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PSB

22/07/2014

às 15:00 \ Política & Cia

ELEIÇÕES 2014: Promessa de Eduardo Campos de dar passe livre a estudantes custaria no mínimo 41 bilhões de reais POR ANO — e é demagógica, inviável e absurda

E  a dinheirama para financiar o passe livre? Mais  recursos públicos para o ralo... (Ilustração: tiktalking.com)

E a dinheirama para financiar o passe livre? Mais recursos públicos para o ralo… Com o dinheiro do passe livre, daria para construir mais de 5 mil km de ferrovias (Ilustração: tiktalking.com)

Estava demorando, mas chegou: a primeira promessa claramente demagógica da campanha.

Curiosamente, surgiu de um candidato que se quer “moderno” — Eduardo Campos, do PSB, que tem a ex-senadora e ex-ministra Marina Silva como companheira de chapa.

Essa proposta de passe livre para estudantes em transporte público está provocando reações contrárias até do PT, imaginem!

E chovem críticas sobre o candidato, inclusive de uma prima, vereadora em Recife.

Adversários lembram que ele teve mais de 7 anos como governador de Pernambuco para adotar medida semelhante em seu Estado — e nada.

É o tipo da promessa irresponsável, que traz preocupação sobre outros temas que o candidato aborda.

Querem ver?

* Seriam beneficiados 20 milhões de estudantes. Repito: 20 MILHÕES.

* Logo de cara, Campos precisaria combinar com os 5.561 prefeitos de cidades brasileiras — porque transporte público nas cidades é atribuição dos municípios, segundo a Constituição.

* Depois, Campos precisaria combinar com empresas privadas, que respondem pela esmagadora maioria do transporte coletivo nas cidades, empregam centenas de milhares de trabalhadores e não vivem de brisa.

* Finalmente, há que combinar com o Congresso de onde vai tirar a colossal dinheirama: como cada estudante realizaria, por baixo, por baixo, 60 viagens por mês, seriam 1,2 BILHÕES de viagens por mês e 14,4 BILHÕES de viagens por ano. A um preço de, digamos, 2,85 reais cada viagem — é a tarifa em Belo Horizonte –, a brincadeira de Campos custaria aos cofres públicos da União 41 BILHÕES DE REAIS por ano.

Daria para construir metade dos 11 mil quilômetros de ferrovias que, por meio da Empresa Brasileira de Logística, a presidente Dilma Rousseff prometeu mas que não saíram do papel.

A promessa de Eduardo Campos, além de demagógica, é inviável e, como se constata pelo parágrafo anterior, absurda.

04/07/2014

às 16:20 \ Uncategorized

ELEIÇÕES 2014: Marina complica as alianças de Eduardo Campos, mas ajuda com o eleitorado jovem

Com duplo racionamento, Campos poderá aparecer na TV com Marina, ela falando: "eu não dizia?" E Campos: "pois agora vamos fazer" (Foto: NaLata)

Campos com Marina Silva, sua companheira de chapa: ela ajuda o candidato a presidente entre eleitores jovens (Foto: NaLata)

A ex-presidenciável e ex-ministra Marina Silva chegou a complicar várias vezes a vida do candidato à Presidência do PSB, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, vetando diferentes alianças de seções estaduais do PSB, em geral com os tucanos.

Em compensação, vejam, na nota abaixo, o que Marina agrega a Campos.

EFEITO MULTIPLICADOR

Nota publicada na seção Holofote da edição impressa de VEJA

A aliança do PSB com a Rede de Marina Silva foi celebrada como uma tacada de mestre da agremiação do candidato à Presidência Eduardo Campos.

Depois vieram as dificuldades, e o que parecia solução virou um grande problema.

A união, porém, ainda deve render dividendos eleitorais. O partido fez uma pesquisa [de intenção de voto] com jovens de 16 a 29 anos da periferia de São Paulo.

Constatou que poucos conhecem Eduardo Campos, mas a maioria declarou voto nele quando seu nome aparece associado ao de Marina.

O diagnóstico dos estrategistas: jovens da classe C,por serem mais estudados que seus pais, conseguem influenciar o voto da família inteira.

Marina, portanto, ainda deve ajudar muito.

29/06/2014

às 20:52 \ Política & Cia

ELEIÇÕES 2014: Candidato oficializado à reeleição pelo PSDB, Alckmin alfineta o PT dizendo que São Paulo não pode ser “vítima de incompetência nata”

O candidato à Presidência Aécio Neves e o governador Geraldo Alckmin saúdamos convencionais tucanos reunidos no Centro de Convenções Imigrantes (Foto: psdb.org.br)

O candidato à Presidência Aécio Neves e o governador Geraldo Alckmin saúdam os convencionais tucanos reunidos no Centro de Convenções Imigrantes (Foto: psdb.org.br)

Em visível mudança de tom, governador critica adversários em convenção que oficializou sua candidatura à reeleição 

Por Bruna Fasano, do site de VEJA

Em discurso na Convenção Estadual do PSDB que confirmou seu nome como candidato à reeleição, o governador Geraldo Alckmin não poupou críticas aos adversários e afirmou que “São Paulo é grande demais, importante demais para ser alvo de espertezas”.

– São Paulo não pode ser vítima da incompetência nata em matéria de administração. São Paulo não quer esperteza ou atalhos, quer responsabilidade – acrescentou, em uma visível mudança de tom.

O governador também bateu no que chamou de “contabilidade criativa”, uma crítica indireta à equipe econômica da presidente Dilma Rousseff, e afirmou que São Paulo tem contas públicas equilibradas e transparentes, destacando o investimento em programas voltados para a população de baixa renda. “Somos o único Estado que coloca 1% ICMS para quem não tem casa, no maior programa habitacional do país”.

Segundo o Datafolha, o principal opositor de Alckmin neste momento é o presidente da Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf (PMDB), que marca 21% das intenções de voto. Mas o bombardeio esperado deverá partir do candidato do PT ao governo, o ex-ministro Alexandre Padilha, que aparece com 3%.

Alckmin tem 44% das intenções de voto e tentará manter a hegemonia do partido no Estado.

O evento deste domingo na capital paulista reuniu os caciques do PSDB. Estiveram presentes o candidato à Presidência da República, Aécio Neves, o ex-governador e provável candidato a deputado federal José Serra e os secretários de governo Edson Aparecido (Casa Civil) e Julio Semeghini (Planejamento).

Aécio fez um discurso com foco no governo federal:

– Me deem a eleição em São Paulo que lhes darei uma nova Presidência da República, ddisse.

Serra: “PT é autoritário”

José Serra afirmou que o PSDB não tem vergonha de seu passado, alfinetando petistas. Ele acrescentou que o PT nunca foi uma sigla “socialista” ou de “esquerda”, classificando a legenda de “partido autoritário que manipula os interesses do país”.

Como esperado, o deputado Márcio França, do PSB de Eduardo Campos, foi confirmado como candidato a vice-governador na chapa de Alckmin.

O ex-duas vezes prefeito de São Vicente, cidade de 350 mil habitantes no litoral paulista, e ex-secretário do Turismo criticou veladamente o PSD, partido do ex-prefeito Gilberto Kassab, que desembarcou na sexta-feira da aliança com os tucanos, que era dada como certa, e fechou apoio ao PMDB, que terá como candidato Paulo Skaf.

– Que bom que nós conseguimos purificar a nossa canoa — afirmou França. — Porque na nossa canoa havia gente que não cabia direito nesse padrão. Que bom que escolheram outros caminhos. Vão se sentir melhor por lá certamente – atacou.

23/06/2014

às 10:00 \ Política & Cia

PMDB do Rio, formalmente aliado de Dilma, bandeia-se em peso para candidatura de Aécio Neves à Presidência

Sérgio Cabral, então governador do Rio, e Cesar Maia, então prefeito, durante a cerimônia de encerramento dos Jogos Pan-americanos no Maracanã, no Rio (Foto: Maurício Lima/AFP) Read more: http://oglobo.globo.com/brasil/cesar-maia-sera-candidato-ao-senado-na-chapa-de-pezao-12965492#ixzz35QtWdk6x

Sérgio Cabral (PMDB), então governador do Rio, e Cesar Maia (DEM), à época prefeito da capital, durante a cerimônia de encerramento dos Jogos Pan-americanos no Maracanã, no Rio (Foto: Maurício Lima/AFP)

CESAR MAIA SERÁ CANDIDATO AO SENADO NA CHAPA DE PEZÃO

Chapa do atual vice-governador do PMDB tem 1.400 candidatos a deputado federal e estadual que poderiam abraçar a candidatura nacional tucana

Por Paulo Celso Pereira, Cássio Bruno e Letícia Fernandes, do jornal O Globo

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) vai anunciar nesta segunda-feira que abrirá mão da candidatura ao Senado na chapa do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) para o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) ocupá-la, dando caráter formal ao movimento “Aezão“ [o candidato do PMDB para governador e Aécio Neves, do PSDB, para presidente. O PMDB do Rio até agora era aliado da presidente Dilma.].

A informação, antecipada pelo colunista do GLOBO Merval Pereira em seu blog, repercutiu entre os políticos do Estado. Em nota oficial, o prefeito do Rio Eduardo Paes [PMDB] chegou a afirmar que, depois da ‘suruba’ eleitoral – termo utilizado pelo deputado Alfredo Sirkis para definir as alianças no Rio na última semana -, as eleições fluminenses são um “bacanal eleitoral”.

A articulação foi selada, na manhã deste domingo, no apartamento de Aécio Neves, em Ipanema, junto com Pezão, Cabral e Cesar Maia, além do presidente estadual do PMDB, Jorge Picciani. Assim, a tendência é que Cabral não dispute qualquer cargo público este ano e assuma formalmente a coordenação da campanha de Pezão.

Pelo acordo, embora Pezão mantenha a posição de pessoalmente pedir votos para a presidente Dilma Rousseff, seu palanque ficará aberto para o presidenciável tucano já que a ampla maioria dos candidatos a deputado estadual e federal que integram sua base estará fazendo campanha nacional para Aécio.

Formalmente, o ex-prefeito Cesar Maia será o candidato majoritário do tucano no Estado, mas a expectativa é que a formalização da aliança, que dará quase três minutos de TV a mais para Pezão, faça o “Aezão” se alastrar pelos palanques de deputados no Rio de Janeiro.

Pelas contas peemedebistas, a chapa de Pezão tem cerca de 1.400 candidatos a deputado federal e estadual que poderiam abraçar a candidatura nacional tucana.

O movimento é uma reação formal à aliança do PT com o PSB no Rio. Cabral e Pezão guardam mágoas do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, outro pré-candidato à Presidência, que durante anos aprovou a presença de seu PSB no governo estadual, mas passou a atacar a dupla no ano passado.

Paes: “O que se vê agora é bacanal eleitoral”

Candidato ao governo do Rio pelo PT, o senador Lindbergh Farias, adversário de Pezão, reagiu:

- A eleição caminha para uma polarização entre dois blocos: a chapa Lindbergh e Romário (deputado federal e candidato ao Senado pelo PSB), que simboliza um novo rumo, de mudanças, e a chapa Pezão e Cesar Maia, que simboliza a velha política, o continuismo e o mais do mesmo no Rio.

Romário seguiu o mesmo discurso do petista.

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20/06/2014

às 19:35 \ Política & Cia

Tucanos e PSB se unem em São Paulo por ‘mudança nacional’

Eduardo Campos é saudado por partidários durante lançamento da chapa do PSB  (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

Eduardo Campos é saudado por partidários durante lançamento da chapa do PSB (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

Do site de VEJA

O PSB de Eduardo Campos oficializou nesta sexta-feira a chapa com o PSDB em São Paulo com um discurso que reforça a união dos partidos no âmbito nacional como uma opção à manutenção do PT na Presidência.

O governador Geraldo Alckmin terá como candidato a vice um nome indicado pelo PSB — e pediu que o escolhido seja anunciado até dia 29. O mais cotado é o deputado Márcio França, ex-secretário do Turismo do tucano.

[Márcio França foi eleito duas vezes prefeito de São Vicente, cidade de 340 mil habitantes no litoral paulista. Na primeira eleição, bateu um recorde nacional em cidades com mais de 100 mil habitantes ao conseguir 93,1% dos votos válidos já no primeiro turno. Está em seu segundo mandato de deputado federal].

O secretário da Casa Civil de Alckmin, Edson Aparecido, esteve presente à convenção e leu uma carta do governador, que cumpria agenda de governo em Pindamonhangaba, interior do Estado.

A carta do governador buscava alinhar o discurso das legendas, afirmando que, mesmo com as diferenças entre elas, “o importante é que o povo quer mudança e apoiamos a mudança”.

A Rede, grupo de Marina Silva, vice na chapa de Campos na corrida ao Planalto, deve indicar um senador por São Paulo. O nome, contudo, só deve ser divulgado na terça-feira. Acredita-se que o indicado será Walter Feldman.

Aparecido reforçou que a ideia original é que a coligação tenha um único candidato ao Senado.

Contrariando as expectativas, Campos compareceu à convenção estadual do partido. O ex-governador de Pernambuco e Marina defendiam inicialmente que o PSB tivesse candidato próprio no Estado de São Paulo. Em seu discurso nesta sexta, ele pregou unidade na sigla: “Se tínhamos opções que não eram as mesmas, saímos deste congresso unificados”, afirmou.

A presença de Campos no evento chegou a ser descartada por assessores. Ele chegou à convenção por volta das 11 horas e ficou apenas 20 minutos no local.

A mudança de planos ocorre um dia depois do impasse provocado no Rio de Janeiro com a desistência de Miro Teixeira (Pros) da candidatura ao governo do Estado – o que garantiria palanque a Campos e Marina no Rio.

04/06/2014

às 14:00 \ Política & Cia

ELEIÇÕES 2014: Em São Paulo, Skaf, do PMDB, se afasta de Dilma por temer “contaminação” com baixa do governo

A presidente com Skaf em evento da Fiesp:     (Foto: Federação das Indústrias do Estado de São Paulo)

A presidente com Skaf em evento da Fiesp: candidato do PMDB deixou claro que é oposição ao PT  em São Paulo (Foto: Federação das Indústrias do Estado de São Paulo)

 

SKAF REJEITA DILMA

Por Merval Pereira, do jornal O Globo

O desentendimento entre Paulo Skaf, o candidato do PMDB ao governo de São Paulo, e a presidente Dilma Rousseff é reflexo da geleia geral em que se transformou a política partidária no Brasil.

A presidente, em reunião com o PMDB em Brasília, procurou atrair Skaf para sua candidatura à reeleição, colocando-o como mais uma opção para derrotar o PSDB em São Paulo além do candidato do PT, Alexandre Padilha.

Quem deveria ficar magoado com a declaração seria Padilha ou o PT. Mas não, foi Skaf quem correu para esclarecer que, em São Paulo, ele é candidato de oposição ao PT tanto quanto ao PSDB, recusando assim a possibilidade de que Dilma tenha um palanque duplo no Estado.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) tomou a atitude para definir uma posição que lhe dá bastante conforto, caso vá para o 2º turno: se contra o PT, receberá votos dos antipetistas; se contra o PSDB, é a escolha obrigatória dos petistas para impedir que os tucanos continuem no poder.

Mas há também um cálculo eleitoral nessa recusa do palanque para Dilma: Skaf não quer se contaminar com o desprestígio que detecta no governo federal.

A exemplo do candidato à Presidência da República Eduardo Campos, do PSB, Skaf quer ser a alternativa à polarização entre PT e PSDB em São Paulo e, pelo menos na teoria, está em melhor situação que Campos.

Aparece nas pesquisas em segundo lugar, bem à frente de Padilha. Nessa situação, o que menos quer é aproximação com Dilma, apoiada por seu partido para a Presidência da República.

Situação inversa acontece com Campos: o PSB deve acabar fazendo um acordo político com o PSDB em São Paulo, entrando na chapa de reeleição de Geraldo Alckmin, mas se recusou a manter o acordo com os tucanos nos demais Estados em que ele estava sendo negociado, notadamente Minas Gerais e Pernambuco.

Já o PSD de Geraldo Kassab deve aderir à candidatura de Alckmin em São Paulo, mas não abre mão do apoio a Dilma para a Presidência da República, dando-lhe seus minutos de propaganda como gesto de gratidão pelo apoio que recebeu na formação do partido.

Com isso, inviabiliza o movimento para que o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles venha a ser o vice do senador Aécio Neves, o que seria uma derrota direta do ex-presidente Lula. Meirelles, eleito deputado federal pelo PSDB em 2002, passou os oito anos do governo Lula à frente do BC, tornando-se um dos símbolos de seu governo, mesmo que em determinado momento Lula tenha pensado em trocá-lo.

Dilma terá o dobro de tempo de TV que o segundo colocado, Aécio Neves, do PSDB, mas não terá o apoio integral dos dez partidos que formam sua aliança.

No Rio, Aécio tem uma aliança informal maior talvez que a formalizada pelos partidos da base aliada do governo Cabral-Pezão, que oficialmente a apoiam.

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19/05/2014

às 19:46 \ Política & Cia

POR QUE AÉCIO PODE GANHAR ESTA ELEIÇÃO: leitura do mapa eleitoral de 2010 mostra que as coisas mudaram, para MUITO melhor, favorecendo o candidato tucano em 2014

 

Aécio é celebrado por partidários ao ser eleito presidente do PSB, a 18 de maio do ano passado: quadro em 2014, com ele no páreo, é muito diferente do que Serra protagonizou em 2010 -- e é melhor (Foto: Gazeta do Povo)

Aécio é celebrado por partidários ao ser eleito presidente do PSDB, a 18 de maio do ano passado: quadro em 2014, com ele no páreo, é muito diferente do que Serra protagonizou em 2010 — e é melhor (Foto: Gazeta do Povo)

A presidente Dilma venceu o tucano José Serra no segundo turno das eleições de 2010 por 12 milhões de votos — em percentual, ela teve 56,05% dos votos válidos, Serra, 43,95%.

Este texto pretende mostrar, com FATOS e NÚMEROS, como é perfeitamente possível que o candidato tucano em 2014, Aécio Neves, apresente um resultado muito diferente — podendo vencer as eleições.

Não estou levando em conta pesquisas de intenção de voto (em que Aécio vem subindo, bem como o outro candidato de oposição, Eduardo Campos, do PSB, ao passo que Dilma cai).

E, por ora, vamos SUPOR que Eduardo Campos, menos conhecido, com menos estrutura, menos apoios e menos bases estaduais do que as de Aécio, não consiga chegar ao segundo turno.

É claro que poderemos ter uma disputa Dilma x Eduardo Campos, ou, quem sabe — em política quase nada é impossível  — até uma disputa Eduardo x Aécio.

O cenário deste texto, portanto, refere-se exclusivamente a uma disputa entre Dilma e Aécio.

Vou de início considerar o perfil muito diferente dos candidatos tucanos em 2010 e em 2014 e, principalmente, as alianças partidárias que Serra NÃO conseguiu estabelecer em Estados vitais e que, com Aécio, vêm sendo formadas ou estão se esboçando.

Depois disso, tratarei dos resultados eleitorais do segundo turno de 2010 e tentarei mostrar como eles poderão mudar, dramaticamente, neste ano — mudar para melhor para o PSDB.

E este post vai apresentar NÚMEROS. Vamos precisar somar para chegar à conclusão que apresento no segundo parágrafo acima.

Comecemos por rápidas considerações sobre diferenças de perfil entre os dois candidatos.

Dilma e Serra se cumprimentam antes do último debate da campanha passada, a 30 de setembro de 2010: o adversário da presidente este ano tem perfil bem diferente (Foto: Bruno Domingos/Reuters)

Dilma e Serra se cumprimentam antes do último debate da campanha passada, a 30 de setembro de 2010: o adversário da presidente este ano tem perfil bem diferente (Foto: Bruno Domingos/Reuters)

Serra, sem dúvida um notável administrador público, é um político individualista e criador de arestas; Aécio é agregador por natureza, circula em diferentes áreas, costura alianças com facilidade. Serra tem 72 anos de idade; Aécio, 54. Nem os mais ferrenhos admiradores de Serra consideram-no carismático; Aécio tem esse dom difícil de definir. Serra consegue se desentender e afastar correligionários; Aécio transita bem até com adversários. Serra já perdeu 2 eleições para prefeito e 2 para presidente; Aécio ganhou todas as 3 últimas eleições majoritárias que disputou.

Posso estar redondamente enganado, mas parece-me que Aécio terá um índice de rejeição muito inferior ao que Serra alcançou nas eleições presidenciais que travou. Posso também estar redondamente enganado, mas penso que Aécio tem potencial para obter votos onde Serra não conseguiria.

Agora, vamos analisar a situação em vários Estados que definiram a eleição de 2010 em favor do lulopetismo — e nos quais a situação, neste 2014, tem tudo para ser bem diferente.

Iniciemos por MINAS GERAIS, o Estado que Aécio governou por 8 anos e que atualmente representa no Senado. Em Minas, Dilma massacrou José Serra no segundo turno, com 1,8 milhão de votos a mais.

Pimenta da Veiga (centro) com o ex-governador Antonio Anastasia (esq.) e Aécio: quer que o tucano ganhe em seu Estado, Minas, por 3,5 milhões de votos. Serra perdeu por 1,8 milhão em 2010 (Foto: otempo.com.br)

MINEIROS — Pimenta da Veiga (centro) com o ex-governador Antonio Anastasia (esq.) e Aécio: o candidato ao governo quer que o tucano ganhe em seu Estado, Minas, por 3,5 milhões de votos. Serra perdeu por 1,8 milhão em 2010 (Foto: otempo.com.br)

Com Aécio, que deixou o governo de Minas em 2010 com mais de 80% de popularidade após dois mandatos e se elegeu com votação recorde para o Senado, alguém duvida de que a história será outra?

Até o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), poderá apoiar Aécio, que o tucano ajudou a eleger duas vezes, mesmo tendo o líder de seu partido, Eduardo Campos, como aspirante ao Planalto. O candidato a governador pelo PSDB, Pimenta da Veiga, quer que a aliança de 16 partidos que o apóia — e a Aécio — faça com que o tucano vença Dilma por 3,5 milhões de votos.

Mas vamos supor que a diferença seja menor, seja de 3 milhões de votos. Só aí, levando em conta o 1,8 milhão que Dilma colocou sobre Serra, estará 4,8 milhões de votos menor a vantagem de 12 milhões que a presidente obteve sobre o rival tucano nas eleições passadas.

Sigamos agora para SÃO PAULO, o maior colégio eleitoral do país, com perto de 32 milhões de eleitores (quase 23% do total brasileiro, pouco acima de 141 milhões).

Em São Paulo, terra natal e base política de Serra, ele, naturalmente, venceu em 2010, fazendo 1,9 milhão de votos de vantagem sobre Dilma. Na verdade, foi pouco — poderia ser mais. O governador Geraldo Alckmin, em 2006, disparou no primeiro turno 4 milhões de votos à frente do adversário petista — e ele era ninguém menos do que o próprio Lula, o “Deus” da ministra Marta Suplicy.

Alckmin e Lula durante um dos debates da campanha de 2010: o tucano bateu o "Deus" de Marta Suplicy, no primeiro turno, por 4 milhões de votos em São Paulo. Se Aécio consegue repetir a proeza... (Foto: Jonne Roriz/Agência Estado)

Lula com Alckmin durante um dos debates da campanha de 2006: o tucano bateu o “Deus” de Marta Suplicy, no primeiro turno, por 4 milhões de votos em São Paulo. Se Aécio repetir a proeza no segundo turno deste ano… (Foto: Jonne Roriz/Agência Estado)

Admitamos, então, que, tendo um candidato de Minas e um vice de São Paulo, como se cogita, Aécio cresça em relação ao que obteve Serra. Em vez de 1,9 milhão de votos à frente, que tenha apenas 500 mil votos adicionais em relação a Serra em 2010, e feche o Estado com 2,4 milhões à frente da presidente Dilma.

Guardemos esse número: meio milhão de votos mais do que obteve Serra.

Vamos em frente. Agora, é a vez da BAHIA, quarto maior colégio do país, com mais de 10 milhões de eleitores. Ali, sem ter palanque nem apoio significativo, Serra viu-se esmagado por Dilma em 2010: perdeu por 2,8 milhões de votos!

Agora, a coisa mudou. Dilma não terá um palanque extraordinário no Estado — o candidato do PT, Rui Costa, deputado federal e ex-chefe da Casa Civil do governador Jaques Wagner, não provocou até agora um levante das massas em favor da bandeira vermelha do PT.

E terá pela frente uma chapa duríssima, que Aécio conseguiu montar aglutinando inimigos históricos irreconciliáveis, desta vez juntos para derrotar o PT no Estado e em nível nacional: o duas vezes ex-governador Paulo Souto (DEM), candidato ao Palácio de Ondina, o ex-deputado e ex-vice-presidente do Banco do Brasil Geddel Vieira Lima (PMDB), aspirante ao Senado, e o ex-deputado Joacy Góes, ex-diretor do jornal Tribuna da Bahia, candidato a vice-governador pelo PSDB.

A chapa tem ainda o apoio decidido do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), um dos dois prefeitos mais bem avaliados do Brasil.

Não é impossível que não apenas Aécio não seja derrotado na Bahia por margem considerável, mas que vença. De todo modo, os 2,8 milhões de votos a mais para Dilma de 2010 vão desabar.

Outro Estado em que as coisas mudaram radicalmente em relação a 2010 é PERNAMBUCO. O massacre ocorrido em Minas e na Bahia, proporcionalmente, se manteve em Pernambuco, onde Dilma saiu-se no segundo turno com 2,3 milhões de votos sobre Serra.

Agora o bicho vai pegar: o próprio Estado de Pernambuco tem candidato a presidente, com o ex-governador Eduardo Campos (PSB), eleito duas vezes por grande maioria e sempre bem avaliado nas pesquisas de opinião pública, e que tirou facilmente da Prefeitura do Recife o petista João da Costa Bezerra nas eleições de 2012 em prol do candidato de seu partido, Geraldo Júlio.

Souto (com o microfone), com Aécio (esq.), ACM Neto e Geddel: palanque forte do tucano na Bahia (Foto: ascom/democratas)

O ex-governador Paulo Souto (com o microfone), com Aécio (esq.), o prefeito ACM Neto e Geddel: palanque forte do tucano na Bahia (Foto: ascom/democratas)

Parece não haver dúvida de que Dilma será pulverizada por Campos em seu Estado natal, onde o eleitorado próprio do PSDB e do DEM poderá eliminar diferenças entre Aécio e a candidata do PT na disputa pelo posto de segundo mais votado.

Digamos, então, que os 2,3 milhões de votos caiam para 300 mil em favor de Dilma. São 2 milhões de votos menos naquela vantagem apontada lá em cima, de 12 milhões.

A esta altura, já estamos EMPATADOS, teoricamente, em relação a 2010. Os 12 milhões de votos a mais de Dilma sobre Serra terão desaparecido.

E ATENÇÃO: isso ocorre mesmo supondo que NENHUM dos votos atríbuídos a Dilma mudará de lado em 2014 — ou seja, que TODOS os eleitores que votaram na presidente repetirão seu voto. Se levássemos em conta a possibilidade de que muita gente que elegeu Dilma poderá votar em Aécio, a balança já estaria pendendo para o tucano.

Estamos supondo que, hipoteticamente, TODOS os novos votos obtidos pelo PSDB viriam de pessoas que votaram em outros candidatos, anularam seu voto, votaram em branco ou se abstiveram.

Para não tornar este post interminável, vamos, então, examinar só mais três Estados nos quais Dilma fez a festa sobre Serra em 2010, mas que desta vez exibirão um panorama muito distinto: Ceará, Maranhão e Amazonas.

No CEARÁ, outra derrota impiedosa de Serra em 2010: ficou 2,3 milhões de votos para trás. Naquele ano, Serra se via praticamente sozinho no palanque — estavam com Dilma os irmãos Gomes, Cid, o governador, e o ex-ministro Ciro, que já foram tucanos, o PT local, que é forte, o PCdoB, que não é nanico, e o PMDB, sempre numeroso. Dilma ainda recebeu o reforço da presença constante de Lula na campanha. O único e relutante suporte de Serra no Ceará foi o então senador Tasso Jereissati, que não conseguiu se reeleger.

Desta vez, a ampla coligação que elegeu Dilma está problemática. O PMDB do senador Eunício Oliveira — líder disparado nas pesquisas de intenção de voto, com mais de 40% das preferências — deixou o governo de Cid Gomes (PROS), tem o apoio do PROS nacional e complica a vida dos irmãos Gomes. O PT está dividido entre apoiar o candidato dos Gomes – os quais ainda não se decidiram por um nome — ou lançar a ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins.

O três vezes ex-governador Tasso Jereissati decidiu voltar à política e Aécio está tentando costurar uma aliança com Eunício.

Tudo indica que dá para esquecer os 2,3 milhões de votos a mais de Dilma em 2010.

Até no MARANHÃO, onde parece que nada muda nunca, há novidades. O favorito disparado para vencer as eleições, até o momento, fincado em radical oposição ao domínio da família Sarney no Estado, é o ex-deputado Flávio Dino (PCdoB), também ex-presidente da Embratur, que ofereceu palanque a… Aécio Neves e, posteriormente, a Eduardo Campos. E não fará campanha pela candidata do PT, pelo contrário.

Apesar da aliança histórica do PCdoB com o PT, o PT local, pressionado por Dilma, apoia os Sarney, cujo candidato a governador é o senador suplente do próprio pai Lobão Filho (PMDB), que jamais disputou uma eleição antes e tornou-se candidato há algumas semanas substituindo um secretário de Estado inexpressivo.

Alguma coisa estranha anda acontecendo por lá, porque a governadora Roseana Sarney (PMDB), com quem Dilma contava para, se reconduzida ao Planalto, manter a folgada maioria que tem no Senado, desistiu de disputar o cargo e vai continuar no Palácio dos Leões até o dia 1º de janeiro de 2015.

Parece-me, portanto, que será um otimismo deslavado considerar que, tendo um candidato forte a governador fazendo campanha contra, Dilma repita em 2014 os 1,688 milhão de votos que, em 2010, livrou sobre Serra no Estado com quase todos os piores indicadores sociais do país.

Arthur Virgílio, prefeito de Manaus e o mais popular do país: este ano, o presidenciável tucano terá palanque forte no Amazonas, onde Serra levou de 9 a 1 de Dilma (Foto: psdb.org)

Arthur Virgílio, prefeito de Manaus (PSDB) e o mais popular do país: este ano, o presidenciável tucano terá palanque forte no Amazonas, onde Serra levou de 9 a 1 de Dilma (Foto: psdb.org)

Finalmente, o AMAZONAS. O eleitorado é relativamente pequeno, próximo a 2 milhões de votos, mas o que aconteceu ali em 2010 é altamente expressivo. No primeiro turno, Dilma teve 90% dos votos válidos! Nove em cada dez! Foi, proporcionalmente, a mais severa derrota de Serra no país — e terminou, no segundo turno, com a presidente quase 1 milhão de votos na frente — 866 mil, para sermos mais exatos.

Serra estava solitário, isolado, sem nada e sem ninguém. Agora, Aécio Neves terá no palanque o prefeito mais bem avaliado do Brasil, o ex-senador Arthur Virgílio (PSDB), valendo sempre lembrar que Manaus e região detêm 60% do eleitorado amazonense.

No terceiro maior colégio eleitoral do país, o Rio de Janeiro, não se pode dizer que Dilma repetirá, na certa, a vitória por 1,7 milhão de votos a mais que Serra na disputa com Aécio.

A perspectiva de ter uma surpresa como a ex-presidente do Supremo Ellen Gracie como candidata ao governo, o apoio do PMDB e sua forte capilaridade no interior, e de figuras como Cesar Maia (ele próprio candidato a governador pelo DEM) e de Fernando Gabeira podem diminuir consideravelmente a diferença, sem contar que Aécio, criado no Rio de Janeiro por ser filho de deputado na época em que a Câmara ainda não fora transferida para Brasília, tem fortes conexões cariocas e fluminenses.

Não menciono outros Estados porque, longe de ser problemas para o PSDB e aliados, são terra fértil para eles: os tucanos venceram as eleições de 2006 e de 2010 no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, e tendem a voltar ganhar em todo o Sul, com seu enorme contingente de 21 milhões de eleitores. José Serra venceu Dilma nos dois Mato Grosso e em Goiás em 2010, grande cinturão do agronegócio, que anda furioso com o governo petista.

Feitas as contas, vê-se que a leitura do cenário de 2010, com os atores e as mudanças de 2014, tornam perfeitamente possível uma vitória tucana no dia 26 de outubro próximo — data da realização do segundo turno das eleições para presidente e governador.

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16/05/2014

às 15:03 \ Política & Cia

Programa eleitoral do PT na TV acusa a oposição de “volta ao passado” ou de “salto no escuro”. Só falta começar a acusar os dois opositores de Dilma de traidores da pátria

Vejam abaixo a íntegra do programa de TV que o PT apresentou ontem, lançando mão do tempo de TV previsto na legislação eleitoral para divulgar os partidos.

Como sempre, o PT apresenta os adversários como inimigos, sempre prontos a sangrar a Pátria.

Fora do PT, não há salvação, já que os candidatos adversários, invariavelmente, abrigam planos sinistros para o país.

Sem citar nominalmente o tucano Aécio Neves, político de uma geração anterior à de Lula, diz que ele representaria a “volta ao passado”. Também sem citar Eduardo Campos, do PSB, experiente ex-secretário da Fazenda e duas vezes governador bem avaliado de Pernambuco, afirma que ele seria “um salto no escuro”.

A presidente disse poder “assegurar” que seu próximo governo, se eleita, “será sempre o governo do crescimento com estabilidade, equilíbrio fiscal, combate à corrupção, mão firme para combater a inflação (…)” — mais ou menos tudo o que ela NÃO fez nesses primeiros e ultramedíocres quatro anos de gestão.

13/05/2014

às 15:00 \ Política & Cia

A NOSSA DEMOCRACIA ESQUIZOFRÊNICA: Nela, até tem cabimento o presidenciável do PSB comemorar o apoio a ele de um governador do… PSB

casagrande campos

A política brasileira é tão estapafúrdia, em parte devido à legislação eleitoral e partidária, que não dá para estranhar QUASE mais nada.

Mas confesso que fiquei estarrecido quando percebi comemorações, nas hostes do PSB do presidenciável Eduardo Campos, pelo fato de ele ter finalmente recebido o apoio de um governador… do PSB! No caso, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande.

O que deveria ser absolutamente natural em uma democracia normal não é na democracia esquizofrênica que temos “neztepaiz”.

O que ocorria é que Casagrande — o segundo nome mais importante do PSB e um dos cinco governadores do partido — vinha negociando com o PT para formar uma chapa comum no Estado. O PT talvez tivesse o vice e o candidato ao Senado. Se acontecesse a chapa comum, o governador — vejam vocês!!! — ficaria neutro na eleição presidencial, quando o candidato de seu partido é de OPOSIÇÃO ao governo Dilma.

O governador teve bom senso suficiente para dar um breque na coisa e agora partiu para o extremo oposto — começa a conversar com o PSDB, buscando unir a oposição ao governo Dilma entre os capixabas.

Casagrande ficou irritado porque o PT, em meio às negociações com ele próprio, começou a flertar com o popular ex-governador Paulo Hartung, um ex-tucano que o PSDB conseguiu deixar sair para o PMDB. O PMDB capixaba ainda não decidiu sua vida, porque, apesar da pré-candidatura de Hatung, o senador Ricardo Ferraço defende uma aliança com Casagrande.

Viram que tremenda salada mista?

09/05/2014

às 18:10 \ Política & Cia

AÉCIO E EDUARDO CAMPOS COINCIDEM: subiram no Datafolha — e Dilma caiu — devido ao “desejo de mudança” existente no país. Aumenta a rejeição a Dilma

Os principais candidatos da oposição à Presidência, Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB):  (Fotos: Marcelo Camargo/Folhapress :: Charles Silva Duarte/O Tempo/AE )

Os principais candidatos da oposição à Presidência, Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB): (Fotos: Marcelo Camargo/Folhapress :: Charles Silva Duarte/O Tempo/AE )

AÉCIO E CAMPOS: ‘DESEJO DE MUDANÇA’ IMPULSIONA SUBIDA EM PESQUISA

Os dois principais pré-candidatos à Presidência atribuem queda da popularidade de Dilma à melhora de seus desempenhos. Campos aguarda início do horário eleitoral

O senador Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à sucessão presidencial, atribuiu nesta sexta-feira o crescimento do seu desempenho nas pesquisas eleitorais à queda da popularidade da presidente Dilma Rousseff, que tentará a reeleição.

“Mais de 70% dos brasileiros querem mudanças. E continuação não é mudança nenhuma. Estamos caminhando para mostrar aos brasileiros que somos a mudança segura que o Brasil precisa viver”, afirmou o tucano em visita a Maceió.

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Na pesquisa de intenção de voto feita pelo Datafolha para a disputa à Presidência, Aécio apresentou um crescimento de quatro pontos.

De acordo com o levantamento, o tucano subiu de 16%, no início de abril, para 20%. Dilma ainda ficou na frente, mas com 37%, um ponto a menos do que na última pesquisa – a variação está dentro da margem de erro de dois pontos.

A sondagem do Datafolha mostrou também que 74% dos brasileiros defendem mudanças no governo.

O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, pré-candidato do PSB à Presidência da República, argumentou que seu desempenho ficou praticamente estável porque sua candidatura ainda é menos conhecida do que a dos adversários.

“Se 25% da população diz que nos conhece, a gente já chega à simulação com 11% ou 14% [das intenções de voto]. Imagine quando chegar a 100% da população”, disse Campos.

“Eu estou confiante e nunca tive dúvidas de que essa eleição terá dois turnos e está em aberta”. Campos aparece na pesquisa em terceiro lugar com 11%, um ponto a mais do que em abril, quando o Datafolha fez o último levantamento.

As esperanças de crescimento de Campos estão centradas no início do horário eleitoral gratuito, que começa a ser veiculado no rádio e na TV em 19 de agosto.

Para Campos, os números refletem o sentimento da população brasileira, de insatisfação com a atual gestão federal. “O povo já tomou uma decisão: a de que em outubro vai mudar aquilo que está em Brasília, porque a gente olha para Brasília e vê que Brasília não está entendendo a vida do brasileiro que acorda cedo, trabalha muito e paga muito imposto”, afirmou.

Sobe rejeição a Dilma

O nível de rejeição da presidente da República subiu.

Na pesquisa feita entre quarta e quinta-feira, 35% dos eleitores entrevistados disseram que não votariam de jeito nenhum em Dilma Rousseff no primeiro turno, em outubro. Há um mês, levantamento do mesmo instituto trazia esse índice em 33%.

Aécio e Campos eram rejeitados também por 33% do eleitorado cada um. No levantamento divulgado nesta sexta, a rejeição a Aécio caiu dois pontos, para 31%, e a rejeição a Campos ficou no mesmo patamar de 33%.

 

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