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futebol

18/05/2013

às 12:19 \ Disseram

Silvio Berlusconi alega que assunto de bunga-bunga era futebol

“Naqueles jantares não acontecia nada que poderia ser chamado de errado ou vergonhoso. Conversávamos sobre futebol, política, tudo.”

Silvio Berlusconi, ex-primeiro-ministro italiano, tentando negar a natureza orgiásticas das infames festinhas bunga-bunga

17/05/2013

às 17:58 \ Tema Livre

DAVID BECKHAM: Rico, bem sucedido, boa pinta e um belo jogador de futebol. Para marcar sua aposentadoria, vejam VÍDEO com uma COLEÇÃO DE GOLAÇOS

David-Beckham

Beckham, capitão da Seleção Inglesa em dois dos mundiais dos quais participou: sim, ele também sabia jogar bola (Foto: Foto: Darren Staples - Reuters)

Por Daniel Setti

Tanto se falou da vida pessoal e midiática de David Beckham ao longo dos últimos anos, que muitas vezes chegamos a esquecer de seu talento como jogador de futebol.

Mas sim, o atleta inglês boa pinta e descolado, que esta semana anunciou que terminará a carreira no final desta temporada, aos 38 anos, defendendo o Paris Saint Germain, não coleciona superlativos apenas fora de campo. Entre os quais, diga-se de passagem, o de jogador mais bem pago do planeta – 44 milhões de dólares em 2012, só em patrocínios -, à frente dos monstros Cristiano Ronaldo (segundo colocado) e Messi (terceiro).

O marido da ex-Spice Girl Victoria – sua esposa desde 1999, mãe de seus quatro filhos e parceira em um verdadeiro império de publicidade e merchandising – e embaixador da Unicef desde 2005, é, “de quebra”, considerado um dos maiores jogadores ingleses de todos os tempos, com 115 partidas e 15 gols marcados pela seleção de seu país. Só o grande goleiro Peter Shilton atuou mais do que ele pelo English Team — 125 jogos.

Histórico invejável

Atuou em três mundiais (1998, 2002 e 2006), os dois últimos como capitão. Também foi grande ídolo do Manchester United, um dos leões do futebol mundial, clube que defendeu por quase uma década (1995-2003), e um dos “Galáticos” do Real Madrid entre 2003 e 2007, com Zidane, Figo, Ronaldo e companhia.

Acumulou, ao longo de duas décadas, dezenas de títulos. Entre os quais a Champions League de 1998-1999, o Mundial Interclubes em sua encarnação prévia à atual – vencendo o Palmeiras de Felipão na final em Tóquio, em 1999 – e seis campeonatos ingleses, todos pelo MU

Com os canecos que levantou também pelo Real, pelo americano LA Galaxy e recentemente pelo francês Paris Saint Germain, se transformou no primeiro inglês a abocanhar títulos em quatro países diferentes.

Especialista em tiros de longa distância e bola parada

Meia de potente e venenosíssima perna direita, ao mesmo tempo aplicado na marcação e disciplinado tecnicamente, Beckham foi também um grande autor de gols de fora da área, especializado em cobranças de falta.

Entre as diversas compilações de melhores momentos do jogador que circulam pela internet, selecionei esta, repleta de golaços. Entre os 41 tentos presentes na edição – creditada a um usuário do You Tube identificado como Miister Punisher -, nada menos que 27 foram de falta, e apenas quatro dentro da área.

Reparem o quarto gol da lista, aos 30 segundos de vídeo, anotado contra o Wimbledom pelo Manchester United em 1996: do “meio da rua”, a poucos centímetros de integrar a lista de golaços desde trás do meio campo que o blog publicou recentemente. Também pasmem com a curva que a bola faz no gol do tempo 2’12” do clipe.

Enfim, assistam. Vale a pena relembrar que o maior fenômeno midiático individual da história do futebol também era um grande jogador. E, segundo todo mundo que priva com ele, também um tremendo boa praça.

12/05/2013

às 14:00 \ Tema Livre

FUTEBOL – Os “Galáticos” do Real Madrid, dez anos – e alguns quilos – depois

Real-Madrid-Galáticos

As capas das edições de junho de 2003 e junho de 2013 da revista Four Four Two: Zidane, Figo, Ronaldo e Roberto Carlos; Beckham, o outro autêntico "Galático", não aparece porque foi anunciado em julho de 2003 (Imagem: reprodução capa Four Four Two)

Depois deles, o mundo do futebol nunca mais seria o mesmo.

Sim, estamos falando dos “Galáticos” do Real Madrid, o grupo de craques de diferentes nacionalidades que vestiu a camisa do clube merengue por três temporadas na década passada.

O termo foi cunhado por jornalistas espanhóis em 2000, quando começou o primeiro mandato do presidente Florentino Pérez – atualmente no posto -, mas ganhou seu pleno significado em julho de 2003, quando foi anunciada a contratação do meio-campista David Beckham junto ao Manchester United.

Figo, Zidane, Ronaldo, Beckham – e mais Roberto Carlos, Raúl, Robinho, Owen…

Ao lado do português Luís Figo (trazido do arquirrival Barcelona em 2000 em ultra-polêmica transação), o francês Zinédine Zidane (procedente da Juventus em 2001) e o brasileiro Ronaldo (Inter de Milão, 2002), Beckham comporia a espinha dorsal deste combo de jogadores “de outro planeta”, badalados e caríssimos.

Real-Madrid-2004-2005

Foto do Real Madrid durante a temporada 2004-2005: Em pé estão Casillas, Helguera, Ronaldo, Figo, Zidane e Walter Samuel; sentados vemos Michel Salgado, Roberto Carlos, Raúl, Beckham e Guti (Foto: Real Madrid)

Por seu enorme status, estrelas então já presentes no elenco do Real Madrid, como o goleiro Iker Casillas e o centroavante Raúl González, ambos espanhóis, e o nosso Roberto Carlos, também receberiam a mesma alcunha; outros talentos de renome internacional fisgados após a chegada de Beckham, como seu conterrâneo Michael Owen e o ex-santista Robinho, também.

Na oportunidade de sua vida, Vanderlei Luxemburgo comandou –  sem sucesso – esta constelação na temporada 2004-2005.

A mesma capa, uma década depois

Dez anos após publicar capa sobre os “galáticos” em sua edição de junho – com Roberto no lugar de Beckham, que só seria anunciado no mês seguinte – a revista britânica especializada em futebol Four Four Two revisitou o assunto em matéria de 20 páginas, “reunindo” os mesmos astros em fotografias atuais.

As aspas se explicam: diante de agendas tão concorridas como as de Zizou, Figo e os dois brasileiros, é bem mais prático utilizar os programas de edição de imagem para perfilá-los lado a lado do que tentar efetivamente marcar um encontro entre todos.

Mesmo assim, o resultado é bastante simpático, e denota a passagem do tempo para os quatro ex-madridistas, todos atualmente aposentados. O aumento de peso mais notável foi o de Ronaldo, como era de se esperar, mas os outros três tampouco são mais os mesmos garotos de antes.

Fracasso em campo

O futebol, como diria o velho chavão, é mesmo uma caixinha de surpresas. Em uma prova de que – novamente recorrendo a um velho clichê – dinheiro não traz necessariamente felicidade, nem a presença dos “galáticos” evitou que o período 2003-2006 coincidisse com uma seca total de títulos ao Real Madrid, chegando ao ponto final com a saída de Florentino.

O que serviu, obviamente, de inesgotável fonte de críticas e zombarias de adversários, principalmente de torcedores do Barcelona, tão orgulhoso por formar seus astros em casa (mesmo torrando anualmente quantidades faraônicas para “compor o seu elenco”).

Recordes de gastos

Florentino-Pérez

Florentino Pérez, presidente do Real Madrid entre 2000 e 2006, e desde 2009 (Foto: florentinoperez.com)

Sendo assim, a existência dos “Galáticos” mudou o mundo de futebol, como digo no começo do texto, não “na bola”, como o Santos de Pelé, a Holanda de Cruyff ou o Barça de Messi, mas sim em outros âmbitos.

O estrondoso potencial midiático dos popstars dos gramados, que começara a ser explorado no decênio anterior, consolidou-se de vez (“éramos como os Beatles”, diz Figo à nova reportagem); e o mercado europeu se inflacionaria de maneira quase irreversível.

Nas duas gestões de Florentino Pérez, o Real Madrid bateria três vezes o recorde de transações mais caras do mundo: Figo (60 milhões de euros), superado por Zidane (73 milhões de euros), por fim deixado para trás por Cristiano Ronaldo (94 milhões em 2009, até hoje imbatível). Kaká, hoje praticamente insignificante no elenco, veio com o português por “apenas” 65 milhões.

 

08/05/2013

às 17:28 \ Política & Cia

FUTEBOL: Por que é que a torcida não está nem aí para a Seleção, para a Copa das Confederações e para a própria Copa 2014

Maracanã: (Foto: Publius Vergilius / Divulgação)

"O primeiro jogo no Maracanã depois de uma reforma que custou quase 1 bilhão aos cofres públicos é uma pelada entre amigos de Ronaldo e amigos de Bebeto"(Foto: Publius Vergilius / Governo do Estado do Rio de Janeiro)

Irreparável o texto do jornalista André Barcisnki, crítico do jornal Folha de S. Paulo, comentando o estranho — mas explicável — fenômeno de que, já perto de dois grandes eventos do futebol mundial, inclusive do maior, a Copa 2014, o país do futebol esteja a anos-luz de qualquer coisa parecida com “clima de Copa”.

Vejam só:

O TORCEDOR E A REVOLDA DAS CAXIROLAS

Estamos às vésperas da Copa das Confederações e a pouco mais de um ano da Copa do Mundo. Em qualquer país, o povo estaria respirando futebol.

Nas ruas, ninguém falaria de outra coisa. Crianças passeariam de camisa da seleção. Todo jogo seria uma festa, com estádios cheios e torcida animada.

Mas não é o que ocorre. Na verdade, não lembro uma época em que o futebol brasileiro estivesse tão por baixo quanto agora.

Nossa seleção é execrada. Aliás, a seleção não é “nossa”, mas da CBF, como bem disse Ricardo Teixeira.

O povo não se identifica com o time da CBF e vaia o time.

Nossos campeonatos estaduais foram sabotados pelas federações, que se perpetuam no poder à custa de favores aos times menores.

Nossos estádios, com poucas exceções, vivem vazios. Facções organizadas de torcedores profissionais dominam as arquibancadas.

Não podemos fumar, beber álcool ou levar bandeiras aos estádios. Não temos jogos de duas torcidas porque a polícia não tem competência para garantir a segurança. Partidas noturnas começam em horário de boate para satisfazer a TV.

Enquanto isso, na “sisuda” Alemanha, quem paga ingresso pode fumar, beber e exibir bandeiras.

Nosso Ministro do Esporte vai ao programa de TV Roda Viva e não tem capacidade de responder com clareza a uma pergunta sequer sobre os problemas da Copa do Mundo, preferindo acusar os jornalistas de “adversários da Copa” e ressuscitando a filosofia militarista do “Ame-ou ou deixe-o”.

O primeiro jogo no Maracanã depois de uma reforma que custou quase 1 bilhão aos cofres públicos é uma pelada entre amigos de Ronaldo e amigos de Bebeto.

Dizem que é um “jogo-treino”, mas o evento é transmitido pela TV e usado de propaganda por Dilma, Lula, Sergio Cabral e Eduardo Paes, o que o torna um evento oficial. Mesmo assim, Ronaldo acha por bem usar o Maracanã de playground e coloca um parente da esposa para jogar, enquanto Zico, Romário, Dinamite e tantos outros ídolos da história do Maracanã não foram convidados.

O apresentador da inauguração do novo Maracanã não foi José Carlos Araújo ou algum narrador esportivo com vínculos antigos ao estádio, mas Luciano Huck. Repito: Luciano Huck.

Nossos times, com poucas exceções, estão falidos, com dívidas impagáveis e divisões de bases dominadas por empresários.

Nossa imprensa esportiva se divide entre o oba-oba oficialesco e aqueles que insistem em dizer a verdade e são tachados de “pessimistas”.

O homem mais poderoso do futebol brasileiro é uma relíquia da ditadura que não pode nem chegar perto da presidente da República.

(PARA CONTINUAR LENDO, CLIQUE AQUI)

07/05/2013

às 18:45 \ Tema Livre

VÍDEOS ÓTIMOS: Vejam, em time lapse, como foram construídos quatro dos seis estádios brasileiros a serem utilizados na Copa das Confederações e que já estão funcionando

Maracanã-novo

O Maracanã reformado, que reabriu em 27 de abril sem estar totalmente completo (Foto: Marcelo Santos - copa2014.gov.br)

Superfaturamento, atraso, dificuldades de acesso, visibilidade, brigas por causa de lugares marcados… muitos são os problemas dos quatro novos estádios brasileiros a serem utilizados na Copa das Confederações a partir de 15 de junho e que já foram testados pelo público.

São eles: Castelão, em Fortaleza (reinaugurado em 27 de janeiro após um ano e nove meses de obras), Mineirão, em Belo Horizonte (reaberto em 3 de fevereiro, dois anos e oito meses em reformas), a nova Arena Itaipava Fonte Nova, em Salvador (ativa desde 7 de abril, dois anos e meio de construção) e Maracanã, no Rio de Janeiro (27 de abril – ainda que incompleto – após dois anos e sete meses de trabalhos).

Todos também sediarão jogos da Copa do Mundo de 2014, juntamente com outros seis estádios ainda em reformulação ou construção. Para o torneio deste ano, porém, ainda faltam ser devidamente inaugurados o reconstruído Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, e a nova em folha Arena Pernambuco, em Recife – já pronta e apresentada à imprensa; as datas atualizadas de aberturas são, respectivamente, 18 e 23 de maio.

Todas os absurdos e as dores de cabeça relacionados às arenas porém, não anula o efeito impressionante de acompanhar a sua construção. Para isso, nada melhor dos sempre eficientes vídeos em time-lapse, no qual um trabalho de anos pode ser resumido em minutos. Confiram:

Castelão (Crédito do vídeo: Marcosa Nordeste):

Mineirão (Crédito do vídeo: Secopa Mg):

Arena Fonte Nova (Crédito do vídeo:  Create Filmes):

Maracanã, reinaugurado (Crédito do vídeo: Odebrecht Arenas):

07/05/2013

às 16:18 \ Tema Livre

VÍDEO HISTÓRICO E DEFESA ESPETACULAR: Por essas e outras é que gosto de futebol!

Esse é o famoso "chute do escorpião", do colombiano Rene Higuita, em jogo contra a Inglaterra e, 1995

Certamente é uma das defesas de goleiros mais espetaculares da história do futebol documentadas em vídeo ou em filme.

O personagem foi o espalhafatoso e legendário guarda-metas colombiano René Higuita, El Loco, célebre por sua imensa cabeleira crespa, pelas roupas amalucadas e, sobretudo, por seu comportamento em campo — adorava sair do gol para driblar atacantes e, debaixo das traves, realizava defesas dignas do Cirque du Soleil, mas também tomava frangos espetaculares e, volta e meia, suas driaburas com a bola nos pés davam errado e levavam terror a sua defesa.

Mas essa defesa sensacional, que ele chamava “picada do escorpião” e repetiu outras vezes, ficou na história do futebol, num amistoso um tanto chocho de zero a zero entre a seleção da Colômbia e a da Inglaterra, em Wembley, a 6 de setembro de 1995. Para defender um chute do meio-campo Redknapp, do Liverpool, El Loco lançou-se para a frente — só que, levantando os pés à medida em que se projetava, alcançou com eles a bola, atrás de seu corpo, e arremessou-a para longe da meta.

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VÍDEO PARA ENCHER OS OLHOS: os gols mais bonitos dele, Zico, que completou 60 anos no dia 3

Nos 60 anos de Zico, uma homenagem: a mais ampla reportagem de VEJA com o craque no seu auge — e os bastidores de sua feitura

02/05/2013

às 19:20 \ Tema Livre

RESULTADO DA ENQUETE: Maioria de leitores do blog não leva fé em Felipão — e nem no futebol brasileiro

Felipão, técnico da seleção pentacampeão do mundo em 2002 (Foto: Wagner Carmo / VIPCOMM)

Felipão, técnico da Seleção pentacampeão do mundo em 2002: nossos leitores não acham que ele dê jeito no time antes da Copa das Confederações, no mês que vem (Foto: Wagner Carmo / VIPCOMM)

Não é só Luiz Felipe Scolari, o Felipão, que está desacreditado por nossos leitores.

Os amigos do blog que votaram na enquete sobre se Felipão conseguiria dar jeito na Seleção Brasileira antes da Copa das Confederações, em junho, estão incrédulos é com o futebol brasileiro.

“O Felipão é um técnico ultrapassado, além de ter em mãos o pior ‘pé de obra’ de nossa história recente”, comentou o leitor Roberto, por exemplo. “O Rio de Janeiro não tem mais estádios, mas em compensação também não tem futebol! Creio sinceramente que nossa Seleção não passe das oitavas de final na Copa”, acrescentou.

“O nosso futebol está falido”, opina o leitor Marcos. “Não temos mais grandes jogadores e os esquemas táticos adotados pelo nosso futebol estão demodè e são ineficientes diante de grandes equipes”.

A opinião de Roberto sobre o tempo do treinador ter ficado para trás é compartilhada por outros leitores: “O Felipão já está ultrapassado, com as mesmas táticas”, escreveu o amigo do blog Arilson. “Vejam o exemplo do técnico da Alemanha que, com esquema sem centroavante, conseguiu que a seleção fizesse sete gols em duas partidas pelas eliminatórias europeias ”.

Anda há os que veem em Felipão apenas um técnico que abandonou um time, o Palmeiras, em uma fase ruim, sugerindo desconforto e insegurança.

Mas, naturalmente, não falta quem defenda o treinador pentacampeão em 2002, como a leitora Marilene: “Confiemos no Felipão, queridos. Compensará a torcida!”.

Dessa forma, ao perguntarmos: Você acha que o técnico Felipão ainda dá jeito na Seleção Brasileira até o início da Copa das Confederações, em junho?, dos 2.952 votos registrados, 64% (1.885 votos) acha que não, Felipão não tem chances com a seleção.

18% (528votos), diz que sim, Luiz Felipe Scolari pode usar toda a sua experiência como técnico do penta e levar a Seleção ao hexacampeonato.

14% (425 votos), mais ponderados, acham que o eventual êxito do treinador depende de vários fatores, não só de sua atuação, e 4% (114 votos) não souberam responder. Um de nossos leitores cobrou a falta da opção “não me interessa”.

Agora a pergunta é sobre o uso das caxirolas — o suposto invento de Carlinhos Brown, que na verdade é um caxixi (chocalho de berimbau) pintado de verde e amarelo — na Copa de 2014:

Diga lá: Qual uso  você daria para elas?

Responda à enquete logo ali, do lado direito.

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Quando é que Felipão vai deixar a postura de lorde inglês e voltar a ser ele mesmo? Onde está o Felipão incendiário e motivador?

01/05/2013

às 14:00 \ Tema Livre

FOTOS E VÍDEO DE FUTEBOL – Conheçam a “Bombonera alemã”, o incrível estádio do Borussia Dortmund, desde ontem finalista da Liga dos Campeões da Europa. Lá, o Brasil é freguês

Signal-Iduna-Park

Jogadores do Borussia Dortmund agradecem apoio da torcida após jogo: não é qualquer um que encara o Signal-Iduna Park lotado (Foto: EFE)

Apesar da derrota de ontem para o Real Madrid por 2 x 0, no fervilhante Estádio Santiago Bernabéu, em Madri, que timaço, o do Borussia Dortmund, não? Aqueles 4 x 1 sobre o Real na semana passada foram espantosos. E, com uma defesa de ferro, em que se sobressai o zagueirão Hummels, cobiçado pelo Barcelona, um técnico ousado e criativo, craques como Götze ou Lewandowski, um futebol veloz moderno e — vejam bem — uma média de idade de apenas 24 anos, esse time, se não for desmontado, vai longe.

A caminhada passará por duro teste no dia 25 de maio, finalíssima do melhor campeonato de clubes do mundo, a Liga dos Campeões da Europa.

Se a torcida do Real ontem teve um comportamento espetacular, a do Borussia, na semana passada, não foi diferente. Chama a atenção o impressionante estádio do time, Signal-Iduna Park, que mais lembra um “alçapão” sul-americano clássico como La Bombonera, do argentino Boca Juniors, do que as típicas arenas europeias.

Parede humana

Signal-Iduna

Parece La Bombonera, mas não é (Foto: Borussia Dortmund)

Imenso, o estádio tem capacidade de até 80 mil espectadores, e por isso é considerado o maior da Alemanha e um dos maiores da Europa (dependendo do critério, chega a ser o quarto). Seus dois níveis de arquibancadas são altíssimos e bastante inclinados, o que gera uma “parede” humana negra e amarela  – as cores do clube – de intimidar qualquer equipe grande.

A estes elementos se agrega a fidelidade dos torcedores, que sempre lotam suas dependências: na temporada 2011-2012 quebraram recorde germânico com o total de 1,37 milhões espectadores.

Tudo isso ajuda a entender a presença do Borussia Dortmund no 13º lugar da recém-publicada lista da revista Forbes de clubes de futebol mais ricos do mundo (a mesma que trouxe o Corinthians em 16º).

A Seleção Brasileira jogou lá – em duas copas 

Signal-Iduna

O estádio em foto de arquivo de data desconhecida, quando ainda se chamava Westfalenstadion e não passara pela reforma para a Copa de 2006

A semifinal do Borussia Dortmund contra o primeiro colocado deste ranking de times ricos, o Real Madrid de José Mourinho, não foi, é claro, a primeira vez que este estádio recebeu um grande evento futebolístico.

Erguido em 1974 com o nome Westfalenstadion, em referência ao Estado alemão de Renânia do Norte-Vestfália – do qual Dortmund faz parte – foi sede das duas copas organizadas pelos alemães, a daquele ano e a de 2006 (já rebatizada).

Os brasileiros com memória talvez recordarão: na copa de 1974, a Holanda de Johan Cruyff despachou o Brasil lá; trinta e dois anos depois, em 2006, a Seleção teve mais sorte, vencendo as partidas contra o Japão (4×1) e Gana (3 x 0) no estádio.

Venda e recompra

Borussia-estádio

Vista aérea do estádio em imagem recente (Foto: Borussia Dortmund)

Curiosamente, o clube quase chegou ao mundial de 2006 sem ser mais o dono do estádio. Com graves problemas financeiros, em 2002 o Borussia teve que vender o Westfalenstadion para um grupo de investidores.

A solução só viria três anos depois quando seus dirigentes chegaram a um acordo para a recompra em parcelas, reforma e a venda dos naming rights da arena, ou seja, a atribuição do nome de uma empresa ao estádio em troca de pagamento. Até 2021 ela se chamará Signal-Iduna Park, o nome de uma companhia de seguros alemã em troca de quantia estimada em 4,5 ou 5 milhões de euros anuais (algo entre 11,8 e 13 milhões de reais).

Assistam abaixo a um vídeo produzido pelo clube para mostrar as dependências do Signal-Iduna Park e a festa promovida pela torcida. Para quem pensava que os alemães eram “frios” neste quesito, recomendo saltar diretamente ao tempo 4’20” do clipe.

14/04/2013

às 17:00 \ Tema Livre

FUTEBOL: Leitor atento relembra que Zico marcou outro dos gols que Pelé não fez; confiram mais esta pintura do eterno camisa 10 da Gávea

Zico-Flamengo

Zico: golaço incrível que Pelé tentou e não fez (Foto: Site do Flamengo)

Comentando o post do dia 2 de abril, no qual falei das modalidade de gols “impossíveis” tentados e por pouco não conseguidos por Pelé na Copa de 1970, o leitor Flávio Gordon lembrou muito bem: Zico marcou, sim, o golaço que o Rei deixou de fazer na semifinal daquele mundial, após driblar goleiro do Uruguai só com corpo.

Se Mazurkiewicz, o guarda-metas celeste naquele jogaço em que o Brasil venceu por 3 a l, esteve a alguns centímetros de eternizar-se após a jogada genial do Atleta do Século – relembrem aqui  – , o folclórico Passarinho, arqueiro do humilde e há três décadas extinto ADN do Rio de Janeiro pode se gabar, portanto, de ter entrado para a história do futebol.

Foi ele que, a 11 de junho de 1979, no estádio de Caio Martins, em Niterói, tornou-se vítima da maestria do Galinho, após o craque receber passe de Adílio. Sem tocar na bola, Zico correu por um lado e a encontrou do outro, só tendo o trabalho de, dado o drible de corpo, empurrá-la para as redes.

Foi um dos seis (!) gols que anotou na goleada de 7 a 1 imposta por seu então imbatível Flamengo no Campeonato Carioca daquele ano.

Agora falta alguém descobrir uma jogada semelhante ao rebote direto de tiro de meta que Pelé também quase converteu em gol em 1970. Alguém se habilita?

Para saber mais sobre a fatídica tarde em que Passarinho levou sete gols do Flamengo, sendo seis de Zico (e uma obra de arte), cliquem aqui. Para se deliciarem com uma compilação dos outros melhores gols do Camisa 10 da Gávea, cliquem aqui. Abaixo, o gol de placa de Caio Martins:

httpv://www.youtube.com/watch?v=l8zj_NxUVTs

02/04/2013

às 16:14 \ Tema Livre

FUTEBOL – O gol que Pelé não fez na Copa de 70… mas que outros conseguiram depois, em diferentes e incríveis versões

Adam-Bogdan-gol-Tim-Howard

Boquiabertos, torcedores do Everton acompanham o esforço em vão de Adam Bogdan, do Bolton, em evitar o gol; o autor do disparo fora Tim Howard, arqueiro do Everton, desde sua própria área (Foto: Alex Livesey - Getty Images)

A mitologia em torno do desempenho de Pelé na Copa de 1970 não gira em torno apenas de seus majestosos gols, nem de seu comando sobre a equipe brasileira, considerada por muitos a melhor de todos os tempos.

Tão inesquecíveis quanto as jogadas do Rei que acabaram na rede foram as suas tentativas “frustradas” que, embora não resultassem em gol, entraram para a história.

Estamos falando, logicamente, do maravilhoso lance da partida de estreia contra a extinta Checoslováquia, vencida pela Seleção por 4 a 1, na qual o camisa 10 tenta encobrir o goleiro adversário, Viktor, com um tirombaço de trás do meio de campo, e por centímetros não consegue.

E também das duas obras-primas inacabadas protagonizadas pelo Atleta do Século na semifinal, em que o Brasil bateu o Uruguai por 3 a 1: o eterno drible no recém-falecido (e extraordinário) goleiro Mazurkiewicz sem utilizar as pernas – Pelé chutaria depois raspando a trave – e a pancada de primeira, em rebote a um tiro de meta, que o mesmo Mazurkiewicz defenderia. Relembrem as três pinturas abaixo:

Pois bem, jogadas como estas duas últimas seguem um tabu no futebol. Ninguém conseguiu concretizá-las. Já marcar desde a linha do campo de defesa aconteceu diversas vezes no futebol mundial. Incluindo de cabeça e pelos pés de não um, mas dois goleiros. Confiram os 5 melhores exemplares:

5- Nikita Korzun (Seleção da Bielorrússia sub-18)

Aconteceu há pouco, em 10 de janeiro de 2013. As equipes sub-18 de Bielorrússia e Bélgica disputavam amistoso quando este jovem de apenas 17 anos percebeu o defensor da meta oponente adiantado. O resto já é história.

4-Diego (Werder Bremen)

Verdadeiro grande jogador do Santos campeão brasileiro de 2002 – embora Robinho tenha levado a fama –, Diego teria posteriormente grande passagem pelo Werder Bremen (atualmente defende outro clube alemão, o Wolfsburg). Um dos pontos altos foi este golaço conseguido após chute de 62,5 metros de distância do gol. Em confronto contra o Aachen ocorrido em 20 de abril de 2007.

3-Jone Samuelsen (Odd Grenland, da Noruega)

O fraco campeonato norueguês ganhou as manchetes mundiais em 25 de setembro de 2011, quando Jone Samuelsen, do Odd Grenland, anotou um inacreditável tento, o terceiro de seu time contra o Tromsø. Após tentativa desesperada do goleiro rival de empatar cabeceando na área – uma das mais deliciosas modalidades do folclore futebolístico -, Samuelsen quis afastar o perigo de qualquer maneira com um forte cabeceio. Mal sabia ele que a pelota percorreria 57,3 metros de distância rumo ao gol vazio do Tromsø. O presidente do Odd quis até que a façanha fosse registrada no livro Guinness dos recordes.

2-Jung Sung-Ryong (Goleiro da seleção da Coreia do Sul sub-23)

Nem Nelson Rodrigues, cujas primordiais crônicas futebolísticas beiravam o realismo fantástico, imaginaria um gol como este, gerado a partir de um despretensioso “chutão” de goleiro disparado pouco à frente da linha da área. O responsável pelo épico movimento foi Jung Sung-Ryong, então guarda-metas da seleção sub-23 da Coreia do Sul – e posteriormente titular da equipe principal do país na Copa de 2010 – em amistoso contra a Costa do Marfim a 27 de julho de 2008. Entrou para o Guinness pela marca de 85 metros.

1-Tim Howard (Goleiro do Everton, da Inglaterra)

A alegria de Sung-Ryong, porém, durou pouco. Em mais uma prova de que os recordes existem para serem quebrados, Tim Howard, goleiro da seleção americana e do Everton inglês, superou o sul-coreano em 8 metros ao marcar desde dentro de sua própria área. Em partida entre Everton e Bolton, em 4 de janeiro de 2012. E percebam que o colega do outro lado nem estava tão adiantado assim…

 

 

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