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Susilo Bambang Yudhoyono

02/11/2012

às 17:00 \ Vasto Mundo

Será que, nesta 3ª feira, o novo presidente dos EUA — Obama ou Romney — conseguirá bater o campeão mundial de votos, o presidente da Indonésia, Susilo Yudhoyono?

Em matéria de número absoluto de votos, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, é o segundo chefe de Estado eleito diretamente mais votado da história, com os 69,4 milhões de votos que obteve quando de sua primeira eleição, em 2008.

Será que Obama consegue superar esse total nas eleições da próxima terça-feira, ou sua posição acabará ocupada pelo rival republicano, Mitt Romney?

O recordista imbatível ainda é o presidente indonésio Susilo Bambang Yudhoyono. Sua reeleição – a segunda em eleições livres na Indonésia – para um segundo mandato de 5 anos, em 8 de julho de 2009, com 73,8 milhões de votos, deslocou para segundo lugar sua própria façanha de cinco anos antes, quanto obteve 66,3 milhões de votos.

Vamos mostrar, neste post, os 15 governantes mais votados em todos os tempos.

O segundo, pelo menos até terça-feira, é Barack Obama, com os 69,4 milhões de votos obtidos em 2008.

Segue-se em terceiro lugar, na lista dos eleitos campeões de votos, o próprio Susilo e os 66,3 milhões de votos de 2004.

O quarto posto é do ex-presidente americano George W. Bush, em sua reeleição em 2004, com 60,6 milhões.

O Brasil está bem na lista: o quinto mais bem colocado é Lula, na reeleição em 2006, quando alcançou 58,2 milhões de sufrágios.

Nesse ranking, o sexto posto cabe à presidente Dilma Rousseff e seus 55,7 milhões das eleições de outubro de 2010.

O sétimo, ao falecido presidente americano Ronald Reagan, reeleito em 1984 com 54,4 milhões de votos.

A oitava posição é também de Lula, em 2002, com 52,7 milhões de votos.

MEDVEDEV, PUTIN, BUSH PAI…

Com duas exceções, os demais campeões de votos de todos os tempos são americanos, já que, entre países de população maior que a dos Estados Unidos, ou não existe o presidencialismo (a Índia), ou não existe democracia (a China).

E, evidentemente, a ordem da lista é relativa, porque quanto mais recente o presidente eleito, mais beneficiado ele terá sido pelo crescimento populacional.

A lista é a seguinte:

9º) O presidente russo Dmitri Medvedev, com 52,5 milhões de votos em 2008.

10º) George W. Bush, em sua primeira eleição, em 2000, com 50,4 milhões;

11º) O presidente russo Vladimir Putin, em sua reeleição, em 2004, com 49,5 milhões (em sua volta ao poder para um terceiro mandato nas eleições de maio passado, ele teve menos votos — 45,5 milhões);

12º) George Bush pai, em 1988, com 48,8 milhões;

13º) Bill Clinton, ao ser reeleito em 1996, com 47,4 milhões;

14º) Richard Nixon, na reeleição em 1972, com 47,1 milhões;

15º) Ronald Reagan em sua primeira eleição, em 1980, com 43,9 milhões;

Jimmy Carter quase entra na relação, com os 40,8 milhões obtidos em 1976. Fernando Henrique Cardoso seria o seguinte, na reeleição, em 1998, com 35,9 milhões.

Para o recorde do presidente indonésio cair nesta terça-feira, a diferença de votos entre Obama e Romney ou vice-versa precisa ser grande, e a abstenção num país em que o voto não é obrigatório necessitaria ser pequena, combinação difícil de ocorrer.

Teoricamente, é possível derrubar a marca, já que a população dos Estados Unidos — 312 milhões de habitantes — supera de longe a da Indonésia, com seus 243 milhões.

27/06/2012

às 20:00 \ Política & Cia

Brasileiro condenado à morte na Indonésia por tráfico de drogas será executado agora em julho

Marco Archer Cardoso Moreira, o brasileiro condenado à morte em Jacarta (Foto: Reuters)

Marco Archer Cardoso Moreira, o brasileiro condenado à morte em Jacarta (Foto: Reuters)

(Publicado no Jornal Já, em 22 de junho de 2012, por Elmar Bones)

A Indonésia anunciou que o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, que foi condenado à morte no país em 2004 por tráfico de cocaína, será morto por fuzilamento, de acordo com o jornal local Jakarta Post. A execução deverá ser no começo de julho.

Em entrevista à publicação no último dia 20, o procurador Andi DJ Konggoasa anunciou que as execuções de três imigrantes condenados, entre elas a do brasileiro, acontecerão no começo de julho deste ano.

De acordo com a publicação, os três prisioneiros escolheram seus pedido finais: Marco quis uma garrafa de uísque.

 

Outro brasileiro

Além de Archer, outro brasileiro também está preso por tráfico de drogas na Indonésia. O surfista Rodrigo Gularte, 39, foi detido em 2004 portando 6 kg de cocaína e condenado à morte no país no ano seguinte.

Ele e Archer são os únicos brasileiros condenados à execução no mundo.

Gularte, que levava a droga em uma prancha de surf, perdeu todos os recursos possíveis na Justiça – o último, em 2011- e sua única chance de evitar ser fuzilado é obter o perdão do presidente indonésio.

 

NA BALADA DA MORTE

Em 2005, o enviado especial do  Jornal JÁ, Renan Antunes de Oliveira, esteve em Jacarta e mandou a seguinte matéria sobre o brasileiro condenado à morte:

Rodrigo Muxfeldt Gularte, outro brasileiro condenado por tráfico na Indonésia (Foto: AP)

Rodrigo Muxfeldt Gularte, outro brasileiro condenado por tráfico na Indonésia (Foto: AP)

Ainda não caiu a ficha do paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte, 32 anos, nem a do carioca Marco Archer Cardoso Moreira, 43, os dois brasileiros condenados à morte na Indonésia por tráfico de cocaína. No dia 17 de fevereiro de 2005, Marco perdeu o último apelo à Suprema Corte, dependendo agora de um improvável perdão presidencial para ser beneficiado com prisão perpétua. O presidente Lula pediu ao seu colega indonésio clemência em favor do condenado.

Durante quatro dias de entrevistas na cadeia de Tangerang, eles deram muitas gargalhadas relembrando suas aventuras. Os dois não estavam nem aí para a possibilidade de enfrentar o Criador, via pelotão de fuzilamento, ou passar o resto de suas vidas presos nos cafundós da Ásia. Se sentem como se tudo fosse apenas uma bad trip.

Eles confessaram ser traficantes tarimbados. E demonstraram, sim, algum arrependimento, mas só por ter embalado mal a droga que levavam em seus equipamentos esportivos, permitindo a descoberta pela polícia. Ela pegou Rodrigo com seis quilos escondidos em suas pranchas de surf, em 2004. E Marco com 15 na sua asa delta, em 2003.

Os dois homens que hoje dividem a mesma cadeia chegaram lá por trajetórias diferentes no mundo das drogas. Rodrigo foi mais usuário do que traficante, começou cheirando solvente aos 13 anos. Marco entrou no tráfico aos 17, já no topo da pirâmide, diretamente com os cartéis colombianos. Ambos fizeram várias viagens bem-sucedidas para muitos países, antes de se danarem no aeroporto da capital Jacarta, portão de entrada para se chegar na ilha de Bali, o paraíso dos pirados. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

 

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