Blogs e Colunistas

Barack Obama

20/02/2015

às 12:00 \ Disseram

O amor do presidente

“Eu não acredito — e eu sei que isso é algo horrível de se dizer — mas eu não acredito que o presidente ame a América.”

Rudy Giuliani, ex-prefeito de Nova York, sobre o presidente americano, Barack Obama, durante um jantar com companheiros republicanos

14/02/2015

às 0:00 \ Disseram

Nenhum lado negativo

“Há todos os motivos para se vacinar, mas não há motivos para não fazê-lo.”

Barack Obama, presidente americano, ao alertar os pais, durante uma entrevista à NBC News, sobre os riscos do surto de sarampo nos EUA. Por motivos religiosos ou apoiadas na ideia de que vacinas provocam autismo, muitas famílias têm se mobilizado contra a vacinação no país

10/02/2015

às 18:00 \ Disseram

Nenhuma opção é descartada

“Se, de fato, a diplomacia falhar, o que eu pedi para minha equipe fazer é ver todas as opções.”

Barack Obama, presidente americano, ao afirmar que os Estados Unidos podem vir a fornecer armas letais para a Ucrânia no conflito contra a Rússia

03/02/2015

às 18:00 \ Disseram

Barbárie

“Foi mais uma demonstração da maldade e da barbárie deste grupo, interessado apenas em morte e destruição.”

Barack Obama, presidente americano, sobre a morte do piloto jordaniano Muaz al-Kasasbeh pelo Estado Islâmico, que o mantinha refém

29/01/2015

às 6:00 \ Disseram

Diálogo entre inimigos

“Ele é um entusiasta do Obama e acha muito positivo o que vem fazendo. Mas ao mesmo tempo diz que o processo de reaproximação é muito longo, que os EUA precisam tomar medidas concretas, pondo fim ao embargo e retirando Cuba da lista de países terroristas. Fidel ressaltou: ‘Mesmo sendo inimigos, temos que dialogar’.”

Frei Betto, escritor brasileiro, sobre seu encontro com o ex-ditador cubano Fidel Castro, em Havana, na terça-feira (27); segundo ele, Fidel está completamente lúcido aos 88 anos

26/01/2015

às 17:30 \ Vasto Mundo

RELAÇÕES EUA-CUBA: Os republicanos não querem dar dinheiro para Obama manter embaixada em Havana — mas ele talvez nem precise. Vejam por quê

Obama troca um aperto de mãos com o ditador cubano Raúl Castro durante os funerais do grande estadista sul-africano Nelson Mandela, em dezembro de 2013: (Foto: Reuters)

Obama troca um aperto de mãos com o ditador cubano Raúl Castro durante os funerais do grande estadista sul-africano Nelson Mandela, em dezembro de 2013: (Foto: Reuters)

Desde que o presidente democrata Barack Obama anunciou o reatamento de relações entre os Estados Unidos e Cuba, no dia 17 de dezembro passado, a pergunta que mais se faz a respeito do tema nos meios políticos dos EUA é qual será a reação do Congresso, dominado por republicanos tanto na Câmara dos Representantes como no Senado, após as eleições de novembro.

Os republicanos ameaçam chutar Obama abaixo da linha da cintura, com uma medida prática de efeitos complicados: não aprovar nenhuma dotação econômica para a reabertura da embaixada norte-americana em Cuba.

De todo modo, facilidades de remessa de material e de pessoal para a futura embaixada foram um dos pontos discutidos na primeira reunião oficial e pública entre as duas partes em mais de meio século, na quarta e na quinta-feira passadas, 21 e 22.

Obama perdeu a maioria no Senado nas eleições de novembro, já não tinha na Câmara de Representantes e espera-se que os republicanos tornem sua vida um inferno. Na questão da representação em Havana, na verdade, talvez os republicanos não consigam muita coisa: o enorme edifício da embaixada continua existindo, apesar da ruptura das relações diplomáticas e consulares entre os dois países decretada a 3 de janeiro de 1961 pelo presidente John F. Kennedy.

O edifício se situa na grande avenida conhecida como Malecón, não distante do local onde naufragou em 1898 o encouraçado USS Maine, da Marinha dos EUA, abatido enquanto ancorado por uma explosão até hoje não esclarecida e que foi a gota d’água para a guerra entre os Estados Unidos e a Espanha. O conflito resultou na derrota da Espanha em quatro semanas, na semi-independência de Cuba e na perda das então colônias espanholas de Guam, Porto Rico e Filipinas para o domínio norte-americano.

O edifício onde funciona a "seção de interesses norte-americanos" da embaixada suíça em Havana fica exatamente onde estava a representação dos EUA antes da ruptura de relações com Havana, em 1961 (Foto: Getty Images)

O edifício onde funciona a “seção de interesses norte-americanos” da embaixada suíça em Havana fica exatamente no edifício da representação dos EUA antes da ruptura de relações com Havana, em 1961 (Foto: Getty Images)

Tecnicamente, o edifício é uma extensão da embaixada da Suíça, que representa os interesses dos Estados Unidos em Cuba. Lá funciona a “seção de interesses norte-americanos” da embaixada, toda ela constituída por diplomatas dos Estados Unidos.

Esse recurso de que a diplomacia lança mão quando ocorre quebra de relações entre Estados passou a ser utilizado, no caso EUA-Cuba — depois de 16 anos de absoluto gelo e de várias crises entre as partes, inclusive a invasão da Baía dos Porcos, em 1961, e a crise dos mísseis soviéticos, em 1962 –, depois de negociações em 1977 entre o presidente americano Jimmy Carter e o ditador Fidel Castro.

Enquanto a embaixada suíça propriamente dita está instalada em um pequeno chalé, com duas dezenas de gatos pingados, a “seção de interesses norte-americanos”  da embaixada constitui um portento com 360 funcionários, sento 51 americanos — inclusive os fuzileiros navais que fazem a segurança –, e o restante cidadãos cubanos contratados para diferentes tarefas.

Curiosamente, os suíços representam, em Washington, os interesses cubanos, desde que a Checoslováquia, que fazia esse papel, deixou de existir em 1992, com a independência da Eslováquia e a criação da República Checa.

A extensa pauta de temas entre os EUA e Cuba, começando por temas como segurança nacional e imigração, provavelmente requeira mais diplomatas e mais recursos. Ainda que os republicanos boicotem as verbas no Congresso, contudo, está claro que as coisas funcionarão mais ou menos como quer o presidente Barack Obama.

21/01/2015

às 18:00 \ Disseram

Duas vitórias

“Eu não tenho mais campanhas para concorrer. Sei disso porque ganhei as duas.”

Barack Obama, presidente americano, durante o discurso sobre o Estado da União, quando republicanos aplaudiram o fato de este ser seu último mandato

12/01/2015

às 14:31 \ Vasto Mundo

Obama fez muito mal em não estar junto a importantes governantes do mundo no repúdio ao terror. E perguntar não ofende: custava Dilma ter ido a Paris se solidarizar com a França?

As autoridades que marcharam: o sexto da esquerda para a direita é Mariano Rajoy, chefe de governo da Espanha, vindo a seguir David Cameron, primeiro-miistro do Reino Unido; ao centro, de terno azul, sem abrigo, o presidente francês, François Hollande, tendo ao lado a chanceler alemã Angela Merkel; num segundo plano, da esquerda para a direita, o quarto, de cabelos brancos, é o muçulmano Mohammed Abbas, presidente da Autoridade Palestina (Foto: gouvernement.fr/Fotos Públicas)

Entre as autoridades que marcharam, grupo a que faltaram Obama e Dilma: o sexto da esquerda para a direita é Mariano Rajoy, chefe de governo da Espanha, vindo a seguir David Cameron, primeiro-miistro do Reino Unido; ao centro, de terno azul, sem abrigo, o presidente francês, François Hollande, tendo à sua direita (esq. na foto) o presidente muçulmano do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, e do outro o lado a chanceler alemã Angela Merkel, que conversa com seu colega da Itália, Matteo Renzi; num segundo plano, da esquerda para a direita, o quarto, de cabelos brancos, é o muçulmano Mohammed Abbas, presidente da Autoridade Palestina (Foto: gouvernement.fr/Fotos Públicas)

Quem quer ser líder na luta contra o terrorismo tem que estar ao lado dos amigos e aliados quando eles passam por um péssimo momento.

Foi mais ou menos isso que disse, com absoluta razão, sobre a ausência do presidente Barack Obama na grande manifestação de domingo em Paris que contou com dezenas de governantes de diferentes países o analista político David Gergen, a um certo ponto da longa e esplêndida cobertura que a rede de TV norte-americana CNN tem dedicado aos atos terroristas praticados na França ao longo da semana e às manifestações de solidariedade à liberdade e à França, e de repúdio ao terrorismo.

Gergen, diretor do Centro para Liderança Pública da John F. Kennedy School of Government da Universidade Harvard, fala com a autoridade de seus títulos acadêmicos mas, sobretudo, a de quem serviu em diferentes posições a quatro presidente norte-americanos, o último deles o democrata Bill Clinton.

Aparentemente, num erro de julgamento, Obama deixou-se levar por considerações de segurança sopradas por seus assessores na área de segurança nacional, que agiram sem a visão de estadista necessária em tais momentos, e que se esperava que Obama tivesse. As esforçadas tentativas de explicação do secretário de Estado John Kerry em nada ajudaram.

Mas, feito o registro, vem meu perguntar não ofende: por que raios a presidente Dilma Rousseff não deu um pulo a Paris, onde bastaria permanecer poucas horas e participar do ato que encabeçou a gigantesca manifestação de 1,5 milhão de pessoas para o Brasil marcar pontos com as grandes nações do Ocidente? Para o Brasil mostrar claramente ao mundo sua postura a favor da imprensa livre e das liberdades públicas, e de repúdio ao terrorismo?

Sim, a presidente fez até mais do que os partidos de oposição, ao divulgar nota de repúdio a respeito dos atos de barbárie praticados por radicais jihadistas. Mas é pouco! Fico me perguntando se a presidente faltaria a uma marcha em solidariedade a algum dano que sofressem governos bolivarianos como o de Cuba ou da Venezuela.

Não desejo mal a ninguém, mas suponhamos que um atentado terrorista, digamos na Venezuela, provocado por ferozes adversários do caudilho Nicolás Maduro, tivesse matado vários jornalistas de um dos muitos jornais mantidos pelo governo bolivariano. Alguém duvida de que Dilma estaria lá, firme, solidária, ao lado de Lula, de Cristina Kirchner, de Evo Morales?

O Brasil esteve representado em Paris pelo embaixador junto à França, José Maurício Bustani.

05/01/2015

às 17:24 \ Vasto Mundo

FOTO GENIAL: Obama mata uma mosca… no Gabinete Oval

Obama pega a mosca, e os assessores caem na risada (Foto: Pete Souza)

Obama pega a mosca, e os assessores caem na risada (Foto: Pete Souza)

Esta foto é uma dica do amigão do blog Hugo Sterman Filho, sempre atento.

É mais um trabalho esplêndido do fotógrafo oficial da Casa Branca, Pete Souza.

Flagra o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, matando uma mosca.

Como qualquer outro mortal, o homem mais poderoso do mundo dobrou uma revista, foi atrás do chatíssimo inseto e — vapt! — conseguiu eliminá-lo.

Assim, ficamos sabendo, de forma documentada, que até no limpíssimo e asséptico Gabinete Oval, de onde presidentes americanos decidem os destinos do mundo, aparecem pequenas visitas indesejáveis.

29/12/2014

às 17:00 \ Vasto Mundo

A retomada das relações diplomáticas entre Estados Unidos e Cuba é uma oportunidade única para melhorar as condições de vida na ditadura dos irmãos Castro

(Foto: PA)

No regime castrista, direitos humanos e liberdade de expressão não são garantidos, mas os EUA podem ajudar (Foto: PA)

UMA OPORTUNIDADE ÚNICA

Artigo de José Miguel Vivanco* publicado no jornal O Globo

A reviravolta na política externa do presidente Barack Obama em relação a Cuba é uma lufada de ar fresco que oferece a possibilidade de alcançar avanços genuínos em matéria de direitos humanos, caso o governo dos Estados Unidos atue de forma inteligente.

Os críticos da decisão do presidente Obama de restabelecer relações diplomáticas plenas com Cuba argumentam que os Estados Unidos abandonaram seu compromisso com a proteção dos direitos humanos na ilha. Outros afirmam ainda que a nova abordagem de Obama premia Cuba, ao abrir mão do instrumento de pressão que os Estados Unidos supostamente têm contra o regime autoritário cubano. Esta posição é profundamente errada.

A confusão surge a partir da própria retórica equivocada do governo americano, determinado a manter um embargo de custo elevado. Durante décadas, Washington defendeu teimosamente que o embargo era necessário para promover os direitos humanos e a mudança democrática em Cuba. Mas na realidade, o embargo não contribuiu de forma alguma para melhorar a situação dos direitos humanos na ilha. Pelo contrário, ele impôs dificuldades indiscriminadas ao povo cubano e protegeu o governo de Cuba da crítica internacional.

Em vez de isolar Cuba, essa política tem isolado os Estados Unidos, ao permitir que o governo de Castro desperte simpatia no exterior e, ao mesmo tempo, deixando Washington sem o apoio de grandes parceiros para promover os direitos humanos na ilha.

Não é uma surpresa que os defensores dos direitos humanos em Cuba e no exterior, assim como a maioria dos Estados na Assembleia Geral da ONU (188 de um total de 192 que votaram em uma resolução em outubro), peçam repetidamente que o embargo dos Estados Unidos acabe.

Por outro lado, além de algumas reformas positivas implementadas nos últimos anos, o governo cubano está ainda envolvido em abusos sistemáticos destinados a punir os críticos e evitar a dissidência.

Em 2010 e 2011, o governo de Cuba libertou dezenas de presos políticos em troca de aceitar seu exílio. Desde então, Havana tem usado sentenças prolongadas para punir dissidentes com uma frequência muito menor e flexibilizou as restrições draconianas sobre viagens que dividiam famílias e impediam que críticos entrassem e saíssem de Cuba.

No entanto, o governo cubano emprega outras táticas para reprimir os indivíduos e grupos que criticam o governo ou reivindicam direitos fundamentais. Nos últimos anos, as prisões arbitrárias e detenções breves têm aumentado significativamente, o que muitas vezes impede que os defensores dos direitos humanos, jornalistas independentes e outros possam se reunir ou se mover livremente.

Muitas vezes, as prisões preventivas são feitas para impedir que as pessoas participem de marchas ou reuniões pacíficas para discutir política. É comum que os detidos sofram espancamentos, recebam ameaças e permaneçam incomunicáveis durante horas ou dias.

O governo controla todos os meios de comunicação existentes em Cuba e restringe fortemente o acesso a informações provenientes do exterior, cerceando severamente o direito à liberdade de expressão. Apenas uma ínfima proporção da população é capaz de ler sites e blogs independentes, devido ao acesso limitado à internet e seu alto custo.

A evidência empírica demonstra que era irracional continuar insistindo em uma política que nunca alcançou os objetivos a que se propunha. A via unilateral, um resquício da Guerra Fria, estava esgotada há décadas, e é exatamente por isso que o início do desmantelamento iniciado pela Casa Branca abre uma oportunidade única.

*José Miguel Vivanco é diretor para as Américas da Human Rights Watch

(PARA CONTINUAR LENDO, CLIQUEM AQUI)

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados