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PSB

13/05/2013

às 16:00 \ Política & Cia

Noblat: Dilma já está fazendo o diabo para se reeleger

FAZENDO O DIABO!

Por Ricardo Noblat

Se é possível você se opor ao PT durante toda a sua carreira política, tornar-se vice-governador de São Paulo na chapa do governador eleito pelo PSDB, para depois, às vésperas de novas eleições, passar para o lado do PT em troca de um ministério criado de última hora para abrigá-lo, tudo o que se faça no seu ramo de atuação daqui para frente deverá ser visto como algo natural. Absolutamente natural.

Afif Domingos acumula desde a semana passada as funções de vice-governador de São Paulo com as de ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa.

Servirá ao mesmo tempo a dois governos comandados por partidos que são ferozes desafetos.

Para não ser forçado a assumir o governo de São Paulo caso Geraldo Alckmin viaje ao exterior, Afif será obrigado também a deixar o país. A não ser que assuma. Por hora, hesita. Pensará melhor a respeito.

Por que Afif não renuncia ao cargo de vice-governador?

Resposta dele: porque nada o obriga a isso.

A vergonha deveria obrigá-lo, mas Afif não a leva em consideração.

Seguirá desfrutando das vantagens e benefícios que lhe oferece o cargo de vice-governador? Ou abrirá mão deles em favor das vantagens e benefícios que lhe garantirá o cargo de ministro?

Faça política há muito tempo e você verá que ela e vergonha são incompatíveis!

Como vice-governador, Afif tem acesso a informações sigilosas sobre São Paulo, o mais rico e poderoso Estado do país e jóia da coroa da oposição.

Quem garante que não as compartilhará com Dilma Rousseff, sua nova patroa? Afinal, ela é a presidente da República. Deve ser uma pessoa bem informada. Estão em jogo os superiores interesses do país!

Lula foi duramente criticado por ter inventado ministérios e cargos só para distribui-los com aliados de ocasião. Afirma-se que nenhum presidente loteou mais seu governo do que Lula.

Com licença: e Dilma? O que a diferencia de Lula em tal quesito?

No seu primeiro ano de governo, Dilma afastou ministros e partidos suspeitos de corrupção. Para se reeleger, carinhosamente chamou-os de volta. E eles voltaram, felizes.

Sem fazer alarde, Dilma dedica-se nos últimos meses a tapar todas as frestas por onde possa entrar oxigênio suficiente para fortalecer seus eventuais adversários nas eleições do próximo ano. Ou pelo menos para mantê-los vivos.

O PSD de Afif poderá vir a apoiá-la presenteando-a com seu tempo de propaganda no rádio e na tv? Solta logo um ministério para adoçar a boca dele.

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22/04/2013

às 18:07 \ Política & Cia

Dora Kramer: Sede ao pote

O Planalto e o PT podem fazer o diabo para alcançar o objetivo de consolidar a hegemonia e dizimar a concorrência. Mas, nesse trajeto, andam cultivando desacertos e desafetos que também podem lhes infernizar a vida no caminho da reeleição

O Planalto e o PT podem fazer o diabo para alcançar o objetivo de consolidar a hegemonia e dizimar a concorrência. Mas, nesse trajeto, andam cultivando desacertos e desafetos que também podem lhes infernizar a vida no caminho da reeleição

Artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo

SEDE AO POTE

Não bastasse o PT usar o governo para fazer política, a presidente Dilma Rousseff atrelou o governo à sorte na eleição, conforme apontam os fatos e é de conhecimento geral.

A questão em aberto é a seguinte: aonde isso vai dar? José Sarney e Fernando Henrique Cardoso podem relatar experiências ruins sobre quando, em 1986 e 1998 respectivamente, decidiram engatar a condução da economia a seus projetos eleitorais.

Sarney jogou fora a popularidade obtida durante o Plano Cruzado, chegando à eleição de 1989 sem condições sequer de tentar influir na escolha de candidato para a sucessão.

Fernando Henrique contratou uma crise cambial em 1999, começou a perder o patrimônio político conquistado no Plano Real e, não obstante tenha se mantido no caminho da estabilidade não podendo ser comparado a quem levou o País aos píncaros da inflação, não fez o sucessor. Inclusive porque nem ele nem o candidato (José Serra) em 2002 pareciam muito interessados um pelo outro.

Pois agora a avidez eleitoral chegou ao grau da obsessão. Com isso, a superioridade do campo governista vem sendo usada de maneira temerosa. O Planalto e o PT podem fazer o diabo para alcançar o objetivo de consolidar a hegemonia e dizimar a concorrência. Mas, nesse trajeto, andam cultivando desacertos e desafetos que também podem lhes infernizar a vida no caminho da reeleição.

O PMDB percebeu o tamanho do apetite e tratou de arrancar o compromisso da Vice-Presidência em 2014. O governo fica, assim, amarrado ao partido, sem margem de manobra para negociar a vaga. O PSB teve plena noção da volúpia na eleição municipal do Recife, quando o PT descumpriu um acordo com Eduardo Campos em torno de uma candidatura petista, mas conveniente para os dois lados, e quis impor outro nome no intuito de avançar sobre a seara do governador.

Desse modo abriu para Campos uma janela de oportunidade de se apresentar ao País como alternativa de poder, quando o roteiro original previa que só fizesse esse movimento depois de ajudar Dilma Rousseff a obter o segundo mandato.

Outro dado a ser levado em conta: a força com que o governo se jogou na aprovação do projeto para vedar o acesso de novos partidos ao Fundo Partidário e ao horário de rádio e TV antes de terem passado pelo crivo de uma eleição. Se não foi um gesto contra a legenda que a ex-senadora Marina Silva tenta criar para concorrer em 2014, pareceu.

E o que vale para efeito de ação e reação é a interpretação dos prejudicados. Durante a sessão na Câmara (o projeto ainda precisa ser aprovado no Senado), o deputado Alfredo Sirkis ocupou inúmeras vezes o microfone para alertar o PT sobre as consequências do ato visto como de forte hostilidade.

Lembrou que, em 2010, a neutralidade de Marina no segundo turno pesou em favor da candidata do PT e avisou que em 2014 pode haver engajamento desse grupo representativo da “política nova” ao adversário de Dilma que, e se, disputar com ela a etapa final. Marina Silva teria força política para desequilibrar um jogo dessa magnitude?

Talvez sim, talvez não, mas o governo pagou para ver, assim como está pagando para conferir se a aposta de Eduardo Campos é para valer. Se fosse menos ávido e obsessivo por vitórias a qualquer preço, o PT não precisava criar arestas. Bastava cumprir acordos e reconhecer o direito ao espaço alheio. Teria pela frente caminho mais suave.

09/04/2013

às 14:00 \ Política & Cia

O PSB quer o presidente do Galo como candidato a governador em Minas

Alexandre Kalil: "Quero ser governador só do Atlético" (Foto: Richard Souza)

Alexandre Kalil: "Quero ser governador só do Atlético" (Foto: Richard Souza)

Nota de Otávio Cabral, publicada na edição de VEJA que está nas bancas

UM CARTOLA SOCIALISTA

A principal dificuldade do PSB para tomar viável a candidatura presidencial de Eduardo Campos é a falta de palanques fortes no Sudeste.

Na semana passada, o partido fez uma tentativa para resolver o problema em Minas: convidou Alexandre Kalil, presidente do Atlético Mineiro, para se filiar ao PSB e concorrer a governador.

O convite foi feito após a avaliação de uma pesquisa que mostra que Kalil chega a 17% das intenções de voto, atrás apenas de Fernando Pimentel, do PT [ex-prefeito de Belo Horizonte e atual ministro do Desenvolvimento].

O prestígio é embalado pelo bom desempenho do time desde o ano passado. O cartola, porém, não parece ter sido seduzido:

– Quero ser governador só do Atlético.

08/04/2013

às 15:47 \ Política & Cia

VERGONHA: partidos da base do governo, junto com entidades “de esquerda”, se solidarizam com o regime pária e criminoso da Coreia do Norte. Entre esses partidos, o PSB do governador Eduardo Campos, que quer ser presidente

Kim Jon-un, o herdeiro de terceira geração da ditadura comunista norte-coreana, observa a fronteira com a Coreia do Sul acompanhado de generais (Foto: AFP)

A Coreia do Norte é, talvez, a ditadura mais totalitária do mundo. Inteiramente fechada para o mundo exterior, o comunismo fundado em 1949 pelo “presidente eterno” Kim Il-sung (morto em 1994, mas que oficialmente é o presidente) só promoveu fome, miséria, lavagem cerebral na população e Forças Armadas numerosas e bem equipadas.

Com mais território (120 mil quilômetros quadrados) e população menor (25 milhões de habitantes) do que a vizinha Coreia do Sul (100 mil quilômetros quadrados, 50 milhões de habitantes), a Coreia do Norte, com seu comunismo dinástico, conseguiu ter um Produto Interno Bruto quase CEM VEZES menor do que a do Sul — estimados 12,5 bilhões contra 1,15 trilhão de dólares.

A guerra contra o vizinho do sul (1950-1953) para eles ainda não terminou. Os norte-coreanos nunca assinaram um armistício definitivo, muito menos um tratado de paz. Com isso e seu programa de possuir armas nucleares, usam a chantagem contra o Ocidente para conseguir petróleo, alimentos e uma infinidade de produtos que não tem capacidade de oferecer à população.

Nas últimas semanas, seu dirigente, o gorducho cara de bobo Kim Jong-un, de 28 anos, há um ano no poder, declarou seu direito de ter armas nucleares, ameaçou atacar os Estados Unidos e “destruir a Casa Branca”, postou na web montagens fotográficas mostrando um bombardeio a Washington, posicionou mísseis em direção à Coreia do Sul e do Japão, movimentou tropas e fechou um complexo industrial, o de Kaesong, que mantém com o Sul — um dos raros territórios de distensão obtido em gestões anteriores dos dois países.

Até a China perdeu a paciência

A coisa chegou a um tal ponto que até a China, principal aliado da Coreia do Norte e quem mais ajuda a sustentar a economia podre do regime, perdeu a paciência. E não o fez por declarações da agência oficial chinesa ou por um funcionário da chancelaria, mas pela palavra do próprio presidente Xi Jinping, que disse, com todas as letras, em recado que os observadores diplomáticos entenderam ter endereço certo para Pyongyang:

– Nenhum país tem o direito de jogar a região ou o mundo no caos em razão de objetivos egoístas.

Obviamente, os Estados Unidos, principal aliado da Coreia do Sul, mostraram sua disposição de defender o governo de Seul, e realizam manobras militares conjuntas que incluem sobrevoos de grandes bombardeiros e a mobilização, em águas territoriais sul-coreanas, de navios de guerra.

Pois bem, em tudo isso, um amontoado de organizações brasileiras “de esquerda” inverteram os fatos enxergaram ameaças nucleares do “imperialismo americano” à Coreia do Norte.

O comunicado é assinado por organizações tradicionalmente antiamericanas e baderneiras, como o MST, e pelos picaretas biônicos da UNE, que detestam democracia e eleições diretas. Também pela CUT, é evidente.

Mas — VEJAM BEM — escondidinho lá no meio das siglas está nada menos do que o PSB — sim, o PSB do governador Eduardo Campos, que quer ser presidente da República em 2014 e vem cortejando, entre outros setores, o empresariado brasileiro.

Eis o absurdo texto da “esquerda”, que pode ser conferido no site do Partido Comunista do Brasil.

“A escalada da tensão na Península Coreana, com a participação direta dos Estados Unidos, tem aumentado a pressão e a preocupação com um possível conflito internacional, apesar dos pedidos reiterados por diálogo enquanto a Coreia do Sul, apoiada pelos EUA, toma medidas belicistas.

Neste contexto, movimentos e partidos brasileiros que lutam contra o imperialismo belicista e pela manutenção da paz e da soberania das nações enviaram a seguinte declaração à embaixada da Coreia Popular:

Senhor Embaixador da República Popular e Democrática da Coreia;

A campanha de uma guerra nuclear desenvolvida pelos Estados Unidos contra a República Democrática Popular da Coreia passou dos limites e chegou à perigosa fase de combate real.

Apesar de repetidos avisos da RDP da Coréia, os Estados Unidos tem enviado para a Coréia do Sul os bombardeios nucleares estratégicos B-52 e, em seguida, outros meios sofisticados como aeronaves Stealth B-2, dentre outras armas.

Os exercícios com esses bombardeios contra a RDP da Coréia são ações que servem para desafiar e provocar uma reação nunca antes vista e torna a situação intolerável.

As atuais situações criadas na península coreana e as maquinações de guerra nuclear dos EUA e sua fantoche aliada Coréia do Sul além de seus parceiros que ameaçam a paz no mundo e da região, nos levam a afirmar:

1. Nosso total, irrestrito e absoluto apoio e solidariedade à luta do povo coreano para defender a soberania e a dignidade nacional do país;

2. Lutaremos para que o mundo se mobilize para que os Estados Unidos e Coréia do Sul devem cessar imediatamente os exercícios de guerra nuclear contra a RDP da Coréia;

3. Incentivaremos a humanidade e os povos progressistas de todo o mundo e que se opõem a guerra, que se manifestem com o objetivo de manter a Paz contra a coerção e as arbitrariedades do terrorismo dos EUA.

Conscientes de estarmos contribuindo e promovendo um ato de fé revolucionária pela paz mundial, as entidades abaixo manifestam esse apoio e solidariedade.

Brasília, 02 de abril de 2013.

PCdoB, PT, PSB, Cebrapaz, CUT, MST, MDD, UJS, UNE, Unegro, Unipop, CDRI, CDR/DF, MPS, CMP, CPB, Telesur, TV Comunitária de Brasília, Jornal Revolução Socialista”.

Posteriormente à publicação desta matéria, nesta segunda-feira (8), o PT emitiu outra nota dizendo que não assina a publicação mencionada acima. 

03/04/2013

às 20:00 \ Política & Cia

A volta dos “faxinados” por Dilma mostra que o Palácio do Planalto é, hoje, o principal gabinete reeleitoral da presidente Dilma

A presidenta Dilma Rousseff empossa o novo ministro dos Transportes, César Borges, no Palácio do Planalto (Foto: Antônio Cruz / ABr)

A presidente Dilma Rousseff empossa o novo ministro dos Transportes, César Borges: usa-se a Esplanada dos Ministério como moeda de troca no mercado eleitoral (Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil)

Editorial da edição de hoje do jornal O Estado de S.Paulo, publicado na sempre interessante seção “Opinião”

 VOLTA DOS ‘FAXINADOS’

Na segunda-feira, o presidente do chamado Partido da República (PR), senador Alfredo Nascimento, levou o correligionário César Borges, um dos vice-presidentes do Banco do Brasil e ex-governador da Bahia, ao principal gabinete do comitê reeleitoral da presidente Dilma Rousseff, conhecido como Palácio do Planal­to.

Não se quer dizer com isso que a sede do governo do País nada mais seja hoje em dia do que a sede da campanha de Dilma. Mas nada do que ali se faça importa tanto quanto as ações destinadas a manter a presi­dente no posto até 1º de janeiro de 2019. É o que explica a reaparição no coração do poder do chefe do PR, o mesmo que Dilma, na sua decantada fase ética, expurgou da administra­ção federal.

Apadrinhado também ele pelo ainda presidente Lula, Nascimento foi reconduzido ao apetitoso Minis­tério dos Transportes, com seus R$ 10 bilhões de recursos, que ocupara de 2007 a 2010. Durou até julho de 2011, quando sucumbiu, com outros 27 integrantes da pasta, a denúncias incontestáveis de corrupção no se­tor, a começar do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

O PR foi o primeiro partido a ser “faxinado” por Dilma, mas o seu titular não mereceu a mesma pri­mazia – antes dele, caíra em desgra­ça o todo-poderoso ministro da Ca­sa Civil, Antonio Palocci. Para o lu­gar de Nascimento, a presidente pro­moveu o secretário executivo do Mi­nistério, Paulo Sérgio Passos. E ali provavelmente permaneceria não fosse o fato de Dilma se dispor a “fa­zer o diabo” pela reeleição.

Passos agradava a Dilma, mas não ao PR, a que é filiado. Os republica­nos o consideravam “escolha pes­soal” da presidente, não uma de­monstração de que o partido, apesar de tudo, continuava representado no primeiro escalão.

Depois de dois meses de resistência, ela capitulou diante de Nascimento. Para garantir o minuto e 10 segundos do PR, duas vezes por dia, no horário eleitoral e para impedir que esse tempo possa beneficiar o governador de Pernam­buco, Eduardo Campos, do PSB, se sair candidato, ou, não seria de excluir, o senador tucano Aécio Neves, a presidente entregou a Nascimento a cabeça de Passos.

Dilma bateu o pé, no entanto, em relação ao sucessor. Apesar dos pro­testos de boa parte da bancada fede­ral da agremiação (34 deputados e 4 senadores), que reivindicava o cargo para um dos seus, fechou questão em torno do nome de César Borges, a ser empossado hoje.

O engenheiro que ascendeu na política baiana se integrando ao feudo de Antonio Carlos Magalhães (1927-2007) contou agora com o apoio do governador petista do Estado, Jaques Wagner. Bor­ges tem biografia para ser um bom ministro, ainda mais tendo recebido carta branca da presidente para me­xer no Dnit. Mas isso não altera o essencial: o uso da Esplanada dos Ministérios como moeda de troca no mercado eleitoral.

Antes de Nascimento, com efeito, Dilma reabilitou o cacique pedetista Carlos Lupi, atingido por uma vassourada quando titular do Trabalho. Há pouco, o posto foi entregue ao seu liderado Manoel Dias, secretário geral do PDT.

Para afagar o PMDB em dois Estados cruciais, nomeou o ex-governador fluminense Wellington Moreira Franco para a Secretaria da Aviação Civil e o presidente do partido em Minas, deputado Anto­nio Andrade, para a Agricultura.

E uma nova pasta, a da Micro e Peque­na Empresa, acaba de ser criada para atrair o ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab aos palanques dilmistas de 2014. O titular do 39º Ministé­rio será o vice-governador paulista Afif Domingos, correligionário de Kassab no PSD.

Lula disse certa vez que, se gover­nasse o Brasil, Cristo “teria de se aliar a Judas”. A esta altura, ninguém dirá que Dilma faltou à aula naquele dia. Já não se trata de suas alianças com partidos e personagens promís­cuos. Quanto a isso, ressalte-se ape­nas que não é a tal da governabilida­de que move a presidente, mas a ân­sia de seguir no Planalto.

O que mos­tra a que extremos Dilma leva à prática, sem disfarçar, as lições de seu mentor é a prontidão para premiar por nenhum outro motivo a não ser aquele políticos como Alfredo Nas­cimento e Carlos Lupi, acusados de participação em “malfeitos” e por is­so removidos de sua equipe.

31/03/2013

às 19:00 \ Política & Cia

As razões para a tranquilidade do governador Eduardo Campos diante do desafio de 2014

Eduardo Campos: posição confortável no trem eleitoral (Foto: Ailton de Freitas / Ag. O Globo)

Eduardo Campos: posição confortável no trem eleitoral (Foto: Ailton de Freitas / Ag. O Globo)

Do blog Política & Economia Na Real, do jornalista José Márcio Mendonça e do economista Francisco Petros.

RAZÕES PARA A TRANQUILIDADE DE CAMPOS

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), passeia mais ou menos tranquilo sua candidatura a presidente em 2014 por três razões:

1. Seu partido, apesar das resistências dos renitentes irmãos cearenses Ciro e Cid Gomes, está vendo na candidatura do pernambucano para aumentar sua representatividade nacional e seu poder de barganha federal e nos Estados.

Com o “carro-chefe Campos”, o PSB acredita que em 2014 poderá eleger mais governadores do que tem hoje e aumentar suas bancadas na Câmara, no Senado e nas Assembleias Legislativas.

Mesmo não ganhando o Palácio do Planalto, Campos e o PSB poderiam sair credenciados para 2018 com um excelente cacife.

2. Para os tucanos, a presença de Eduardo Campos na disputa seria a garantia já de um segundo turno, ainda mais se Marina Silva também confirmar sua presença.

O PSDB acredita que Campos tirará mais votos de Dilma do que de Aécio, principalmente no Nordeste.

Além disso, mesmo governista no momento, o governador de Pernambuco será um candidato de oposição ao Palácio do Planalto, mais um do qual Dilma, o PT e os aliados precisarão se defender.

3. Para o PT, pelo menos nesta primeira fase, a presença de Campos no grid de largada presidencial é tida como útil porque, segundo os petistas, ele disputa uma faixa do eleitorado com Aécio Neves – e tiraria votos do tucano e até possíveis aliados do mineiro, com o PPS e os rebeldes do PMDB.

Racha inclusive em Minas, onde o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, é do PSB, mas foi eleito com a ajuda de Aécio. E pode rachar até em São Paulo, onde os socialistas se dão muito bem com o governador Geraldo Alckmin.

Em principio, pelo menos, não é interesse de Lula e Dilma que Eduardo Campos saia da raia. Lá na frente se verá.

A rifa de Lula

A melhor prova disso é que Lula já está rifando a candidatura do senador Lindbergh Farias ao governo do Rio, pelo PT.

Ele prometeu ao PMDB fluminense e ao governador Sérgio Cabral que não pisará no Estado durante a eleição.

28/03/2013

às 15:00 \ Política & Cia

Como Eduardo Campos pensa atrair o PDT — que apoia o governo Dilma — à sua candidatura a presidente

Uma oferta e tanto (Foto: Bobby Fabisak / Folhapress)

Uma oferta e tanto (Foto: Bobby Fabisak / Folhapress)

Nota de Otávio Cabral, publicada na edição de VEJA que está nas bancas

O PREÇO DA ALIANÇA
[O governador de Pernambuco] Eduardo Campos [presidente nacional do PSB] está convicto de que o PDT o apoiará para presidente, mesmo depois de o grupo que controla o partido ter retomado o comando do Ministério do Trabalho.

Ele tem uma oferta que considera irresistível: o governo de Pernambuco.

Seu vice, João Lyra, é do PDT e ocupará o cargo por oito meses a partir de abril de 2014, quando Eduardo deverá renunciar para disputar a Presidência.

Se não houver percalços, Lyra será candidato a governador, com o apoio do PSB de Eduardo.

Governar Pernambuco é a melhor perspectiva que os decadentes pedetistas têm para o ano que vem.

18/03/2013

às 20:14 \ Política & Cia

Esse Partido Socialista adora um capitalista…

Um socialismo pra lá de capitalista, com a formação de uma aliança entre Eduardo Campos e José Batista Jr, dono da Friboi (Fotos: Capa da Exame :: Alo'isio Moreira)Um socialismo pra lá de capitalista, com a formação de uma aliança entre Eduardo Campos e José Batista Jr, dono da Friboi (Fotos: Capa da Exame :: Alo'isio Moreira)

O bilionário José Batista Jr., um dos donos do conglomerado JBS-Friboi (cuja ação empresarial lhe valeu reportagem de capa na revista "Exame"l), será candidato a governador de Goiás pelo PSB de Eduardo Campos. Outros grandes empresários flertam com o partido ou já estão nele (Fotos: Capa da Exame :: Alo'isio Moreira)

Parecia piada, em 2010, quando o Partido Socialista Brasileiro registrou como seu candidato a governador de São Paulo o que na França se chamaria “patrão dos patrões” do capitalismo: Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o organismo empresarial mais poderoso do país.

Parecia piada, mas não foi: Skaf fez sua campanha, ficou em quarto lugar e obteve 1,038 milhão de votos (4,56% do total), num pleito vencido no primeiro turno pelo governador Geraldo Alckmin, com 50,63% dos votos (11,5 milhões).

Ainda não se sabe se Skaf voltará a tentar o Palácio dos Bandeirantes no ano que vem, mas, de todo modo, os socialistas de Eduardo Campos estão de namoro firme com capitalistas poderosos: o bilionário José Batista Júnior, um dos donos do grupo JBS-Friboi — a maior empresa em processamento de proteína animal do planeta –, será o candidato do PSB a governador de Goiás; no Mato Grosso do Sul, os socialistas devem apoiar a candidatura do senador Waldemir Moka, do PMDB, grande porta-voz do agronegócio no Congresso; e, no Mato Grosso, estão atraindo para a legenda o senador Blairo Maggi, do PR, ex-governador do Estado e maior produtor de soja do mundo.

No caso de Maggi, não surpreende: este megaempresário se elegeu originalmente pelo PPS, sucessor do Partido Comunista Brasileiro.

15/03/2013

às 15:00 \ Política & Cia

Um Partido Socialista que gosta de industriais e grandes fazendeiros

Depois da Fiesp, Partido Socialista de Eduardo Campos busca conquistar agronegócios (Foto: AE)

Depois da Fiesp, Partido Socialista de Eduardo Campos busca conquistar agronegócios (Foto: AE)

Nota de Otávio Cabral, publicada na edição da VEJA que está nas bancas

AGRONEGÓCIO SOCIALISTA

Provável candidato do PSB à Presidência da República, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, tem sido procurado por lideranças do agronegócio descontentes com o governo federal.

Na semana passada, ele jantou com o senador Waldemir Moka (PMDB-MS), um dos líderes ruralistas no Congresso.

Nos próximos dias, participará de um encontro com dirigentes de empresas agrícolas organizado por José Batista Júnior, dono do frigorífico Friboi e candidato do PSB ao governo de Goiás.

O Partido Socialista, que já teve o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em seus quadros [e que foi candidato a governador de São Paulo em 2010], agora atrai os grandes fazendeiros.

27/02/2013

às 20:00 \ Política & Cia

PSB deve entregar cargos se quiser Presidência, diz Ciro

Ciro Gome: "Se o cara é candidato contra a reeleição da Dilma, então tem que sair do governo" (Foto: Ag. O Globo)

Ciro Gome: "Se o cara é candidato contra a reeleição da Dilma, então tem que sair do governo" (Foto: Ag. O Globo)

Reportagem de Heliana Frazão e Rafael Moraes Moura, publicada hoje no jornal O Estado de S.Paulo

Ex-ministro voltou a criticar Campos e o que chamou de ‘banquete fisiológico’ e ‘clientelista’ entre as siglas da base aliada ao governo

O ex-ministro Ciro Gomes disse nesta terça-feira, 26, que se o PSB pretende lançar candidatura própria à Presidência no ano que vem deveria entregar os cargos que ocupa no governo da presidente Dilma Rousseff e mostrar à sociedade brasileira as falhas da atual administração. Ele voltou a criticar a articulação do presidente do seu partido e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, cotado para disputar o Planalto em 2014.

– Como alguém quer ser presidente da República sem percorrer o País, expondo suas ideias, mostrando os erros e o que pode ser feito. Se o cara é candidato contra a reeleição da Dilma, então tem que sair do governo. Sou um velho que se mantém preso às suas crenças na lealdade, coerência, e na decência, afirmou Ciro, após uma palestra para empresários em Salvador.

Ele criticou também o que chamou de “banquete fisiológico, clientelista, quando não corrupto” que existiria entre os partidos da base aliada ao governo. “Sempre defendi candidatura própria. Se nós queremos ter uma candidatura própria temos que dizer por que e agora, porque o povo não vai entender que a gente fique comendo migalhas debaixo da mesa do banquete do PT-PMDB e seis meses antes (da eleição) saia do governo.”

O ex-ministro abriu uma crise no PSB ao declarar no sábado que Campos não está preparado para comandar o País. Ciro ressaltou nesta terça que defende a permanência de Dilma na Presidência porque a provável candidata do PT “é muito melhor” as outras opções “já postas”.

Ele ponderou, no entanto, que não quis desmerecer as eventuais candidaturas de Campos (PSB), de Aécio Neves (PSDB) e de Marina Silva (sem partido). Para Ciro, esses eventuais candidatos, até então, não apresentaram ideias ou projetos para o desenvolvimento do País.

 

‘Genericamente’

Embora o irmão tenha reiterado críticas na capital baiana, o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), assegurou nesta terça que ele não fez “nenhum gesto” de agressão a Campos quando disse que o governador pernambucano “não tem proposta” para o País. “Conversei com o Ciro hoje (ontem). O que ele me disse que não fez nenhum gesto de agressão ao Eduardo. Disse que tem preocupações com projetos para o Brasil – e falou isso genericamente”, afirmou Cid, após um encontro de duas horas com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.

“O Eduardo me disse, também brincando, que a mãe dele dizia que dois só brigam quando os dois querem. Quando um não quer não tem briga. E ele jamais vai brigar com o Ciro. Então, eu espero que essa questão seja ou esteja superada.”

Para o governador do Ceará, a audiência com Dilma não pode ser interpretada como um gesto para o enfraquecimento da pretensão de Campos. ” Isso é procurar chifre em cabeça de cavalo. Eu sou governador de um Estado, a Dilma é presidente da República, nós temos muitas parcerias.”

Apesar dos elogios a Dilma, na palestra em Salvador, Ciro Gomes também fez críticas à política econômica do governo. Segundo ele, o setor econômico nacional “vive na melhor das hipóteses um período medíocre”.

 

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