Blogs e Colunistas

PSB

10/04/2014

às 19:22 \ Política & Cia

ELEIÇÕES 2014: Haverá algo de podre no reino do Maranhão?

Lobão Filho: depois de ganhar de presente de papai uma cadeira de senador, agora disputará uma eleição de verdade: é o novo candidato dos Sarney ao governo do Maranhão (Foto: Lia de Paula / Agência Senado)

Lobão Filho: depois de ganhar de presente de papai uma cadeira de senador, agora disputará uma eleição de verdade: é o novo candidato dos Sarney ao governo do Maranhão (Foto: Lia de Paula / Agência Senado)

Vejam quanta coisa esquisita anda acontecendo no Maranhão em relação às eleições de outubro.

Em primeiro lugar, o candidato dos Sarney à sucessão da governadora Roseana Sarney (PMDB), o ex-secretário estadual de Infraestrutura, Luiz Fernando Silva, escolhido há meses pelo próprio senador José Sarney (PMDB-AP) e apoiado pela presidente Dilma e por Lula, decide desistir de concorrer.

Seu substituto, escolhido pelo clã, será o senador Lobão Filho (PMDB-MA), que na verdade é apenas o suplente em exercício do próprio pai, o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão.

Lobão Filho jamais teve um único voto na vida — os primeiros, disputará agora.

Ganhou de papai, de graça, uma cadeira no Senado da República, que já exerceu por mais de dois anos na legislatura passada, quando Edison Lobão foi ministro de Lula, e por outro ano e quatro meses na atual legislatura, período em que o genitor voltou ao cargo no governo Dilma.

Tudo graças à legislação imoral que permite aos candidatos ao Senado indicarem, como suplentes, a mulher, o marido, o pai, o irmão, o tio ou outros parentes, sem contar as indicações de financiadores de campanha, ricaços que na prática compram pedaços de mandato.

Um candidato escolhido há meses, que já estava em virtual campanha por todo o Estado, substituído por um noviço nas urnas? Hmmmm….

Mas tem mais: candidata tida como certa ao Senado, a governadora Roseana Sarney, na reta final, desistiu da corrida, anunciando que permanecerá no Palácio dos Leões até o final de seu mandato, a 1º de janeiro de 2015. Era tida como eleita, e importante para compor a base do governo Dilma no Senado, caso a presidente se reeleja em outubro.

Isso tudo num cenário em que o candidato que até agora lidera disparado as pesquisas de intenção de voto, Flávio Dino, ex-deputado do PCdoB — que, curiosamente, NÃO é apoiado pelos tradicionais aliados do PT — deixa claro que não estará com Dilma na campanha e já fechou acordo para ter, em seu palanque, os dois principais adversários da presidente: Aécio Neves, do PSDB, e Eduardo Campos, do PSB.

Haverá algo de podre no meio século de domínio quase ininterrupto do clã Sarney no Estado que está sempre disputando o campeonato dos piores indicadores de desenvolvimento humano do país?

Algo assim como uma derrota eleitoral à vista?

 

24/03/2014

às 12:08 \ Política & Cia

ELEIÇÕES 2014: Dilma está sob ameaça de ver seu candidato a governador derrotado no Rio Grande do Sul, seu berço político

Tarso Genro (PT) com Dilma e Lula na vitoriosa campanha de 2010 para governador do RS: desta vez, o panorama é bem diferente (Foto: Zero Hora)

Tarso Genro (PT) com Dilma e Lula na vitoriosa campanha de 2010 para governador do RS: desta vez, o panorama é bem diferente (Foto: Zero Hora)

Pesquisas de intenção de voto indicam que o governador Tarso Genro (PT) terá dificuldades para buscar a reeleição contra adversários ligados à base de Dilma no plano federal. A favorita, por ora, é a senadora Ana Amélia (PP)

Laryssa Borges, de Brasília, para o site de VEJA

A sete meses das eleições, a presidente Dilma Rousseff decidiu se dedicar pessoalmente à montagem de palanques regionais para sua candidatura à reeleição.

A presença de Dilma à mesa é parte da estratégia da direção do PT para tentar destravar conflitos entre partidos que compõem sua base em Brasília, mas que poderão se enfrentar nas disputas locais.

Nas últimas semanas, ao analisar o xadrez eleitoral, conselheiros da presidente chegaram a um diagnóstico nada favorável: Dilma poderá enfrentar dificuldades em seu berço político, o Rio Grande do Sul.

Ali, porém, ao contrário dos embates entre aliados pelo país, é o próprio PT quem causará dor de cabeça para Dilma.

Isolado na Assembleia Legislativa gaúcha, onde apenas PTB, PCdoB e o nanico PPL ainda se mantêm fiéis à sua gestão, o governador Tarso Genro (PT) aparece [num distante] segundo lugar em pesquisas encomendadas por partidos.

Em ambas, é [amplamente] superado pela senadora Ana Amélia (PP) – 41% a 27% em levantamento feito a pedido do PSB, e 39% a 29% em sondagem realizada pelo PP.

Tarso anda às turras com os professores da rede estadual, que não recebem o piso nacional do magistério. Em Brasília, a situação tampouco é das mais confortáveis desde que ele passou a liderar uma frente de governadores cobrando um novo indexador para a dívida dos Estados com a União.

Mais: é alvo frequente de “fogo amigo” no PT, que ressalta as declarações de sua filha, a barulhenta ex-deputada Luciana Genro (PSOL), contra o governo Dilma.

Ex-ministro da Justiça e presidente do PT após o estouro do escândalo do mensalão, Tarso não tem a simpatia da ala do PT ligada aos próceres petistas condenados no julgamento feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O governador gaúcho já defendeu publicamente a refundação do partido depois do escândalo dos mensaleiros e, antes do veredicto do STF, afirmou que altas autoridades da República deveriam ser levadas para o banco dos réus.

As declarações foram mal recebidas pela antiga cúpula petista e até hoje causam retaliações internas de aliados do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

 

O presidenciável tucano Aécio Neves deverá apoiar a senadora Ana Amélia (PP) e terá seu palanque no RS (Foto: Agência Senado)

O presidenciável tucano Aécio Neves deverá apoiar a senadora Ana Amélia (PP) e terá seu palanque no RS (Foto: Agência Senado)

Paralelamente ao enfraquecimento do governador, candidato à reeleição, PP e PMDB, ambos aliados de Dilma na esfera federal, articulam candidaturas próprias, o que deverá fazer do Estado um campo minado para a presidente na campanha.

O PP apresentou o nome da senadora Ana Amélia Lemos, enquanto o PMDB formalizou a candidatura do ex-prefeito de Caxias do Sul José Ivo Sartori ao Palácio Piratini. Sartori é ligado ao senador Pedro Simon (PMDB).

Também são candidatos ao governo gaúcho o deputado federal Vieira da Cunha (PDT), o empresário José Paulo Dornelles Cairoli (PSD) e o professor Roberto Robaina (PSOL).

Diante do cenário embaraçoso para Dilma, os adversários na corrida pelo Palácio do Planalto, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), já negociam o apoio de Ana Amélia, cujo palanque poderá servir a ambos. [O acerto de Aécio com Ana Amélia está praticamente feito.]

O PSB de Campos poderá estar representado em sua chapa, indicando o vice-governador. O nome mais cotado é do deputado federal José Stédile (PSB), irmão de João Pedro Stédile, dirigente do Movimento dos Sem Terra (MST), [mas político bem mais moderado].

Como o PP gaúcho é ligado a grandes produtores rurais, a aliança seria uma forma de dobrar a resistência de pequenos agricultores. O PSDB também seria contemplado: a eventual vitória de Ana Amélia abriria espaço para que o tucano Alberto Wenzel, ex-prefeito de Santa Cruz do Sul, suplente dela, herdasse uma cadeira no Senado Federal.

– Na formação de alianças políticas não pode haver radicalismo. Precisamos de uma ação mais criativa e menos preconceituosa — diz a senadora Ana Amélia.

– A vitória do PP depende muito mais de nós não errarmos do que do risco de concorrência de Tarso Genro — afirma [por sua vez] o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS).

Por enquanto, a frase deve ser vista tão somente como uma provocação. Mas, se os rumos não se alterarem nos próximos meses, não é exagero afirmar que Dilma terá de cabalar votos para Tarso.

10/03/2014

às 15:08 \ Política & Cia

BELA OPOSIÇÃO, ESSA DE EDUARDO CAMPOS: Críticas a Dilma, mas rapapés para o patrono dela — Lula

Em foto do final de 2012, Eduardo Campos, feliz, com seu ídolo. Oposição???? (Foto: Instituto Lula)

Em foto do final de 2012, Eduardo Campos, feliz, com seu ídolo. Oposição???? (Foto: Instituto Lula)

Futuro candidato à Presidência, governador de Pernambuco disse que a presidente Dilma Rousseff “foge do debate” e “não sabe tocar o Brasil”

Eduardo Campos, governador de Pernambuco e candidato do PSB a presidente, está aumentando cada vez mais o tom das críticas à presidente da República, com declarações como a de que “não dá mais para ter quatro anos da Dilma” ou “a presidenta não soube tocar o Brasil do jeito que precisava ser tocado”.

O problema é que, para esse “oposicionista”, o problema não é o lulopetismo, que conduziu o país para o aparelhamento do Estado, para a paralisação da economia, para a introdução da politicagem mais rasteira nas agências reguladoras e outros importantes órgãos públicos e o descalabro moral que levou ao mensalão.

Para Campos, como você poderá perceber na reportagem abaixo, do site de VEJA, o problema é Dilma, e não o que ela representa — tanto é que o governador não cessa de fazer rapapés ao Deus do lulalato, de quem já disse anteriormente, e várias vezes, que não enfrentaria se fosse candidato.

Que bela oposição, essa, não? Provavelmente, se chegar ao poder, Campos terá, ele também, Lula como “grande conselheiro”, e vai acabar recheando o governo com indicações de seu tão admirado conterrâneo.

 

Campos quando ainda às boas com Dilma. Agora, para ele, a presidente "não soube tocar o Brasil" e "foge ao debate" (Foto: Agência Brasil)

Campos quando ainda às boas com Dilma. Agora, para ele, a presidente “não soube tocar o Brasil” e “foge ao debate” (Foto: Agência Brasil)

Confira a reportagem do site de VEJA:

CAMPOS: “BRASIL NÃO AGUENTA MAIS QUATRO ANOS DE DILMA”

Futuro candidato à Presidência, governador de Pernambuco disse que a presidente Dilma Rousseff “foge do debate” e “não sabe tocar o Brasil”

As declarações do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como pré-candidato do PSB à presidência começam a assumir um padrão. Em aparições públicas, Campos tem elogiado a administração do ex-presidente Lula, numa estratégia de reverenciar o governo do petista e responsabilizar sua sucessora, Dilma Rousseff, por não dar continuidade ao que foi realizado pelo seu padrinho político.

“Não dá para ter mais quatro anos da Dilma [Rousseff], o Brasil não aguenta”, disse o pernambucano, no sábado, no município de Nazaré da Mata. Foi a primeira vez em que ele citou nominalmente a presidente, em meio aos constantes ataques tem feito ao governo federal. Depois, ampliou a carga durante encontro político promovido pelo PSB: ”A presidenta não soube tocar o Brasil do jeito que precisava ser tocado”, afirmou. ”Quem acha que sabe tudo não sabe de nada”, continuou, ao reiterar que o Brasil “parou de crescer como estava crescendo”.

Nesta segunda-feira, Campos mais uma vez atacou a petista em palestra na Associação Comercial de São Paulo. ”O Brasil não pode admitir que se fuja do debate. A presidenta da República, nós todos respeitamos ela, mas ela não tem direito de fugir do debate, ela tem que vir para o debate.”

Os elogios ao “retirante” Lula

Apesar das críticas à gestão Dilma, Campos tem elogiado constantemente a administração do ex-presidente Lula.

“O povo elegeu um retirante que saiu daqui (Pernambuco) tangido pela seca e pela fome e se transformou numa grande liderança sindical da área industrializada do Brasil, que chegou à Presidência da República depois de esgotado politicamente o modelo que estava em vigor, e teve a sabedoria, a inteligência, a capacidade de ouvir, a humildade de construir com diálogo um tempo de mudança no Brasil. Um tempo de mudança que fez o Brasil voltar a crescer como não crescia.”

O governador disse ainda que o país não pode assistir aos problemas serem “jogados para baixo do tapete” postergados para novembro, após as eleições presidenciais. “Nós estamos brincando com nosso futuro”, afirmou. “Há gente que não quer esse debate para melhorar o Brasil.”

(Com Estadão Conteúdo)

24/02/2014

às 19:00 \ Política & Cia

PSB anunciará oficialmente Marina como vice de Eduardo Campos depois do Carnaval

Contrato nupcial e consumação da união (Foto: Tiago Queiroz / Estadão Conteúdo)

Contrato nupcial e consumação da união (Foto: Tiago Queiroz / Estadão Conteúdo)

Nota de Otávio Cabral, publicada em edição impressa de VEJA

CONTRATO NUPCIAL

O PSB fará depois do Carnaval um evento para Marina Silva anunciar oficialmente que será candidata a vice de Eduardo Campos.

Embora a notícia seja velha no mundo da política, essa será uma tentativa de Campos de criar um fato que faça sua campanha decolar, já que ele não consegue chegar aos dois dígitos.

Além disso, ele pretende que a declaração sirva para pôr fim aos boatos de que ela pode romper a aliança se não ocupar a cabeça de chapa.

Na semana passada, os dois acertaram que, após o anúncio, dividirão suas agendas.

Marina priorizará o Sul e o Sudeste.

E Campos viajará pelo Nordeste. Embora governe Pernambuco desde 2007, ele é praticamente desconhecido em outros Estados da região, como Piauí e Maranhão.

18/02/2014

às 17:50 \ Política & Cia

PSB de Campos quer Joaquim Barbosa candidato ao Senado pelo Rio. O PSDB foi mais longe, e já sondou o ministro

Joaquim Barbosa, Eduardo Campo e Aécio Neves (Fotos: STF :: PSB :: Estadão Conteúdo)

Joaquim Barbosa, Eduardo Campo e Aécio Neves (Fotos: STF :: PSB :: Estadão Conteúdo)

O Estadão informa hoje, em detalhada reportagem, sobre o interesse do presidenciável do PSB Eduardo Campos em ter como candidato a senador pelo Rio de Janeiro o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal.

O jornal diz que, segundo integrantes do PSB, Eduardo Campos “tem loucura” para saber quais são os planos políticos do ministro Barbosa e, para que seu interesse no presidente do Supremo não pareça “assédio político”, o governador de Pernambuco pediu à ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça Eliana Calmon — filiada ao PSB — que faça o contato com Barbosa.

O PSDB, porém, chegou antes. Um alto dirigente partidário manteve, já em dezembro, dois contatos com o ministro Joaquim com esse objetivo específico — o Senado pelo Rio.

Barbosa foi discreto, mas o interlocutor tucano considera que o ministro passou a considerar a ideia.

Em VEJA desta semana, reportagem de Hugo Marques informa que pessoas próximas a Barbosa indicam que ele pretende deixar em breve o Supremo, solicitando aposentadoria uma vez concluído o processo do mensalão, do qual foi relator, e que não descarta uma carreira política, mas só a partir das eleições de 2018.

Um obstáculo a uma eventual candidatura de Barbosa este ano está justamente em não haver certeza se todos os recursos do processo estejam julgados até 5 de abril, exatos 6 meses antes do pleito, prazo máximo de filiação para magistrados que desejam afastar-se dos cargos para disputar um cargo eletivo.

A Constituição faz exceção para magistrados à regra geral de necessidade de filiação partidária com um ano de antecedência em relação à data da eleição.

10/02/2014

às 8:14 \ Disseram

Marina Silva: “Vice quem define é o candidato, e o candidato é ele (Eduardo Campos). Vocês têm ainda alguma dúvida disso?”

“Vice quem define é o candidato, e o candidato é ele (Eduardo Campos). Vocês têm ainda alguma dúvida disso?”

Marina Silva, ex-senadora e provável candidata a vice-presidente na chapa encabeçada pelo governador de Pernambuco (PSB) para a disputa da sucessão de Dilma Rousseff, no lançamento das diretrizes do planejado programa de governo

07/02/2014

às 15:00 \ Política & Cia

Queijo na boquinha do PT de Pernambuco

Oscar Barreto, o queijo do reino (Foto: PT)

Oscar Barreto, o queijo do reino (Foto: PT)

Nota de Otávio Cabral, publicada em edição impressa de VEJA

QUEIJO NA BOQUINHA

Há três meses, o PT anunciou que entregaria todos os cargos no governo de Pernambuco, comandado pelo presidenciável Eduardo Campos, do PSB.

Mas alguns petistas se recusam a abandonar a boquinha.

O caso mais emblemático é o do presidente do partido no Recife, Oscar Barreto, que é secretário executivo de Agricultura.

Barreto ganhou entre os petistas o apelido de “queijo do reino”: vermelho por fora e amarelo, que é a cor do PSB, por dentro.

21/01/2014

às 17:33 \ Política & Cia

2014: Eleições estaduais embaralham alianças — inclusive a que apoia a presidente Dilma no Congresso

O senador Pedro Taques ouve alguma confidência do presidenciável Aécio Neves na Comissão de Justiça do Senado: palanque múltiplo em Mato Grosso, como em outros Estados (Foto: Geraldo Magela / Agência Senado)

O senador Pedro Taques (PDT-MT) ouve alguma confidência do presidenciável tucano Aécio Neves (MG) na Comissão de Justiça do Senado: os tucanos e o DEM, partidos de oçosição, apoiarão Taques, que é da base de apoio do governo no Congresso, na disputa pelo governo do Mato Grosso. E este é apenas um entre muitos exemplos semelhantes (Foto: Geraldo Magela / Agência Senado)

As fragilidades e absurdos da legislação partidária brasileira e a precaríssima instituição da fidelidade partidária estarão expostos à plena luz do sol nas próximas eleições, especialmente nos Estados.

Um exemplo é o Mato Grosso, onde o senador Pedro Taques (PDT) — filiado a um partido que apoia o governo lulopetista no Congresso, mas que tem postura independente –, candidato a governador, acaba de receber apoio de dois partidos de oposição, o PSDB do presidenciável Aécio Neves e o DEM, tradicional aliado dos tucanos.

Ele já fora endossado, antes, pelo duas vezes ex-governador Blairo Maggi, que se elegeu pelo PPS, o ex-Partido Comunista, e depois se transferiu pelo inodoro e insípido PR, refúgio de políticos de uma dúzia de diferentes tendências mas que, em Brasília, está com o governo Dilma.

Os interesses federais vão se chocar com os estaduais em vários Estados além de Mato Grosso, como já ocorre em São Paulo, onde a direção nacional do PSB do presidenciável Eduardo Campos quer a todo custo que o partido deixe a aliança com o tucano Geraldo Alckmin e abandone os postos que tem no governo, já que Campos terá o tucano Aécio como um dos adversários na corrida pelo Planalto.

Em Minas, Eduardo Campos também tem um problemaço: o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, foi eleito e reeleito com o apoio de Aécio, de quem é amigo e vem sendo aliado. Problema também para o prefeito, naturalmente.

15/01/2014

às 14:00 \ Política & Cia

Aécio: veto de Marina à aliança com tucanos prejudica PSB

Aécio Neves:

Aécio Neves: “O PSDB tem uma aliança natural com o PSB em inúmeros Estados”

De Marcelo Mattos, de Brasília, para o site de VEJA

Veto é uma exigência da ex-senadora Marina Silva para deixar Eduardo Campos como cabeça de chapa na candidatura à Presidência da República

O candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, senador Aécio Neves (MG), minimizou nesta terça-feira o afastamento do PSB da aliança com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, candidato à reeleição. O veto ao apoio do PSB aos tucanos é uma exigência da ex-senadora Marina Silva para aceitar ser vice na chapa do governador Eduardo Campos (PSB) à Presidência da República nas eleições deste ano.

“Acredito que o prejuízo maior será do PSB, porque seria uma coisa antinatural. Mas temos de respeitar a decisão, isso não me aflige”, afirmou o presidente do PSDB nesta terça-feira. “O PSDB tem aliança natural com o PSB em inúmeros Estados. Essa aliança é muito natural e desfazê-la agora pode vir em prejuízo de quem saia dessa aliança e de quem não está em maior força nessa aliança”, completou.

[O próprio Aécio mantém em Minas uma aliança com o PSB do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, a quem apoiou em duas eleições consecutivas.]

Leia também: Alckmin desconversa sobre apoio do PSB à reeleição
PSB prepara anúncio de Marina como vice de Campos

Desde que a Rede – partido de Marina que não saiu do papel – uniu-se ao governador de Pernambuco, a resistência à aliança com os tucanos em São Paulo é conhecida. A interlocutores, o próprio Aécio Neves já dá como perdida a manutenção dos laços em São Paulo. Ele vai se reunir com Alckmin nesta quinta-feira para tratar do assunto.

A expectativa de Aécio é que tucanos e socialistas estejam juntos em pelo menos quinze Estados – número que, segundo ele, pode chegar a vinte após possíveis negociações.

“Do meu ponto de vista, não há nenhum problema que o PSB fique com o PSDB”, disse o senador. “É bom para os candidatos a deputado deles, é bom eventualmente para eleição na chapa majoritária. Mas, se eles não quiserem, não tem problema. Sinceramente, não nos afeta. O PSDB vai estar com candidaturas muito sólidas nos principais Estados brasileiros”.

07/01/2014

às 19:00 \ Política & Cia

Partido Verde em leilão

José Luiz Penna em busca de acordos para o PV (Foto: Folhapress)

José Luiz Penna em busca de acordos para o PV (Foto: Folhapress)

Nota de Otávio Cabral, publicada em edição impressa de VEJA

VERDES EM LEILÃO

O presidente do Partido Verde, José Luiz Penna, tem encontros marcados até o fim de janeiro com os presidentes do PT, do PSDB e do PSB.

Embora afirme em público que o PV terá candidato próprio a presidente, ele quer saber o que os presidenciáveis estão dispostos a oferecer por seu apoio.

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados