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Barack Obama

12/10/2014

às 17:15 \ Vasto Mundo

Saibam mais sobre o chamado “Estado Islâmico” e a luta do Ocidente contra o brutal grupo de terroristas decapitadores

(Foto: Reprodução/YouTube)

Estado Islâmico: o grupo terrorista é responsável por decapitações pavorosas, como a do jornalista americano James Foley (Foto: Reprodução/YouTube)

Por Tamara Fisch

A mais nova onda de terror que varre o Oriente Médio e ameaça o Ocidente tem nome: “Estado Islâmico”. Sob o título oficial de Estado Islâmico do Iraque e do Levante (daí a sigla ISIL, em inglês), o grupo radical jihadista atua desde abril do ano passado no Iraque e na Síria. Originalmente uma ramificação da Al-Qaeda, o movimento foi rejeitado pelos líderes, mas se manteve ativo e em expansão.

O grande objetivo do chamado Estado Islâmico é a criação de um califado – ou seja, um Estado governado por um líder político e religioso sob a lei islâmica, a Sharia – na região do Iraque e da Síria, inicialmente. Atualmente presente nos dois países e dominando militarmente grandes áreas de ambos, o grupo prometeu envolver na operação a Jordânia, o Líbano e a Palestina.

O “Estado Islâmico” veio ao centro das atenções em agosto, quando divulgou um horripilante vídeo da decapitação do jornalista americano James Foley, que fora mantido refém por quase dois anos após sua captura na Síria, em novembro de 2012. Desde então, já foram publicados mais três vídeos de assassinatos pelo mesmo método – as vítimas foram o jornalista americano Steven Sotloff, o trabalhador humanitário britânico David Haines e o voluntário britânico Alan Henning. Nem gente que estava na região para ajudar refugiados e miseráveis de todos os tipos escapou desses assassinos.

Cada vídeo publicado trouxe uma nova mensagem de ameaça aos Estados Unidos e aos seus aliados, que prometeram tomar atitudes em relação ao “Estado Islâmico”. O governo do presidente Barack Obama foi o primeiro a iniciar uma ação militar, após a publicação do vídeo da execução de Foley, cujo título era “Uma Mensagem à América”. Segundo os militantes, a execução cruel do jornalista foi uma forma de retaliação pelos ataques aéreos que os Estados Unidos estavam lançando sobre suas posições no Iraque, a pedido do governo do país.

Agora, mais de 50 países já se ofereceram para juntar-se à coalizão liderada pelos Estados Unidos para combater o “Estado Islâmico”. A lista inclui também a União Europeia e a Liga Árabe. Até mesmo a Rússia, cujo presidente, Vladimir Putin, vem ressuscitando um clima de guerra fria com os EUA, enviou aviões de combate à Síria para atacar os jihadistas, embora sem formalmente aderir à coalizão.

No Iraque, muçulmanos sunitas erguem a bandeira do Estado Islâmico (Foto: AP)

No Iraque, muçulmanos sunitas erguem a bandeira do “Estado Islâmico”, desejado por assassinos fanáticos e terroristas (Foto: AP)

Cada aliado está contribuindo para a missão de forma distinta.

Há o grupo dos países que fornecem suporte aéreo e equipamento militar (Iraque, Jordânia, Bahrein, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, França, Alemanha, Canadá, Reino Unido, Austrália, Itália, República Tcheca, Albânia, Holanda, Estônia, Hungria, Turquia, Bélgica, Dinamarca e Líbano).

Outros cedem ajuda humanitária (Suécia, Kuwait, Suíça, Japão, Áustria, Nova Zelândia, Coreia do Sul, Irlanda, Espanha, Eslováquia, Noruega, Luxemburgo e Qatar).

Várias outras nações expressaram apoio à coalizão ou se comprometeram a ajudar os esforços. O Brasil, no caminho contrário, mostrou como se sabe uma absurda tolerância com o terrorismo — a presidente Dilma Rousseff condenou os ataques ao Estado Islâmico e defendeu um diálogo com os jihadistas.

Os pavorosos vídeos dos assassinatos continuam sendo usado como recados aos governos que decidem agir contra o grupo terrorista. Após os jornalistas americanos, quando chegou a vez dos dois cidadãos britânicos, foi esclarecido nos próprios vídeos que “a culpa” era de David Cameron, primeiro-ministro do Reino Unido, por ter atacado o Estado Islâmico. Cada refém decapitado, como uma forma adicional de tortura e crueldade, foi forçado a recitar um discurso responsabilizando seu governo pelo que estava prestes a acontecer.

Do aeroporto de Erbil, no Curdistão iraquiano, armas alemãs são enviadas aos combatentes curdos que lutam contra o Estado Islâmico (Foto: Sebastian Wilke/Bundeswehr)

Do aeroporto de Erbil, no Curdistão iraquiano, armas alemãs são desembarcadas de um gigantesco cargueiro militar e destinadas aos combatentes curdos que lutam contra o “Estado Islâmico” (Foto: Sebastian Wilke/Bundeswehr)

O “Estado Islâmico”, que já foi associado a atos de tortura, inclusive estupros punitivos, apedrejamentos e crucificações, controla diversas cidades na Síria, entre elas Raqqa, e no Iraque, como Falluja e Mosul. Há estimativas que o grupo e seus aliados dominem entre 40 e 90 mil quilômetros quadrados. Seu poderio militar não é desprezível: utilizando petróleo extraído das regiões que controlam para obter armas e veículos de combate, mais de 30 mil militantes, segundo oficiais dos EUA, atuam nos dois países, muitos deles de outras nacionalidades.

A brutalidade característica de seus métodos se deve à interpretação literal que o grupo jihadista faz do Islã. Mesmo entre os seguidores da religião, o “Estado Islâmico” considera seus membros os únicos verdadeiros crentes, e fazem questão de seguir à risca passagens do Corão como as que dizem para “cortar as cabeças”. Tamanha crueldade é o motivo de milhões de muçulmanos mundo afora serem contra as ações do “Estado Islâmico”, e estarem organizando manifestações de protesto nos EUA, na Europa e na Ásia.

11/10/2014

às 6:00 \ Disseram

Ninguém imaginava a dimensão do problema

“Nosso chefe da comunidade de inteligência, Jim Clapper, reconheceu que eles subestimaram o que estava se passando na Síria.”

Barack Obama, presidente dos EUA, referindo-se, no programa 60 Minutes, da CBS, aos erros de avaliação em torno da real ameaça representada pelo Estado Islâmico (EI)

27/09/2014

às 12:00 \ Disseram

Possibilidades

“Bem, é verdade, estou pensando no assunto.”

Hillary Clinton, ex-secretária de Estado americana, falando, durante um evento em Iowa, sobre sua provável candidatura à sucessão de Barack Obama na Casa Branca

26/09/2014

às 14:00 \ Política & Cia

No mundo encantado de Dilma, é possível negociar com terroristas assassinos e hediondos

(Foto: Agência Brasil)

Na cabeça de Dilma, é normal propor absurdos como um diálogo com terroristas decapitadores, e por isso nossa diplomacia é ínfima (Foto: Agência Brasil)

O MUNDO ENCANTADO DE DILMA

Editorial publicado no jornal O Estado de S. Paulo

Um turista francês de 55 anos, chamado Hervé Goudel, foi decapitado na Argélia por um grupo extremista que disse estar sob as ordens do Estado Islâmico (EI), a organização terrorista que controla atualmente parte da Síria e do Iraque e lá estabeleceu o que chama de “califado”.

Um vídeo que mostra a decapitação de Goudel foi divulgado ontem, para servir como peça de propaganda do EI – cujos militantes já decapitaram em frente às câmeras dois jornalistas americanos e um agente humanitário britânico e estarreceram o mundo ao fazer circular as imagens de sua desumanidade.

Pois é com essa gente que a presidente Dilma Rousseff disse que é preciso “dialogar”.

A petista deu essa inacreditável declaração a propósito da ofensiva militar deflagrada pelos Estados Unidos contra o EI na Síria. Numa entrevista coletiva em Nova York, na véspera de seu discurso na abertura da Assembleia-Geral da ONU, Dilma afirmou lamentar “enormemente” os ataques americanos contra os terroristas.

“O Brasil sempre vai acreditar que a melhor forma é o diálogo, o acordo e a intermediação da ONU”, disse a presidente – partindo do princípio, absolutamente equivocado, de que o EI tem alguma legitimidade para que se lhe ofereça alguma forma de “acordo”.

É urgente que algum dos assessores diplomáticos de Dilma a informe sobre o que é o EI, pois sua fala revela profunda ignorância a respeito do assunto, descredenciando-a como estadista capaz de portar a mensagem do Brasil sobre temas tão importantes quanto este.

O EI surgiu no Iraque em 2006 por iniciativa da Al-Qaeda, para defender a minoria sunita contra os xiitas que chegaram ao poder depois da invasão americana. Sua brutalidade inaudita fez com que até mesmo a Al-Qaeda renegasse o grupo, que acabou expulso do Iraque pelos sunitas.

A partir de 2011, o EI passou a lutar na Síria contra o regime de Bashar al-Assad. Mas os jihadistas sírios que estão na órbita da Al-Qaeda também rejeitaram o grupo, dando início a um conflito que já matou mais de 6 mil pessoas.

Com grande velocidade, o EI ganhou territórios na Síria e, no início deste ano, ocupou parte do Iraque, ameaçando a própria integridade do país. No caminho dessas conquistas, o EI deixou um rastro de terror. Além de decapitar ocidentais para fins de propaganda, seus métodos incluem crucificações, estupros, flagelações e apedrejamento de mulheres.

“A brutalidade dos terroristas na Síria e no Iraque nos força a olhar para o coração das trevas”, discursou o presidente americano, Barack Obama, na Assembleia-Geral da ONU, ao justificar a ação dos Estados Unidos contra o EI – tomada sem o aval do Conselho de Segurança da ONU. Em busca de apoio internacional mais amplo – na coalizão liderada por Washington se destacam cinco países árabes que se dispuseram a ajudar diretamente na operação -, Obama fez um apelo para que “o mundo se some a esse empenho”, pois “a única linguagem que os assassinos entendem é a força”.

Pode-se questionar se a estratégia de Obama vai ou não funcionar, ou então se a ação atual é uma forma de tentar remendar os erros do governo americano no Iraque e na Síria. Pode-se mesmo indagar se a operação militar, em si, carece de legitimidade. Mas o fato incontornável é que falar em “diálogo” com o EI, como sugeriu Dilma, é insultar a inteligência alheia – e, como tem sido habitual na gestão petista, fazer a diplomacia brasileira apequenar-se.

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25/09/2014

às 17:47 \ Política & Cia

A postura de Dilma diante do terror bárbaro do chamado “Estado Islâmico” é uma vergonha para os brasileiros de bem

(Foto: Ballesteros/EFE)

Dilma na ONU: “dialogar” com monstros que estupram, decapitam, escravizam pessoas? Quem se habilita? (Foto: Ballesteros/EFE)

Como brasileiro, estou coberto de vergonha, uma vez mais, por outra iniciativa da política externa do lulopetismo que contraria os cidadãos de bem. Já mencionei o assunto antes, mas não basta — preciso continuar batendo na tecla de que é espantosa e inacreditável a posição expressa pela presidente Dilma Rousseff ante a reação dos principais países do Ocidente de atacar os terroristas sanguinários e decapitadores do chamado “Estado Islâmico” nas áreas do Iraque e da Síria que esses bandidos assassinos têm sob seu controle.

Em Nova York para a Assembleia Geral da ONU, como se sabe, a presidente “lamentou profundamente” a iniciativa dos Estados Unidos e uma penca de aliados de bombardear instalações, equipamentos e agrupamentos de militantes da organização de assassinos. Ontem, ela levou ao plenário da Assembleia Geral — cuja sessão anual é tradicionalmente aberta pelo Brasil — sua opinião, especialíssima, de que “o uso da força é incapaz de eliminar as causas profundas dos conflitos”. Não mencionou os decapitadores hediondos, mas é claro, é óbvio que os tinha em mente.

Será que ela acha que Hitler poderia ser contido de outra forma, que não pela força — para ficar apenas em um exemplo?

Santo Deus, o que é que ela, do alto de sua sapiência notória, acha que pode deter esses criminosos que pregam a morte de ocidentais e a aniquilação da civilização tal como a conhecemos, que espalham o terror e a morte nas áreas que ocupam, que submetem meninas a estupros punitivos a menos que se convertam à sua versão delirante do Islã, que vendem como gado as jovens convertidas a seus “soldados”, que degolam até crianças de famílias que julgam “infiéis”?

De criminosos insanos que já provocaram a fuga de 1,5 milhão de pessoas e executando, extorquindo ou escravizando as que ficaram para trás?

Dilma propôs, na catastrófica entrevista que concedeu antes de falar ao plenário da ONU, que a “melhor forma” de enfrentar esse terror medieval seria “o diálogo, o acordo e a intermediação da ONU”.

Diálogo? Acordo? Com criminosos fanáticos que, diante das câmeras e com divulgação para todo o planeta, vêm degolando a sangue frio pessoas inteiramente alheia a qualquer conflito — dois jornalistas, um voluntário que fazia trabalho humanitário, um turista pai de família?

Diálogo? Será que ela se habilita?

Quem disse tudo, em uma frase, foi o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama:

– A única linguagem entendida por esses assassinos é a força.

É claro, é óbvio que a presidente quis aplicar uma canelada a mais nos Estados Unidos.

(Foto: Reprodução/YouTube)

O jornalista norte-americano James Foley, o primeiro a ser decapitado, com uma faca, em vídeo que os monstros criminosos postaram na internet (Foto: Reprodução YouTube)

E justamente no dia em que o Conselho de Segurança da ONU, por iniciativa de Washington, e por unanimidade — o que incluiu até a Rússia, que é contrária aos bombardeios ao território de sua aliada Síria –, aprovou uma resolução que obriga os Estados-membros da organização a garantir, em suas legislações internas, que seja considerada crime a associação de seus cidadãos a grupos terroristas internacionais, inclusive para aqueles que viajem a outros países com o propósito de “cometer, planejar, preparar ou participar de atos terroristas” ou ainda “oferecer ou receber treinamento terrorista”.

É evidente que, pelo antiamericanismo primitivo, há quem apoie essa pouca vergonha de nossa política externa — como vêm sendo outras atitudes do lulopetismo, tais quais a intimidade indecorosa com a ditadura de Cuba, o passar a mão na cabeça da Venezuela, o tapete vermelho estendido ao regime pária do Irã, a cumplicidade com o tirano russo Vladimir Putin, as sucessivas omissões, desde o lulalato, diante de decisões da ONU contra países violadores de direitos humanos –m e por aí vai.

Há quem apoie, até quem ostenta reputação de “maturidade” e “sensatez”, coisas que nem sempre a idade traz. O colunista pró-PT e pró-Dilma Janio de Freitas, da Folha de S. Paulo, por exemplo, acha (e escreveu) que as falas de Dilma contra os ataques dos EUA e aliados aos ninhos terroristas é “a política externa de afirmação da soberania brasileira”.

Tem gosto para tudo. Quando até a pacífica, idílica Holanda manda caças de sua Real Força Aérea investir contra os meliantes, quando o presidente socialista francês François Hollande garante que a gloriosa França “vai continuar a combater terroristas em todo lugar” e que “as operações contra o Estado Islâmico vão continuar”, há quem ache uma maravilha termos uma presidente pusilânime e frouxa, que transige e desconversa, que faz demagogia e jogo de cena diante da maior ameaça existente, hoje, à segurança mundial: o terror islâmico.

25/09/2014

às 12:00 \ Disseram

Sem conversas

“Nada justifica esses atos. Não pode haver negociação.”

Barack Obama, presidente americano, em discurso na Assembleia Geral da ONU sobre as ações do grupo terrorista Estado Islâmico; a fala de Obama vai na contramão do discurso da presidente Dilma Rousseff, que condenou ataques ao EI

24/09/2014

às 0:00 \ Disseram

Cidadania em primeiro lugar

“O título mais importante não é presidente ou primeiro-ministro, mas cidadão.”

Barack Obama, presidente americano, em discurso no encontro anual da Clinton Global Initiative, em Nova York

12/09/2014

às 6:00 \ Disseram

Treze anos depois

“Treze anos de momentos que eles teriam dividido conosco. Treze anos de memórias que teriam construído.”

Barack Obama, presidente americano, ao homenagear as vítimas dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 nesta quinta-feira

07/09/2014

às 12:00 \ Disseram

A justiça será feita

“Nossa mensagem para qualquer um que prejudique nosso povo é simples. Os Estados Unidos não esquecem, nosso alcance é longo, somos pacientes e a justiça será feita.”

Barack Obama, presidente americano, sobre a decapitação do jornalista James Foley por terroristas islâmicos

30/08/2014

às 17:00 \ Vasto Mundo

Mais boas novas para a economia americana: produção de carros, forte item das exportações dos EUA, explode e é a maior em doze anos

(Foto: Fast Company)

Tendo partido de menos de 4 milhões de carros produzidos em 2008, a indústria agora dá conta de mais de 13 milhões (Foto: Fast Company)

Os números acendem uma luz no fim do túnel para uma das indústrias que sempre foram base para a economia americana: a automobilística. A crise mundial de 2008 fez com que o setor cortasse milhares de empregos e diminuísse em grande escala a produção, que, em 2009, foi a menor desde os anos 60.

Agora, segundo divulgou a Casa Branca, o número de carros produzidos nos Estados Unidos é o maior nos últimos 12 anos. Entre 2008 e 2009, quando o país estava mais afundado pela crise, a taxa de produção anual ficou em 3,7 milhões de carros. As coisas mudaram para muito melhor: a projeção para este ano é de 13,2 milhões, de acordo com o governo americano.

A Casa Branca afirma que, desde 2010, quando acabou a fase mais crítica no setor automobilístico, já foram acrescentados 700 mil empregos na área.

O plano do presidente Barack Obama agora é investir no preparo dos trabalhadores para que a indústria continue crescendo. Isso envolve melhorias na área da educação e incentivos à criação de vagas de aprendiz no mercado.

 

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