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Paulo André

04/05/2012

às 16:00 \ Tema Livre

Paulo André, o zagueiro-escritor do Corinthians: “A inteligência é afrodisíaca”

Fotos: Fernando Cavalcanti

Paulo André: de Sartre a Morris West (Foto: Fernando Cavalcanti)

PAULO ANDRÉ:: “A INTELIGÊNCIA É AFRODISÍACA”

O zagueiro do Corinthians, autor do livro O Jogo da Minha Vida, fala de seus prazeres fora de campo: literatura, aquarela e filosofia

 

De que trata o seu livro?

Já tenho um blog e resolvi evoluir para um livro. Nele, uso o futebol como pano de fundo para tratar de histórias de jovens que saem de casa muito cedo em busca de uma carreira. A primeira edição já foi toda vendida.

 

Seus companheiros de equipe leram?

Nem todos têm o hábito da leitura. Mas alguns já deram uma olhada e gostaram.

 

Quando começou seu interesse por artes?

Foi quando jogava na França. Depois de algumas lesões, achei que não poderia mais jogar. Então, comprei uma tela, tintas e comecei a pintar. Também passei a ler sobre psicologia, economia, filosofia e literatura. Começou com uma namorada que fazia psicologia. Descobri que a inteligência é afrodisíaca.

 

E o que você lê?

Recentemente, Gabriel García Márquez e Morris West. Também li o livro de crônicas do Tostão e as biografias do Nadal, Federer, Agassi e Michael Jordan. Como um pouco de filosofia não faz mal a ninguém, li ainda O Homem Medíocre, de José Ingenieros, e O Banquete, de Platão.

 

Platão é seu filósofo preferido?

Prefiro Sartre. “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você.”

 

O que os outros jogadores acham de seu estilo?

Tem uma certa gozação, mas não sou um cara chato. Vou ao pagode e ao samba como todo mundo.

 

(Publicado na seção “Panorama”, por Fabrício Lobel, na edição impressa de VEJA)

 

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