19/06/2011
às 10:15 \ Política & Cia“O PT é o rei da infâmia”, diz FHC. Não perca esta entrevista: ele fala de Dilma, de Lula, de seu governo, de drogas e até de namoro
Amigos, depois da ótima entrevista que concedeu em vídeo ao meu amigo e colega Augusto Nunes, e que começou a ser publicada ontem no site de VEJA, não perca também esta outra do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Foi publicada hoje pelo jornal Correio Braziliense, na véspera do 80º aniversário de FHC e realizada pelos repórteres Denise Rothenburg e Ullisses Campbell. FHC fala da presidente Dilma, de Lula, do PT, do PSDB, de aspectos importantes de seu governo, de como vive hoje e até de namoro.
Leia, vale a pena.
São Paulo — Nas duas últimas semanas, não param de chegar pacotes embrulhados para presente no número 367 da Rua Formosa, no centro de São Paulo. Ali funciona o Instituto Fernando Henrique Cardoso, onde o ex-presidente despacha todas as tardes. No instituto, inspirado nas fundações americanas e mantido com recursos de empresas privadas e um naco da Lei Rouanet, para digitalização do acervo, a maior joia é o próprio FHC.
Ele completa 80 anos amanhã com uma disposição de fazer inveja aos mais jovens. Escolhe entre uma ou outra conferência no exterior (“faço palestras em quatro línguas, sem tradutor”). Frequentemente, é consultado para falar sobre a descriminalização da maconha. De forma tímida, reserva espaço na agenda para retomar a vida afetiva, três anos depois de se tornar viúvo. “Não namoro bastante porque seria ridículo um velho namorar assim.”
E não se furta a participar de discussões ligadas ao PSDB. Quando requisitado, diga-se.
Na última quinta-feira, FHC mudou parte da rotina. Encastelado em função de uma gripe — “a saúde não é mais a mesma” —, recebeu a reportagem do Correio em seu apartamento de 300m² na rua Rio de Janeiro, no bairro de Higienópolis.
Discorreu sobre vários temas nos 45 minutos de conversa. Separa Dilma do PT. “O PT é o rei da infâmia”, diz. Dilma? “Ela me parece uma pessoa íntegra, menos leniente com desvios.” Sobre a demissão de Palocci da Casa Civil, justo o principal ministro, diz que “são decisões difíceis, mas cabe aos presidentes tomá-las”.
Qual a maior alegria política que o senhor teve ao longo da carreira?
Minha maior alegria pessoal foi ter sido eleito duas vezes presidente. Na verdade, a alegria política é que eu fiz muita coisa pelo Brasil. Quando você chega lá, ou faz muita coisa ou não faz nada. A minha alegria é que mudei muita coisa. A minha intenção é continuar fazendo coisas por aí.
Qual a maior tristeza política?
Não ter conseguido fazer tudo o que queria e tentado demais mexendo em várias coisas ao mesmo tempo, quando talvez não fosse a tática adequada. Mandei tantas reformas estruturais que foi difícil tocar. A verdade é que não dei folga ao Congresso. O tempo todo estávamos de rédea curta, trabalhando, e agenda, agenda, agenda.
A reforma da Previdência: se eu tivesse me concentrado num ponto só, talvez tivesse sido mais eficaz do que assustar tanta gente, quando o que queríamos era salvaguardar o sistema previdenciário. Eu talvez devesse ter desvalorizado a moeda antes de 1999. O sistema nosso deixou de ser fixo, era flutuante, mas flutuava pouco. A certa altura mudei a política, mas poderia ter feito antes. Se tivesse, teria evitado a crise de janeiro de 1999.
Na época, o PT dizia que o senhor não mudou por conta da reeleição.
Não tem nada a ver com isso. O PT é o rei da infâmia. Imagina se àquela altura a questão central ia ser a reeleição? Até porque eu ia ganhar a eleição. Os efeitos da mudança da moeda só se fizeram sentir meses depois. O mercado foi quem tomou uma decisão por nós. Insistimos em não mudar porque a equipe estava convencida de que não deveria.
Eu estava convencido de que era possível mudar. Só que precisava de gente. Não se muda sozinho, não é um ato de vontade, Havia muita resistência na equipe. Tive que tirar o Gustavo Franco (à época, presidente do Banco Central). Eu gostava muito dele. Se ele tivesse ido para o governo depois de começar a flexibilizar, teria sido melhor.
Nunca esteve em cogitação a relação entre câmbio e reeleição. Isso é invenção do PT. Outra invenção: as reformas pararam por causa da reeleição. Ora, reeleição foi em um mês, janeiro de 1997, e toda a população queria, tanto que ganhei. Quem é que não queria? Os candidatos a presidente da República e seus partidos, Lula, Maluf e alguns até do meu partido.
O senhor acha que a reeleição está consolidada no Brasil ou prefere um mandato de cinco anos?
Acho que está consolidada. Precisa ser aperfeiçoada com maior restrição ao uso da máquina. Mas é difícil. Fui candidato e não usei a máquina. No pleito de 2010, não era reeleição e o Lula usou. Não dá para reinventar a roda. Os sistemas que têm dado certo são os de reeleição. Para a construção de uma obra, quatro anos não são suficientes. Nem mesmo cinco. Já seis eu acho muito.
O senhor vai inaugurar um portal. Esse meio de comunicação já se consolidou como instrumento político?
No Brasil, ainda não é como nos outros países, mas é uma força e acho que está se consolidando. A nossa sociedade se modernizou. As pessoas se modernizaram e as instituições políticas, não. Há um descasamento entre a vida na sociedade e a vida política. O Congresso vai para um lado e a sociedade, para o outro. Tirar do Congresso o debate foi uma contribuição negativa do governo Lula. As grandes questões são decididas sem debate. Quem decidiu a expansão das usinas nucleares? Ou a mudança na lei do petróleo? E a construção do trem-bala? Pode ser certo tudo isso, mas não foi debatido.
Mas essas questões foram debatidas no Congresso.
Muito pouco. Sobre petróleo, por exemplo, só se debateu a distribuição dos royalties. E tudo em regime de urgência, urgentíssima ou medida provisória. O debate amorteceu em função da prosperidade, que é evidente, da possibilidade de o governo dar mais benesses, inclusive ao próprio Congresso.
O senhor falou em prosperidade. Isso significa que a presidente Dilma e o PT podem ficar no governo por mais tempo que os quatro anos? Como a oposição vai construir um discurso capaz de quebrar essa onda?
Essa onda (de prosperidade) no mundo está arrefecida. Você não tem a situação que tinha há dois anos para o Brasil. Agora teremos que enfrentar problemas mais complicados. Há um tremendo deficit de infraestrutura. Portos, aeroportos, estradas. E falta dinheiro. O governo vai ter que tomar medidas. A primeira ideia que tiveram (sobre a concessão dos aeroportos) achei boa. Eu tenho que dizer com franqueza: a Dilma tem me surpreendido.
Em que pontos ela o surpreendeu?
Por exemplo, todo mundo diz que a Dilma é uma pessoa agressiva. Comigo não foi de forma alguma.
E na parte administrativa? Ela agiu certo ao demitir o ministro Palocci?
Ainda é cedo para julgar. São decisões difíceis, mas cabe aos presidentes tomá-las.
Qual a sua opinião sobre repassar a administração dos aeroportos à iniciativa privada?
É bom que se faça. É corajoso. Isso requer que as agências reguladoras funcionem.
E como vê essas agências? Certa vez, o senhor disse que criou esses mecanismos de forma a deixar o Estado mais leve, a infraestrutura seria tocada pela iniciativa privada.
Exatamente, desde que as agências controlassem o bem do consumidor, com fidelidade aos contratos. As agências não deveriam ser politizadas. A Agência Nacional do Petróleo foi anulada. Hoje, a Petrobras reina sozinha. A ANP está cheia de pessoal do PC do B e do PT. Agência não é para isso. Na questão dos aeroportos, é bom que a agência tenha vigor para fazer concessão. O setor privado vai sempre puxar para interesse próprio. O Estado tem que estar presente para que não haja distorção.
A Dilma lhe enviou uma carta elogiosa.
Vi com prazer. Ela foi generosa. Reconheceu o que o antecessor costumava dizer que não era assim.
Algumas notas dizem que o senhor está magoado com o Lula. É verdade? Ainda espera uma ligação dele para cumprimentá-lo pelo aniversário?
Não estou magoado. Ele nunca me ligou por aniversário algum. O Lula e eu, quando estamos juntos, nos damos bem. Agora, ele deve ter algum problema psicológico, tem dificuldade em fazer gestos comigo.
A interlocutores, ele disse ter mágoa em função das campanhas, críticas em tom agressivo.
Isso não. Uma vez o Lula foi lá me ver, no Palácio, quando eu era presidente. Ele tinha perdido a eleição, em 1998. Depois que fui reeleito. Cristovam Buarque presenciou a conversa. Uma certa hora, eu disse: “Ô Lula, nunca vi você na tevê me atacando, porque não queria ficar com raiva de você”. E era verdade, eu não via [entrevistas e discursos de Lula ela TV]. O pessoal da máquina dizia que eu tinha que ver. Eu não via porque ele era agressivo.
Outra vez, estávamos no Alvorada, eu, Ruth, ele e Marisa. Falamos de novo sobre isso e ele, “Ah, mas pessoalmente…”, e eu disse. “Então você depende: tendo gente na frente, pode dizer qualquer coisa, né?”. Não tenho mágoa do Lula. Conheço o estilo. Não é que me doa. Mas, do ponto de vista do Brasil, ex-presidente é bom que tenha uma relação civilizada. Infelizmente, não pude ter uma relação mais civilizada com o Lula.
A carta que Dilma lhe mandou, alguns viram como ponte entre governo e PSDB. Que interpretação o senhor faz?
Primeiro, acho que é uma coisa pessoal. E não é o primeiro gesto. Fui convidado para o almoço do Obama e ela me tratou bastante bem e vice-versa. Em segundo lugar, acho que ela entendeu que era melhor a distensão de um clima crispado. Mas acho que para aí. Não acho que ela queira brigar com Lula.
Uma leitura possível é que ela quer acabar com o clima de guerra entre PT e PSDB?
De alguma maneira, essa coisa cansou, porque é falsa. Os projetos são meio parecidos.
Onde PSDB e PT se afastam? É a disputa pelo poder pura e simples?
É essencialmente a disputa pelo poder. Dizem que um é de esquerda e o outro é conservador. Não é verdade. Não tem nada disso. Um é privatista, outro não. Não é verdade, está se vendo aí (questão dos aeroportos). Um não liga para o povo o outro liga, também não é verdade, e por aí vai.
O que discrepa? O PT mantém uma certa visão de partido, Estado e sociedade que é diferente do PSDB. O PT ainda acredita que o melhor para o país é que um partido, eles, ocupe o Estado e que o Estado mude a sociedade.
O PSDB não vai nessa direção. É mais republicano, no sentido de separar mais. Não quero com isso tirar o mérito do governo Lula, do que fez de expansão dos programas sociais. Sendo ele um líder sindical, tendo uma base ligada a esse setor, tem mais facilidade de atender aos reclamos do que outros governos. Agora, os programas sociais todos começaram no meu governo. Do Luz no Campo, distribuição de livros, as bolsas.
Foi correto juntar todas as bolsas no Bolsa Família?
Já havia uma tendência. Era uma questão técnica. As bolsas surgiram como uma proposta do Banco Mundial, hostilizada pelo PT e por muita gente. Depois, houve um movimento de criar um fundo para combate à fome, que o ACM capitaneou. Era dar comida. Isso não é correto do ponto de vista de políticas sociais gerais. Em certas situações extremas, sim, dar comida.
Fora disso, tem que dar emprego, instrução ou auxílio transitório. Usamos a educação primeiro, fizemos a Bolsa Escola. E no Ministério da educação, tivemos um problema tremendo: quem iria receber a bolsa? Não queria que fosse por influência política. Criamos então o cartão da cidadania, que copiei do Marconi Perillo, que já fazia em Goiás. A mãe de família e não o homem ia lá sacar o dinheiro. Minha intenção era não politizar as bolsas, não fazer populismo.
Quando começou a ideia de integrar — tinha Bolsa Escola, alimentaçã o, vale-gás e tirar criança do trabalho forçado. Cada ministério olhava para o objetivo da bolsa. Ao juntar tudo, complica, cria uma burocracia nova, que não tem o mesmo interesse específico. Por isso, eu tinha resistência a juntar todas. Mas, tecnicamente, a Caixa Econômica Federal já estava fazendo os procedimentos porque é mais econômico.
O que o governo Lula fez, além de juntar tudo, foi a apropriação política da bolsa, o populismo. E perdeu o objetivo. Aliás, o Fome Zero, sob esse ponto de vista, era melhor porque queria ensinar a pescar e não dar o peixe. Por que fui para a Bolsa Escola? Porque o objetivo é educação. O que liberta é o trabalho.
E a política externa? Está correta essa estratégia multifacetada do governo?
Está correta e eu comecei, ou melhor, o Sarney começou e depois seguimos. Não é verdade que era só Estados Unidos. No meu discurso de posse, como chanceler, eu disse que tinha que ir para a Ásia. E fui. Fui ao Japão, à Índia, à China, o primeiro a ir à Malásia. África também fomos. O PT gosta de dizer que começou a história. Já estávamos nessa direção. A diferença do Lula é que ele queria obter uma cadeira no Conselho de Segurança.
O senhor não acha isso correto?
Não vai haver essa cadeira porque não está havendo a mudança. Vamos ter uma cadeira lá, um dia. Mas não agora. O que eles [o governo Lula] fizeram? Abriram embaixadas. Isso custa caríssimo. Com o objetivo de obter essa cadeira, que não obtiveram. Boa parte das viagens e de apoios em países menores não foi outro senão político, de um protagonismo que não funcionou.
E em relação à ampliação de gestão do FMI, do Banco Mundial?
Acho corretíssimo. Não fiz outra coisa que não fosse pedir isso. Acho que será a médio prazo. Estava lendo um artigo de Ricardo Lagos [ex-presidente socialista do Chile]. Mostra que há uma aceleração desse processo. Quando havia reunião do G-7, eu mandava cartas pedindo a regulação financeira. Apoiei a taxação de fluxos de capitais. Na reunião que tivemos na chamada governança progressiva, em Florença, com vários líderes internacionais, defendi essa tese e não foi aceita. A China cresceu e puxou todos os países.
Como é a vida de ex-presidente? O que o senhor faz no dia a dia?
Fico em casa pela manhã. Trabalho no computador, leio, escrevo. Nada pela manhã é voltado para o lazer. Almoço em casa e, à tarde, vou para o Instituto (Fernando Henrique Cardoso). Recebo gente, tem reuniões, seminários e não sei mais o quê.
No que o senhor se ocupa?
Logo que deixei a Presidência, resolvi desencarnar. Viajei, fui para a França com a Ruth, sem segurança alguma. Andávamos de metrô como pessoas normais. Voltei à vida comum. Depois fomos para os Estados Unidos e eu ficava na Biblioteca do Congresso, lendo e escrevendo o livro A Arte da Política – A História que Vivi (Civilização Brasileira, 2006). Também andava de metrô. A Embaixada do Brasil nos oferecia um carro e eu recusava. Queria levar uma vida normal.
Só quando era assunto oficial da Embaixada eu aceitava o carro. Nos Estados Unidos, assumi uma posição na Universidade de Brown conhecida como professor-at-large que, em tese, é um professor que faz o que quer, mas eu acabava dando aula magna, seminários e atendia alunos de graduações, o que eu adorava fazer. Fui convidado para a Universidade de Harvard, mas recusei. E olha que estava sem dinheiro. Foi aí que eu descobri que podia ganhar dinheiro falando.
Por falar em estar sem dinheiro, de onde vem essa sua fama de pão-duro?
Realmente tenho essa fama. Não sei de onde vem. A verdade é que eu saí da Presidência e fiquei sem dinheiro. Por causa disso, não era e nem sou consumista.
Hoje o senhor tem investimentos financeiros, dinheiro guardado?
Hoje, sim. Mas quando deixei o governo não tinha nada. Presidente da República não tem salário de aposentado. Assim que saí do governo eu sobrevivia com salário de aposentado da Universidade de São Paulo. Mas eu e a Ruth nunca tivemos aperto de dinheiro. Como professores universitários, levamos uma vida de classe média confortável.
A população tem na figura do presidente uma imagem de pessoa poderosa e com dinheiro. Não é?
Realmente tem essa imagem, mas não corresponde à realidade. Para você ter uma ideia, para eu comprar o apartamento em que moro hoje, tive de vender dois e ainda assim a soma não era suficiente. A editora Record me antecipou um dinheiro desse livro que eu ia escrever e assim consegui comprá-lo.
A fama de pão-duro então é injusta?
Não sei. Só sei que não gosto do ato de tirar o dinheiro do bolso. Se for para pagar com cartão, não ligo. Mas se for com dinheiro vivo, complica. Não gosto de dinheiro.
Como pesquisador, como o senhor vê essa polêmica dos documentos secretos?
Tenho uma explicação difícil de acreditar. No último dia do meu governo, 31 de dezembro de 2002, assinei uma pilha de documentos e decretos que alguém havia levado ao gabinete. Era uma pilha de decretos e assinei. Não tem nesse documento o nome do ministro Pedro Parente [chefe da Casa Civil de então, cuja assinatura era necessária ao documento] nem do general [Alberto] Cardoso [chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, de assinatura também necessária], então tem boi na linha. Dois anos depois deu aquela confusão. A verdade é que nunca fui pressionado por nenhuma instituição nesse sentido, nem pelos militares nem pelo Itamaraty. A assinatura adveio de um equívoco e não porque esse ou aquele órgão me alertou.
Mudando de assunto, como o senhor está vendo essa briga dentro do PSDB que parece não ter fim?
Não é possível que o PSDB não aprenda com a história. Governamos São Paulo e Minas, os dois estados mais populosos e mais ricos. Ao unir São Paulo e Minas, temos chances boas de ganhar a eleição presidencial. Temos que ter a capacidade de unir esses dois estados.
O senhor se propõe a fazer essa unidade?
Eu não, já chega.
Na sua leitura, por que o Serra perdeu a eleição?
Por muitos fatores. O mais importante é que o Lula tem muita popularidade e jogou com a máquina, fez uma vasta aliança e teve recursos infindáveis. Tudo isso é verdade e conta. A gente tinha chance de ganhar.
O PSDB tem algum mea-culpa a fazer?
Sempre tem, não só do Serra, mas de todo o partido. O PSDB nunca foi forte em deixar uma marca e trabalhar essa marca. O partido erra ao esconder os benefícios das nossas gestões. Esconde a mim. Mas não estou disputando eleição, nem sou personalista para ir lá e brigar. Acontece que eu já passei da idade dessas coisas. Isso é um erro do ponto de vista do partido. A meu ver, o PSDB também errou ao não politizar as questões.
A violência no campo foi um problema acentuado em seu governo e, 16 anos depois, ainda persiste, principalmente no Pará. Esse tipo de barbárie não tem solução?
Na época do massacre de Eldorado dos Carajás, fui pessoalmente responsabilizado e acusado por PT e MST. O governador do Pará na época, Almir Gabriel, foi processado. Agora, que morreram camponeses e sindicalistas, ninguém acusou o Lula e a Dilma. A verdade é que, apesar de o Brasil ter um PIB não sei de que tamanho, não é um país civilizado completamente. Não é um país em que a cidadania exista pra valer.
O senhor disse que os partidos pequenos se organizam para usufruir de cargos do governo e que o Lula fez a política do toma lá da cá com o Congresso para governar. O senhor acha que a Dilma vai cair nessa armadilha?
Não, porque me parece que a Dilma é uma pessoa íntegra. Ela tem sido mais resistente nessa questão, mas é lógico que há limites para essa resistência. Não sei qual é a tese dela. Ela parece menos leniente com desvios.
O senhor defendia de maneira velada a descriminalização do uso da maconha quando era presidente e agora passou a defender abertamente. O senhor acha que o Brasil realmente está preparado, inclusive na questão da saúde pública, para lidar com o usuário e as consequências que o uso contínuo dessa droga acarreta?
O uso de todas as drogas faz mal, inclusive o cigarro, o álcool e a maconha. Todas as drogas fazem mal. Acho que temos que ter sempre campanha de prevenção. A meu ver, acho que até o uso do álcool deveria ser regulado no Brasil. Queria deixar claro que a minha posição não é do “libera geral”. A minha posição é: não basta pôr na cadeia. O problema é que não há receita geral que dê certo no Brasil. Sempre uso o seguinte exemplo: gosto de vinho, tomo quase todas as noites no jantar. Se tomar no almoço, prejudica o meu trabalho. Se eu pedir uma taça de vinho pela manhã, me levem para o hospital, pois estou doente. O mesmo vale para a ma conha. Se a pessoa fumar o dia inteiro, vai ter problemas psicológicos.
O senhor está viúvo há três anos e é um homem bastante admirado pelas mulheres. Como está o seu coração? Já refez a vida afetiva?
Evidentemente, sou um ser humano. Mas isso não quer dizer que tenha alguém efetivamente, que vá casar e tal. Não penso nisso. Aos 80 anos, me casar seria uma temeridade. Além disso, tenho uma família forte e muito ligada a mim. Agora, evidentemente, me relaciono com muitas pessoas. Não namoro bastante porque seria ridículo um velho namorar assim. Não me incomodo em ser admirado de longe pelas mulheres. De perto, vamos devagar porque o santo é de barro e, nesse caso, o santo sou eu.
Agora que o Lula é ex-presidente e começou a dar palestras para sobreviver, assim como o senhor faz, já deu para sentir a concorrência do petista nesse mercado?
Imagina. Eu dou muitas palestras pelo mundo. Não tem uma semana que não receba até três convites para dar palestras fora do Brasil. Todas muito bem remuneradas e algumas até recuso. Eu dou palestra em quatro línguas, não preciso de tradutor. Não existe concorrência. Hoje, não faço mais tantas palestras porque não preciso de dinheiro. Passei a ser muito restritivo.
Tags: agências reguladoras, Congresso, Dilma Rousseff, FHC, Lula, Previdência, programas sociais, PSDB, PT, reeleição

































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104 Comentários
Ailton
-26/06/2011 às 12:50
Fidencio Maciel
Se for para fazer o que cada um fez por esse nosso Brasil, amigo, sinceramente, prefiro que nunca mais tenhamos um outro “Culto” no governo.
Fidencio Maciel
-25/06/2011 às 7:10
Nós, brasileiros, tivemos FHC, o mais culto de nossos presidentes. Depois tivemos Lula, quase analfabeto. Quando novamente teremos um homem de cultura na Presidencia?
manoel
-24/06/2011 às 2:31
Parabens pelo aniversario presidente FHC, ainda bem que o senhor assumiu a presidencia em 1994, caso isso nao tivesse ocorrido, hoje talvez seriamos pior do que Cuba.Peço-lhe que continue a colaborar com o nosso querido Brasil, nao impoorta a forma.
Ailton
-23/06/2011 às 11:39
ASSATAR BANCOS PARA RECEBER TRATAMENTO DO ESTADO! ISSO FOI EM CUBA? NÃO, NOS ESTADOS UNIDOS!.
Falam tanto das maravilhas que são os EUA, só que a medicina pública desse gigante, em relação á miserável Cuba é uma coisa vergonhosa, eu nunca ouvi dizer que um cubano chegasse a assaltar um banco, roubar apenas U$1,00 ficar sentado a esperar que oito viaturas viessem em socorro do banco e o capiturasse, ‘ladrão’, ladrão queria apenas um tratamento médico.
Motivos do roubo, o homem de 56 anos, que sofria de três hérnia de disco, queria receber tratamento, ser operado para se livrar das dores lacerantes que sentia. (amigo dor de hérnia de disco deixa qualquer um louco, é uma dor vertiginosa, uma dor que deixa qualquer atropelamento de tram perecer apenas uma massagem corporal).
Então, para esse americano que teve a ‘felicidade’ de nascer nos EUA, achou um metodo rapido de receber tratamento. (já que é pobre e pobre nos EUA não vistos por ninguém), o homem foi assaltar um banco e esperar para ser julgado. Deve receber uma pena de 30 anos e certamente vai ser operado dentro da cadeia, já que o código penal americano garante todos direitos, todos os acessos à saúde aos presos, inclusive tratamentos médicos carissimos.
Eu tive três hérnias de disco, conheço muito bem o drama desse rapaz, felizmente nasci em um país onde o estado não é NEOLIBERAL, garante direitos e acessso aos serviços de saude pública a todos os cidadãos. Me operei pelo sistema de saúde, SUS, o tempo, dos exames á cirurgia, demorou apenas seis meses, isso em 2003, admirem-se! Não precisei assaltar nenhum banco para ser tratado pelo estado.
Para quem vive a ovacionar os EUA, lá não existe medicina pública, tudo é pago, só trabalhadores que dispões do Seguro Social, recebem tratamentos médicos sem meter a mão nos bolsos.
Quem não tem Seguro Social e não tem dinheiro, padece no “paraiso” no falso paraiso más padece.
Como dizem na Bahia, pobres nos EUA, “Se lenham”
http://ibahia.com/detalhe/noticia/homem-rouba-1-dolar-em-banco-para-ir-preso-e-ter-tratamento-medico/
Marcos Cezário dos Santos
-23/06/2011 às 0:10
Perfeito.
Ailton
-22/06/2011 às 22:36
Marco
Rede Globo se preoculpar só com a coletividade? Globo não se preocupar com o individualismo? Se preocupar só com a grande sociedade?
Amigo! Decidiamente não falamos da mesma emissora, lembra de um certo Collorido? Fruto das vaidades platinadas, uma vaidade individual e egoística globalizada? Lembra-se das manipulações globomolinianas? perito deu até laudo, só para dar realidade a matéria noticiosa de um certo objeto de meio quilo, que tinha o formato de uma bolinha de papel?
Lembra das manipulações interesseiras da emissora que arruinou a vida dos proprietários da ESCOLA BASE? emissora quis que fatos ‘noticiosos e fantasiosas virassem fatos verdadeiros, só para não cair no ridiculo, então destruiram a vida dos proprietários daquela escola, cobriram erros jornalístico com uma destruição total!
decidiamente a Globo que assito, não é a mesma Globo que voce assiste.
Ailton
-22/06/2011 às 20:17
Caro Corinthians,
Eu fico preoculpado com o amigo Ricardo Setti, estamos a bater nas mesmas teclas deste ‘cravo’, imaginei o tédio do amigo jornalista Ricardo Setti, em ler sempre os mesmos assuntos postos e as mesmas respostas dadas por nós dois, nada pessoal, é só por essa razão, o nobre jornalista cede gentilmente o seu espaço jornalisticos para essas contendas saudáveis.
São as ideologias diferentes, e opiniões diferentes que nós faz crescer.
Você pergunta qual a minha posição sobre privatizar ou manter empresas estatizadas, amigo, eu do meu ponto de vista, entendo de que o estado tem mais condições de administrar conglomerados de emprsas essencias ao país.
Claro!! entendo que são ‘presas’ fáceis nas mãos de politicos inescrupulosos, porém o MP e Tribunais de Justiça existem para corrigir esses desvios de condutas com cadeia.
Então respondo: sou a favor do Estado e economia andarem juntos. acho que Brasil só tem a ganhar.
celia Pereira
-22/06/2011 às 19:16
FHC foi um Presidente íntegro, com forte apreço a democracia, ele sim, se preocupava com o País, com as pessoas. Estabilizou a economia, criou a Lei de Responsabilidade Fiscal, tudo isto com o PT pertubando, votando contra tudo, votanto contra o Brasil e agora tenta nos enganar, são ums Lobos em pele de Ovelha.
Lapeno R
-22/06/2011 às 10:11
Esse foi um presidente que honrou a camisa e e motivo de orgulho dos bons brasileiros.
Interessante seria de fizessem uma entrevista com o Molusco, e produzir um texto tao rico, abrangente e direto como o acima. FHC desmontra uma humildade que e admiravel, na vida apos a presidencia, e tocando a vida normal em viagens ao exterior e no Brasil.
Abracao!
Abracao!
Corinthians
-21/06/2011 às 16:21
Desculpe Setti, mas quando o assunto é futebol, devo dizer ao Marco – 21/06/2011 às 14:09 que não vá atrás do Christian.
Eu poderia mentir aqui dizendo que ele é ruim e tal, mas o Setti já “entregou” o jogo. O cara é bom. O problema talvez para o Inter é que ele virou Corinthiano. Mas ele sempre foi muito profissional e é extremamente competente protegendo a zaga.
Ailton,
Tudo bem, era só uma discussão com relação à pontos de vista – podemos parar sem problemas. Só fico triste por não conseguir identificar sua opinião.
Mas valeu mesmo assim, foi uma discussão dentro dos parâmetros como deve ser, sem xingamentos ou apelação.
Nos vemos em um próximo post.
Marco
-21/06/2011 às 16:18
Amigo Setti: Respondendo ao Aírton vejo sim na televisão e na mídia uma tentantiva e um prazer na ética tribal de “Grande Sociedade” coletivista. Sem foco no pequeno grupo ou indíviduo. Citei o Fantastico pq vi uma pesquisa sobre o q pensam os jovens com um tour histórico. Eles pensam só em poder comunitário e grandes movimentos revolucionários. Acho isso uma desastrosa consequência social, contra a liberdade individual.
Abs.
Ailton
-21/06/2011 às 15:30
Olá corinthians, (minha ultima peleja com você vou me silenciar doravente)
Barack Obama vence as eleições, justamente por eleitores estadunidenses não se conformarem com a crise duradoura, crise que se arrastava, havia 20 ou 25 anos.
Clinton não consegue superar nem sanear crise, apenas atenua, diminui os efeitos dela no seu governo, más a crise persistia ou persitem, apesar de seu governo austero.
Obama só vence as eleições, por que americanos já sentiam o problema no seu dia a dia.
Lula pedia moratória quendo era depudado federal, nos anos oitenta, não, naõ foi em 2003 ou decada de noventa.
Amigo Ricardo Setti, perdão pelos lapsos de memória, errei sim, errei a data da primeira invasão ao Iraque e chamei o país KWAIT pelo nome de um refrigerante da coca-cola (Kuat).
Marco
-21/06/2011 às 15:17
Amigo Setti: Espero q não para o bem do futebol, tu sabe da minha mania d torçer sempre para times grandes, mas futebol é um Jogo. E como um liberal convicto adpto a Teoria do Jogo como a melhor forma d justiça social no Mundo. Q vença o melhor sem intervenção extra campo.
Abs.
Abs.
Marco
-21/06/2011 às 14:14
Amigo Setti: Não vou perder a oportunidade, de tirar uma Onda com a Petrobrás, principal patrocinadora do Ríver Plate, pode estar indo para 2 divisão. Será q é a mesma competência !
Abs.
Incrível a tragédia que está vivendo o glorioso River Plate. Eu não me lembrava que a Petrobras patrocina o time, caro Marco. Será que ele cai mesmo? Faltam duas partidas…
Abraço
Marco
-21/06/2011 às 14:09
Amigo Setti: A propósito vou perguntar para o Corinthians ou para ti o Inter está tentando trazer um volante chamado Cristhian q jogou no Timão em 2009, agora está no Fernenbach, se te chamou atenção e se é recomendável ?
Abs.
O Christian era peça-chave no excelente time do Corinthians de 2009. Sua saída desmontou um esquema que funcionava muito bem. É um jogador de muitas qualidades, caro Marco.
Marco
-21/06/2011 às 13:58
Amigo Setti:È duro mais uma vez ter q aguentar esses arcaboços teóricos de utopia,com instrumentos de politíca governamental distorsivos e burocrata. Não vi nenhuma melhoria d Bem estar na Saúde,segurança e educação, e até nos serviços públicos. Vi sim os maiores Juros do Mundo, os maiores impostos, e uma inflação absurda. E a maior injustiça social do Mundo em distribuição de renda sectária entre o Barnabé e o privado. Então meu amigo, prefiro me basear na lógica do Bem estar econômico do q curas milagrosas e mascateadas mais na Fé dogmático d q na Razão. Te garanto uma coisa q deveria ser o antídoto contra esses tour teórico, para elucidar esse problema: ” O interesse de grupos sociais e o interesse privado não são harmônicos”.
Abs.
Corinthians
-21/06/2011 às 13:18
Ailton,
Ou seja, mesmo com os problemas econômicos que segundo você já duram 20 anos (não vou comentar aqui a recuperação provida pelo presidente Clinton), os EUA ainda continuam a ser o país a liderar economicamente e tecnologicamente. Isso é fato. Mas também não têm relevância nenhuma – posso colocar aqui que os EUA já tinham problemas, e Obama só os aumentou ao estatizar as empresas (por que foi um gasto gigantesco). Isso torna Obama menos culpado ? Não para mim, pois se já haviam problemas, ele deveria ser o primeiro a evitar aumentá-los – e ele fez o que acreditava ser o certo. Não sei se ele acredita mais.
Já que você não se sente confortável para responder, vou focar aqui no absurdo de seu texto.
Você disse com toda a clareza de que Lula tinha razão em pedir a moratória da dívida externa.
Isso não foi feito, ao invés ocorreu uma grande reforma econômica com o Plano Real e as privatizações. E o PT manteve suas críticas.
Segundo Lula, recebeu uma herança maldita.
Então se Lula tinha razão em pedir a moratória, quando ganhou em 2003 ainda com a tal erança maldita e país quebrado, ele devia ter então praticado o que pregava.
Porém sabemos que para se eleger ele teve que abdicar de posições absurdas, sendo obrigado a escrever uma carta que basicamente dizia que não iria fazer nada do que disse que faria.
Aliás esta foi a única garantia, e a mais acertada de Lula (mesmo que obrigado) – manter a política econômica do governo anterior. De resto, só temos um conjunto de números que já era esperado, fosse ou não Lula presidente, visto que ação, reformas, modernização, nada disso ocorreu pelas mãos deste.
–
Continuo sem saber sua posição sobre as privatizações. E agora posso inluir também o fato de que, já que em sua opinião Lula deveria sim ter pedido moratória, qual sua opinião quando ele não fez o que pregava ?
Ailton
-21/06/2011 às 10:59
“supostamente pela invasão daquele país ao Kuat”
Ailton
-21/06/2011 às 10:51
Corinthians
Problemas economicos dos EUA, ja vem de longo tempo, não foi no governo de Obama, tampouco com a intervenção do estado ocorrida em 2009 para salvar as montadores de autos e gandes bancos.
Problema surgiram apartir de 1992, quando o Busch (pai) resolve dar uma de Cowboy e sai a bombardear o Iraque, supostamente daquele país ao Kuat, quando a verdade, foi apenas para aumentar os preços do barril de petroleo, já que a familia Busch é muito forte na industria do petroleo americano.
Lula pedia moratória, sim pedia e com razão, naquele tempo caro Timão, país estava literalmente no BURTACO,estava QUEBRADO, não havia um centavo nos cofres, exportações estavam zeradas e importações em alta, as indústrias se retiravam do país, centenas delas semanalmente, todas fugidas devido as violentas crises economicas dos anos noventa, quando Brasil faliu, quebrou nada menos que 12 vezes em apenas oito anos por dificuldades economicas de país menores. Não havia outro caminho a não ser pedir uma moratória unilateral das dividas, era o caminho para continuar a existir um país ‘embaixo’ dos nosso pés e todos nós sabiamos disso, inclusive o Lula.
Diferente dos anos de 2004 A 2010, quando exportações ‘explodem’, investimentos entram aos ‘rodos’ no país, indústrias retornam ao Brasil, recebem as gatrantias que o governo ia dar apoio e sustentação para crescimento, somados a esse quadro, ainda veio a auto-suficiencia em petroleo, passamos a fabricar equipamentos pesados, deixamos de ser apenas um importador de matéira acabada, importador de tecnológia. Fato que reduziu bastante a saída de capitais estrangeiros do país, tivemos também o crescimento fenomenal do PIB, mudamos de comodos U$550,0 bi para excepcional U$2,2 Trilhões de dolares. Dai veio a redução do RISCO BRASIL, que antes era de 2700pp(ano1999) hoje somos classificados como 41pp(ano2011) de risco a mais, para investidores perder todo investimento(Estados Unidos atualmente tem 198pp).
Então caro Corinthians diante do quadro posto, o Brasil cresceu, dinheiro se amontoava nos cofres e o petista Lula quitou todas as dividas, tanto a que tinhamos com o FMI, quanto a SECULAR, A PRAGMÁTICA E TENEBROSA DIVIDA EXTERNA.
Nos nefastos anos noventa éramos a 22ª economia, hoje somos a sétima
Existem muito a ser feito, principalmente, deixar de ser um país onde a sua população foi secularmente esquecida, fato que deixou esse grande percentual de pobreza.
O primeiro passo foi dado.
Ailton, a Guerra do Golfo foi em 1990. E não foi o Bush pai que “saiu bombardeando” o Iraque. Tratou-se de uma das maiores alianças militares internacionais já obtidas até hoje, porque Saddam Hussein, então ditador do Iraque, invadiu e quis anexar o Kuwait. Dezenas de países participaram da operação.
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Ailton
-21/06/2011 às 10:05
Marco:-20/06/2011 às 18:04
Caro Marco, Jornalistas do JN e do Fantástico, recebem muito bem da Rede Globo, precisam ter conhecimentos profundos de economia (Ou das areas que atuam) devem ter informações muito precisas á passar para o “seu” público, Emissora paga FORTUNAS aos seus jornalistas, justamente para manter todos telespectadores ‘bem’ informados, nada pode ser empirico, ou mambembe, embora, quase sempre selecionem, o que desejam que o povo saibam.
Kitty
-21/06/2011 às 1:37
Querido Ricardo,
Concordo com Você, que a entrevista que o ex-presidente FHC concedeu a seu amigo e colega AN foi realmente ótima; a interação entre o jornalista, o ilustre visitante e nós eleitores foi uma experiência gratificante, quase parecendo um vídeo-conferência.
Sem dúvida alguma, esta outra que você nos fornece, tão gentilmente, através do Jornal Correio Brasiliense é de alto nível também.
As perguntas foram assertivas abrangendo vários temas, desde o passado à atualidade. A meu ver, o tema da descriminalização da maconha foi o mais polêmico, já que o ex-presidente sempre a defendeu, mas de forma velada, mas agora passou a defendê-la abertamente.
Resumindo, uma parte relevante da entrevista foi quando Fernando H. Cardoso reconheceu ter cometido alguns erros durante sua gestão como presidente e não ter conseguido, por várias razões, fazer tudo o que queria. Precisa-se humildade e firmeza de caráter para assumir publicamente as medidas que não foram tomadas no momento certo.
No entanto, os acertos foram maiores que os erros. Fernando H. Cardoso, o então ministro da Fazenda de Itamar Franco, em cuja gestão se implantou o Plano Real e outras medidas de suma importância, que colocaram o país no rumo certo da estabilidade econômica.
Todo isto não teria sido possível se não fosse pela sua profunda convicção que o país precisava mudanças profundas para catapultá-lo no lugar de relevância que hoje tem.
Para terminar só me resta dizer duas coisas: Fernando H. Cardoso é um homem de Visão. Um Estadista. A segunda, uma frase de AN, mas dita inversamente:
“Sempre que Fernando H. Cardoso pensa alguma coisa ou concede entrevistas como esta e, a de Augusto Nunes, o Brasil fica mais inteligente”
Um abraço/Kitty
Roberto
-20/06/2011 às 21:22
Caro Setti,
Nesse final de semana, dois ex-presidentes estiveram na mídia porém com algumas diferenças.
Na Sala São Paulo, ao som da melhor música clássica, FHC era homenageado por ínclitos cidadãos desse país, também concedia entrevistas como esta, mostrando caminhos, esbanjando inteligência conhecimento e ética.
O outro, passou o final de semana desfilando seu refinado vocabulário forjado em botequins de quinta categoria durante os últimos trinta anos de ociosidade. Utilizando-se das velhas frases da filosofia etílica e bossal para defender os companheiros que estão na mira da polícia e acusar a imprensa de golpista.
Podemos ter os governantes que quizermos, é uma questão de escolha.
Corinthians
-20/06/2011 às 19:10
Ailton,
Não vão vender os aeroportos, assim como não se venderam as estradas em nenhum lugar do país. O modelo de privatização é o de concessão, aquele mesmo modelo que foi vergonhosamente difamado na campanha eleitoral. O PT mudou as regras para o pré-sal e definiu o modelo de partilha, que abre portas para mais corrupção.
O modelo adotado para a privatização dos aeroportos é o de concessão – só que da maneira que foi colocado não atraiu nenhum investidor, pois não previa passar a operação para a iniciativa privada. Por este motivo a privatiação dos aeroportos está sendo revista para incluir a operação também.
É desta forma desde sempre – é concedido ao investidor privado o direito de exploração, seja de um canal de TV, uma faixa de rádio, um poço de petróleo, uma mina de ferro, enfim… Ainda não entendi se você é afinal a favor ou contra as privatizações.
Não sei qual é seu estado, mas aqui em São Paulo, graças à iniciativa privada, temos 10 das 10 melhores estradas do país, índice de acidentes quase de primeiro mundo, e obras de infra-estrutura já realizadas.
Enquanto que nas estradas federais as obras de infra-estrutura nao foram realizadas, mas o pedágio está lá.
Quanto à decretar a morte dos EUA, acho um pouco precipitado. Vale lembrar que ele ambém é o maior credor mundial e que possui as maiores empresas de tecnologia (Microsoft, IBM, Oracle, Google, Apple, Exxon) fora bancos e outras. Diferente de nós, eles tem a maioria de suas exportações feitas de produtos com alto valor agregado.
Concordo que eles estão em uma situação bem difícil – e qualquer análise sensata do assunto demonstra que um presidente Democrata (o partido mais “social” ou mais à esquerda deles) causou essa dívida enorme, como você mesmo informou, estatizando empresas, como a GM, bancos (aliás até hoje debatem o por que alguns bancos não foram salvos pela benesse do estado, enquanto outros foram salvos). A grande presença do estado para salvar a economia não deu os resultados esperados.
Devo colocar aqui quanto à citação de moratória, que a maioria dos anos de Lula como candidato foi pregando a moratória da dívida externa.
–
Isto posto, coloco também que não vejo a relação dos problemas dos EUA, que mesmo assim possuem índices econômicos e sociais absurdamente superior aos nossos, tem relação com o uqe está sendo discutido.
Afinal a grande dívida do governo formada após a crise de 2008 foi causada por uma presença bem maior do estado na economia, estatizando empresas.
E também continuo sem saber qual sua posição em relação as privatizações, mesmo aquelas realizadas por Lula.
Neste momento minha opinião é que a discussão não é movida por idéias, e sim por fanatismo ao partido.
Esquivar-se de prover opinião sobre privatizações e atacar os EUA acaba por ser típico.
Marco
-20/06/2011 às 19:07
Amigo Setti: O MP com seu Orçamento de R$ 30 bi aa( abrangendo o Federal e os estaduais ), com causas infantis q em quantidade são muitos pequenas e d eficiciência apenas d 53 %. Q na maioria das vezes de classificação e viés político de mentores ideológico. Não pode ser usado como padrão compilador de algumas qualidades metodológicas de doutrinas econômicas etiquetadas. Pelo menos não deveria.
Abs.
Marco
-20/06/2011 às 18:04
Pois é meu Amigo, agora até o Jornal Nacional e o Fantástico viraram economistas empíricos e exportadores do dirigismo. A questão do dumping nas exportações, tornou mais instável a queda dos preços dos mercados agricolas e manufaturados, principalmente da China, Rússia, Índia e Brasil. Obrigou as Economias fortes a diversos esquemas financeiros compensatórios por queda imprevisíveis nos preços das suas principais exportações, q não consegue atenuar a importância desse problema. Fora a barreira alfendegária nesses países. È difícil fazer esses preços administrados serem respeitados, por policionamento.
É igualmente estranho o assunto de afluxo de capital desperte essas paixões de finanças externas. Mas de qualquer forma peço a JN , se está incluido o Fluxo de Capital oficial ou Privado, na condição de empréstimos ou suaves doações. Na forma de investimento direto ou lastreado em obrigações do Tesouro ? Senão é apenas mais um crítica esquizofrênica de cochichos dirigista. Tenho certeza q Eua não vai dar calote e tem alcançado limites e capacidade de pagar o serviço de sua dívida sem levar em colapso qualquer sistema Bancário. PQ não existe um coeficiente teoricamente correto d dívida em relação a Exportações ou ao PIB. Desde q o devedor possa usar o empréstimo produtivamente em retorno líquido ou em recursos domésticos em reservas cambiais. No Brasil o Dirigismo sabe q o Calote e inadimplência é para clientes nacionais ou melhor os contribuintes.
Abs.
Ricardo Luiz Costa
-20/06/2011 às 17:43
Esse é o meu presidente favorito. Fez muitas coisas consistentes e efetivas em prol do país, de maneira geral. Até hoje, muito desses feitos a população ainda se beneficia. Porém, foi massacrante e cruel com a política salarial do servidor público. Por isso, perdeu pro Lula. Espero que ele (FHC) tenha aprendido a lição, e, da próxima vez, trate melhor o servidor público se quizer ficar bem na foto.
Renato
-20/06/2011 às 17:31
É aquela história de recontar os fatos para ver se a fotografia melhora. Quando FHC fala da reeleição, um repórter cônscio de seu trabalho poderia perguntar sobre a denúncia da compra de votos no Congresso ou apresentar dados, demonstrando que não foi apenas o PT que viu no adiamento da desvalorização cambial uma medida eleitoreira. Mas é mais interessante levantar a bola para que o ex-presidente diga que “o PT é o rei da infâmia”. Serve até para criar uma manchete. Mas, não caberia pedir que o homenageado explicasse por que sua administração deixou de contratar funcionários, por concurso, para investir em contratados? O que levou o Ministério Público a exigir que todos fossem substituídos por funcionários de carreira, durante administração Lula. Mas é mais interessante omitir esse fato para que se diga que foi o petista quem inchou a máquina pública. Ou, talvez fosse válido que FHC explicasse por que congelou, por oito anos, a tabela do imposto de renda e os salários da maior parte dos funcionários públicos; por que a cobrança de impostos subiu em mais de 10% durante sua administração; ou, ainda, por que os recursos obtidos com as privatizações não foram utilizados na redução da dívida pública, que, pelo contrário, explodiu. Mas, nada disso é considerado. Para nossa áulica imprensa o que vale mesmo é festejar seu mais bem-sucedido liberal. Só faltou explicar, depois de tantos feitos relatados, por que ele não é um político popular.
Enio
-20/06/2011 às 17:15
Tive o prazer de conhecer o Sr. Fernando Henrique em uma pizzaria aqui em SP.
Ele estava acompanhado de seu simpática esposa e de uma amiga e colaboradora.
Era um dia após a sua eleição p/ presidente da república.
Eu e minha esposa notamos uma movimentação diferente no restaurante, mas nada que indicasse que um futuro presidente da república viria saborear uma pizza, naquele lugar e naquela hora (já se passava das 22:oo hs).
Muito bem, de repente, bem na nossa frente tivemos o prazer da companhia desse senhor. Logicamente muitos vieram cumprimentá-lo e ele sempre cordial e atencioso agradecia e dava um autógrafo.
Eu havia combinado com minha esposa que não iríamos incomodá-lo pois ele estava lá com sua família e embora de minuto em minuto tinha que parar para atender às pessoas, achei que seria muito chato também incomodá-lo. Pois logo que terminamos nossa refeição e já em direção à saída, para minha surpresa ele me chamou e me perguntou todo solícito: Então, voces não vão querer um autógrafo? Eu prontamente sorri e olhando para minha esposa (já havia providenciado um guardanapo e uma caneta) expliquei que mais do que nunca gostaria de lhe apertar a mão e desejar do fundo do meu coração que ele continuasse a fazer pelo Brasil tudo aquilo que ele já havia feito como homem público (chanceler, ministro …) pois para meu espanto ele e sua esposa sorriram e agradeceram a confiança e prontamente nos presenteou com seu autógrafo.
Hoje tenho a certeza de que ele cumpriu, não digo tudo que prometeu, mas boa parte do que não cumpriu ele mostrou o caminho a seguir.
Isso é ser um líder.
O seu autógrafo eu guardo com muito carinho.
Ailton
-20/06/2011 às 15:54
A dívida INTERNA do Brasil é de R$1,38 TRILHÕES de Reais e não R$1,38 bilhões como havioa dito abaixo no comentário de 20/06/2011 às 15:49.
Ailton
-20/06/2011 às 15:49
A radiografia de um país moribundo, a morte anunciada do maior lider NEOLIBERAL do planeta.
Para quem gosta de comparar a pauperrima ilha do ditador saguenário Fidel Castro e vivem a dizer que EUA é uma maravilha como nação NEOLIBERAL.
O PIB total Estadunidenses, hoje é de U$ 14,0 trilhões e suas dividas (interna e externa) são de U$ 13,5 trilhões de dolares,
Fontes:
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/06/estados-unidos-vivem-uma-situacao-inedita-e-perigosa-na-crise-financeira.html
Valores da divida americana.
fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_dos_Estados_Unidos
Quem sassistiu ao Jornal da Globo da ultima sexta- feira 17/06, ficou estarrecido com o que vem por ai sobre as economias mundiais.
No meio do anuncio do Kaos americano, uma noticia boa para o Brasil: Disse o jornalista Willian Waack, “Brasil se tornou o quarto maior credor dos EUA. Só ao Brasil, Estados Unidos devem U$200,0 bilhões, o primeiro credor é a China, com U$ U$900,0 bilhões.
Fonte:
http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2011/04/agencia-poe-em-duvida-capacidade-dos-eua-saldar-imensa-divida-publica.html
Divida do Brasil perante ao mundo, chega a U$186.0 bi. e dividas interna está em R$1.38 bi (PIB hoje é de R$ 3.40 trilhoes ou seja, U$2,20 trilhões de dolares), ou seja a nossa divida interna é de 40% total do PIB.
E com um maravilhoso atenuante, existem U$ 280 bilhões em caixa como reservas internacionais e mais U$200,0 bi. a receber só dos Estado Unidos, (isso, se não nos pedirem uma moratória ‘no melhor estilo “A lá Sarney”).
Para quem vive a indagar se sou favorável aquela tragédia de Cuba ser um país socialista, afirmo aqui. Não, não sou favorável a nenhuma forma de governo truculento, ditador e que use de violencia para se manter no poder, seja de esquerda ou de direita, vivemos no passado, sob uma ditadura de direita e sei muito bem o que foram capazes, para se manterem no poder.
Fidel já devia ter caído ha muito tempo.
Abraços
Jefff
-20/06/2011 às 13:44
“Os programas socias começaram no meu governo”. Até ai tudo bem desde que se considere a escala. A estabilização economica a Dilma reconhece com a carta que foi no governo dele. Ai vem a cara de pau de não dar o devido credito ao ex-presidente Itamar Franco. Depois vem querer dar lição de humildade.
Jefff
-20/06/2011 às 13:36
O que mais me chama a atenção na entrevista caro setti é o ego inflamado do ex-presidente FHC que com astucia a Presidenta Dilma lustrou com aquela carta. È só afagar o ego dele que ele desabrocha como flor.
Vc quer dizer que FHC ligava todo ano para o Lula quando ele era lider a oposição ou presidente para felicita-lo pelo aniversário??? Dar suporte ao presidente eleito da época não é gentileza é obrigação.
Quanto ao resto da entrevista sem novidades alias novidade é algo que dificilmente vejo em entrevistas de politicos seja de qual matiz ideologica for.
Marco
-20/06/2011 às 13:02
Amigo Setti: È díficil essa cultura persistente de Terceiro Mundo contra o regime de livre comércio interno e externo, sem promoção governamental de infra estrutura adequada com meios de treinar pessoal nas qualificações exigidas, vamos continuar tendo um custo público q excede ao Social. Em contraste com uma pós indepedência ou autonomia industrial ampla e diversificada. È duro essa políticas dirigista , dentro de um mundo comunista popular de políticas econômicas. Digamos q estamos vivendo uma desindustrialização do livre comércio interno em função dessas políticas de subsídio e desperdícios de recursos com as estatais, q quase todas são monopólios. È uma filantropia de brasileiro ignorante, um grande mercado doméstico de vida fácil cada vez mais protegido e amarrado por leis trabalhistas sem aumentar sua eficiência.
Abs.
Ailton
-20/06/2011 às 10:39
Caro Corinthians.
Venderam os Aeroportos? Errou!
Tal qual ocorreu com as rodoviárias e pedágios do país inteiro, apenas passaram as operações de infra-estuturas á iniciativa privada, iniciativa privada passam a explorar os espaços dos terminais aeroportuários e em contra partida são obrigados a fazer serviço e obras de melhorias de infra-estruturas, despesas ficarão a cargo de quem explorar os aeroportos.
Pedágios e Terminais Rodoviários dos país inteiro pertencem ao poder público embora sejam explorado pela iniciativa privada. O mesmo se dará com aeroportos.
Aliás já deveria ser dessa forma a mais tempo.
Aqui no meu estado, todas as Rodoviárias e Pedágios são administradas por empresas particulares, no caso das rodoviarias temos a SINART a operá-las.
Embora continuem como patrimonio público das Prefeituras municipais e no caso dos pedágios o Estado são os proprietários.
Ailton
-20/06/2011 às 10:11
O governo da década de noventa deixou as estatais inflarem de gente, deixou inchar com o pessoal do PSDB, e, ao invés de mandar aqueles ‘parasitas’ embora, enxugar as empresas, torná-las competitivas e eficientes, preferiu apenas aniqüilá-las sumariamente.
Epoca das Privatizações coincidiram com a época das pseudos-falencias dos bancos, como precisavam de dinheiro para salvá-los, a saida foi olhar em direção das estatais.
Estatais não existem mais, e banqueiros “faliram” mesmo assim, embora seus ex-donos estejam bem melhor de vida que antes, que na época que seus bancos exisitiam, todos triplicaram seus patrimonios pessoais.
As ilhas Caymans(Caribe),e Ilhas Jersei(França) que o digam, Suiça caiu de moda, governo de lá avisa qualquer depósito suspeito ao país de origem do depositante.
Ailton, Ailton, meu caro, de onde você tirou essa “informação” de que as estatais incharam nos governos Itamar e FHC?
Pois se FHC foi justamente “condenado” pelas esquerdas por haver privatizado uma série de estatais, depois de melhorar seu desempenho, e de enxugar o Estado em quase 200 mil servidores — entres temporários demitidos, aposentados que não foram substituídos porque se julgou desnecessário etc?
Quem inchou as estatais e o governo e, como se não bastasse, criou novas estatais foi o lulalato. Até para o Pré-Sal inventaram uma.
Ailton
-20/06/2011 às 9:38
Ola amigo Ricardo, perdão, eu entendia que, quem tivesse 50,1% de ações de uma empresa, no meu entender seria o majoritário, e o majoritário é quem dita as regaras, e governo de sua majestade a Rainha Elizabeth detém essa cota.
A Shell que o amigo diz ser Anglo-holandesa é uma holding chamada Royal Dutch Shell. Joinventures dessas duas nações.
A Shell, apesa do governo inglês ser o maior acionista, não pode ser considerada uma Estatal, o motivo, por ser uma holdong entre duas nações independentes, porém o controle acionário dessa hollding, estão nas mãos do governo Inglês, 50,1% das ações.
A nossa PETROBRAS, por exemplo, o governo detém 51% do controle acionário e os 49% restantes, estão distribuidos em diversas bolsas no mundo e nas mão de diversos investidores.
Conheço um pouco dos quadros societários das empresas de petroleo do mundo, trabalho em estaleiros navais que montam plataformas e super petroleiros, lembra dos estaleiros que Lula reabriu? Empresas estão a negociar plataformas identicas a modelo P-56, que se fez ao mar nessa semana, eempresas de Petroleo são as nossas potenciais clientes.
Caro Ailton, você está convidado a entrar no site da Shell — http://www.shell.com/ — e, se encontrar lá alguma informação sobre o fato de o governo britânico deter maioria de ações da empresa, ganha um presente.
Abraços
Mariazinha
-20/06/2011 às 0:47
“Muito diferente do que era a Vale antes de ser privatizada. Você acha que governo existe para ter empresa — que vira cabide de empregos, que dá prejuízo, que é administrada politicamente, que não consegue se atualizar tecnologicamente por falta de dinheiro etc etc — ou para propiciar ao povo educação, segurança pública, saúde e justiça rápida e eficiente?”
Nossa, tô passada com essa sua declaração, sr Setti!!! Será que o senhor pode me explicar qual é a mágica que faz o dinhero aparecer quando se quer privatizar uma empresa (ex. Telesp, Eletropaulo, Banespa)??? O governo fica com a “parte podre”, os passivos trabalhistas, e vende o filé mignon com dinheiro emprestado pelo BNDES – exatamente como disse o Ailton lá atrás. Quem duvidar, leia “O Brasil Privatizado” de Aloysio Biondi.
Prezada Mariazinha, para resumir minha opinião, acho que o Brasil deveria privatizar a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica. Aí, sim, estaria no rumo certo.
Corinthians
-19/06/2011 às 20:48
Ailton,
Percebe como as mentiras não prosperam ? É por isso que a imagem do PT é cada vez mais manchada.
A Shell ser uma empresa estatal é, como o Setti já colocou, um absurdo. Também dizer que a Vale, que não investia, não pagava impostos (impostos que permitem que o governo faça escolas, hospitais, que permite a existência do bolsa família), que era uma empresa atrasada, foi vendida a preço baixo é outro absurdo – tanto que as privatizações brasileiras são usadas como exemplo de sucesso no mundo.
A ausência de acidentes na Petrobrás, que em uma análise rápida cresceu mais no governo FHC do que no governo Lula considerando o número de barris e de empregos gerados, é outra mentira.
http://www.sintespar.com.br/mural/msg/603.php
Entre 2000 e 2010 houveram pelo menos 171 mortes.
–
Mas vamos fazer assim – deu para perceber que você é contra as privatizações.
O que acha da privatização dos aeroportos ?
O que você acha das privatizações que ocorreram no governo Lulla ?
jeni ferreira
-19/06/2011 às 19:50
QUE ORGULHO EU TINHA DO MEU PAÍS QUANDO GOVERNADO POR ESSE GRANDE BRASILEIRO, E SUA ESPOSA . UM CASAL , QUE ORGULHAVA TODOS OS BRASILEIROS.HOJE TENHO VERGONHA DE MORRAR NUM PAÍS ONDE SOMOS OBRIGADOS A ENGOLIR CRIATURAS SEM NENHUM PREPARO E UM EX RECALCADO QUE QUANDO FALA DE FHC , SENTIMOS O ÓDIO A INVEJA , BROTAR EM SEU SEMBLANTE . TENHA CERTEZA SR LULA NUNCA , MAS NUNCA NESTE PAÍS VC CHEGARA AOS PÉS DESTE GRENDE ESTADISTA NEM EM EDUCAÇÃO NEM EM CONHECIMENTO , NEM EM GRANDEZA DE ESPIRITO . SR FERNANDO HENRIQUE NÓS BRASILEIROS “DECENTES ” AMAMOS VC . VIDA LONGA FHC.
Márcia Maria
-19/06/2011 às 12:33
Amigo Setti: O sr. Airton tem fome de apropriação, o negócio dele é se apropriar das coisas públicas , já o q é do povo não tem dono, até pq ele não precisa prestar nenhuma RECIPROCIDADE, sR. AIRTON, O Q o SENHOR INVESTIU para ter esse privilégio de se sentir dono, ou falar como dono…
Márcia Maria
-19/06/2011 às 12:12
Sr. Setti, economicamente sim, dívida pública 3,5% do PIB, Infra estrutura, serviços públicos de qualidade e honesto. Talvez o seu erro tenha sido d 1 abrir a política antes da economia. Foi nesse quesito q me referi.
Márcia Maria
-19/06/2011 às 11:39
Sr. Setti, o PT tem uma indústria de infamantes, caluniadores e difamadores. Vamos aos fatos das vítimas: Governo Militar, Collor, Maluf, PSDB. Tirando a tortura o Governo Militar foi muito melhor, Collor foi por uma Elba, a corrupção do governo Lula atingiu 1.000 vezes mais prejuízos. Então o q incomoda o PT é a verdadeira ética natural do PSDB. O sr. q se declara não machista, teria q ver o q o Sr. Tarso Genro fez com a Governadora Yeda desde do 1 ano. O Sr. Antonio q fala do modelo de previdência do FH q explique pq não foi alterado, e q leia mais o Blog, q mostrou os números dos barnabés publicos de governo a governo. A indústria da infamia se sustenta bem…
Cara Márcia, cada um tem pleno direito a sua opinião, claro. Mas dizer que o governo militar foi “muito melhor”, “fora a tortura”? E as garantias constitucionais que sumiram, começando pelas liberdades públicas e o fim do habeas-corpus? E a falta de eleições? E a censura à imprensa? E as prisões ilegais? E a roubalheira que grassava e que não se podia divulgar? Deus me livre, Márcia.
Não pude deixar de lembrar esses horrores de que, infelizmente, à medida que o tempo passa, as pessoas vão se esquecendo ou achando que não foi tão pavoroso quanto a realidade dos brasileiros que viveram aquele período.
Mari Labbate
-19/06/2011 às 11:24
SE o PT é o REI da INFÂMIA… SE o LULA é o DONO do PT… LOGO LULA é o REI DA INFÂMIA!!! FHC, APENAS FIZ O GOL!!!
Leôncio
-19/06/2011 às 11:15
Para construir um grande país é necessário um “grande governante”, que foi o caso do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Infelizmente quem o sucedeu não pensou no país, mas em poder e em seu partido… e chegamos à triste realidade, para construir demorassem vários anos, décadas, entretanto, para arruinar, basta ter no governo os PeTralhas…. triste Brasil…. até quando?
Ailton
-19/06/2011 às 10:05
Privatização foi apenas uma troca de titularidade (ao meu ver), já que dinheiro mesmo, dinheiro novo,dinheiro de investidores internacionais, o governo não viu, o que governo recebeu pela estatais, foi dinheiro emprestados dos próprios fundos de pensões que pertenciam ao próprio governo, fundo como do Banco do Brasil, da CEF, do INPS (hoje ‘Previdencia Sócial’),e do BNDES (esse ultimo, foi o principal fomentador da privatizações)
Quer dizer! governo vendeu e ele mesmo pagou a conta.
BOM!
Ailton
-19/06/2011 às 9:47
Tiraram a Vale das mãos do povo! porque? havia motivos? bastava apenas administrar melhor, como PT fez com Petrrobras e hoje é uma dos maiores sucesso em bosas de valores.
Espelhe-se no grande sucesso mundial em que se tornou a nossa Petrobras, uma empresa que chegou a ser quase destruida nos anos noventa, com derramamentos de petroleo, afundamento de plataforma P-36, explosões de tanques de gasolinas em refinaria, rompimento de gasodutos com vitimas fatais, vazamento de oleo diesel em rios, mortes de operários em explosão de caldeiras destiladoras de óleo, queda de helicoptéros de transporte plataforma continente.
E no entanto hoje a PETROBRAS é a segunda maior empresa de Óleo do mundo, e a quarta maior empresa geral do planeta. uma empresa que tem ações em diversas bolsas de valores mundo a fora, (HOJE NA GESTÃO PT, TODOS OS ACIDENTES CESSAM, não houve nenhum acidente nesses nove anos, porque será?
E sucesso também podia acontecer com a Vale do Rio Doce, e não adianta dizer que a Vale era cabide de emprego, se era, foi com o próprio pessoal do PSDB/PFL, já que PT não era governo, não participou dele e nunca ocupou nenhum cargo em estatais naqueles anos.
Provatização da Vale levou empresa a vender 100 mil toneladas de minérios de ferro, e receber apenas o equivalente ao valor de dezesseis carros novos(popular) por ele, antes das privatizações o valor da mesma carga era de 80 carros novos (revista EXAME/2010)
Motivo do preço baixo, os sócios proprietários querem reaver o seu investimentos mais rápido, já que previsão é para o ano de 2020, diz revista.
A Shell é uma empresa do povo Inglês, se tentarem privatizá-la, até a sua majestada a Rainha Elizabeth perderia a coroa com a cabeça junto se tivesse essa idéia nefasta.
Ailton, meu caro, não diga absurdos. A Shell é do povo inglês apenas na medida em que é uma empresa PRIVADA, poderosíssima, com ações espalhadas por milhões de pessoas, sem o imbecil, ultrapassado e frequentemente controle do Estado sobre ela.
Aliás, os capitais predominantes na Shell são anglo-holandeses, e não apenas britânicos.
Imaginar que a Shell se aproxime um milímetro de ser estatal é mais ou menos achar que a Apple ou a Microsoft pertencem ao “povo” americano, no sentido de que o governo tem algo a ver com isso. Não tem NADA a ver.
Muito diferente do que era a Vale antes de ser privatizada. Você acha que governo existe para ter empresa — que vira cabide de empregos, que dá prejuízo, que é administrada politicamente, que não consegue se atualizar tecnologicamente por falta de dinheiro etc etc — ou para propiciar ao povo educação, segurança pública, saúde e justiça rápida e eficiente?
Fernando Almansa
-19/06/2011 às 9:38
Um estadista sem dúvida. A História há de reconhece-lo como melhor presidente do Brasil. Parabens FHC!
Ailton
-19/06/2011 às 9:27
Bom! Dizer que o sistema Neoliberal é propriamente um sistema de direita e anti-socialista ou comunistas! É não conhecer a história politica de Fernando Henrique Cardoso, politico da ala esquerda do PMDB nos anos oitenta, quando Senador foi um dos responsáveis pela criação e um dos mais ativos no movimento das “Direitas Já”. (nÃO, não vou explicar que movimento foi esse, ele é por si só, fala).
O amigo Ricardo Setti, (perdão se estiver enganado) trabalhou com o Fernando Cardoso e sabe que o ex-presidente nunca foi direitista e nunca rezou na cartilha da direita.
Ele sempre atuou nas alas mais a esquerdas da politica brasileira e no entanto foi FHC que trouxe e implantou o sistema economico NEOLIBERAL.
Isso leva de imediáto a perceber que o neoliberalismos não tem ideológia politica definida.
Mais recentemente descobri que o Égito do ditador Horni Mubarack que acabou de ser deposto pelo povo, era um pais neoliberal, apesar de ser uma ditadura familiar.
Caro Ailton, trabalhei com o ex-presidente na confecção de suas memórias políticas, “A Arte da Política — A História que Vivi” (Civilização Brasileira, 2006, recentemente reeditado em 4ª edição), mas na condição de contratado da Editora Civilização Brasileira, do grupo Record.
Abraço
Antunes
-19/06/2011 às 8:52
Caro Setti,
Seu blog foi invadido, e agora é um palanque para teses do mais deslavado proselitismo político a favor de Lula e do PT. Mesmo em um artigo em que se resgata o legado de um presidente atacado diretamente pelo petismo, em que se afirma com todas as letras que o PT se apoderou das diretrizes econômicas e sociais do governo anterior, e sim é uma continuidade em vários aspectos… vários comentários deturpam e servem como ataques prévios às críticas ao lulo-petismo, e usam agora as comparações com o governo FHC como defesa! Uma estratégia imoral diante de tantas críticas do partido e de Lula a FHC.
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Citar a política externa de FHC como justificativa para o claro anti-americanismo ideológico adotado pela política externa de Lula é um argumento mentiroso, por exemplo, deturpando as palavras do próprio entrevistado. FHC critica a estratégica de Lula em priorizar a campanha por um vaga no Conselho de Segurança, abrido embaixadas de custos caríssimos em países nos quais o Brasil teria poucos interesses comerciais (entrevista – Augusto Nunes).
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Ainda na política externa, usa-se a desculpa dos interesses comerciais externos para justificar a falta de críticas a regimes despóticos como Cuba, Venezuela, Irã, Síria, Líbia, Sudão! Seguindo essa lógica, como criticar nosso segundo mais importante mercado exportador depois da China? E vejam, trocamos exportações de produtos com valor agregado por commodities, e perigosamente prejudicamos a indústria nacional!
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FHC também critica diretamente a condescendência do PT e de Lula com a corrupção. Afirmou claramente isso em sua entrevista.
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Fica a sugestão de uma crítica mais contundente aos comentários que deturpem ou façam apenas proselitismo político a favor do lulo-petismo…
Dalmao
-19/06/2011 às 7:52
Vida longa a FHC.
Lamentável, no entanto, que tenha coroado os seus 80 anos emprestando a reputação do seu intelecto à pantomima litúrgica da maconha. E de presidente FHC já seja nomeado por uma parte da imprensa com o epíteto de THC.
Há outras causas, e FHC as sabe mais relevantes, do que emprestar o charme da academia à marcha da maconha. Da mesma forma que, hoje, muita gente toma a carta da presidenta Dilma como um libelo contra todo o PT e o próprio presidente Lula, justificando qo recohecimento da obra definitiva de FHC para a história do Brasil contemporâneo, não será de estranhar que FHC também seja invocado como o patrono da causa da “canabis”. Neste ponto, o tirocínio de FHC foi contaminado, quem sabe, pela experiência na juventude e os efeitos ativos remanescentes do THC. Quanto à importância na história do Brasil, ainda é recente a avaliação sobre o legado de FHC. Certamente estará entre os quatro maiores. Por quaisquer réguas e compassos que se seja medido e comparado, na minha opinião, o sociólogo e político não ultrapassaria, entretanto, GV e JK. Estes, sim, os maiores estadistas que o país já viu e verá.
E se o Setti pudesse tê-los entrevistado, certamente as respostas seriam mais interessantes do que as da boa entrevista de FHC.
Junior
-19/06/2011 às 0:00
O FHC faz palestras para sobreviver? Não entendi. Ele não recebe um dinheiro mensal da Fazenda Federal por ter sido Presidente? Quanto ele cobra por uma palestra? Ou são gratuitas? Vou falar com a turma para ele fazer uma palestra.Aviso não podemos pagar.
Caro Junior, os ex-presidentes da República não recebem nada como pensão. Nada. Têm assegurados alguns benefícios, como funcionários para seu gabinete, um veículo, motorista e segurança.
E é óbvio que FHC cobra por suas palestras, como qualquer palestrante de seu quilate. Mas ele costuma fazer conferências para escolas, universidades e entidades brasileiras sem cobrar.
Não tenho ideia de quanto ele cobra. Dirija-se, para isso, ao Instituto Fernando Henrique Cardoso: http://www.ifhc.org.br/
Abraço
lucia s
-18/06/2011 às 23:58
O dia em que lula for concorrência a Fernando Henrique , pare o mundo que eu quero descer…
é comparar inteligência e “savoir faire” a esperteza malandra e cafajeste.
Corinthians
-18/06/2011 às 20:07
Muito bom Ailton,
Realmente mostra que realmente Serra quer sanar os problemas do país.
Apesar de um dos links mostrados ter como fonte “Os amigos do presidente Lula” e distorcer os fatos, para variar, gostaria de colocar aqui os trechos:
‘”O Serra foi um dos que mais lutaram a favor da privatização da Vale. Digo isso porque muita gente diz assim: ‘O Serra é estati…’ Mas não. Ele entendeu isso. Da Light também. O Serra”.
Pinçado de um bloco de 7 minutos, o vídeo exclui argumentos em favor da venda.
FHC diz que a Vale era “uma espécie de grande repartição pública”, não pagava impostos nem investia.’
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O mais interessante é ver que apesar da campanha, a Dillma agora vai privatizar os aeroportos…
antonio
-18/06/2011 às 18:35
Lamento que tenha sido em seu governo que implantaram o Fator Previdenciário que reduz em até 40% o valor das aposentadorias daqueles que contribuiram a vida inteira e hoje sofrem muito com isto !!!
Ailton
-18/06/2011 às 17:06
Amigo ricardo Setti.
No endereço abaixo, existe uma cópia de trecho da entrevista de Fernanado Cardoso á revista Veja, em que Fernando fala da influência do Serra em seu governo, da sua influencia nas privatizações, Ex-presidente F.Henrique fala de seu desejo de que a Vale não fosse vendida, esse sentimento se estendia a outras estatais.
http://democraciapolitica.blogspot.com/2010/04/fhc-acusa-serra-no-escandalo-das.html
Esse outro endereço abaixo, FHC fala á A Folha de SP, como Serra influênciou nas privatizações.
Todos dizem que Serra era apenas um singelo ministro da Saúde, más todos estavam enganados, para interferir da forma que interferiu no governo do Fernando, ditar regras, criar pressão para privatizações, atitudes partiria só mesmo um PREMIER, de um primeiro ministro, para ter tantos poderes sobre o presidente só mesmo em parlamentos, Brasil viveu um parlamento velado.
Serra tomou o poder das mãos do Fernando sem que notassemos.
Foi discreto.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/813640-serra-foi-defensor-de-privatizacao-da-vale-diz-fhc-em-video-na-web.shtml
Pedro Barreto
-18/06/2011 às 16:26
Ai esta a elegancia, de um ex-presidente. Lamentavel ver o Brasil, apos tanto sacrificio que FHC, fez para colocar o pais eu um patamar de destaque, acabando com a inflacao, tornando-o respeitavel mundo a fora, ser sucedido por um presidnete que apenas tinha projeto de poder.
Parabenizo FHC, dentre outras coisas, ter cuidado com zelo e respeito, o pais que um dia tive orgulho de viver.
Pedro Barreto – Aracaju/Se.
SergioD
-18/06/2011 às 15:46
Ricardo, não precisa publicar este comentário. Olhe que interessante vídeo sobre o Rafale. Como sempre, dica do BLOG Poder Aéreo.
Um abraço
http://www.youtube.com/watch?v=ZnZGwDYbO9I&feature=player_embedded
Mauro Pereira
-18/06/2011 às 15:36
Caro Ricardo Setti, boa tarde.
18 de junho de 2011. Hoje todo brasileiro desprovido de rancores, a imensa maioria, aliás, nem os tem de fato, apenas é usada como caixa de ressonância da intelectualidade insegura e arrogante, rende sua homenagem a um senhor octagenário que mudou a história do Brasil pós-ditadura.
Democrata autêntico e não apenas o da retórica vazia e oportunista, retirou o Brasil da sua condição de república terceiromundista para colocá-lo no mesmo patamar das grandes potências do planeta. Sábio, ensinou que é possível fortalecer a sociedade sem fragilizar o estado. Hábil, resgatou o poder da sociedade na definição dos rumos do país. A democracia estava em festa!
Porém, o sucesso de suas administrações despertaram o sentimento mais baixo do ser humano: o ciúme. De forma orquestrada, companheiros de partido, pela omissão covarde, e adversários políticos, pela miséria ética, se uniram e colocaram em prática uma das mais sórdidas campanhas que tinha como único propósito a desconstrução impiedosa do grande legado deixado pelo administrador notável.
Com o consentimento pusilânime de seus correligionários e a omissão submissa da imprensa, o maior presidente de nossa história política se viu só, traído e abandonado para o enfrentamento de uma luta desigual na defesa das grandes conquistas de seu governo.
Liderados por Luiz Inácio Lula da Silva, seus adversários partiram para o linchamento moral com uma violência jamais vista. Bilhões de reais foram torrados na tentativa de apagar de nossa história política o líder que havia colocado fim na hiperinflação, estabelecido os fundamentos do equilíbrio macroeconômico, praticados até hoje pelos seus adversários, ressalte-se, consolidado o desenvolvimento e estabelecido as bases dos programas sociais que culminariam com a criação do Bolsa Família, apropriado indevidamente pelo PT.
Sereno e com a tranqüilidade dos que têm a consciência limpa e a certeza do dever cumprido, saiu mais fortalecido, tanto moral como politicamente, dos ataques carregados de um ódio inexplicável do seu principal opositor. No apogeu dos seus 80 anos, é conferencista renomado e requisitado para dar palestras nas mais importantes universidades do mundo. Seu desafeto tem medo de pisar em solo italiano. A história sempre se faz justa.
Parabéns, presidente Fernando Henrique Cardoso! Os brasileiros do bem erguem um brinde em sua homenagem!
SergioD
-18/06/2011 às 15:22
Ricardo, concordo com o Jotavê. FHC nunca foi liberal, no nosso sentido do termo. Acho que sempre se utilizou deles. E por causa deles como aliados, alguns dentro do seu próprio partido, talvez não tenha ousado mais ampliando os programas sociais de seu governo. Uma pena pois nunca consegui imaginar FHC como o monstro neoliberal que muitos pintam. Ainda tento vê-lo com os olhos de 1978. No fundo acho que ele ainda é o mesmo. Se um dia ele pediu para que esquecessem o que ele escreveu, tenho certeza que ele nunca esqueceu.
Grande abraço
SergioD
-18/06/2011 às 13:13
Ricardo, exatamente como você falou. A vantagem dele era muito grande. Não duvido que ele ganhasse, porém talvez, ocorresse um segundo turno. Quem sabe. O que sobra é aquela eterna discussão sobre o se isso, se aquilo.
Grande abraço.
Corinthians
-18/06/2011 às 12:46
Gostaria de mais explicações de como a Grécia é neoliberal.
Qualquer análise minimamente decente demonstra que o estado está quebrado por que gastou demais – o que é contra um estado minimamente presente como preconizado.
Neoliberalismo, ou liberalismo, é de direita sim. Esquerda acredita na presença massiva do estado, chegando ao absurdo do socialismo e comunismo, enquanto a direita já acredita em um estado regulador.
Você, como crítico de FHC, se engana quando diz que a melhora de vida da população não se dá no plano do que você chama de neoliberal. É principalmente neste plano em que ele acontece. Analise o texto:
Relação íntima entre governo e iniciativa privada, reforma financeira, ajuste de instituições, planos flexíveis. Isso para mim soa como privatizações, Plano Real, Agências Reguladoras, Lei de Responsabilidade Fiscal.
Ainda se formos na mesma fonte, originalmente encontramos:
“Atualmente, a Coreia do Sul é um país desenvolvido e, entre as décadas de 1960 e 1980, teve uma das taxas de crescimento econômico mais rápidas do mundo.[124] A rápida transformação em uma economia rica e industrializada em um curto período de tempo foi denominada “o milagre do rio Han”. Este notável crescimento econômico ocorreu através da fabricação orientada à exportação e a uma força de trabalho altamente qualificada.[125] Em 2009, era o nono país com mais rendimentos devido principalmente às exportações.[126]” e que “Sua economia é liderada por grandes conglomerados conhecidos como chaebol, incluindo as multinacionais Samsung, LG, Hyundai e Kia. As dez maiores empresas sul-coreanas são a Samsung, POSCO, Hyundai, Grupo financeiro KB, Companhia elétrica da Coreia, seguros de vida Samsung, Grupo financeiro Shinhan, LG Electronics, Hyundai Mobis e LG Chem.[139][140]”
Todos sabem que o principal motivo do crescimento da Coréia do Sul é a elevada educação, o que permitiu todo o resto.
Ainda não sei em que país você preferia viver, como nas perguntas que fiz, ou se você algum dia discordou de Lula e do PT. Também gostaria de saber quais reformas foram promovidas pelo presidente Lula.
celeraman+
-18/06/2011 às 12:17
Aproveito, sem me permitem, para registrar que durante o período final da hiperinflação braba, quando a taxa atingiu 1.764,86% ao ano no final do Governo Sarney, o que equivale dizer uns 82% ao mês ou algo como 3% ao dia, eu não era um cidadão, era um zumbi.
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Vivia imerso neste caos apocalíptico-econômico que foi o que restou do Plano Cruzado-Sarney após terminada aquela farsa do congelamento de preços, — de preços, porque o congelamento de salários ainda continuaria — impondo a maior alta no custo de vida que jamais presenciara.
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Os aluguéis aumentaram 710% num período de seis meses; as passagens dos ônibus urbanos, 530% em São Paulo e 450% nas outras capitais; de janeiro até junho de 1987, o leite subiu 436%; o pãozinho francês, 205%; as passagens aéreas, 293%. Os juros, por sua vez, caminhavam para a estratosfera, quase 50%.
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Eu, feito gado, gastava todas as horas, inclusive o almoço nas filas de banco, em me defender da figura do dragão da inflação; este mesmo que a D. Dilma I, Rainha Muda, troca flertes de 6,5% tão tentadores quanto perigosos.
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Do período collorido, basta mencionar que o governo Collor teve aquela estapafúrdia idéia de violentar o cidadão diretamente da sua conta bancária, bem debaixo das togas do STJ, sem que ninguém — eu disse ninguém — levantasse a voz e gritasse: — O Presidente rasgou a Constituição no primeiro minuto depois de assinado o termo de posse e de ter jurado defendê-la e honrá-la! Fora com o Presidente!
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Mas um Brasil de verdade mesmo só começou a nascer em Banânia com a saída daquele para qual o tempo foi o senhor da razão, e com a chegada de FHC e o lançamento do Plano Real, em julho de 1994. Os brasileiros, então, puderam voltar a planejar o futuro. Muitos, como eu, davam de cara com o futuro pela primeira vez.
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Além do fim da inflação, o governo FHC legou ao país outras importantes conquistas, dentre elas a Lei de Responsabilidade Fiscal, que proíbe os governantes de gastar mais do que arrecadam, e as privatizações, esta última tão demonizada pelo PT, mas que sem ela não estaria agora escrevendo este texto pela Internet, para ficar no exemplo da privatização da telefonia.
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Nunca o vi pessoalmente e, com certeza, não terei a oportunidade de apertar-lhe a mão. Assim, Presidente, aceite os meus virtuais cumprimentos:
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– Obrigado, Presidente Fernando Henrique Cardoso. Vida longa e próspera. E ao Real também.
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“Aqui jaz a moeda que acumulou, de julho de 1965 a junho de 1994, uma inflação de 1,1 quatrilhão por cento. Sim, inflação de 16 dígitos, em três décadas. Ou precisamente, um IGP-DI de 1.142.332.741.811.850%. Dá para decorar? Perdemos a noção disso porque realizamos quatro reformas monetárias no período e em cada uma delas deletamos três dígitos da moeda nacional. Um descarte de 12 dígitos no período. Caso único no mundo, desde a hiperinflação alemã dos anos 1920.” ~Joelmir Beting.
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Ofertas em tempos de hiperinflação (1993)
http://www.youtube.com/watch?v=boE_xlkBcJM
Marco
-18/06/2011 às 11:49
Amigo Setti: Depois da festa com os Blogueiros estatizados com ruidos e aplausos, o malicioso Lula,sem constrangimento da sua secreta pilhéria d alma. Prometeu a todos Banda Larga de graça, a favor do preconceito do povo, e contra o direito de escolha, ele sempre oferece de mãos cheias e boca cheia tudo para eles, não para o povo, q o fez. Mas sim para a ação esbanjadora de quem lhe agrada , como uma apropriação súbita, e depois da alegria da posse , finalmente a ação em favor do objeto possuído.
Em especial aos Blogueiros estatizado essa fonte de atração e Status, fornecedores oficialistas de segunda mão junto com os professores ideológicos. São eles q exploram a aplicação e a preservação d uma espécie d velhas idéias em novas áreas do conhecimento com antigas aplicações de métodos. O governo tem muito interesse nisso, já q por serem comunicadores d idéias esses erros se difundem rapidamente. A do conservantismo da teoria socialista utópica. A tarefa liberal de um Estado é bem mais simples d dominio prático d métodos q podem ser superados ou descobertos. Isso leva a ser menos atraente, já q apenas respeita as instituições sociais q tem vida própria, melhorando o seu funcionamento, tentando descobrir ou criar condições para q esse sistema de forças tenha mais possibilidade de aparecer ou funcionar para o proveito de todos.
Acho q faltou para o Presidente FHC e para nós talvez esse Ideal Utópico Liberal, na crença do poder das idéias, de um mundo melhor contra o radicalismo.
Abs.
C.R.
-18/06/2011 às 11:46
FHC é um grande exemplo para todos os brasileiros.
Sem pretensões eleitoreiras, aos 80 anos, mostra-se lúcido, aguerrido e disposto a contribuir por um Brasil melhor.
Grande estadista, homem culto – em um país onde a cultura e a educação viraram crime -, elegante, de um humor refinado, um patriota que mantém seu espírito de líder estudantil, enfim, digno de receber todas as homenagens que está recebendo…até da presidente.
Seu partido não lhe fez justiça, grande equívoco, não conquistou eleitores de Lula e perdeu os que tinha e que admiravam o legado de FHC.
A história lhe fará justiça, FH, ou melhor, já está fazendo.
Markito-Pi,
-18/06/2011 às 11:45
Agora, do bem. O mestre FHC é o que é: UM MESTRE.
Saliento algo curioso: alguém , no Brasil, sabe onde o professor faz palestras( muitas)? A pergunta é importante, porque FHC NÃO tem assessoria de imprensa para ficar carnavalizando esta intensa atividade intelectual.
Bem o inverso do sucessor boçal, sem lastro e serm educação.Lula faz palestras? Que palestras? Os temas, sempre são divulgados e o que temis em essencia? Para audiencia s civilizadas, Lula é apresentado como uma curiosidade, quase circense, com o mesmo mantra “o operario que chegou…etc.” e cuja repercusão se esgota ali, pois é apenas o showzinho já surrado e inconsistente. Para as platéias de Odebrecht, que patrocina o circo, o objetivo é ainda mais claro. Para os candidatos a Simon Bolivar ( a sucia toda), um magote de delinquentes, querem saber e ouvir como o esquisitão Lula conseguiu tanta popularidade. E tome o festival de sandices e metáforas de porta de botequim.E claro, o conselho deste “estadista”: Construir grandes obras. Só falta meter no peito o logotipo da Odebrecht.
Viva FHC, brilhante e influente aos 80. Chegue aos 100, mestre, para orgulho do Brasil.
Markito-Pi,
-18/06/2011 às 11:26
Ainda fico impressionado, caro Setti, com a afluencvia , a soldo, das viuvas do Marcelo Branco, aquela coisa desajeitada que pagava funcionários para entrar em blogs, etc, para ferrar o Serra e canonizar Dilma . Alguns destes espécimes da fauna mais mequetrefe, sempre aparecem por aqui para escrever barbaridades, com horror patológico ao FHC. Parace que não sabem ler ( a maioria, a exemplo de seu guru, não sabe mesmo…). Chatos são uma praga no Brasil….
Haja paciencia.
Ailton
-18/06/2011 às 10:41
Fonte Wikipédia:
Transcrição:
“O crescimento econômico da Coreia do Sul nos últimos 30 anos foi espetacular. O PIB per capita, que era apenas de US$ 100 em 1963, chegou a quase US$ 9.800 em 2002, . A Coreia do Sul está entre as dez maiores economias do mundo. O sucesso econômico do país se deve a um sistema de laços íntimos desenvolvidos entre o governo e a iniciativa privada, que inclui crédito facilitado, restrição a importações, subsídios a determinados setores e incentivo ao trabalho. Com as reformas país deu um salto de qualidade, Essas reformas econômicas deram mais ênfase as exportação e desenvolvimento de indústrias leves. O governo também promoveu uma reforma financeira, ajustando as instituições, e introduziu planos econômicos flexíveis. Nos anos da década de 1970 a Coreia do Sul começou a destinar recursos para a indústria pesada e indústria química, bem como as indústrias eletrônica e de automóveis. A indústria continuou seu rápido desenvolvimento na década de 1980 e começo da década seguinte “
Abaixo, a minha conclusão:
Pelo que relata o Wikipédia, Coreia do Sul teve um crescimento espetacular nos ultimos 30 anos, população prospera, e renda percapta sobe fora do normal dai se supunha que qualidade de vida deve ter melhorado e muito (essas mudanças não se dá no sistema neoliberal).
O Estado fomenta a indústria com linha de créditos facilitadas, plano economicos que subsidiam empresas, planos a favorecer o aumento do trabalho, economia que eleva o nivel de empregos. Maior envolvimento do Estado com a iniciativa privada.
Decididamente!A Coreia do Sul nunca seria um país Neoliberal, está na contra-mão de tudo que prega, que que preconiza o neoliberalismos..
Bruno
-18/06/2011 às 10:30
As reformas estruturais que o grande Presidente Fernando Henrique fez ainda vigoram no país e permitiu o avanço do Brasil nos últimos 8 anos. Graças a estas reformas que mudou a face do país e que o Lula soube muito bem capitalizar. Lula deveria ser muito grato ao FHC pois o país cresceu graças as medidas adotadas por ele. E qual foi a grande reforma que o Lula fez nos últimos 8 anos? Alguém saberia dizer alguma?
mardervas
-18/06/2011 às 10:28
QUE MARAVILHA VIVER EM UM PAÍS DEMOCRÁTICO. O CARA DETONA O PAÍS, E AINDA HÁ ESPAÇO, PRA ELE DAR ENTREVISTAS, E O QUE É PIOR COM DIREITO A FAZER CRÍTICAS, KKKKKKKK É MESMO UMA PALHAÇADA.
Palhaçada mesmo é um comentário como o seu, que só agride sem oferecer um único argumento para qualquer discussão civilizada.
Bruno
-18/06/2011 às 10:24
Brilhante entrevista. Já náo se fazem mais politicos assim.Uma pena que o Lulismo está estragando o nosso belo Brasil. Parabéns FHC….
Eduardo Queiroz
-18/06/2011 às 10:07
Concordo plenamente com os comentários do Corinthians (17/06/2011 às 20:21). Os esquerdistas não conseguem dar nenhum exemplo de país com uma política de esquerda que esteja bem e que dê qualidade de vida e liberdade aos cidadãos.
Clodomiro D Motta Filho
-18/06/2011 às 9:56
Eu gostaria de perguntar ao nosso Ex-presidente…porque ele assinou a MP (Medida Provisósria) que autorizou a capitalização dos juros pelas Instituições financeiras………a partir de jan/2000e até o momento ela esta vigorando de forma inconstitucional…….Gostaria que o nosso querido Ex-PResidente soubesse que esta medida assinada por ele………foi e esta sendo um Tsunami na vida de nós brasileiros….
Jotavê
-18/06/2011 às 6:23
Só um detalhe, que talvez seja importante. Reparem no que o ex-presidente diz sobre a política externa. Se excetuarmos essa obsessão lulista (na verdade, amorinista) com o Conselho de Segurança, as linhas gerais são as MESMAS. Essa história de que a política externa de FHC seria de alinhamento automático aos EUA é um erro descomunal. (Acho que só no governo Castello Branco tivemos algo semelhante a isso. A partir do governo Medici, minha impressão é de que sempre houve a busca de uma posição independente. Lembrem-se, por exemplo, da questão das fronteiras marítimas.) Também me parece equivocada a visão de que o PT teria uma estratégia de confronto “ideológico”. Nâo se tratava disso, mas sim de buscar uma posição de liderança entre os países emergentes. Nada a ver com direitos humanos, e coisas do gênero. Tudo a ver com nossos interesses. A política pode estar certa ou errada, mas deve ser julgada por sua lógica interna.
Jeremias-no-deserto
-18/06/2011 às 2:43
Se Deus existe ele deve ser um grande caricaturista e à essa hora deve estar morrendo de rir: deu ao Brasil um presidente culto que fala quatro idiomas,sociólogo professor emérito da Sorbonne e que escreveu diversos livros,um estadista que saneou as finanças do país e uma primeira dama professora de antropologia e grande realizadora social. Aí, pra compensar, esse mesmo Deus nos dá um presidente semi-analfabeto, amante de uma cachacinha e amigo de tiranos e terroristas e uma primeira dama totalmente muda.Não é pra morrer de rir?
Ailton
-17/06/2011 às 23:54
Politica neoliberal, não é um regime é apenas um sistema economico de governo.
E acredite! Há muita diferenca entre regime politico e sistema economico de governo.
Ailton
-17/06/2011 às 23:38
Meu Deus!!! Neolibralismo não tem nada a ver com anti-comunismo, nem anti-socialismo tampouco é de esquerda ou direita.
NEOLIBERALISMO é uma espécie de terceira via, que pode ser adotado por países de qualquer ideologia.
Esse sistema de governo tem levado nações á falência no mundo inteiro. Neoliberalismo é uma politica onde estado se faz minimamente presente na vida cotidiana de seus cidadãos, é uma politica que prega a perda da identidade do estado-nação, em sintése, as politicas neoliberais pregam a desobrigação do estado como assistidor de populações.
Recentemente, o mundo atravessou uma crise causada pelas dificuldades dos bancos americanos em reaver seus investimentos, seja no setor fábril ou setor imobiliário, com a crise desencadeada apartir dos Estados unidos, os mais ‘respingados’, foram justamente as nações NEOLIBERAIS, ( A Europa em especial).
Os países que não rezam em cartilhas neoliberais conseguiram passa incólume por mais essa violenta crise mundial e ainda conseguem crescer, elevaram seus PIBs em 8% em média, enquanto os neoliberais tiveram um PIB de -0,9%.
Com a crise, os EUA, deixam de ser neoliberal por alguns momentos e partiu para estataizar as montadoras de automóveis e bancos, e assim evitar a felencia em massa dessas gigantes.
A intervenção do governo, fez com que a Chevrolet voltasse a ser a maior montadora do mundo, ela que estava quase jogada em uma vala.
No momento temos três nações de politicas neolibrarais a beira da falencia totoal, Espanha, Portugal e Grécia.
Ana Paula
-17/06/2011 às 23:07
Vamos ter que puxar 80 vezes a orelha dele! hauahua Parabéns, FHC; e que venham muitos outros mais!
rossini thales couto junior
-17/06/2011 às 22:19
Caro Setti:
Desculpe a falha que levou meu texto pela metade.
Para concluí-lo:….palavras do FHC. A propósito, elas são palavras de um verdadeiro estadista.
Grato e um abraço do amigo
Jotavê
-17/06/2011 às 22:18
Ailton,
Você imagina um liberal propondo algo como o Proer? Sabe o que eles diriam? “Deixa quebrar, que no fim dá tudo certo.”
Fernando Henrique foi ALIADO de liberais. Nunca foi um deles – nem durante o seu governo, nem antes, nem depois. José Serra, então, nem se fala.
Há um tremendo erro de avaliação nessa história toda.
rossini thales couto junior
-17/06/2011 às 22:12
Acho que o Lula doravante poderia dormir com uma cópia desta entrevista debaixo do travesseiro, e se permitir, antes de sair para mais uma de suas “palestras”, dar uma olhadinha nas brilhantes pa
SergioD
-17/06/2011 às 22:08
Ricardo, por mais que o ex-presidente Fernando Henrique diga que ele venceria a eleição de 1998 de qualquer maneira, acho que o pleito seria muito mais apertado caso o real tivesse sido desvalorizado antes de outubro daquele ano.
Foram 45 bilhões de dollares aportados pelo FMI e diversos bancos numa operação capitaneada por ninguém menos que Bill Clinton. Ele pode dizer o que quiser mas a impressão que ficou para todos, inclusive a maioria da imprensa da época foi justamente essa: o pacote de auxílio naquele momento salvou a reeleição de FHC em 1998. O grande mote daquela campanha eleitoral era a estabilidade do real, a manutenção de seu poder de compra. Isso foi vendido ao eleitorado, assim como em 1994. Tanto que os efeitos da desvalorização no eleitorado foram tão fortes que a partir de janeiro de 1999 a popularidade de FHC nunca mais foi a mesma. Ficou no ar um certo ar de “Plano Cruzado”, aquele que em 1986 foi desmontado assim que a eleição passou.
É interessante que ele hoje, na verdade já a algum tempo, admite que o real deveria ter sido desvalorizado bem antes. Teria sido muito melhor para a economia do país, mas, talvez, não para a reeleição.
No mais, a entrevista é muito boa. FHC é uma pessoa mais que antenada com o nosso mundo. Aconselho a todos a leitura de seu livro “Xadrez Internacional e social-democracia”. Vale muito a pena para aqueles que o conhecem apenas como político, para que passem admirá-lo como pensador importante que é.
Um abraço
Caro SergioD, acompanhei de perto a campanha de 1998 como jornalista e acho que FHC venceria fácil, mesmo se ocorresse o cenário que você mencionou.
Mas o que poderia ter sido… quem sabe?
Abraço
Gildécio Campos
-17/06/2011 às 21:54
Já tá pegando mal tanta bajulação.
poirot
-17/06/2011 às 21:43
Sr Ricardo,talvez o FHC foi o presidente mais importante,no tocante as reformas e transformaçoes que o Brasil teve.Teve erros horrorosos como a reeleiçao e outro.Nao fui seu eleitor( e nem do pt).Mas não podemos esquecer que não era nada disto que ele dizia que deveria ser feito.Falso esquerdista.Devia declarar as suas pseudas ideologias,e falar a verdade hoje.Talvez sentirá melhor.Que deus te dê mais 50 anos de vida para ver seus acertos e seus erros.
eduardo
-17/06/2011 às 21:34
engole mais esta, lulinha paz e amor. haahahahahah
Corinthians
-17/06/2011 às 20:21
Ailton – 17/06/2011 às 19:39
Neoliberalismo mundialmente falido e fracassado ? Acho que vivo em um mundo diferente, não registrado em cartório.
A história mundial mostra que onde o socialismo venceu, tivemos ditaduras piores que as do Brasil. Estas ditaduras não mataram só inimigos políticos, mas mataram grande parte da população de fome.
Mesmo sem ir tão longe, já podemos notar o que aconteceu na Europa – de 13 países que tinham governos ditos “de esquerda”, agora só 5 (e se contarmos a Espanha logo serão 4) terão governos “de esquerda”, e isso por que os governos “de esquerda”, segundo a tradição, gastaram mais do que podiam, afundando o país em crise, e a população para consertar a situação resolveu colocar políticos de direita.
Estranho não ?
Você acha que viveria melhor nos EUA ou em Cuba ? Na Coréia do Sul ou na Coréia do Norte ?
Agora uma curiosidade pessoal – alguma vez você já discordou do Lula ? E do PT ?
Manon
-17/06/2011 às 20:06
Esse é o ex-presidente que saiu do governo pelas portas dos fundo. Não teve ***** pra sair pela frente de cabeça erguida porque sabia que ia ser vaiado.
Coitado, não vai cair na real NUNCA.
Dá até pena…
Pena dá de você, por ser tão mal informada sobre um governo tão importante para o país, e ser dotada de tanta cegueira ideológica.
Elza Edely
-17/06/2011 às 19:43
Ah! Feliz Aniversário caro presidente!FHC está muito bem para a idade dele rsrsrs..
Ailton
-17/06/2011 às 19:39
Não faço mais nenhum comentário critico dirigido ao ex-presidente Fernando Cardoso, doravente! Vou concentrar a ‘pancadaria’ só no PSDB e a sua paranóia por um neoliberalismo falido, mundialmente falido e fracassado.
Elza Edely
-17/06/2011 às 19:35
FHC é o exemplo de um estadista. Eu o admiro. O apedeuta Lula deveria tomar vergonha na cara e aprender com ele. Mas, quem nao tem berço e é complexado, jamais vai admitir que FHC da de 10 a 0 nele..
Mari Labbate
-17/06/2011 às 19:15
FHC não é psiquiatra e conseguiu diagnosticar o senhor Lula. Agora, questiono: os médicos, que assistem esse senhor, não conseguem analisá-lo? Ele, há muito tempo, deveria ter sido afastado de cargos públicos, visto que não possui qualquer controle emocional. Remédios controlados talvez surtissem algum efeito, no que tange a sua agressividade, porém não conseguem modificar os seus perigosos e ultrapassados ideais. Onde está a Classe Médica desse País, que não manifesta-se a esse respeito e, ainda, permite que esse aloprado viva rodeado de famosos profissionais, que, em vez de estarem lapidando os seus nomes, estão maculando-os. Se médicos, profissionais detentores do conhecimento, nada fazem, o POVO fará???? Sugiro aos pais que, quando esse senhor aparecer na televisão, tampem os ouvidos das pobres crianças, pois trata-se de material altamente prejudicial ao processo educativo. Senhores, o Brasil está à deriva…
sheila lima
-17/06/2011 às 19:03
É sempre um prazer ler as idéias de Fernando Henrique Cardoso.Lúcido, sempre tem uma opinião interessante sobre o Brasil .Não critica Lula como este merecia pois é um homem educado.Desejo-lhe um feliz aniversário e agradecer a coragem por ter tomado as medidas que eram necessárias serem feitas no Brasil naquele momento!
Jotavê
-17/06/2011 às 18:54
A violência verbal sempre foi de parte a parte. a diferença é que Fernando Henrique sempre se preservou. As piores coisas (geralmente tocando no ponto fraco de Lula – a falta de educação formal) eram ditas por aliados. Mas o recado chega, de qualquer forma.
Estou convencido de que o problema de Lula não é pessoal. Ele tem casca grossa. Não é qualquer coisa que o abala pessoalmente. Sabe, no entanto, que está à frente de um partido de massas, e que as massas querem ver “sangue”. Oposição frontal, enfim. Isso vale para qualquer claque – a do PSDB inclusive. Secretamente, detestaram a civilidade da presidenta Dilma Rousseff. Preferiam porrada. É do ser humano, eu acho.
Afora isso tudo, um homem, um político, um intelectual absolutamente admirável. Já disse aqui e repito. Será visto por nossos bisnetos como o fundador do país em que eles, se Deus quiser, estarão vivendo.
Marco
-17/06/2011 às 18:18
Amigo Setti: Aula de civilização, como diria Spinoza ” Não rir,não lamentar,nem detestar, mas compreender !”.
Abraços.
Jack
-17/06/2011 às 18:06
Como sempre, primor de entrevista.O que decepciona, é essa passividade em relação ao Lula, mas não ao PT. Sem Lula o PT se torna insignificante. Lula sempre desqualificou o governo FHC…bateu, mentiu, tenta roubar o legado, foi contra tudo. Quando se tem a possibilidade de enquadrá-lo como o governo mais corrupto da história, simplesmente se abstém.
FHC está aposentado. Lula não. Está nos bastidores comandando a sujeira. FHC dá palestras em universidades e afins. Lula dá palestras em empresas para justificar seu patrimônio. Sd.
Paulo Bento Bandarra
-17/06/2011 às 17:38
Veja a questão da quebra do sigilo que ele menciona. Ninguém alertou nada a ele. Era o caso de fazer um estudo e apresentar a Presidente o que tem para ela decidir. Parece, o que é provável, é que ninguém sabe.
.
Acho que ele tinha que deixar bem claro porque o PT é completamente diferente dos demais partido. Foi muito apazigoador e pouco claro, deixando a impressão que o PSDB é apenas um PT do B. Sem muita diferença. Que nem ele mesmo tem motivos para ser oposição se lhe derem crédito.
Oswaldo
-17/06/2011 às 17:13
Grande FHC, feliz aniversario!! Meu caro FHC, o seu legado ao Brasil sera inesquecivel e seu trabalho e conduta foram marcantes, realmente transformadores!! Quanto ao comportamento do Lula, sei que a sua sensibilidade o faz compreender que ele (o Lula) nao tem alcance intelectual para acompanha-lo, por esta razao, ele (O Lula) prefere hostiliza-lo… Assim ele se mantem na midia como corajoso, valente, essas coisas menores… Sem duvida o Lula eh um lider popular ainda que por duas eleicoes tenha sucumbido ao seu charme, seu conhecimento e, sobretudo, seu carater…. Feliz Aniversario!! ORF
Inácio
-17/06/2011 às 17:01
Se Lula tivesse o preparo, a visão e a grandeza de FHC, tantas reformas poderiam ser feitas em seu governo. O que ficou do governo Lula foram os péssimos exemplos, o sinal verde para maracutaias de toda espécie, o inchaço da máquina pública pelos companheiros. Herança maldita é isso.
norberto zanettin
-17/06/2011 às 16:26
Sou fã de carteirinha do sr.Fernando Henrique Cardoso.Já Ví muitas entrevistas e percebam a clareza ,a objetividade, a lucidez.O Brasil não merece o governo que aí está,pelo amor de Deus ,não comparem Lula/Dilma com FHC é heresia.
jfaraujo
-17/06/2011 às 15:44
Fernando Henrique Cardoso é um homem à frente de seu tempo, e nunca será esquecido nós.
Jose Roberto
-17/06/2011 às 15:44
Ricardo, ao ler (até o fim) a entrevista uma pergunta que não consigo que se cale : O que uma pessoa como ex torneiro (ex presidente não tem mesmo e isso eu sei) tem a acrescentar com suas palestras ? Até uma parte de um dedo ele perdeu. Então se alguém souber a resposta me avise tá ?
Jefff
-17/06/2011 às 15:28
Lula nunca me ligou!!! E FHC alguma vez ligou para cumprimentar Lula. Pão pão queijo queijo.
Ele não apenas “ligou” para Lula, mas, como você poderá constatar se ler toda a entrevista — o que aparentemente não fez –, recebeu-o mais de uma vez no Alvorada quando presidente, inclusive para jantar com Dona Marisa.
Sem contar todas as facilidades e gentilezas a Lula quando foi eleito presidente.
E só isso chamou sua atenção em toda a entrevista?
anatolio pereverzieff
-17/06/2011 às 14:40
Continuarei admirando este brasileiro, culto e consciente e que eventualmente ainda poderá ser muito útil ao País. Parabéns aos jornalistas também.
Nilcio Lobo
-17/06/2011 às 14:30
Presidente FHC, o senhor vive uma vida que realmente vale a pena ser vivida.
Feliz aniversário.
Roberto Sterling
-17/06/2011 às 14:23
Quisera tivéssemos mais políticos como o Presidente Fernando Henrique talvez este país tivesse futuro. Do jeito que estamos, depois de 8 anos de parlapatices do apedeuta supremo, não sei se sobrará algo.