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Petgros

28/12/2011

às 17:47 \ Política & Cia

As privatizações e o bem que fizeram ao Brasil voltam ao debate — e isto é muito bom

Covas e FHC

Covas e FHC

Publicado originalmente em 13 de outubro de 2010

Campeões de Audiência

Campeões de Audiência

Poucas vezes o eleitorado de São Paulo foi submetido a uma dose tão maciça de demagogia quanto a que lhe aplicou em 2002 o então candidato do PPB ao governo estadual, Paulo Maluf. A peça-chave da propaganda malufista de então consistia numa guerra contra os pedágios cobrados nas rodovias estaduais geridas pela iniciativa privada, graças a um programa de concessões iniciado no primeiro mandato (1995-1999) do falecido governador tucano Mário Covas.

COVAS E FHC PERDERAM A BATALHA DA COMUNICAÇÃO – O programa teve resultados extraordinários, mas Covas, mesmo sendo um excepcional quadro da política brasileira, não venceu plenamente junto à opinião pública a batalha da comunicação nessa questão, como em outras ligadas à concessão de serviços ou à privatização de empresas.

Não venceu porque nunca se deixou convencer de que isso era fundamental para o sucesso, a longo prazo, dos programas.

Com o presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2003) ocorreu o mesmo. Isso fez desaparecer a questão da privatização da campanha presidencial de 2002, na qual José Serra (PSDB), no confronto com Lula (PT), fugia dela como o vampiro da luz do sol, da mesma forma como procedeu o tucano Geraldo Alckmin contra o então presidente Lula, quatro anos depois.

Agora, graças à coragem do ex-governador e senador eleito por Minas Gerais Aécio Neves (leia aqui), o tema está recolocado na mesa.

A demagogia petista, que demoniza as privatizações como “venda a preço de banana do patrimônio público”, continua. Mas Serra já não foge mais do assunto: conseguiu até falar no progresso espetacular alçado pela telefonia — graças à privatização — em seu debate de domingo com a presidenciável Dilma Rousseff (PT). Isso é bom para o país. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

 

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