014

às 0:00 \ Disseram

É necessário se levantar pela democracia

“Deve haver uma posição mais clara por parte dos governos sobre a democracia e os direitos humanos na Venezuela.”

Julio María Sanguinetti, ex-presidente do Uruguai, em seminário realizado na capital paulista 

 

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