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eleições

09/06/2013

às 20:05 \ Política & Cia

ENQUETE: Se a eleição para presidente da República que ocorrerá em outubro de 2014 fosse agora, como você votaria?

Aécio Neves (PSDB), Dilma Rousseff (PT), Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva (Rede) (Fotos: JR Duran :: Ueslei Marcelino :: Lia Lubambo :: Exame)

Em ordem alfabética, os prováveis candidatos Aécio Neves (PSDB), Dilma Rousseff (PT), Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva (Rede) (Fotos: JR Duran :: Ueslei Marcelino :: Lia Lubambo :: Exame)

Post publicado originalmente a 6 de junho de 2013

As eleições presidenciais serão só no segundo semestre de 2014, mas a corrida pré-eleitoral, como sabemos, já começou. Por isso, o blog quer saber:

Se a eleição para presidente da República em 2014 fosse agora, como você votaria?

Responda, logo ali ao lado, e não deixe de comentar.

26/05/2013

às 18:00 \ Política & Cia

Surpreendente entrevista de Jaques Wagner, o governador petista da Bahia: “O Brasil não começou com o PT”

"Se FHC fez o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal e o Lula investiu no social, a presidente Dilma agora tem de deixar o país mais competitivo" (Foto: Pedro Accioly)

"Se FHC fez o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal e o Lula investiu no social, a presidente Dilma agora tem de deixar o país mais competitivo" (Foto: Pedro Accioly)

Entrevista concedida a Otávio Cabral, de Salvador, publicada em edição impressa de VEJA

 O BRASIL NÃO COMEÇOU COM O PT

O governador da Bahia afirma que o país vem evoluindo desde o Plano Real, defende a liberdade de imprensa e diz que seu partido deve apoiar Eduardo Campos em 2018

Um problema antigo tem tirado o sono do governador Jaques Wagner: a seca que castiga metade dos municípios da Bahia, que dependem de carros-pipa para matar a sede da população. Embora o Brasil tenha se desenvolvido muito nos últimos vinte anos, diz ele, e não apenas graças ao seu partido, o PT, como admite, o drama da seca ainda castiga o Nordeste, só que de forma menos visível.

Quando fala de política, Jaques Wagner se mostra um petista pouco radical: reconhece o resultado do julgamento do mensalão, defende a liberdade de imprensa e se diz favorável até mesmo a que seu partido se comprometa a apoiar a candidatura presidencial de Eduardo Campos, do PSB, em 2018.

O Nordeste passa pela maior seca em setenta anos. Como o governo federal está lidando com isso?

Não há legiões de famintos vagando pelo sertão nem imagens de crianças desnutridas pelas estradas, mas, dependendo da região, a seca é, de fato, a mais severa em noventa anos. Aqui na Bahia açudes de 92 anos secaram pela primeira vez. A dor é a mesma, a consequência econômica é a mesma, a diferença é que hoje há uma rede de proteção social maior, que minimiza o drama da fome.

Infelizmente, não há como zerar o problema. Existe essa rede de proteção social, mas uma eficiente rede de proteção econômica ainda precisa ser consolidada. No último ano, aumentou muito a migração de nordestinos para o Sul e o Sudeste, um fenômeno que praticamente não era mais visto. Não estamos mais como no passado, quando se viam crianças morrendo e famintos pela rua, mas ainda é preciso fazer muito contra a seca.

Outro problema que atinge diretamente a população pobre é a inflação. O fraco desempenho da economia pode pôr em risco a reeleição da presidente?

No início do governo Lula, havia um clamor para que os juros baixassem numa paulada. O Henrique Meirelles (ex-presidente do Banco Central) defendia uma queda mais gradual e, didaticamente, dizia: “A questão dos juros é igual ao aquecedor do chuveiro de casa. A gente liga e tem um tempinho para a água chegar quente à ponta”. Os juros caíram em um ritmo correto e o país voltou a crescer.

Agora é a mesma coisa com o controle da inflação. Tem gente defendendo a ideia de que se dê uma trancada forte nos juros para segurar a inflação. Mais uma vez, acho que a coisa deve ser feita devagar e que, com o tempo, a inflação volta para o centro da meta. Prefiro ficar nesse resultado, de um crescimento que não é exuberante, mas é consistente, a voltar àquele ciclo de altos e baixos que já tivemos.

"Não há legiões de famintos vagando pelo sertão nem imagens de crianças desnutridas pelas estradas, mas, dependendo da região, a seca é, de fato, a mais severa em noventa anos" (Foto: Ricardo Cardoso / Frame)

"Não há legiões de famintos vagando pelo sertão nem imagens de crianças desnutridas pelas estradas, mas, dependendo da região, a seca é, de fato, a mais severa em noventa anos" (Foto: Ricardo Cardoso / Frame)

Há gente em seu partido que defende a tese de que uma inflação acima da meta pode ser tolerada em prol de um crescimento maior. O senhor concorda?

Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso deram uma tremenda contribuição ao incorporar à cultura brasileira o controle da inflação e a parcimônia nos gastos públicos. Foi uma coragem que deu ao Fernando Henrique duas eleições. Disputas políticas à parte, não podemos retroceder, temos de fazer o país avançar, mantendo as conquistas anteriores.

O Lula pegou essa herança e manteve o que era bom para a economia não desandar. Muitas vezes ele é injustiçado ao ser comparado com outros populistas da América Latina, mas jamais aceitou pôr a economia em risco em nome do populismo. Quem escolheu manter o salário mínimo abaixo do prometido em 2003 e 2004 foi ele. Quando houve o mensalão, muita gente falava para ele esculhambar o Orçamento para pacificar a base política. Ele se negou. Por isso tudo, acho injusto pensar que o governo do PT vá abrir mão do controle da inflação.

O governo Dilma tem enfrentado problemas na economia e ainda não conseguiu deixar uma marca. Qual é o símbolo do atual governo?

Fui coordenador do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e levei dezoito meses para chegar a um consenso: o maior obstáculo ao desenvolvimento eram as desigualdades sociais. Foi unânime, da Febraban ao MST. Lula então aprofundou as políticas sociais. Dilma pegou a economia equilibrada e os avanços sociais e decidiu aumentar a competitividade. O primeiro ponto a enfrentar foi o custo do dinheiro, o que a levou a comprar briga com os bancos. Se o FHC fez o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal e o Lula investiu no social, a presidente Dilma agora tem de deixar o país mais competitivo. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

10/05/2013

às 14:00 \ Política & Cia

Perguntar não ofende: o que será que a presidente Dilma vai fazer com o presente que ganhou do venezuelano Maduro?

O trambolho que Maduro chamou de "presente" à presidente Dilma: onde será que vai parar? (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)

O chavismo na Venezuela inaugurou, com a morte do caudilho Hugo Chávez, o puxa-saquismo e a vassalagem póstumos.

Assim, o ainda tecnicamente contestado novo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro — a recontagem de votos da eleição de 14 de abril ainda não terminou –, em viagem oficial ao Brasil, houve por bem entregar à presidente Dilma um trambolho que chamou de “presente”: uma enorme foto emoldurada do coronel em uniforme militar, com boina vermelha e tudo.

Estivesse Lula no poder, não duvido, não: ele seria bem capaz de dependurar o retrato do coronel autoritário, seu grande amigo e parceiro, em alguma parede do Planalto. A presidente Dilma, felizmente dotada de maior dose de compostura, sorriu amavelmente ao receber o quadro, que depois foi recolhido por assessores.

Mas o Planalto não informou qual será o destino final do quadro.

23/04/2013

às 14:00 \ Vasto Mundo

VÍDEOS INDESMENTÍVEIS: Vejam como o governo “democrático” do chavismo na Venezuela baixou o porrete nos manifestantes de oposição

Amigas e amigos do blog, alguns leitores — poucos — reclamaram que a coluna estaria exagerando o comportamento truculento do governo “bolivariano” durante as manifestações populares contra o que muitos consideraram fraudes nas eleições que levaram o chavista Nicolás Maduro à Presidência — que a recontagem de votos em curso, se não houver mais fraudes dentro do Conselho Nacional Eleitoral (CNH), controlado por partidários do falecido caudilho Hugo Chávez, poderá confirmar ou não.

As eleições passaram, mas o clima acirrado entre chavismo e oposição continua na Venezuela — a recontagem vai demorar um mês.

Assim sendo, acho oportuno mostrar como se comportaram as forças encarregadas da ordem na “democracia” chavista diante de manifestações pacíficas de oposicionistas. Vejam só:

Ação da chamada “Guarda Nacional Bolivariana” em Valencia, 2,3 milhões de habitantes, a terceira maior cidade da Venezuela:

 

Chavistas atiram contra oposicionistas em uma cidade do Estado de Aragua, no norte do país:

 

 

A “Guarda Nacional Bolivariana” agride estudantes em manifestação em Caracas na segunda-feira, 16 de abril, dia seguinte às eleições:

 

 

Tiroteio em Barquisimeto, 2 milhões de habitantes, quinta maior cidade do país:

 

 

Repressão a manifestantes na Rua 9, em Barquisimeto:

 

16/04/2013

às 18:29 \ Vasto Mundo

Alô, alô, bolivarianos brasileiros! Vocês acreditam na lisura das eleições “vencidas” pelo chavismo na Venezuela? Pois vejam aqui um exemplo de como o regime trata o Judiciário

Juíza María de Lourdes Afiuni, algemada (Foto: AFP)

A juíza de Direito María de Lourdes Afiuni: por ousar libertar, com base na lei, um réu preso há 3 anos sem julgamento -- mas inimigo de Chávez --, caiu em desgraça: foi presa, algemada, e jogada numa penitenciária repleta de mulheres que havia condenado e "prontas a beber seu sangue" (Foto: AFP)

Amigas e amigos do blog, a história que vem a seguir sobre como o “comandante” Hugo Chávez e o chavismo tratam as instituições que eles próprios criaram na Venezuela é muito ilustrativa — e, infelizmente, é uma de muitas.

Está narrada pelo jornalista irlandês Rory Carroll, ex-correspondente do jornal britânico The Guardian para a América do Sul, sediado por seis anos em Caracas, no recém-lançado livro Comandante — A Venezuela de Hugo Chávez (Editora Intrínseca, 2013, 304 páginas), uma obra essencial para entender o falecido caudilho e a herança que ele deixou.

Se alguém acredita na lisura das eleições mal e mal vencidas pelo sucessor de Chávez, Nicolás Maduro, cujos resultados foram apurados e divulgados pela dócil Conselho Ncional Eleitoral, é interessante constatar como o regime agia em relação a um dos Poderes do Estado, a Justiça. O caso narrado abaixo é exemplar.

* * * * * * * * * * * * *

Era 10 de dezembro de 2009.

[A juíza] María de Lourdes Afiuni, chefe da 31ª Corte de Controle de Caracas, examinou o réu. Era mais claro e mais velho do que faziam parecer as acetinadas e posadas fotos publicadas nos jornais, menos altivo e arrogante, mas também dois anos e dez meses numa cela no porão do Diretório do Serviço de Inteligência e Prevenção deixavam suas marcas em um homem.

Antes da prisão ele era Eligio Cedeño, superastro.

O menino prodígio das favelas que vira todos os ângulos dos negócios financeiros e possuía seu próprio banco, e uma fortuna estimada em 200 milhões de dólares, ao completar quarenta anos de idade.

De repente tornado inimigo de Chávez, o réu estava preso há 3 anos sem julgamento

Então, em 2007, o cometa se chocou. Ele foi acusado de evasão de divisas e virou Eligio Cedeño, história exemplar de advertência. O que fez exatamente para enfurecer o comandante nunca ficou claro — alguns diziam que financiara políticos da oposição, outros, que houve um escândalo envolvendo um parente de Chávez —, mas de um jeito ou de outro seu caso era perverso e admitia-se que Cedeño passaria décadas encarcerado.

Os promotores arrastaram o rocesso, de modo que quase três anos depois ele ainda aguardava julgamento.

Pela lei venezuelana [lei aprovada sob o chavismo, recorde-se], qualquer prisioneiro detido por tanto tempo tinha o direito de ser solto. Agora Cedeño estava sentado no tribunal de Afiuni para mais uma audiência, retribuindo seu olhar, carregando todo um mundo de encrencas.

Suprema Corte da Venezuela (Foto: Reuters)

Suprema Corte da Venezuela (com Maduro à direita, na foto): desde que entrou em vigor a Constituição de 1999, nem uma única decisão contrária ao governo (Foto: Reuters)

Como o comandante, a juíza criava sozinha a filha, adorava seu emprego, tomava café demais, comia qualquer coisa que lhe pusessem na frente e fumava feito uma chaminé.

Nunca aprendeu a cozinhar, não dava a mínima para isso, preferindo chafurdar em livros de Direito, e, quando não estava trabalhando, passava o tempo com a filha adolescente.

O pai fora embora havia muito tempo. Afiuni estava acima do peso e descuidava-se da maquiagem, mas dobrava-se parcialmente ao ideal feminino da Venezuela com luzes loiras nos cabelos.

Jurista discreta, de médio escalão, mantinha-se longe da política e se irritava com casos de assaltos, sequestros e agressões a mulheres, dispensando-lhes sentenças vigorosas e duras.

A juíza enfrenta uma batata quente que outros colegas não queriam

E aí vem Eligio Cedeño, a batata quente que três outros juízes já haviam passado adiante.

O motivo da audiência era pavimentar o caminho para um julgamento, mas os promotores, como de costume, não compareceram.

Presumiram que Afiuni marcaria a data para uma nova sessão e mandaria o banqueiro de volta para a cela. Em vez disso, nervos à flor da pele, ela o soltou sob fiança.

– O que eu faço com ele? — perguntou um intrigado meirinho.

– Ele não vai voltar — ela replicou.

O magnata estava livre. Saiu andando, passando nos corredores por promotores pendurados aos seus celulares, saltou em um mototáxi e sumiu no meio do tráfego.

Enquanto isso, no tribunal, pandemônio. Promotores, despertando para o que acontecera, guincharam com a polícia para algemar Afiuni, presumindo que ela recebera suborno. Outros policiais começaram a varrer a cidade em busca de Cedeño.

Ele foi para um esconderijo e surgiu duas semanas depois nos Estados Unidos pedindo asilo político.

Havia duas possibilidades.

O banqueiro havia comprado a juíza num acordo pré-arranjado.

E Chávez vai para a TV chamar a juíza de “bandida” e decidir seu destino

Ou ela levara o Código Penal a sério e concluíra que era injusto mantê-lo preso sem julgamento.

Qualquer que fosse a verdade, ela rapidamente desapareceu sob a lava de fúria da erupção palaciana.

Em vez de convocar o procurador-geral e a Suprema Corte para uma instrução privada, Chávez foi para a televisão para contar a todo mundo o que deveria acontecer.

Sentado no palácio diante de um retrato de Bolívar e trajando uma jaqueta azul estilo militar sobre a camiseta vermelha, código implícito que enfatizava o comandante acima do presidente, ele deixou claro que a Venezuela estava olhando para sua única fonte de autoridade.

— María Lourdes Afiuni fez um acordo — afirmou ele, o dedo investindo contra a câmera. — Essa juíza bandida, uma bandida, não disse nada a nenhum promotor. Ela mandou buscar o prisioneiro, colocou-o no tribunal e o tirou pela porta dos fundos. Ele escapou… Isso é pior que assassinato! Essa juíza precisa pagar pelo que fez.

Mais:

— Em outros tempos, ela teria sido colocada diante de um pelotão de fuzilamento. —Temos que dar a essa juíza e às pessoas que fizeram isso a pena máxima, trinta anos de prisão,em nome da dignidade deste país!

Exigiu que a Suprema Corte processasse imediatamente Afi uni e orientou a Assembleia Nacional a aprovar uma lei impedindo que juízes cometessem tais ultrajes no futuro.

Nas distopias de Kafka, burocracias sem rosto eram instrumentos da promotoria. Em nome das aparências, Chávez geralmente se escondia atrás de lacaios judiciais quando queria alguém preso, arruinado ou exilado, mas não dessa vez.

A juíza foi encarcerada na superlotada e horrenda penitenciária de Los Teques -- repleta de mulheres que ela havia condenado (Foto: elnacional.com.ve)

Jogada numa prisão superlotada, repleta de mulheres que ela havia condenado

E María Lourdes Afiuni foi para a cadeia. Tecnicamente, é claro, foi para [o que o regime chavista passou a chamar, em extraordinário eufemismo,] um centro de atenção holística para pessoas privadas de sua liberdade, mas todo mundo chamava aquilo de presídio feminino de Los Teques.

Empoleirado no alto de um morro com florestas a oeste de Caracas, ficava do outro lado do vale em relação à prisão militar que desde abril daquele ano abrigava [o general] Raúl Baduel, outro prisioneiro que subestimara o espírito vingativo do presidente.

A penitenciária feminina estava estourando — sua população havia triplicado em quatro anos —, e Afi uni condenara dezenas de suas companheiras de prisão, algumas das quais juraram beber seu sangue.

12/04/2013

às 17:56 \ Política & Cia

Proposta de endurecer punição para “menores” criminosos mostra que Alckmin se posiciona para a reeleição com um tema de grande apelo popular

O tema maioridade penal é carta na manga de ALckmin (Foto: Antonio Cruz / ABr)

O tema maioridade penal é carta na manga de Alckmin, que não osenta os mesmos punhos de renda de outros correligionários (Foto: Antonio Cruz / ABr)

O governador Geraldo Alckmin está aparentemente reagindo ao processo de “desconstrução” a que há tempos é submetido pelo lulopetismo e por parte da imprensa a ele ligada, e destinado a pavimentar o caminho do PT para a conquista do governo do Estado de São Paulo, há 18 anos nas mãos dos tucanos.

É assim que se pode interpretar a proposta de Alckmin de endurecer a mão no trato com os “adolescentes” que cometem crimes graves, inclusive assassinatos bárbaros como a morte do estudante Victor Hugo Deppman, que horrorizou São Paulo nesta semana.

O jovem, de 19 anos, estudante de Comunicação, viu-se surpreendido e abordado por jovens criminosos diante de sua casa e, embora tenha entregue o que os bandidos pretendiam — seu celular –, não esboçasse reação e mantivesse as mãos ao alto, foi morto com um tiro na cabeça. O bandido “menor”, com nutrida folha corrida conforme descobriu mais tarde a polícia, matou-o com a indiferença de quem esmaga uma barata.

Alckmin pretende, via deputados tucanos, propor na Câmara duas alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente:

1) aumentar a duração das penas para os “menores” que cometerem crimes graves, que preveem, atualmente, a internação em instituições supostamente de “recuperação”;

2) transferir compulsoriamente tais “menores” para uma penitenciária ao completarem 18 anos.

Tenha ou não em mente as eleições, as sugestões do governador são excelentes — mas apenas como um ponto de partida. Pessoalmente, não acredito em “recuperação” de monstros como esse infeliz que matou o jovem Victor Hugo. Duvido até de que as próprias mães de gente como ele creiam nisso.

Alckmin poderia, ele próprio, caminhar mais, e na direção do real endurecimento, que consiste em diminuir a idade da maioridade penal. Em artigo no qual exprimia toda a sua revolta diante do caso de Victor Hugo, o Reinaldo Azevedo mostrou levantamento de países ultracivilizados que aplicam a jovens e até a crianças responsáveis por crimes de extrema crueldade a dureza implacável da lei.

No Reino Unido, um garoto de 10 anos pode pegar cadeia dura, como aliás ocorreu com dois personagens identificados no texto do Reinaldo. No Canadá e na Holanda, com 12 anos já se vai para a cadeia. Na Austrália e na Irlanda, não escapam nem meninas e meninos de 7 anos!

No Brasil, temos a situação grotesca de “menores” prestes a completar 18 anos, muitos com compleição física de lutadores de jiu-jitsu, a quem a lei concede até a capacidade de escolher o presidente da República mas aos quais, de outro lado, não atribui discernimento para entender o que todos eles na verdade entendem muito bem — que estuprar, assassinar, assaltar a mão armada e praticar atos brutais do mesmo e horrendo quilate são crime e produzem consequências drásticas, mas apenas para quem tem alguns anos ou mesmo meses mais.

Eles, os “menores”, estão protegidos pelo ECA.

Sou favorável à maioria dos dispositivos do ECA, mas, na prática, o Estatuto vem significando uma espécie de licença para delinquir, com consequências brandas para os “infratores” (leia-se criminosos). Não por acaso, inúmeras quadrilhas utilizam “menores” em sua linha de frente da bandidagem e do crime por essa razão.

Não creio que os tucanos, como um todo, embarquem nessa canoa da diminuição da idade penal. Alckmin, porém, ostenta menos punhos de renda do que muitos de seus correligionários, e pode desfraldar também essa bandeira.

O quadro mostra a enorme diminuição dos homicídios desde a segunda administração do governador Mário Covas (Gráfico: VEJA)

Seja como for, a defesa do endurecimento do ECA feita pelo governador significa um primeiro passo no combate à “desconstrução” de sua imagem pelo lulopetismo, que metralhou sem piedade o governador no final do ano passado e começo deste ano, durante a onda de violência criminosa promovida por ordens de chefões de quadrilhas que cumprem pena em diferentes penitenciárias.

A propaganda lulopetista tentou, e em boa parte conseguiu, ofuscar os bons resultados que os governos tucanos vinham obtendo no combate ao crime na capital paulista e no Estado, com uma baixa consistente e elogiável sobretudo no pior dos crimes: o assassinato, conforme reiterei em sucessivos posts.

A firmeza que o governador demonstrar na defesa de sua proposta inicial sobre o ECA, por tudo o que se sabe em matéria de opinião pública, deverá encontrar uma grande receptividade na sociedade. Quem sofre a ação da bandidagem “adolescente” sabe muito bem o que significa ver esses malfeitores praticamente impunes.

30/03/2013

às 16:00 \ Política & Cia

José Nêumanne: Eleição já, para não ter de trabalhar

Dilma, Cid Gomes e Eduardo Campos - e as eleições, só em 2014 (Foto: AE)

Dilma, Cid Gomes e Eduardo Campos - e as eleições, só em 2014 (Foto: AE)

Artigo publicado no jornal O Estado de S.Paulo

ELEIÇÃO JÁ, PARA NÃO TER DE TRABALHAR

Todas as estradas que levam aos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR) estão bloqueadas por filas de caminhões carregados com a supersafra de 38 milhões de toneladas de soja esperando para descarregar o produto em terminais portuários incapacitados para embarcar tanto grão.

A China, a maior compradora do mundo, está desistindo, à medida que o tempo passa, do que adquiriu e, por causa disso, o minério de ferro não foi ultrapassado pela leguminosa como o maior produto de exportação da nossa Pátria amada, idolatrada, salve, salve!

Enquanto tudo isso ocorre, a presidente Dilma Rousseff põe Antônio Andrade, peemedebista mineiro, no lugar de Mendes Júnior, peemedebista gaúcho, no Ministério da Agricultura. Mas não por causa do apagão da logística ou pelo colapso da infraestrutura, e sim porque trata de acomodar mais partidos em seu superpalanque da eleição de 2014.

A soja tinha de ser entregue faz tempo, mas a maior responsável pela operação desastrosa dos nossos portos só pensa no que vai ter de enfrentar em outubro do ano que vem – daqui a um ano e sete meses. Pode? Pois é! Diante da expectativa de os paulistanos não conseguirem passar o feriado da Páscoa no litoral ao pé da Serra do Mar porque a rodovia Piaçaguera-Guarujá está intransitável, não há um líder oposicionista empenhado em entender, explicar, traduzir e criticar o absurdo.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) não foi solidarizar-se com os caminhoneiros paralisados, mas gastou todo o seu tempo e seu latim para apagar o fogo ateado com as manifestações de apreço de José Serra (PSDB-SP) pelo adversário Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Assim como o governo, a oposição só pensa naquilo para depois da Copa.

Os meios de comunicação não ficam atrás. Apesar de noticiarem o absurdo de uma burocracia que culpa o excesso de produtos a exportar, e não o descalabro dos portos mal administrados e das estradas esburacadas, dão destaque mesmo às potencialidades (se é que há alguma) da Rede de Marina Silva. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

02/01/2013

às 17:00 \ Política & Cia

Eleições municipais: candidatos de nomes bizarros ou absurdos — para rolar no chão de rir (e de chorar também). São da eleição de 2008. Vai ocorrer isso de novo? Até quando nossas leis serão tão tolerantes?

Chica Chiclete -- Francisco Spala Neto, candidato a vereador em Vila Velha / ES, em 2008, pelo PMDB

Esta é uma certa Chica Chiclete -- o travesti Francisco Spala Neto, candidato a vereador em Vila Velha (ES), em 2008, pelo PMDB: é hora de nomes bizarros

 Publicado originalmente em 24 de agosto de 2012.

Amigas e amigos do blog, com a campanha eleitoral em marcha para as eleições de 7 de outubro, quando devemos escolher prefeitos e vereadores, é de novo a vez do horário eleitoral gratuito, de debates pela TV, da intensa batalha dos candidatos pelas cidades afora — e também dos eternos candidatos bizarros, que engendram nomes absurdos, cafajestes ou jogos de palavra pura e simplesmente obscenos para tentarem se fixar na memória dos eleitores.

Nossa legislação eleitoral é imensamente tolerante. Partiu de um formalismo inflexível para um virtual vale-tudo no que se refere à identificação dos candidatos por apelidos, ou supostos apelidos.

Vejam abaixo uma galeria desse tipo de coisa, que a meu ver avilta a política, uma atividade que devemos sempre nos empenhar para que seja nobre. Diante disso, a postura ”não gosto de política” parece tentadora — mas não custa lembrar que, se os bons não se interessam pela política, ela será conduzida pelos… outros.

Confira parte do enorme festival de besteirol utilizado em eleições passadas, a maioria em 2008 (clicando nas imagens é possível aumentá-las):

Simonete Bandeira Da Silva, candidata a vereadora em Mata Grande / AL, pelo PP, em 2008

Simonete Bandeira Da Silva, candidata a vereadora em Mata Grande (AL), pelo PP, em 2008. Notem a finesse do slogan

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Heitor Pit Bitoca -- Heitor Martins Sugimoto, candidato a vereador em Taubaté / SP, em 2008, plo PTN

Heitor Pit Bitoca -- Heitor Martins Sugimoto, candidato a vereador em Taubaté (SP), em 2008, plo PTN

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Pedro Precheca -- Pedro Lindolfo Barbosa, candidato a vereador em Alfenas / MG, em 2008, pelo PPS

Pedro Lindolfo Barbosa, candidato a vereador em Alfenas (MG), em 2008, pelo PPS. É preciso comentar alguma coisa?

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Pé de Cana -- Hamilton Carlos De Lima, candidato a vereador em Guarapuava / PR, pelo PP em 2008

Pé de Cana -- Hamilton Carlos De Lima, candidato a vereador em Guarapuava (PR), pelo PP em 2008. Aparentemente, o candidato se orgulha do que é um problema social

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Ninguém -- Ricardo Diorgeo Alves Dias, candidato a Vereador em Montes Claros / MG, pelo PSOL, em 2008

Ninguém -- Ricardo Diorgeo Alves Dias, candidato a Vereador em Montes Claros (MG), pelo PSOL, em 2008

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Lurdí Jipão -- Maria De Lourdes Gonçalves, candidata a Deputada Federal em Paranamirim / RN, pelo PCB, em 2006. Recebeu 3645 votos, mas não foi eleita

Lurdí Jipão -- Maria De Lourdes Gonçalves, candidata a Deputada Federal em Paranamirim (RN), pelo PCB, em 2006

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Leo Kret -- Alecsandro De Souza Santos, candidato a vereadora em Salvador / BA em 2008, e depois a deputado estadual, quando recebeu 22.534 votos e não foi eleito

Leo Kret -- Alecsandro De Souza Santos, candidato a vereador em Salvador (BA) em 2008

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Jorge Perereca -- Jorge Luiz Dos Santos, candidato a vereador em São Gonçalo / RJ, em 2008, pelo PTdoB

Jorge Perereca -- Jorge Luiz dos Santos, candidato a vereador em São Gonçalo (RJ), em 2008, pelo PTdoB

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Cueca -- Joel Minuz Alves, candidato a vereador em Trombudo Central / SC, pelo DEM, em 2008

Joel Cueca -- Joel Minuz Alves, candidato a vereador em Trombudo Central (SC), pelo DEM, em 2008

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Nêgo Cadete -- Jose Ribas Primo, candidato a prefeito em Araponga / MG, em 2008, pelo PRB. Seu vice era José Rola

Nêgo Cadete -- Jose Ribas Primo, candidato a prefeito em Araponga (MG), em 2008, pelo PRB. Veja o nome do candidato a vice

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Frei Damião -- Salvador Correa Neto, candidato a vereador em Ibitinga / SP, em 2008, plo PSL

Frei Damião -- Salvador Correa Neto, candidato a vereador em Ibitinga (SP), em 2008, pelo PSL

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Cristo Da Jerusalem -- Omedino Pantoja Da Silva, candidato a vereador em Porto Velho / RO, em 2008, pelo PRP

Cristo Da Jerusalem -- Omedino Pantoja Da Silva, candidato a vereador em Porto Velho (RO), em 2008, pelo PRP

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Claudete Alves Da Silva Souza, candidata a vereadora, em 2008, em Londrina, pelo PT

Claudete Alves da Silva Souza, candidata a vereadora em 2008 em Londrina (PR) pelo PT

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Cagado -- Hilton Emerick De Paiva, candidato a vereador em Mirante da Serra / RO, em 2008, pelo PPS

Hilton Emerick De Paiva, candidato a vereador em Mirante da Serra (RO), em 2008, pelo PPS

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Xota oi Meu Bem -- Sebastião Neves Evangelista, candidato a vereador em Barra dos Bugres / MT, em 2008, pelo PHS

Xota oi Meu Bem -- Sebastião Neves Evangelista, candidato a vereador em Barra dos Bugres (MT), em 2008, pelo PHS

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Burrinho Da Oficina -- José Carlos Oliveira Santos, candidato a vereador em Uruçuca / BA, em 2008 pelo PSDC

Burrinho Da Oficina -- José Carlos Oliveira Santos, candidato a vereador em Uruçuca (BA), em 2008 pelo PSDC

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Bimbim -- Adão Alves Do Amaral, candidato a vereador em Paiçandu / PR, em 2008, pelo PMDB

Bimbim -- Adão Alves Do Amaral, candidato a vereador em Paiçandu (PR), em 2008, pelo PMDB

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Paul das Girls (Vereador mais votado em Barra Bonita em 2000, com 1360 votos - em 2004 teve só 15)

Paul das Girls foi o vereador mais votado em Barra Bonita (SP), em 2000, com 1360 votos - em 2004, porém, teve só 15 votos

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Glaucia Marrequinha -- Glaucia Matildes Da Silva, candidata a vereadora em Viçosa / MG, em 2008, pelo PSDC

Glaucia Marrequinha -- Glaucia Matildes Da Silva, candidata a vereadora em Viçosa (MG), em 2008, pelo PSDC

 

Esses candidatos abaixo existiram mesmo, mas não conseguimos localizar seu nome, ou a cidade em que concorreram:

zezinho-merda

Seja lá qual for o verdadeiro nome do candidato, é preciso comentar alguma coisa?

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Moto Rosa

Moto Rosa

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18/12/2012

às 17:08 \ Política & Cia

Dora Kramer: Gilberto Carvalho, o PT e a contínua apropriação indevida da coisa pública

Gilberto Carvalho: ao convocar a "militância" do PT para um "ano brabo" e para blindar Lula, deixou de lado a liturgia do cargo público que ocupa (Foto: veja.abril.com.br)

Publicado hoje, 18 de dezembro de 2012, no jornal O Estado de S.Paulo

APROPRIAÇÃO INDEVIDA

A falta de limite entre o público e o privado ficou patente já nos primeiros acordes do governo do PT quando a estrela vermelha virou adorno dos jardins de Palácio da Alvorada, a fox terrier Michelle era transportada em carro oficial e 14 amigos dos filhos do então presidente Lula passavam duas semanas de férias em Brasília com direito a carona em avião da Força Aérea Brasileira, hospedagem no Alvorada, churrasco na Granja do Torto, tudo pago pela União.

De lá para cá ocorreram episódios bem mais graves de apropriação indevida da coisa pública, seja no campo da política partidária ou no terreno da ilegalidade comprovada.

Nada para o PT tem importância, todas as críticas a essa falta de cerimônia são vistas como manifestação de mesquinharia ou como evidências de conspiração.

Resultado: banalizaram-se os valores, derrubaram-se as divisas entre o certo e o errado, interditou-se o exercício do contraditório.

Tudo passou a ser permitido

Ao PT, a Lula e companhia tudo passou a ser permitido porque ganham eleições e são vítimas de “preconceito”. Intocáveis, não se sentem obrigados a respeitar coisa alguma nem a pensar antes de falar.

Ao ponto de um ministro, Gilberto Carvalho, deixar de lado a liturgia do cargo e convocar às ruas a militância, avisando que 2013 será um ano “brabo” durante o qual “o bicho vai pegar”.

Pode-se alegar que o meio para a transmissão da mensagem foi o site do PT, agremiação de natureza particular. Mas a autoridade de um ministro é de Estado, delegada pela Presidência, sua voz tem abrangência, diz respeito a todo o País.

Nessa perspectiva, tal convocação em tom provocativo e de conteúdo intimidador é indevida e significa uma apropriação de prerrogativa pública para uso partidário.

Se o ministro fez ameaça, abusou do poder. Se foi bravata, perdeu boa oportunidade de ficar quieto

Seria diferente se o ministro alertasse que o ano de 2013 será “brabo” tendo em vista o cenário difícil da economia. Mas, não, na visão dele, o “bicho vai pegar” devido às agruras de seu partido e à necessidade de preservar a mítica da figura de Lula.

Aflições que nem a todos brasileiros comovem e, portanto, não faz sentido que o ministro tome a parte pelo todo e confunda o Brasil com o PT.

É de se perguntar o que afinal de contas Gilberto Carvalho quis dizer com isso. Se ele fez uma ameaça, abusou do poder. Se o caso foi de pura bravata, perdeu uma excelente oportunidade de ficar calado.

Cumpra-se

Na conclusão do processo do mensalão, o ministro Celso de Mello como sempre foi definitivo. Lembrou em seu voto decisivo sobre a perda de mandatos dos condenados que o monopólio da palavra final em matéria constitucional pertence ao Supremo Tribunal Federal

Na conclusão do processo do mensalão, o ministro Celso de Mello como sempre foi definitivo (Foto: Nelson Jr / STF)

Na conclusão do processo do mensalão, o ministro Celso de Mello como sempre foi definitivo (Foto: Nelson Jr / STF)

Condição esta conferida pelo Congresso reunido em Assembleia Nacional Constituinte, nos anos de 1987 e 1988.

Portanto, não há crise em decorrência desse assunto. Se a Câmara quiser reagir, aguarde os embargos infringentes e aposte na alteração da composição da Corte quando do julgamento dos recursos que terá, então, mais dois ministros em condição de votar.

Qualquer atitude diferente é, para citar outra vez Celso de Mello, “politicamente equivocada e juridicamente inaceitável”.

A conferir

Em princípio, Paulo Vieira, demitido da Agência Nacional de Águas por suspeita de chefiar um esquema de pareceres técnicos fraudulentos, fala com conhecimento de causa:

– A ANA é um dos maiores cabides de emprego e cargos comissionados do governo, um orçamento milionário, gasto com ONG, a maioria sem licitação.

O governo desqualifica, mas daria uma resposta mais qualificada se demonstrasse que Vieira, cuja indicação para a agência mereceu do Planalto a mobilização de mundos e fundos no Senado, mente.

30/11/2012

às 21:35 \ Tema Livre

MAIS DE UM MILHÃO DE ACESSOS, PELO SEGUNDO MÊS CONSECUTIVO! OBRIGADO AOS LEITORES!

Amigas e amigos do blog, faltam mais de duas horas para a meia-noite — e o final de novembro –, e o blog acaba de passar de 1 milhão de acessos no mês, tal como aconteceu em outubro.

Um mês em que houve um feriadão nacional (15 de novembro) e outro em algumas grandes cidades do país, como São Paulo e Rio (20 de novembro, dia da Consciência Negra), um mês de 30 dias, e não de 31, e um mês em que não houve, como no mês passado, eleições, e no qual o julgamento do mensalão já entrara, de alguma maneira, em uma certa rotina.

Diante disso, agradeço de coração aos muitos leitores que este espaço conseguiu nesses dois anos e três meses de funcionamento — aos leitores que elogiam, aos leitores que criticam (e que são importantíssimo), aos leitores que desfrutam sem comentar.

Como escrevi em outras ocasiões, o blog não seria nada sem vocês.

Obrigado!

 

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