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PSB

01/09/2014

às 19:59 \ Política & Cia

Nervosa, atrapalhando-se com as palavras, consultando textos e precisando ler para responder, Dilma vai mal no debate do SBT

Dilma questiona Marina:   (Foto: Reprodução SBT)

Dilma questiona Marina: logo de cara, a presidente se confundiu com as regras do debate e admitiu “nervosismo” (Foto: Reprodução SBT)

Questionada e pressionada por todos os demais seis candidatos à Presidência no debate recém-encerrado pelo SBT, a presidente Dilma Rousseff (PT), aspirante à reeleição, teve uma atuação fraca e sai como a grande perdedora.

Nervosa, algo que admitiu logo no início do programa ao mostrar desconhecimento das regras do debate, Dilma repetiu sucessivamente cantilenas de realizações que ninguém vê, de melhorias que não se identificam e de feitos que só constam do mundo dos sonhos, como a contenção da inflação e o crescimento econômico.

Atrapalhando-se, como sempre, com as palavras, a presidente não deixou uma só vez de consultar textos feitos por sua assessoria ao endereçar perguntas, comentar respostas ou oferecer tréplica. Quando tentou improvisar, tropeçava nas frases e, num universo — o da imagem — em que o que se vê é mais importante do aquilo que se ouve, naufragou.

Eduardo Jorge debate com Aécio

Eduardo Jorge debate com Aécio: nanicos acabaram dando ao candidato tucano o espaço que Dilma e Marina, espertamente, recusaram (Foto: Reprodução SBT)

Aécio Neves (PSDB), desta feita, criticou com mais dureza o governo do que no debate anterior, o da Band, assinalando sempre que possível que a gestão Dilma “fracassou”, afirmando que nenhuma das supostas providências anti-corrupção que a presidente disse ter adotado funcionou e, entre outros pontos, lembrando que há um importante ex-diretor da Petrobras preso. Deixou, porém, de bater em pontos fracos do governo lulopetista, como, entre muitos outros, sua incompreensível aliança com o regime de Cuba.

Marina Silva (PSB), sem perder a postura de Gandhi que costuma adotar, acabou sendo mais direta e clara nas críticas, falando do descontrole da inflação, da paralisia na economia e dos “péssimos serviços prestados à população”, e teve um de seus melhores momentos fustigando Dilma ao assinalar:

– Quando as coisas vão bem, os louros vão para seu governo. Quando vão mal, a culpa é da crise externa ou até da natureza.

Em outro bom momento, Marina disse que é incapaz de reconhecer os erros de seu governo, e sentenciou:

– Se não se reconhecem os erros, não há como repará-los.

Dilma e Marina, em uma tática correta do ponto de vista de seus interesses eleitorais, ignoraram Aécio, que, porém, teve oportunidade de dar seus recados graças a perguntas ou indicação para comentar provenientes dos candidatos nanicos, dos quais, como sempre, o mais patético foi o candidato profissional Levy Fidelix (PRTB), já em sua 10ª campanha eleitoral, todas sem o mais remoto sinal de qualquer repercussão no eleitorado.

O debate, iniciado às 17h45, durou 1 hora e 49 minutos. Foi transmitido pelo SBT e pelos coorganizadores — o portal UOL, o site do jornal Folha de S. Paulo e a rádio Jovem Pan.

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26/08/2014

às 21:23 \ Política & Cia

IBOPE: Marina venceria Dilma por boa margem no 2º turno

Reuters EFE Estadão

Dilma agora perde por boa margem para Marina no 2º turno, e está quase empatada com ela no 1º. Aécio permanece onde estava (Fotos: Reuters:: EFE:: Estadão Conteúdo)

Pesquisa aponta um novo cenário eleitoral no país com a entrada da ex-senadora na disputa: o segundo turno é uma realidade e a presidente-candidata já não é mais a favorita. Aécio estaciona

Do site de VEJA

Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira aponta o crescimento da candidatura de Marina Silva, do PSB, que aparece com 29% das intenções de voto, cinco pontos porcentuais a menos do que a presidente-candidata Dilma Rousseff, que lidera a disputa com 34%. O tucano Aécio Neves marca 19%.

Segundo o levantamento, contratado pela Rede Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo, Pastor Everaldo, do PSC, e Luciana Genro, do PSOL, têm 1% das intenções de voto cada. Os demais concorrentes somam 1%. A sondagem aponta que o 7% do eleitorado pretende votar em branco ou nulo, e 8% estão indecisos. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Foi a primeira pesquisa feita pelo instituto com a presença de Marina, substituta de Eduardo Campos, morto em acidente aéreo no último dia 13. A entrada da ex-senadora mostra um cenário eleitoral completamente diferente: o número de indecisos e dos que declaravam votar em branco ou nulo caiu. Além disso, os números indicam que o segundo turno é uma realidade: os adversários de Dilma somam 51%, ante 34% dela.

A simulação de segundo turno entre Marina e Dilma também confirmam um cenário temido pelo PT desde a consolidação da candidatura da ex-senadora. Segundo a pesquisa, Dilma seria derrotada por Marina por 45% a 36%. Contra Aécio, Dilma ganharia por 41% a 35%.

A rejeição à presidente-candidata continua sendo a mais alta entre os três primeiros colocados – 36%. Aécio marca metade desse patamar – 18% –, e Marina tem 10%.

Foram feitas 2.506 entrevistas em 175 municípios, de 23 a 25 de agosto. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00428/2014.

26/08/2014

às 14:00 \ Política & Cia

Candidatura de Marina dá impulso a Heloísa Helena para o Senado em Alagoas. Seu principal adversário: a dinheirama de Fernando Collor

(Foto: Jane de Araújo/Agência Senado)

A ex-senadora Heloísa Helena, em busca de seu antigo cargo de volta, pode se beneficiar pela campanha de Marina Silva (Foto: Jane de Araújo/Agência Senado)

NOVO IMPULSO

Nota publicada na seção “Holofote” de edição impressa de VEJA

Heloísa Helena (PSOL) tenta reconquistar a cadeira que ocupou no Senado por Alagoas entre 1999 e 2006, quando deixou a Casa e disputou a Presidência da República.

Até agora tem enfrentado dificuldades por causa do poderio financeiro do seu principal concorrente, Fernando Collor (PTB), que é apoiado pelo PT.

A entrada de Marina Silva (PSB) na disputa pelo Palácio do Planalto deve dar um belo empurrão na campanha de Heloísa.

A presidenciável não pretende subir no palanque de nenhum dos candidatos a governador do estado.

Com isso, Heloísa acabará por se tornar a principal representante de Marina Silva em Alagoas.

24/08/2014

às 18:00 \ Política & Cia

ROBERTO POMPEU DE TOLEDO: A cada 30 anos, o sr. Absurdo da Silva bate ponto, com estardalhaço, na política brasileira

(Foto: Reprodução/Facebook)

Como aconteceu com Getúlio Vargas e Tancredo Neves, uma situação absurda matou Eduardo Campos. Seu quinto filho, Miguel, teve a sorte de nascer na família certa, diz Roberto Pompeu de Toledo (Foto: Reprodução/Facebook)

O CÉU É O LIMITE

Artigo publicado em edição impressa de VEJA

Roberto-Pompeu-de-ToledoA cada trinta anos, com margem de erro nunca superior a alguns poucos meses, o sr. Absurdo da Silva bate ponto, com o característico estardalhaço, na política brasileira.

Por obra sua, em agosto de 1954, o senhor que então ocupava o Palácio do Catete saiu de uma exaustiva reunião fazendo crer que se licenciava do cargo para, poucas horas depois, amanhecer morto, com uma mancha vermelha no pijama a denunciar o tiro que desferira no coração.

Em março de 1985, observada a aludida margem de erro, pregou uma peça no senhor que no dia seguinte ocuparia o Palácio da Alvorada. Forçou-o, em vez disso, a internar-se num hospital, acometido do mal que o mataria no mês seguinte.

Na semana passada, com a brutalidade que também lhe é característica, roubou a vida de uma jovem promessa da vida pública brasileira e fez a campanha eleitoral para a Presidência voltar à estaca zero.

Os dois primeiros eventos envolvem diretamente a Presidência da República, não uma candidatura, e por isso têm peso histórico maior. Iguala os três, no entanto, uma outra característica das intervenções do Absurdo da Silva: deixar à sua passagem um fortíssimo rastro emocional.

Ao clima de choque com a notícia seguem-se enterros históricos. Foi assim no caso de Getúlio Vargas, a vítima de 1954, assim no de Tancredo Neves, a de 1985, e não há dúvida de que no caso de Eduardo Campos, o sorteado de 2014, ocorrerá o mesmo (esta coluna está sendo escrita quando ainda transcorrem os trabalhos de reconhecimento dos corpos das vítimas do acidente aéreo de Santos).

Sendo Absurdo da Silva primo-irmão do Sobrenatural de Almeida, o clima emocional pode operar milagres. Getúlio Vargas re­colheu-se a seus aposentos, naquele dia, como um cadáver político – abandonado, vilipendiado, humilhado e sem chance de redenção. Ao amanhecer cadáver de verdade, assestou golpe de mestre nos adversários e garantiu-se o lugar de martirizado por uma causa perante a posteridade.

A morte de Eduardo Campos já provocou, se não um milagre, uma primeira grande reviravolta na campanha eleitoral, e pode provocar uma segunda.

A primeira reviravolta foi fazê-lo superar, embora da pior maneira possível, o maior dos desafios que tinha pela frente: tornar-se conhecido. Esse era o motivo pelo qual dormia tão pouco e tanto voava, nestes últimos tempos. Hoje provavelmente superou a todos, até a própria presidente da República, como o candidato mais conhecido da população.

A segunda e mais espetacular reviravolta esboça-se no horizonte com o impulso que, morto, pode dar à provável sucessora na candidatura presidencial, a ex-senadora Marina Silva. Quando se formou a surpreendente chapa com Eduardo Campos para presidente e Marina para vice, a expectativa era que Marina, com seus 20% dos votos na eleição passada, alavancaria as pretensões de Campos.

Inverte-se agora o quadro, e a memória e o martírio de Eduardo Campos fazem-se de poderosos multiplicadores do potencial de Marina.

Há problemas no caminho. Se Marina fazia um par afinado com Campos, é notória a desafinação com o partido dele, o Socialista, no qual ela se abrigou por mera conveniência, derrotadas suas pretensões de criar o próprio partido.

Caso tal estado de coisas impeça a promoção da vice à cabeça da chapa, está pronto o caminho para uma dupla auto­imolação: a das aspirações de Marina à Presidência e a do PSB a um papel maior do que o de eterno coadjuvante. Caso se confirme a candidatura de Marina, teremos uma campanha na TV que começará com cenas de Eduardo Campos em ação, lembrará sua sorte ingrata e terá sua figura a servir de fundo à nova candidata.

Daí em diante, com o reforço do Sobrenatural de Almeida à ação do Absurdo da Silva, o céu é o limite.

Resta uma palavra sobre o Miguel. Miguel é o bebê de 7 meses que Eduardo Campos deixa órfão de pai, o caçula de seus cinco filhos. Quando ele nasceu, Eduardo Campos escreveu no Facebook: “Hoje os médicos confirmaram o que já estava pré­diagnosticado havia algum tempo. Miguel, entre outras características que o fazem especial, nasceu com a síndrome de Down. Seja bem-vindo, querido Miguel. Como disse seu irmão, você nasceu na família certa”.

Um pai e uma família que recebem com tanta alegria um filho com síndrome de Down merecem respeito e admiração. Miguel nasceu mesmo na família certa.

24/08/2014

às 16:00 \ Política & Cia

Aécio declara que respeita Marina — e coloca em prática estratégia para tirá-la do segundo turno

 

O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, durante evento realizado em Salvador (BA), neste sábado (23)

O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, durante evento realizado em Salvador (BA), neste sábado (23)

O candidato do PSDB orientou equipe a explorar ‘falta de preparo’ da presidenciável, que nunca assumiu cargo Executivo. Na Bahia, afirmou: tem propostas melhores

Por Laryssa Borges, de Salvador, para o site de VEJA

Depois de detectar, em pesquisas encomendadas pelo PSDB, que a candidata do PSB à Presidência da República Marina Silva aparece isolada em segundo lugar nas intenções de voto, o candidato tucano ao Planalto, Aécio Neves, orientou apoiadores a explorar a “falta de preparo” da concorrente, que nunca assumiu um cargo no Executivo e é considerada, na avaliação de tucanos, “idealista demais”.

A estratégia do PSDB inclui ainda colocar Aécio como um candidato que tem equipe técnica “mais preparada” para conduzir o governo, e mais habilidade política para negociar com o Congresso Nacional temas de interesse do país, como a reforma tributária – ponto prometido tanto pelo tucano quanto pelo ex-candidato do PSB Eduardo Campos.

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Neste sábado, ao lançar o plano Nordeste Forte, um conjunto de medidas para desenvolver os Estados da região, Aécio disse que, na disputa presidencial, se cercou “das mais qualificadas pessoas, independentemente de partidos políticos,” para elaborar as “melhores propostas” e “conseguir consolidá-las”. O discurso de recado direto a Marina Silva ataca a fama de desagregadora e a dificuldade da candidata na composição de alianças.

“Não há nessa campanha eleitoral e no Brasil do nosso tempo ninguém que tenha um time de tanta qualidade, pessoas tão experientes e tão capazes de transformar o Brasil como eu tenho”, disse. “A política não pode ser vista como uma ação solitária. Quanto mais ando por esse país mais me convenço que temos as melhores propostas e as melhores condições para colocar essas propostas em consolidação”, completou o tucano.

“Tenho enorme respeito pela candidata Marina e ela terá oportunidade de apresentar ao Brasil as suas propostas, mas reafirmo: temos um conjunto de projetos, discutidos amplamente com a sociedade brasileira, que são melhores para o Brasil. Queremos acreditar que é possível sonhar e executar, transformar esses sonhos em realidade. Ninguém tem o time qualificado que temos hoje para permitir que, rapidamente, o Brasil resgate a confiança em si próprio, volte a sonhar com um futuro melhor”, disse.

Ainda em recados a Marina e em referência aos “sonháticos” – grupo de apoio à candidata do PSB – Aécio disse ser o candidato com “as melhores condições de transformar sonhos de brasileiros em realidade”. “Temos as melhores propostas do Brasil”, declarou. A tentativa do tucano de desconstruir Marina Silva como uma candidata viável ocorre um dia após pesquisas internas não registradas do PSDB detectarem que a petista Dilma Rousseff tem 36% dos votos, Marina 24% e Aécio, apenas 21%.

“A Marina tem penetração no Brasil inteiro, mas na hora da discussão, do debate, na hora de casar o discurso dela com a possibilidade de governar, o Brasil percebe que isso não é possível”, disse ao site de VEJA o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB).

“Ela não tem estrutura, o discurso dela é lunático e nisso Aécio leva uma grande vantagem. Ao se compatibilizar o discurso de Marina com a prática política, cai toda a mítica que ela procura construir”, disse. “É a hora de dizer chega de PT. Não creio e não posso crer na proposta encarnada na Marina. Não por demérito dela, mas por ela não ter preparo e não ter apoio”, completou o ex-deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), candidato ao Senado e apoiador de Aécio.

Jatinho

Para tentar colocar o candidato do PSDB no segundo turno, os tucanos também não descartam utilizar, ainda que com cautela, o suposto uso irregular de um jatinho da campanha pelo PSB, como fator que poderia macular a imagem de “ética” de Marina.

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23/08/2014

às 19:15 \ Política & Cia

ELEIÇÕES: Em Recife, Marina critica Dilma e acena a Serra (PSDB) e a Suplicy (PT)

Marina acena para simpatizantes no bairro da Casa Amarela, em Recife, onde fez caminhada de uma hora. Ela criticou Dilma e poupou Aécio (Foto: Carlos Ezequiel Vannoni/Ag. JCM/Fotoarena/Folhapress)

Marina acena para simpatizantes no bairro da Casa Amarela, em Recife, onde fez caminhada de uma hora. Ela criticou Dilma e poupou Aécio (Foto: Carlos Ezequiel Vannoni/Ag. JCM/Fotoarena/Folhapress)

Post publicado originalmente às 14h22 de 23 de agosto de 2014

Candidata do PSB poupou Lula, não fez ataques diretos a Aécio Neves (PSDB),  criticou a presidente Dilma e afirmou que, se eleito senador, o ex-governador de São Paulo não ‘faltaria a seu governo’

Por Talita Fernandes, do Recife, para o site de VEJA

A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, realizou neste sábado seu primeiro ato político como presidenciável – e escolheu para a estreia de sua candidatura nas ruas a cidade de Recife, capital de Pernambuco, Estado governado duas vezes por Eduardo Campos.

Contrária à aliança com o PSDB em São Paulo — recusa-se a subir em palanques com o governador Geraldo Alckmin –, Marina fez leve aceno aos tucanos no maior colégio eleitoral do país, com 32 milhões de eleitores — 22,4% do total do Brasil. Disse aos eleitores que sabe que, se eleito senador, o ex-governador paulista José Serra “não vai faltar” a seu governo, caso venha a comandar o Palácio do Planalto.

Marina, contudo, deixou claro quem quer ver eleito para ocupar uma cadeira no Congresso por mais quatro anos: o petista Eduardo Suplicy. “O PMDB de Pedro Simon não vai nos faltar. Tenho certeza de que o PMDB de [o senador] Jarbas [Vasconcelos] não vai nos faltar. O PDT de [senador] Cristovam [Buarque] não vai nos faltar. O PT de Suplicy não vai nos faltar. Eu até te digo mais: mesmo que estejamos em palanques diferentes, se não for o Suplicy e for o Serra, eu tenho certeza de que ele não vai nos faltar”, afirmou a ex-senadora.

“Dilma será a primeira presidente a entregar um país pior do que recebeu”

Marina poupou o adversário tucano na corrida presidencial Aécio Neves de críticas diretas, e concentrou sua artilharia na presidente Dilma Rousseff, que disputa a reeleição pelo PT. Assim como Campos, a ex-senadora, que também foi ministra do governo Lula, evitou criticar o ex-presidente.

“No Brasil criou-se uma coisa de 2010 para cá, de que é preciso ser gerente para governar. A gente precisa ter argumento quando vierem com esse papo. O Itamar não era um gerente, era um homem com visão estratégica; o Fernando Henrique era um acadêmico, não era gerente, mas com visão estratégica; Lula era operário, mas um homem com visão estratégica. É por isso que equilibraram a economia e reduziram a inflação. Quando se tem visão estratégica, se sabe unir a equipe, a gente consegue os melhores gerentes”, disse, em clara crítica a Dilma, que foi anunciada pelo PT na campanha presidencial de 2010 como “a gerente do ex-presidente Lula”.

Ao dizer que o país não precisa de uma “gerente” no governo, Marina voltou a dizer que Dilma será a “primeira presidente a entregar um país pior do que recebeu”, frase repetida inúmeras vezes por Campos durante a campanha.

A ex-senadora repetiu também outras falas do ex-governador de Pernambuco, morto em acidente aéreo. Ela voltou a dizer que é preciso tirar as velhas raposas do governo e criticou a polarização existente entre PT e PSDB que, nas palavras dela, “fazem oposição pela oposição”.

“A nova República tem de assumir sua responsabilidade. O PT e o PSDB fazem a polarização. Não se escutam. E se eles não se escutam, como vão escutar a sociedade brasileira? É por isso que o técnico dessa seleção se chama sociedade brasileira”, disse.

Economia: corte de gastos com a máquina do governo e fim do toma-lá-dá-cá

Questionada sobre a fala de Dilma, que afirmou na sexta-feira que para levar a inflação para o centro da meta – de 4,5% – é preciso cortar programas sociais, Marina disse que “isso é coisa de quem não quer cortar outras coisas (dos gastos do governo)”.

A ex-senadora afirmou que, se eleita, não cortará os programas sociais e sinalizou que a redução da inflação, hoje na casa de 6% ao ano, será feita por meio do corte de gastos com a máquina. “Se acabar com o toma lá da cá em torno dos ministérios, combatendo a corrupção, com certeza vamos conseguir combater a inflação, mantendo as prioridades para as políticas sociais. Isso é uma questão de escolhas. O problema é que tem gente que não quer mudar as escolhas.”

Caminhada de uma hora 

O local escolhido para o primeiro evento foi Casa Amarela, bairro pobre da Zona Norte da capital pernambucana, terra natal de Campos.

Marina fez uma caminhada de cerca de uma hora, acompanhada de seu vice, o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) e de candidatos da Frente Popular, coligação encabeçada pelo PSB na disputa pelo governo pernambucano. Acompanharam a presidenciável o candidato ao governo de Pernambuco pelo PSB, Paulo Câmara, o vice Raul Henry, Fernando Bezerra Coelho, que disputa o Senado, o governador João Lyra Neto e o prefeito do Recife Geraldo Júlio.

Não faltou sequer um boneco de Olinda com a figura de Marina pelas ruas.

O trajeto foi acompanhado pela Juventude do PSB, que entoava gritos como “Eduardo, presente, Marina presidente” e palavras de apoio à candidatura de Paulo Câmara na disputa pelo governo.

A ex-senadora foi abordada por diversos moradores, que romperam o cordão formado por assessores para pedir autógrafos e tirar fotos com ela. Ao final da caminhada, Albuquerque, Câmara e Bezerra falaram em um palanque improvisado, pedindo ao povo que dê continuidade ao sonho de Campos, elegendo os candidatos do PSB no Estado e votando em Marina para presidente.

Marina participará no final do dia de uma segunda agenda no Recife, onde fará um pronunciamento paraos militantes do PSB.

 

22/08/2014

às 20:30 \ Política & Cia

ELEIÇÕES 2014: Em vídeo inédito da campanha de TV, Eduardo Campos enaltece Marina e ataca PT

Eduardo Campos e Marina Silva em vídeo inédito da campanha de TV (Foto: Reprodução/VEJA)

Eduardo Campos e Marina Silva em vídeo inédito da campanha de TV (Foto: Reprodução/VEJA)

Equipe do candidato socialista havia concluído o programa, com dois minutos de duração, que deveria ter ido ao ar na terça-feira, junto com a estreia de todos os candidatos

Por Ana Clara Costa, do site de VEJA

O horário eleitoral desta quinta-feira na televisão marcou a estreia de Marina Silva como candidata do PSB à Presidência da República, no lugar de Eduardo Campos. Contudo, a equipe do candidato morto no último dia 13, num acidente aéreo em Santos, já havia concluído o primeiro filme da campanha, que iria ao ar na terça-feira, juntamente com a estreia dos demais candidatos.

O site de VEJA apurou que houve tempo, inclusive, para que outras versões do mesmo vídeo tivessem sido avaliadas em pesquisa, para que se chegasse ao modelo ideal para ser exibido na TV.

O vídeo original, de dois minutos de duração, foi substituído por outro feito com imagens do velório de Campos ao som de um discurso lido por Marina em homenagem ao companheiro de chapa. A ex-senadora só foi ao ar como candidata nesta quinta-feira, depois da aprovação de sua entrada na corrida eleitoral pela Executiva do PSB e partidos coligados, ocorrida na tarde de quarta.

O programa exibido nesta quinta mostrou Marina emocionada, interrompendo a leitura do discurso e recordando o vídeo original gravado com Campos. ”Vi com muita emoção o primeiro programa de TV que íamos levar ao ar e me tocou profundamente a imagem do abraço que nos demos”, afirmou.

O discurso do vídeo original mostra Campos contando a história da entrada de Marina no PSB e a construção da “terceira via”.

Ambos não pouparam, no entanto, um ataque direto à campanha petista, cujo slogan é “Muda Mais”.

– Chega da propaganda que diz que é preciso mais mudança, quando elas não foram feitas nos últimos quatro anos — disse o ex-governador pernambucano.

Assistam:

22/08/2014

às 18:00 \ Disseram

Assessores e candidatos

“Assessor não disputa eleição. Quem disputa a eleição são os candidatos.”

Beto Albuquerque, candidato a vice na chapa de Marina Silva, a respeito da suposta disputa de egos entre o PSB e a candidata à Presidência

21/08/2014

às 21:33 \ Política & Cia

NO AR NOSSA NOVA ENQUETE: Quem vocês acham que irá para o segundo turno na eleição presidencial?

Dilma (PT, Aécio (PSDB) e Marina (PSB): quais os dois que estarão no segundo turno? (Fotos: Folhapress)

Dilma (PT, Aécio (PSDB) e Marina (PSB): quais os dois que estarão no segundo turno? (Fotos: Folhapress)

Amigas e amigos do blog, está no ar há algum tempo a nossa nova enquete — e não poderíamos fugir da eleição presidencial, ainda mais agora que a campanha esquentou, com o horário eleitoral obrigatório.

Então, peço que votem no nosso tradicional local para enquetes, à direita desta coluna: qual será a dupla que disputará o segundo turno da eleição presidencial? Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves? Dilma e Marina Silva (PSB)? Aécio e Marina?

Vamos lá. É só um clique e… pronto!

Obrigado!

21/08/2014

às 18:02 \ Política & Cia

CANDIDATURA MARINA: Secretário-geral do PSB deixa coordenação da campanha e a ex-senadora fala em “mal-entendido”

A então candidata a vice Marina Silva na missa em memória de Eduardo Campos (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A então candidata a vice Marina Silva na missa em memória de Eduardo Campos (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Candidata falou sobre decisão de Carlos Siqueira, secretário-geral do partido, de deixar sua campanha. E disse que sigla terá de esclarecer a questão

Por Marcela Mattos, de Brasília, para o site de VEJA

A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, classificou nesta quinta-feira como um “mal-entendido” a saída de Carlos Siqueira, secretário-geral da sigla, de sua campanha. De acordo com integrantes da campanha, ela chegou a se desculpar com o socialista na noite de quarta-feira e foi pega de surpresa pelo anúncio da saída de Siqueira.

“O que eu disse é o PSB decidiria os coordenadores. Eu não iria fazer interferência na coordenação que já havia sido indicada pelo PSB. É lógico que estamos diante de uma situação que tem um mal-entendido, e que o próprio PSB deve esclarecer. Tínhamos ali todos os dirigentes do PSB quando eu falei que as pessoas que haviam sido indicadas pelo Eduardo, se houvesse esse entendimento, deveriam continuar”, afirmou a ex-senadora.

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Irritado com Marina, Siqueira anunciou nesta quarta que deixaria a campanha. “Eu estava na campanha do Eduardo Campos. Nela eu sempre estive. Agora é uma nova fase e tem que ter uma nova coordenação. Eu disse claramente a Marina na quarta-feira que não ficaria na sua coordenação”, afirmou. Ele acrescentou que não vai recuar da decisão “de forma alguma”.

“Eu estava na coordenação da campanha de uma pessoa que era do meu partido, de que eu tinha estrita confiança. Agora, terminou essa fase e vai começar uma campanha com uma nova candidata. E essa nova candidata deve escolher seu novo coordenador.”

Tensões marcaram as reuniões que antecederam a confirmação da candidatura de Marina, na quarta-feira. Ela pediu que funções como a coordenação da campanha e finanças fossem assumidas por nomes mais próximos a ela. A coordenação-geral ficou com o deputado licenciado Walter Feldman, porta-voz da Rede Sustentabilidade, e braço direito de Marina.

Henrique Costa, responsável pela tesouraria, foi substituído por Bazileu Margarido, que ocupava o posto de coordenador-adjunto da campanha. Costa, que não é filiado ao PSB, foi indicado ao cargo por Eduardo Campos. Com carreira em instituições financeiras, ele cursou economia com a viúva do ex-governador de Pernambuco, Renata Campos.

“Essa mulher me maltratou”

Ao anunciar as mudanças aos membros do partido e da Rede, a ex-senadora afirmou que aguardaria a indicação dos socialistas para o nome que comporia a coordenação com Feldman.

Siqueira sentiu-se desprestigiado, uma vez que Marina não citou seu nome. “Essa mulher me maltratou”, afirmou aos presentes à reunião. Irritado, Siqueira abandonou a reunião e só voltou mais tarde, quando membros do PSB conseguiram acalmá-lo.

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