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16/11/2012

às 19:45 \ Política & Cia

Maconha faz mal, sim. Quem afirma é a Medicina

Maconha faz mal sim

Reportagem de Adriana Dias Lopes, publicada na edição impressa de VEJA

 

MACONHA FAZ MAL, SIM

O atual liberalismo em torno do consumo da droga está em descompasso com as pesquisas médicas mais recentes. As sequelas cerebrais são duradouras, sobretudo quando o uso se dá na adolescência

Hoje ainda, até o fim do dia, 1 milhão de brasileiros terão fumado maconha. A maioria dessas pessoas está plenamente convencida de que a droga não faz mal. Elas conseguem trabalhar, estudar, namorar, dirigir, ler um livro, cuidar dos filhos…

A folha seca e as flores de Cannabis são consumidas agora com uma naturalidade tal que nem parece ser um comportamento definido como crime pela lei penal brasileira. O aroma penetrante inconfundível permeia o ar nas baladas, nas áreas de lazer dos condomínios fechados, nos carros, nas imediações das escolas.

A maconha, que em outros tempos já foi chamada de “erva maldita”, agora ganhou uma aura inocente de produto orgânico e muitos de seus usuários acendem os “baseados” como se isso fosse parte de um ritual de comunhão com a natureza, uma militância espiritual de sintonia com o cosmo.

Tolerância cada vez maior com o consumo

Há uma gigantesca onda de tolerância com esse vício. Nos Estados Unidos, dezessete Estados já regulamentaram seu uso medicinal. No dia 6 passado, os Estados de Washington e Colorado realizaram plebiscitos sobre a legalização e o eleitorado aprovou. No Uruguai, o presidente José Mujica pretende estatizar a produção e a distribuição da droga.

Em maio deste ano, no Brasil, sob o argumento do direito à liberdade de expressão, o Supremo Tribunal Federal (STF) liberou a marcha da maconha – desde, é claro, que ela não fosse consumida pelos manifestantes.

Em um de seus shows, em janeiro, Rita Lee causou tumulto ao interromper a apresentação em Sergipe para interpelar os policiais que tentavam reprimir o fumacê na plateia: “Este show é meu. Não é de vocês. Por que isso? Não pode ser por causa de um baseadinho. Cadê um baseadinho pra eu fumar aqui?”.

Na contramão da liberalidade oficial, legal e até social com o uso da maconha, a ciência médica vem produzindo provas cada dia mais eloquentes de que a fumaça da maconha faz muito mal para a saúde do usuário crônico – quem fuma no mínimo um cigarro por semana durante um ano.

Não faz menos mal do que álcool ou cigarro

Fumar na adolescência, então, é um hábito que pode ter consequências funestas para o resto da vida da pessoa. Aqueles cartazes das marchas que afirmam que “maconha faz menos mal do que álcool e cigarro” são fruto de percepções disseminadas por usuários, e não o resultado de pesquisas científicas incontrastáveis.

Maconha não faz menos mal do que álcool ou cigarro. Cada um desses vícios agride o organismo a sua maneira, mas, ao contrário do que ocorre com a maconha, ninguém sai em passeata defendendo o alcoolismo ou o tabagismo.

Diz um dos mais respeitados estudiosos do assunto, o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, da Universidade Federal de São Paulo: “Encarar o uso da maconha com leniência é uma tese equivocada, arcaica e perigosa”.

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Alguns dos argumentos para a legalização da maconha têm uma lógica perfeita apenas na aparência. Os defensores da legalização alegam que, vendida legalmente, a maconha também seria cultivada dentro da lei e industrializada. A oferta aumentaria e os preços cairiam. Isso tornaria inúteis os traficantes. Eles sumiriam do mapa, levando consigo todo o imenso colar de roubos, assassinatos e corrupção policial que a repressão à maconha provoca.

Estudo acompanhou 1.000 voluntários por 25 anos

O argumento não resiste ao mais simples teste de realidade embutido na pergunta: “Quem disse que traficante vende só maconha?”. Se a maconha fosse liberada, o tráfico de cocaína, heroína e crack continuaria e todos os problemas sociais decorrentes do poder desse submundo ficariam intactos. Acrescente-se à equação o fato de que a maconha efetivamente faz mal à saúde, e a lógica dos defensores de sua legalização evapora-se no ar ainda mais rapidamente.

Um dos estudos mais impactantes e recentes sobre os males da maconha foi conduzido por treze reputadas instituições de pesquisa, entre elas as universidade Duke, nos Estados Unidos, e de Otago, na Nova Zelândia. Os pesquisadores acompanharam 1.000 voluntários durante 25 anos. Eles começaram a ser estudados aos 13 anos de idade.

Porta de entrada para outras drogas -- "Fumei meu primeiro cigarro de maconha aos 19 anos, com um primo, por curiosidade juvenil. De imediato, senti um profundo relaxamento. Eu, que sempre fui muito agitada, adorei a sensação. Passei a fumar com frequência. Aos poucos, a maconha foi invadindo a minha existência. Eu vivia letárgica, mas achava tudo absolutamente normal. A maconha foi a porta de entrada para outras drogas. A certa altura, quis experimentar uma sensação mais forte. A maconha havia perdido a graça. Aos 27 anos, cheirei cocaína. Aos 35, mudei para o crack. Virei um rato. Passei por três internações e me salvei. Estou há onze anos sem usar drogas.", Vládia Ofenheim, 52 anos, comerciante (Foto: Alexandre Scheneider)

PORTA DE ENTRADA PARA OUTRAS DROGAS -- "Fumei meu primeiro cigarro de maconha aos 19 anos, com um primo, por curiosidade juvenil. De imediato, senti um profundo relaxamento. Eu, que sempre fui muito agitada, adorei a sensação. Passei a fumar com frequência. Aos poucos, a maconha foi invadindo a minha existência. Eu vivia letárgica, mas achava tudo absolutamente normal. A maconha foi a porta de entrada para outras drogas. A certa altura, quis experimentar uma sensação mais forte. A maconha havia perdido a graça. Aos 27 anos, cheirei cocaína. Aos 35, mudei para o crack. Virei um rato. Passei por três internações e me salvei. Estou há onze anos sem usar drogas.", Vládia Ofenheim, 52 anos, comerciante (Foto: Alexandre Scheneider)

Queda no desempenho intelectual, na memória, na concentração

Um grupo era composto de fumantes regulares de maconha. Os integrantes do outro grupo não fumavam. Quando os grupos foram comparados, ficou evidente o dano à saúde dos adolescentes usuários de maconha que mantiveram o hábito até a idade adulta. Os fumantes tiveram uma queda significativa no desempenho intelectual.

Na média, os consumidores crônicos de maconha ficavam 8 pontos abaixo dos não fumantes nos testes de Q.I. Os usuários de maconha saíram-se mal também nos testes de memória, concentração e raciocínio rápido.

Os resultados mostram que é falaciosa a tese de que fumar maconha com frequência não compromete a cognição. Diz o psiquiatra Laranjeira: “Se o usuário crônico acha que está bem, a ciência mostra que ele poderia estar muito melhor sem a droga. A maconha priva a pessoa de atingir todo o potencial de sua capacidade”.

O cineasta paulistano Álvaro Zunckeller, de 32 anos, fumou maconha durante duas décadas, desde a adolescência, com os amigos, na roda do bar e na saída da escola. No início, era um cigarro a cada duas semanas. Chegou a três por dia. “Era um viciado, mas para a maioria das pessoas eu era um sujeito sossegado, apenas um pouco desatento”, conta ele.

Zunckeller é um caso típico da brasa dormida dos danos da maconha ao cérebro confundidos com um comportamento ameno e um estilo de vida mais contemplativo.

Uma vida normal na aparência -- "Fumei maconha durante vinte anos. Experimentei na adolescência e adorei. Em três anos, passei de um cigarro a cada duas semanas para três baseados por dia. Foram vinte anos de perdas. Perdi um emprego, perdi duas namoradas e me formei com dez anos de atraso. Na faculdade, só pensava na hora de ir para o barzinho fumar maconha. Quando estava em casa, passava o dia dormindo. Era um viciado, mas levava uma vida relativamente normal. Esse é o grande perigo da maconha. Há sete meses comecei um tratamento clínico contra a dependência. Desde então, nunca mais fumei. Hoje, tenho dificuldade de me concentrar na leitura. Não consigo ler mais de três, quatro páginas. Sinto saudade da sensação que causa a maconha, claro. Mas não quero mais que ela domine a minha vida.", Álvaro Zunckeller, 32 anos, cineasta (Foto: Alexandre Schneider)

UMA VIDA NORMAL NA APARÊNCIA -- "Fumei maconha durante vinte anos. Experimentei na adolescência e adorei. Em três anos, passei de um cigarro a cada duas semanas para três baseados por dia. Foram vinte anos de perdas. Perdi um emprego, perdi duas namoradas e me formei com dez anos de atraso. Na faculdade, só pensava na hora de ir para o barzinho fumar maconha. Quando estava em casa, passava o dia dormindo. Era um viciado, mas levava uma vida relativamente normal. Esse é o grande perigo da maconha. Há sete meses comecei um tratamento clínico contra a dependência. Desde então, nunca mais fumei. Hoje, tenho dificuldade de me concentrar na leitura. Não consigo ler mais de três, quatro páginas. Sinto saudade da sensação que causa a maconha, claro. Mas não quero mais que ela domine a minha vida.", Álvaro Zunckeller, 32 anos, cineasta (Foto: Alexandre Schneider)

Apenas 10% dos pacientes internados em clínicas de recuperação de dependentes foram parar ali para tentar se livrar do vício da maconha. Ainda assim, muitos dos usuários da droga nessas clínicas foram diagnosticados com esquizofrenia, bipolaridade, depressão aguda ou ansiedade – sendo o vício de maconha apenas um componente do quadro psicótico e não seu determinante.
Risco mais alto de desenvolver esquizofrenia ou depressão

Até pouco tempo atrás vigorou a tese de que a maconha só deflagra transtornos mentais em pessoas com histórico familiar dessas doenças. Essa noção benigna da maconha foi sepultada, entre outros trabalhos, por uma pesquisa feita pelo Instituto de Saúde Pública da Suécia. Um grupo de 50.000 voluntários foi avaliado durante 35 anos. Eles consumiram maconha na adolescência.

Os suecos demonstraram que o risco de um usuário de maconha sem antecedentes genéticos vir a desenvolver esquizofrenia ou depressão é muito mais alto do que o da população em geral. Entre os usuários de maconha pesquisados, surgiram 3,5 mais casos de esquizofrenia do que na média da população.

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No que se refere à depressão, o número de casos clínicos foi o dobro. Os sinais de perigo da fumaça estão surgindo em toda parte. “O bombardeio repetido da maconha sobre o cérebro cria uma marca neuronal indelével”, diz Ana Cristina Fraia, psicóloga da Clínica Maia Prime, em São Paulo, especializada no tratamento de dependência química.

Interfere nas sinapses, levando ao comprometimento das funções cerebrais.

A razão básica pela qual a maconha agride com agudeza o cérebro tem raízes na evolução da espécie humana. Nem o álcool, nem a nicotina do tabaco; nem a cocaína, a heroína ou o crack; nenhuma outra droga encontra tantos receptores prontos para interagir com ela no cérebro como a cannabis.

Ela imita a ação de compostos naturalmente fabricados pelo organismo, os endocanabinoides. Essas substâncias são imprescindíveis na comunicação entre os neurônios, as sinapses. A maconha interfere caoticamente nas sinapses, levando ao comprometimento das funções cerebrais.

O mais assustador, dada a fama de inofensiva da maconha, é o fato de que, interrompido seu uso, o dano às sinapses permanece muito mais tempo – em muitos casos para sempre, sobretudo quando o consumo crônico começa na adolescência. Em contraste, os efeitos diretos do álcool e da cocaína sobre o cérebro se dissipam poucos dias depois de interrompido o consumo.

EFEITO CONTRÁRIO -- Dezessete estados americanos autorizam o uso da maconha fumada para fins terapêuticos, mas as receitas médicas já são contrabandeadas (Foto: Justin Sullivan / Getty Image)

EFEITO CONTRÁRIO -- Dezessete Estados americanos autorizam o uso da maconha fumada para fins terapêuticos, mas as receitas médicas já são contrabandeadas (Foto: Justin Sullivan / Getty Image)

Com 224 milhões de usuários em todo o mundo, a maconha é a droga ilícita universalmente mais popular. E seu uso vem crescendo – em 2007, a turma do cigarro de seda tinha metade desse tamanho. Cerca de 60% são adolescentes. Quanto mais precoce for o consumo, maior é o risco de comprometimento cerebral.

Dos 12 aos 23 anos, o cérebro está em pleno desenvolvimento. Em um processo conhecido como poda neural, o organismo faz uma triagem das conexões que devem ser eliminadas e das que devem ser mantidas para o resto da vida. A ação da maconha nessa fase de reformulação cerebral é caótica. Sinapses que deveriam se fortalecer tornam-se débeis. As que deveriam desaparecer ganham força.

Os efeitos psicoativos da maconha são conhecidos desde o ano 2000 antes de Cristo. Seu princípio psicoativo mais atuante é o tetraidrocanabinol (THC). Um outro componente da droga, o canabidiol, é o principal responsável pelos seus efeitos potencialmente terapêuticos.

No câmpus de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, o psiquiatra José Alexandre Crippa estuda o efeito do canabidiol no tratamento da fobia social. Trinta e seis voluntários, metade deles composta de fóbicos, ingeriram cápsulas da substância e, em seguida, tiveram de falar em público.

Bipolaridade deflagrada pela droga -- "Comprar e consumir maconha é a coisa mais fácil do mundo. A droga é extremamente barata e ninguém faz cara feia quando percebe que você está fumando. As pessoas estão acostumadas. Fumei dos 14 aos 20 anos. Até começar a fumar, eu era ótima aluna - fui alfabetizada em inglês e ainda falava francês e espanhol com fluência. Meu raciocínio era rápido e eu era responsável em casa. Por causa da droga, passei a ter falhas sérias de memória. Um dia minha mãe descobriu que eu fumava e me levou ao médico. Lá, fui diagnosticada com transtorno bipolar, deflagrado pelo uso da maconha. Estou há quatro anos limpa. Não foi fácil. Tive duas recaídas. Mas estou aqui. Pronta para recomeçar.", Milena Gertner, 24 anos, fotógrafa, com a mãe, Sulamita Kramarski (Foto: Alexandre Schneider)

BIPOLARIDADE DEFLAGRADA -- "Comprar e consumir maconha é a coisa mais fácil do mundo. A droga é extremamente barata e ninguém faz cara feia quando percebe que você está fumando. As pessoas estão acostumadas. Fumei dos 14 aos 20 anos. Até começar a fumar, eu era ótima aluna - fui alfabetizada em inglês e ainda falava francês e espanhol com fluência. Meu raciocínio era rápido e eu era responsável em casa. Por causa da droga, passei a ter falhas sérias de memória. Um dia minha mãe descobriu que eu fumava e me levou ao médico. Lá, fui diagnosticada com transtorno bipolar, deflagrado pelo uso da maconha. Estou há quatro anos limpa. Não foi fácil. Tive duas recaídas. Mas estou aqui. Pronta para recomeçar.", Milena Gertner, 24 anos, fotógrafa, com a mãe, Sulamita Kramarski (Foto: Alexandre Schneider)

Os níveis de ansiedade apresentados pelos portadores do transtorno equivaleram aos registrados pelos participantes sem a fobia. Todos os estudos sérios sobre os potenciais usos médicos da maconha mediram os efeitos de uma única substância, selecionada e isolada em laboratório – e não da inalação da fumaça de um cigarro. Diz Crippa: “Os defensores do uso medicinal do cigarro da maconha querem mesmo é obter a liberação da droga”.

Nos EUA, venda de receitas

Nos Estados Unidos floresce uma indústria de falsificação de receitas depois da legalização da erva para o tratamento do glaucoma e no controle da náusea de pacientes submetidos a quimioterapia. Para a alegria dos viciados, médicos inescrupulosos prescrevem a droga por preços que variam de 100 a 500 dólares.

Em nenhum país a maconha é completamente liberada. Um dos mais notoriamente tolerantes é a Holanda, que permite o consumo da erva nos coffee shops, mas, ainda assim, os proprietários só estão autorizados a vender 5 gramas, o equivalente a um cigarro, para cada cliente.

Recentemente, o governo holandês proibiu a venda da droga para estrangeiros. Nem sempre foi assim. Na década de 70, quando a Holanda descriminalizou a maconha e se tornou uma espécie de Disney libertária, fumava-se em praça pública. A festa acabou cedo. Desde então, o tráfico só aumentou. A experiência holandesa – e o recuo das autoridades – derruba um dos mais rígidos pilares da defesa pela liberação: o de que a venda autorizada poria fim ao tráfico. Não pôs.

MARCHAR PODE; FUMAR, NÃO -- No início do ano, o STF autorizou as manifestações a favor da liberação da maconha em nome da liberdade de expressão (Foto: Sérgio Carvalho / Folhapress)

MARCHAR PODE; FUMAR, NÃO -- No início do ano, o STF autorizou as manifestações a favor da liberação da maconha em nome da liberdade de expressão (Foto: Sérgio Carvalho / Folhapress)

No Brasil, desde 2006, com a lei antidrogas aprovada pelo Congresso e sancionada pelo então presidente Lula, foi estabelecida uma distinção na punição de traficantes e usuários. Os bandidos estão sujeitos a até quinze anos de prisão. O consumidor não vai para a cadeia. Nesse caso, o juiz decide por uma advertência verbal, pela prestação de serviços comunitários ou recomenda um tratamento médico.

A lei brasileira não contempla o volume máximo da droga a ser classificado como uso pessoal. Luana Piovani e Isabel Filardis são algumas das celebridades que defendem a tese de que a maioria dos presos com maconha “nunca cometeu outros delitos, não tem relação com o crime organizado e portava pequenas quantidades da droga no ato da detenção”.

Do ponto de vista social, elas estão corretíssimas. Do ponto de vista da saúde e da aplicação das leis, nem tanto. O advogado criminalista Pedro Lazarini faz restrições: “Um bandido pode se valer desses limites para nunca ser condenado”. O ideal seria que as evidências científicas incontestáveis sobre os ruinosos efeitos da maconha para a saúde sejam levadas em conta. Todos ganham com isso.

 

“ATUALMENTE, ‘PEGA MAL’ SER CONTRA A LIBERAÇÃO DA MACONHA”

 

PELA CONDENAÇÃO DA DROGA -- O psiquiatra Valentin Gentil Filho: "Se fosse para escolher uma única droga a ser banida, seria a maconha" (Foto: Claudio Gatti)

PELA CONDENAÇÃO DA DROGA -- O psiquiatra Valentin Gentil Filho: "Se fosse para escolher uma única droga a ser banida, seria a maconha" (Foto: Claudio Gatti)

Aos 66 anos, o paulistano Valentim Gentil Filho é um dos mais renomados psiquiatras do país. Com doutorado em psicofarmacologia clínica pela Universidade de Londres, ocupou o cargo de presidente do conselho diretor do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas durante doze anos – sem nunca ter abandonado a prática clínica.

Tamanha experiência o levou a defender a condenação da maconha. “Trata-se da única droga a interferir nas funções cerebrais de forma a causar psicoses irreversíveis”, disse a VEJA. “Se fosse para escolher uma única droga a ser banida, seria a maconha.”

 

Nos últimos dois anos, a ideia da descriminalização para o usuário da maconha ganhou força no país. Recentemente, um grupo de juristas apresentou a proposta no Senado com o objetivo de a medida ser adotada na reforma do Código Penal. O que o senhor acha disso?

O tráfico deve adorar isso. Em hipótese alguma dá para liberar geral. Estamos falando de substâncias altamente tóxicas. Um dos argumentos pró-maconha é que a legalização reduziria o consumo da droga. As pesquisas mostram, no entanto, que, quando o consumo é referendado e a droga é considerada segura, o adolescente experimenta mais. A história de que os jovens se sentem estimulados a usar drogas por serem proibidas se aplica apenas a uma minoria.

 

Há muitos médicos, inclusive da sua especialidade, que não pensam como o senhor.

Não é simpático expressar uma opinião contrária à cultura da “anticaretice” que impera no país em relação à maconha. Atualmente, “pega mal” ser contra a liberação da maconha. Até mesmo entre os médicos. O fato de a maconha não ser tão agressiva como outras drogas quando usada nas primeiras vezes contribui para isso. Mas ou esses médicos estão muito desinformados ou eles têm acesso a fontes científicas bem diferentes das minhas. Se fosse obrigado a escolher uma única droga a ser banida, seria a maconha, sem sombra de dúvida.

 

De que forma a maconha seria mais prejudicial do que as outras drogas?

Drogas como heroína, cocaína e crack são devastadoras porque podem matar a curto ou curtíssimo prazo. Além disso, é difícil se livrar dessas substâncias pelo alto grau de dependência que apresentam.

Os danos que elas causam ao cérebro, porém, cessam quando deixam de ser usadas. Ou seja, passado o período de abstinência, as funções do organismo se restabelecem.

Com a maconha a história é outra. É a única droga a interferir nas funções cerebrais de forma a causar psicoses definitivas, mesmo quando seu uso é interrompido.

 

Qualquer usuário está suscetível a tais danos?

Sim, mas em graus diferentes, a depender da frequência de consumo e da tolerância do organismo do usuário. É uma roleta-russa. O consumidor esporádico, aquele que fuma às vezes, está sujeito a sofrer estados psicóticos transitórios, como alucinação e paranoia, ataques de pânico e ansiedade. O efeito permanente nas conexões nervosas se dá no uso crônico. Aí, sim, absolutamente todos sofrem algum prejuízo.

 

O astrônomo americano Carl Sagan (1934-1996) foi usuário da maconha e um defensor ferrenho da droga. Ainda assim, deixou o legado de uma carreira brilhante. Ele teria sido uma exceção?

Sagan foi um gênio, e sou fã dele. Mas penso que, se não tivesse usado tanta maconha, ele teria sido um profissional ainda mais brilhante e mais responsável. Sagan tinha algumas ideias estapafúrdias para um astrônomo.

Por exemplo: ele se tornou um dos líderes do Seti (Search for Extra-Terrestrial Intelligence – Busca por Inteligência Extraterrestre), que investiu centenas de milhões de dólares na busca de sinais alienígenas ou provas de alguma civilização extraterrestre. Repito aqui: não há exceções para os danos causados pela maconha.

 

É possível identificar os adolescentes mais propensos a usar a droga?

Há entre eles um traço de personalidade conhecido como “busca de novidade” (novelty seeking) ou “busca de sensações” (sensation seeking). Pessoas com esse perfil se expõem mais a riscos, têm menor controle sobre suas emoções, são mais impulsivas e têm maior probabilidade de se tornarem dependentes da maconha. No extremo oposto, alguns jovens introvertidos e ansiosos também ficam vulneráveis, dependendo do ambiente. Famílias estruturadas ajudam, e a presença dos pais monitorando o comportamento é uma proteção importante, mas não é garantia contra o uso.

 

Qual é a sua opinião sobre o uso medicinal da maconha?

Acredito em benefícios de determinadas substâncias extraídas da planta que dá origem à maconha, a Cannabis. Isso é diferente de preconizar o uso terapêutico da maconha fumada, que tem muitos compostos nocivos ao organismo, além da fumaça quente retida no pulmão, com potencial cancerígeno.

Não acredito nem mesmo nas versões “purificadas” da planta, vendidas em alguns estados americanos e em coffee shops europeus. Não há tecnologia capaz de certificar que um baseado tenha apenas substâncias não tóxicas da planta. Aliás, a venda nesses lugares é uma bagunça.

O filho de um amigo conseguiu comprar maconha medicinal na Califórnia porque no mesmo lugar onde comprou a droga comprou também a receita médica. Uma coisa tem de ficar clara: a agência de saúde oficial americana (FDA) não valida o consumo da maconha ou de outros preparados da Cannabis para fins medicinais. Alguns estados liberam por meio de seus governos.

 

O senhor já fumou maconha?

Nunca. E jamais tive vontade.

 

Seus filhos já fumaram?

Não que eu saiba.

 

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251 Comentários

  • Igor

    -

    7/6/2013 às 14:52

    Analisand artigos do Henrique:
    1º Artigo – Os testes foram feitos com o Principio ativo Canabidiol e não com a planta.
    2º artigo – o que ajuda nas doenças de parkinson são os carabinóides encontrados nas inflorescências da Cannabis Sativa. Não há carabinóides e fitocarabinóides na raíz e sementes e pouquíssima quantidade no caule e ramos. O delta9 tetrahidrocarabinolé o principio ativo que faz bem se usado em dose de até 10 mg e na forma isolada!Para consumir essa quantidade na planta interia precisa de muito mais inflorescência e levaria outras substâncias cancerígenas e que fazem mal à saúde como o alcatrão.
    3º artigo – é o mesmo do primeiro…
    4º reportagem na ABRIL – novamente os testes foram feitos com THC (delta9tetrahidrocarabinóide) que é o principio ativo que pode ser retirado da inflorescencia da Cannabis Sativa.
    5º reportagem FAPESP – O estudo apresentado mostrou o uso em spray de extratos de várias plantas que contém o THC e carabinol para fazer efeito. Não fizeram testes com o etrato de maconha que contivesse a mesma quantidade de THC e carabinol.

    Conclusão: O THC e carabinol tem efeitos benéficos mas ainda precisam de mais estudos para comprovar. A Cannabis Sativa não conta com nenhum estudo do seu uso, estudos somente com THC e carabinol não é o mesmo que estudo com um extrato inteiro! Esses dois principios ativos não estão somente na maconha estão em outras plantas. Porque tem que ser somente a Maconha pra obter esses efeitos se outras plantas contém esses principios ativos? Bom, realmente a ignorância faz as pessoas tirarem interpretações erradas de artigos científicos exatos, seria isso um efeito coateral da maconha (falta de atenção) sendo provado aqui??? Acredito que sim.

  • Murilo Garcia

    -

    6/6/2013 às 18:16

    Blog do Luis ( roda viva ) http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-comportamento-de-ronaldo-laranjeira-no-roda-viva

    Sobre o comportamento do tal douto ae

  • Murilo Garcia

    -

    6/6/2013 às 18:14

    Parei de ler no Ronaldo Laranjeira…

  • lennon

    -

    6/6/2013 às 13:17

    Parceiro, em baixo sem argumento algum, financiando o trafico? tu acha que vai parar? o governo vai por essa droga, bem caro igual é em outros países que tem, eles vão extorquir o máximo, e ai os traficantes vão vender pelo mesmo preço,até mais barato, e para mais pessoas, porque vai estar legalizado, cara sabe quantas pessoas morrem alcoolizadas no país ? muuuuuuuuuuuitas, o tabaco não tem o efeito do álcool então mata de outras formas, além do álcool fazer mal, você perde o controle de tudo, tem vários efeitos, e agora por mais uma ai a maconha, logo logo, vários acidentes, brigas, confusões, ai bafómetro de maconha também, essa merda em vez de acabar, das coisas melhorarem mais uma droga, piorar? mais famílias morrendo por drogados por ai? já basta os que bebem, e tiram vidas de famílias, bom é isso.

  • Ricardo

    -

    4/6/2013 às 20:27

    diz ai que ninguém sai nas ruas para fazer passeatras a favor do alcolismo e tabaquismo, simplesmente por que é LEGALIZADO! e é isso que tem que fazer com a maconha, mesmo que faça tanto mal quanto alcool e cigarro, os dois ja sao liberados, e ninguém que fuma maconha vai deixar de fumar simplesmente por que é proibido, entao seria bem melhor legalizar essa bosta de uma vez, do que continuar proibido e nós continuar financiando o tráfico, burrice do governo não?! pensem, legaliza de uma vez !

  • Lucas

    -

    3/6/2013 às 7:19

    Matéria altamente tendenciosa; imparcialidade pequena, típico pensamento de pessoa que nunca fumou e faz um conceito sem conhecer: o famoso, preconceito

  • Vicente

    -

    3/6/2013 às 2:56

    Fumo desde meus 14 anos, já estou com 38 portanto são 24 anos com um beck na mão. Agora tem uns 3 meses q estou querendo parar, vou te dizer uma coisa,eh muito complicado, bom pelo menos pra mim..
    a matéria reforçou ainda mais minha vontade de parar.

  • Marcos

    -

    28/5/2013 às 9:42

    Fumo a 15 anos, nao tenho nenhum transtorno de personalidade. Tenho um QI de 140 desde os meus 15 anos. Sou a prova viva de que ela nao afeta seriamente teu desempenho a longo prazo. nao adianta pegar um bando de retardado pra fazer uma pesquisa. Ai é covardia. Peguem pessoas normais, como eu, como os que aqui comentaram, ai vamos ter resultados diferentes.

  • henrique

    -

    27/5/2013 às 23:07

    Caro Henrique, este espaço é destinado exclusivamente a comentários dos leitores e, nele, conforme as regras para publicação de comentários no blog, exaustivamente divulgadas por mim e com chamada permanente na home page, estão vedadas as transcrições de textos publicados em outros veículos.

  • henrique

    -

    27/5/2013 às 23:05

    Rhuam, não seja ignorante, maconha não é produto que se compra em mercado, ela nasce na terra, o usuário plantando no fundo do quintal como cebolinha, alfavaca, manjericão, não mata ninguém de bala perdida. Tem inúmeros estudos científicos feitos por diversas universidades renomadas, inclusive estudos realizados no brasil. Se não acredita, passei o link da pesquisa: http://www.scielo.br/pdf/rbp/v34s1/pt_v34s1a08.pdf
    NÃO ACREDITA? VEJA NA FONTE:
    http://www.scielo.br/pdf/rbp/v34s2/pt_v34s2a06.pdf
    A scielo é a maior revista voltada pra estudos científicos.
    Maconha como ansiolítico: http://www.scielo.br/pdf/rbp/v34s1/pt_v34s1a08.pdf
    Maconha na redução de tumores:
    http://super.abril.com.br/ciencia/maconha-enrolando-cura-446959.shtml
    Maconha para artrite:
    http://www.agencia.fapesp.br/4593
    Chega de ignorancia, a cannabis é uma planta como qualquer outra, não é um produto quimico, tem efeitos medicinais, não estou falando a respeito dessa maconha comprada em biqueira(boca de fumo) toda misturada por traficante, falo de uma planta medicinal, criada por Deus, uma planta que cura!

  • Lucas

    -

    27/5/2013 às 12:37

    MILHARES DE COISAS QUE PESSOAS CONSOMEM TODOS OS DIAS FAZEM MAL A SAÚDE E NINGUÉM FALA
    MACONHA É CONSIDERADA A CURA PARA ALGUMAS DOENÇAS QUE PODEM LEVAR ATÉ A MORTE
    QUER QUE EU CITE UMA DELAS? a AIDS

    A MACONNHA TEM SIM SEUS PONTOS NEGATIVOS, MAS E OS POSITIVOS? O SENHOR JA ESTUDOU SOBRE ISSO? PARECE QUE NÃO!

    Você mesmo disse que nunca fumou maconha, como pode saber tanta coisa sobre a erva?
    A maconha tem MUITOS MAIS PONTOS POSITIVOS do que NEGATIVOS

    Não sei se você sabe, mas o ALCOOL, o CIGARRO, a CARNE, também fazem MAL a saúde, mas todo mundo não ta nem ai pra isso né?
    A MODA É FALAR MAL DA MACONHA, É POLUIR A MENTE DAS MÃES, É CONDENAR MACONHEIROS A MARGINAL

    Que ela afeta a memória todos nós usuarios sabemos, MAS ISSO É POR POUCO TEMPO, depois de alguns minutos, talvez horas, você logo lembra de tudo normalmente
    Sobre fazer mal, a carne faz mal, o alcool faz mal, o cigarro faz mal, você ja viu alguém morrer por causa de maconha? eu nunca vi, agora por causa do alcool e por causa do cigarro morre gente TODOS os dias e mesmo assim não existe nenhuma lei que proiba nem o alcool e nem o cigarro, porque será hein?

  • lucilio

    -

    26/5/2013 às 10:22

    Tenho dúvidas, quanto a tamanha reprovação da maconha…
    Quando não vejo niguem reprovar, a industria farmacéutica,
    que mais enriquece,vendendedo as piores drógas letais! Que mais prejudica a saúde, e mata legalmente. É absurdo…

  • Luciano

    -

    26/5/2013 às 2:24

    Nada contra, mas já ví os efeitos na vida profissional. Ficar lesado das ideias não é coisa boa. Imagine Você, o usuário tendo que ser operado do coração e o cirurgião está noiado. O mesmo com um piloto de Avião. Usem em casa, quando estiver de folga, afinal os neuronios que serao lesados são seus e não colocará outros em risco.
    No demais acho otimo, pois diminui a concorrencia profissional…

  • Rhuam

    -

    25/5/2013 às 12:09

    NAOO. MACONHA NAO FAZ MAL NAO! CONTINUEM USANDO ESSE PRODUTO AOS MONTES. VOCES PRECISAM DISSO! SUAS MENTES AGRADECEM. façam um favor e continuem usando.

  • fernando britto

    -

    23/5/2013 às 19:55

    justificando aqui a pergunta de pq ser proibida, é pela industria do petróleo, o canhâmo substitui totalmente a um custo menor o petróleo. Para entenderem melhor só procurar algo na internet que vão descobrir. Fora que para alguns é mais lucrativo manter a planta proibida.

  • fernando britto

    -

    23/5/2013 às 19:47

    peço por favor que todos pratiquem e preservem a liberdade, tanto a própria como as do demais, eu não acho justo o consumo de carne , tem diversos estudos cientificos apontando os maleficios, nem por isso acho que deveria ser proibido.

  • fernando britto

    -

    23/5/2013 às 19:44

    eliani, seu filho é um ser livre, acho que cabe a cada um ingerir a substancia que bem entender, minha mãe nunca me reprimiu quanto a isso, fumo desde os 16 anos, mas sempre com diferentes intensidades, dos 25 anos pra ca, (tenho 26) aumentei a intensidade do uso, conheço pessoas de idade mais avançada(50 anos) que fumam desde os 18, e não cairam em outras drogas, maconha nao faz ninguem se viciar em outras coisas, inclusive eu ja fiquei varios meses fumando coisa de 10 15 baseados por dia, porém quando não tenho dinheiro para comprar não compro e nem me faz muita falta, verdade que alguns conhecidos usuarios tem uma certa abstinencia, mas é só pelo prazer do efeito e pelo habito de fumar, maconha não causa uma dependencia como cocaina ou cigarro de tabaco.
    Acredito que deveria encarar o habito de seu filho fumar maconha como tomar leite mesmo, fico muito feliz de minha familia tratar isso desta forma.

  • henrique

    -

    23/5/2013 às 13:02

    Vem por meio deste informa-lhes que o consumo da erva para fins medicinais e recreativos já tem base científica fundamentada. Não deixe isso estragar sua família, Eliani, se livre de preconceitos e falácias, converse mais com seu filho, seja mais amiga, e se isso realmente não o atrapalha e ele não quer parar, não ache que tudo está perdido, mas se isso o atrapalha, converse melhor com ele, não generalize, é como o alcool, só porque algumas pessoas abusam, chegam em casa agressivas, não significa que todas vão chegar, é assim no caso da erva. Seja crítico, cético em tudo que lhes é passado tanto pela internet como na mídia, essa pesquisa da Universidade de Ribeirão Preto, nem ao menos passaram a conclusão da pesquisa. Tive um professor neurocientista formado pela USP com phD na Espanha que participou dessa pesquisa, ingeriu cápsulas com CBD(canabidiol)importadas de Israel, e a conclusão final foi de que o CBD tem efeitos ansiolíticos. A planta é natural, medicinal, e brota na terra, nem se compara com alcool, remédios tarja preta, entre outros. Inclusive você que toma remédios de tarja preta e descrimina quem fuma um cigarrinho de maconha, é um tremendo de um hipócrita.

  • Eliani

    -

    22/5/2013 às 19:30

    Meu filho de 19 anos começou a fumar maconha, me contou como se tivesse tomando leite. Achava que maconha era a porta de entrada para outras drogas mais pesadas, ele me chamou de preconceituosa e ignorante, fui me informar lí páginas e páginas de livros, estudos científicos, blogs de usuários, algumas coisas me tranquilizavam, outras me deixavam em pánico. No final das contas estou bem informada, a maconha tem propriedades medicianais, mas também causas imensos males. tentei conversar, mas isto é impossível, ele é como os religiosos cegos, que usam paragrafos da bíblia e se apoiam neles, sem contextualizarem. Sempre conversei com ele sobre tudo e trocavamos informações, mas sobre isso ele simplismente não escuta. Ele estuda em outra cidade, mora num apartamento alugado para ele, quem cuida de sua roupa e do seu apto sou eu, quem paga suas contas sou eu. O que ele me disse, quando eu disse, não que o proibia, mas que não o apoiava: problema seu eu não vou mudar. Dizer que o maconheiro só pode causar mal a ele mesmo é egoista! sofro como nunca, já vi muitas pessoas se acabarem por causa da maconha, estaria na mesma se fosse alcool (já percebi que gostam de comparar). simplismente não sei o que fazer, já conversei, sugeri análise com acompamento do uso da maconha, já pedi que não o fumasse diariamente….Nada. Não sei porque ele fuma, pois não me responde objetivamente. Já não o reconheço. Doi e penso simplismente em descistir…..

  • henrique

    -

    21/5/2013 às 17:18

    O maconheiro não pode causar mal nenhum a não ser a ele mesmo, até o cara que fuma cigarro, não pode causar mal nenhum a não ser a ele e a quem estiver próximo, diferente do cara que bebe alcool, que chega em casa e bate na mulher salvo alguns casos. Fazer mal não é motivo pra proibir, se fosse por isso o alcool também estaria proibido. Porque realmente a maconha está proibida? O maconheiro não pode causar mal nenhum a não ser a ele mesmo

  • Mana

    -

    20/5/2013 às 14:41

    acho muuito engraçado que a maioria dos comentários a favor da maconha venha de meros usuários. Vocs realmente acham que anos de pesquisas, podem ser dissolvida por argumentozinhos chulos, e sem noção?
    acho que vcs deveria procurar meio de viver a vida com o que vcs tem e não a base de uma erva alucinógena. Alguém que para se sentir bem precisa fujir da normalidade ão tem argumento algum. detesto maconha e qualquer outro tipo de droga, pois ela é a pioneira no tráfico, e vocs na maioria das vezes fumam exterco misturado, a pequena quantidad da erva. eu venho de um lugar que passou por uma verdadeira guerra por causa dessa porcaria que não leva a lugar nenhum! inocentes morreram, os ricos enrriqueceram ainda mais. Ao invés de lutar por isso, por que não lutam contra a corrupção, contra a volencia, a falta de educação e saúde? CRESÇAM E APRENDAM QUE PARA QUE VCS FUMEM UM BASEADOSINHO, MUITA GENTE MORREU PAA ISSO, CONTINUEM ASSIM, FUMANDO SANGUE CAMUFLADO DE ERVA! E MESMO LEGALIZADA, ASSIM SÓ AUMENTARIA O NUMERO DE JVENS VICIADOS, ASSIM COMO ACONTEÇE COM DROGAS LÍCITAS.

  • eloy

    -

    19/5/2013 às 3:29

    ao contrário do que ocorre com a maconha, ninguém sai em passeata defendendo o alcoolismo ou o tabagismo. por que sera né???sera porque não é legalizado ??? Meu caro Dr ..você esta “Sertinho” kkkkkkkkkkkkkk ahhh sigo a lei de Jah porque a lei do homem esta perdida …fica complicado assim a gente se enter recordando minhas raízes ates mesmo de crescer

  • bbabsi

    -

    18/5/2013 às 9:37

    Nego vem com comentário falando que quem usa a maconha não tem amor na vida, família? Meu, que porra de pessoa é essa? Pra quem não entende, falamos: Maconha nos aproxima de quem nos quer bem, maconha nos faz amar intensamente, maconha nos faz pensar com o espírito… a maconha, que vocês tanto julgam, faz milhares de adolescentes e adultos conhecer um mundo de paz, um mundo de respeito e de amizade. Quem é que fuma que nunca conheceu aquele cara foda que tem pensamentos bons? Que maconheiro nunca esteve no seu paraíso?
    Desejo pra quem pensa negativo um bom baseado, bem bolado, aquela ervinha boa… verdinha! ahahaha só pra que um dia você possa abrir um pouco a tua mente, se formar nos teus pensamentos… se conhecer.
    Maconha não é droga, é uma erva. Vocês acreditam em Deus? Então! Caralho! Foi ele quem fez, ganhamos isso dele. Ponto! PAREM DE SER HIPÓCRITAS.
    Qualquer um bebe uma cerveja final de semana, qualquer um aqui pode ter vício né? E aí você chega falando que maconha é droga e que quem usa é um drogado, noiado? Ahhhhhhhhhhhhhhh, pelo amor de Jah! Maconha não é vício, muito menos droga! Maconha é a forma mais simples de aturar esses babacas, essa sociedade… vocês, vermes, que ainda fala bosta por aí e que quem paga somos nós com a tua mente de merda que ainda não aceita o fato de ser só uma planta, de ser do bom, de fazer o bem.
    Me estressou, queria o meu baseado agora… só pra poder rir de vocês!!!!
    LEGALIZE JÁ, PORQUE UMA ERVA NATURAL NÃO PODE TE PREJUDICAR!

  • Ale Chaito

    -

    18/5/2013 às 8:53

    Olha o argumento deles dizendo que os maconheiros acham que com a descriminalização da droga o crime e os problemas sociais todos sumiriam, nossa quanta merda não, a verdade é que seria uma droga a menos a ser vendida pelo traficante e menos uma fonte de renda para eles o que consequentemente estaria combatendo de forma direta o crime, além do fato que a maconha está sendo comercializada por traficantes junto com drogas químicas pesadas e manipuladas pelo homem e que fazem um efeito extremamente danoso ao corpo. Lembrando também que a maconha possui diversos efeitos medicinais que ajudam pessoas com dificuldades para dormir, se alimentar ou que simplesmente sentem fortes dores.

  • Edmundo

    -

    17/5/2013 às 22:09

    Isto e um ato de extrema ignorância. Não sabem do que estão falando Cannabis ajuda a curar muitas doenças sim tem desvantagens como tudo em que possa fazer sabemos as consequências deste nosso ato. Ciência não e perfeita todos nós sabemos disto ! Agora a todos alienado pelo mundo perfeito me desculpem mais LEGALIZE-JÁ !!!

  • Alysson

    -

    15/5/2013 às 17:04

    Meros usuários Vs Ciência. e ainda querem ter razão? por isso eu digo, o Brasil precisa e de mais Educação!

  • matheus

    -

    15/5/2013 às 11:31

    gostem vcs ou n vamos continuar fumando, custe o q custar. o q eu fumo é assunto meu, n do governo.

  • Lucas

    -

    14/5/2013 às 20:05

    realmente isso só pode ser um piada!
    Parei de ler no momento que o GÊNIO ai escreveu que ninguém faz a marcha do alcoolismo ou tabagismo, só fazem da maconha.. É claro, os dois são liberados, mesmo fazendo tanto mal quanto a maconha (segundo o próprio escritor). Boa campeão.

  • Pedro

    -

    14/5/2013 às 11:29

    Só besteira !!

  • Brian

    -

    14/5/2013 às 1:49

    Cara, DESDE QUANDO maconha mata neurônios? O cérebro humano produz substancias no cérebro semelhantes a da maconha, se isso fosse verdade, nosso cérebro seria canibal, e comeria ele mesmo meu caro.

  • Yulkaen

    -

    14/5/2013 às 1:46

    É muito fácil dizer que faz mau e que mata sem ter base no que dizem, como todos nós sabemos, é impossível discutir com as estatísticas e com pessoas inteligentes sobre isso, estatística tal que ninguém em 10 mil anos morreu por complicações da ” droga ” e inteligencia que cito são os cientistas norte americanos que provam que ela não faz mau e nem vicia, pelo contrario, ela é usada com ” porta de saída ” de drogas pesadas, ISSO MESMO, porta de saída!
    Eu no lugar de vocês me questionaria sobre TUDO nesse país, como eu posso acreditar que esses tais doutores dizem é tudo verdade? Já que nosso país esta em penúltimo lugar em educação? Como eu posso confiar no que dizem em?!

  • Samy

    -

    13/5/2013 às 18:00

    Para mim, a maconha ou qualquer tipo de droga, é uma merda. Quem usa não tem um pingo de amor a vida e nem a familia. E não acredito que seja por problemas porque isso todo mundo tem. Quem usa é idiota que não tem responsabilidade nem maturidade para encarar a vida e os problemas de frente, pra mim não passa de fraqueza. Tenho parentes que usam e os considero ratos. Não tem noção do sofrimento que causam. Uma mãe não merece passar por isso. Tem gente que sofre tanto como esses acidentes horrorosos que vemos nos jornais, perdem parte do corpo e mesmo assim não usam isso para se desculpar e usar drogas. E o pior é que os mais viciados são os que não trabalham, e para sustentar seus vicios roubam de quem tá na luta o dia inteiro. Aff, para mim tem que colocar um fim nesse inferno que é as drogas e não liberar essa aberração. Pramim quem apoia deve ser usuário tbm.

  • Karina Sousa

    -

    11/5/2013 às 0:39

    Vai da cabeça de cada um fumar maconha. Hoje ninguém pode falar que não tem informação.. Tudo sobre as drogas está escancarado aos quatro cantos do mundo, o quanto faz mal e o melhor a ser evitado. Se deu certo para um e outro não… cara a vida é sua! Como você vive? o que é importante para sua vida? Fumei maconha por que quis aos 17 anos e fumei até os 22. Soube entrar, com quem me envolver.. fiquei panguando em muitas coisas, pensava e respondia lerdamente. Comia demais. E depois soube a hora de parar e ter responsabilidades onde a maconha não fazia parte dos planos. Não me arrependo. Foi uma fase da minha adolescencia. Faria tudo de novo. Minha única certeza sempre foi: nunca usar outras drogas, pois, pra mim, quando você entra por este tipo de porta… é difícil sair. E leva junto, sua família que vai sofrer também.

  • leo

    -

    10/5/2013 às 15:17

    o brasileiro não sabe fumar maconha, querem fumar todos os dias, como todo remédio o uso excessivo faz mal. fumei maconha nos 16 aos 18 anos, fiquei 1 anos sem fumar e depois voltei de novo cada pessoa tem a sua opinião, percebi que nao mudava muita coisa, entao fumei todos os dias desde os 20 ate hj 23 e agora preciso estudar e sinto dificuldades… e percebi que nao aprendi nada no meu periodo de escola pq as escolas eram o problema… governo fdp e revista fdp falando mentiras e colocando usuarios de crack pra comentar.

  • Carlos Jomar

    -

    8/5/2013 às 18:51

    Eu, comecei a fumar maconha aos dezesseis (16) anos, fumava esporadicamente, aos 25 mais ou menos, não me lembro bem, (por causa das sequelas)já estava viciado, aos 38, quando acordei para realidade, fumava mais de cinco cigarros (baseados) por dia. Hoje graças a Deus, consegui deixar, mais, enfim; aqui fica o meu recado, com embasamento em uma história verídica. Galera, maconha faz mal, e muito mal e deixam sequelas. Ainda bem que aqui na Bahia existe o CETAD, Centro de Estudos e Terapia de Abuso de Drogas. Onde me trato à sete anos.

  • JÉSSICA LEITE

    -

    8/5/2013 às 16:55

    Olááááhhhh!!!!!!!!
    sou a favor da marcha da maconha pois fumo o dia inteiro e gosto de leite azedo q sai das tetinha d minha mãe.HEUHUEHEHEUHUEUHEHEUHEHEUEHUEE

  • Pedrada Henrique di bernardo

    -

    8/5/2013 às 16:40

    Eu acho que a maconha mata o pintodas pessoas

  • Ubirajara Menezes

    -

    5/5/2013 às 7:47

    Gostaria de saber dos estudiosos do assunto mencionados acima,o motivo pelo qual o tabagismo sofreu uma queda vertiginosa no seu consumo sem que fosse necessária a sua inserção no código penal. Essa história de que liberando o consumo haveria uma explosão de demanda é uma falácia, uma presunção equivocada e tendenciosa. Quando liberaram o álcool nos EUA em 1933 isso não ocorreu, apenas as pessoas que bebiam escondidas revelaram suas preferências dando a impressão que todo mundo passou a consumir álcool da noite para o dia. Campanhas educativas em certos casos, são mais eficazes do que a repressão policial.

  • Gabriela

    -

    4/5/2013 às 11:36

    Meu amigo fuma maconha todos os dias ele acende no minimo uns 5 baseados por dia e ele anda de long e tem muito equilíbrio, eu sou a favor da legalização da maconha ! cada um sabe oque está fazendo !

  • Robson

    -

    3/5/2013 às 18:55

    Ola Pessoal, tenhu 58 anos, fumo maconha a 43 anos
    por enquanto não tive nenhuma doença relacionada a maconha. Minha esposa nunca colocou nem um baseado e nem cigarro na boca e faleceu a 5anos atras com cancer de pulmão. (LEGALIZE JÁ)

  • ALAN

    -

    1/5/2013 às 22:09

    poxa pessoal já viram o depoimento do colega abaixo, ele fuma a sete anos e não é viciado, TEM QUE REPRIMIR E BAIXAR A PORRADA NOS TRAFICANTES E USUARIOS,

  • fernanda

    -

    1/5/2013 às 21:01

    Não publicamos textos em maiúsculas. Leia por favor as regras do blog que estão na home page.

  • ramos

    -

    1/5/2013 às 2:05

    Galera vocês não sabem o que estão falando.
    Todos sabemos que existem organismos e organismos um diferente do outro, não é bacana liberar mais uma droga que possa vir a trazer algum prejuízo mental ou físico a alguns indivíduos. assim como o álcool, ou cigarro, que fazem vítimas no mundo inteiro a todo momento.
    A liberação da maconha, só libertará, mais um predador entre a humanidade.

    “Fumo maconha todos os dias a 7 anos sei”

  • Tatiana

    -

    30/4/2013 às 10:51

    “mas, ao contrário do que ocorre com a maconha, ninguém sai em passeata defendendo o alcoolismo ou o tabagismo.” – As marchas da maconha são feitas com o proposito de chamar a atenção da população que fazer o uso da maconha não pode ser considerado um crime, pense se existe um motivo para que um alcoolatra ou um viciado em cigarro deveriam ir as ruas para defender sua liberdade se ambas as substancias (cigarro e alcool) são legalizadas e pode-se comprar facilmente em qualquer esquina, sem ser preso, produto como o alcool em que vemos diariamente a sua propaganda em rede de tv, o usuario de cannabis vai a rua para garantir que não sera preso e colocado dentro das prisões juntamente com homicidas e estupradores, inundando o sistema penitenciario com processos por porte de maconha, dinheiro o qual sai dos nossos bolsos. Acorda Brasil, o autor mesmo afirma que nunca fez uso da substância, ou seja, esta falando sobre algo que não conhece, se não souber o que falar, não fale nada!!

  • Paulo

    -

    29/4/2013 às 22:33

    Fumo maconha há 10 anos, com a frequência que acho interessante. Acabei de passar em um concurso concorridíssimo em primeiro lugar. Todas as pessoas que conheço são incapazes de perceber, pelo meu comportamento diário, que fumo marijuana. A questão que me incomoda não é sobre fazer mal ou não, mas sim que já sou um adulto, integralmente capaz, tive pai e ainda tenho mãe, e não preciso de um Estado, chefiado por pessoas menos competentes que eu para exercer a função que exercem, ditar a mim o que devo ou não fazer do meu dia. A minha vida ME pertence.

  • Nathália

    -

    29/4/2013 às 17:40

    O cigarro também faz mal e é liberado, o alcool faz mal e é liberado, a maconha faz mal e é proibida?
    Da mesma forma que os fumantes de tabaco sabem as consequências que o fumo trás para sí, os fumantes de maconha também deveriam ser informados, tem que ser legalizada sim, quem fumar que arque com as consequências que isso vai trazer pra sua saúde.

  • cesar

    -

    29/4/2013 às 17:17

    Como é possível tanta mentira, falsidade e corrupção. Já não vivemos num mundo sem informação, ha experiências, estudos provas etc do que a maconha faz, como é possível haver tanta mentira e um texto tão conveniente ao sistema.

    Ninguem da passeadas em legalização do tabaco e alcool? Se calhar porque já é legal.

    Quantas pessoas morrem por ano por fumar tabaco?
    Quantas pessoas morrem por ano por fumar maconha? quantas pessoas já morreram?

    Alguém sabe?

  • Guilherme

    -

    29/4/2013 às 15:11

    Que tal a VEJA começar a tentar mudar o Brasil? Comecem a se preocupar mais com o SISTEMA, com a ALIENAÇÃO, todos só pensam em dinheiro, bens, destruir o NOSSO planeta. Cada dia que passa temos menos VERDE , menos VIDA..
    Tem muita gente se preocupando com alguns neuronios a menos, inves de se preocupar com nosso FUTURO. Nós somos escravos modernos, por que a VEJA não faz uma reportagem sobre a escravidão moderna? MÍDIA=LIXO

  • Idivaldo

    -

    25/4/2013 às 17:06

    sabe aquela frase,agente só aprende depois de ter feito besteira.
    Eu ainda acho que deveria ser legalizada mais,fumar quem quer,mais teria que ser que como os bares estados unidenses,pois se uma criança sem uma boa formação ver fumarem,beberem em suas frentes seria a mesma coisa que induzir a acreditar isso e normal fumem,bebam isso é bom,e muitos aqui fumaram beberam durante sua idade de amadurecimento.como hoje vocês lutam para legalizar a maconha,sera que daqui 20 anos os jovens estram lutando para a legalização da cocaina*?

  • Carina

    -

    25/4/2013 às 13:43

    “ninguém sai em passeata defendendo o alcoolismo e o tabagismo”, é claro que não… primeiro: o álcool e o tabaco é legalizado. Segundo: ninguem sai em passeata defendendo o vício à maconha, mas à legalização desta. Muita gente consome álcool, nem por isso é alcoolatra. Quanta incoerência. As pessoas engajadas SERIAMENTE na causa sabe muito bem que a maconha faz mal, assim como muitas outras drogas que são legalizadas e inclusive são vendidas nas drogarias para uso medicinal, qualquer droga que for usada em excesso é prejudicial.

 

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