01/05/2012
às 12:00 \ Música no BlogDia Internacional do Jazz, Parte 2 – o “Trio Parada Dura” do gênero: Louis Armstrong, Duke Ellington e Billie Holiday
Por Daniel Setti
Ainda em celebração ao primeiro Dia Internacional do Jazz, data festiva criada pela Unesco celebrada ontem (segunda-feira), pegamos carona novamente na fantástica série documental Jazz, de Ken Burns, mencionada no post anterior, para recuperar o que o diretor considera, muito sabiamente, o “Trio Parada Dura” do gênero. Em outras palavras, os três músicos que melhor personificam o jazz, cada qual à sua maneira:
Louis Armstrong (1901 – 1971, nascido em New Orleans, Louisiana): o homem que elevou o improviso instrumental – o trompete, no caso – a arte, estabelecendo um padrão de qualidade que persiste até hoje. De quebra, ainda foi um dos maiores, mais singulares e influentes cantores do século 20. Abaixo, Satchmo, como era apelidado, canta e toca “Dinah”, de Harry Akst, Joe Young e Sam M. Lewis, em Copenhagen, Dinamarca, em 1933.
Duke Ellington (1899 – 1974, nascido em Washington, D.C.): o compositor mais importante, a ponto de outro monstro, Miles Davis (1926-1991), ter dito que “uma vez por ano os músicos deveriam parar de tocar e agradecer a Duke Ellington”. Também bandleader e pianista de primeira, manteve-se nada menos que 50 anos à frente de sua orquestra e deixou uma discografia que tende ao infinito. Aqui, o “Duque” mostra um dos clássicos de sua autoria, “Sophisticated Lady” (com Irving Mills), em apresentação dos anos 1960 também na capital dinamarquesa. Solo de sax barítono por Harry Carney (1910-1974).
Billie Holiday (1917-1959, nascida em Filadélfia, Pensilvânia): o que seria do jazz, e da música em geral, sem a voz feminina? Difícil imaginar. Billie era a cantora perfeita, com seu timbre inimitável, precisão sem exageros e capacidade ilimitada para emocionar com sua interpretação. Ainda por cima compunha. O vídeo abaixo, de 1952, no qual a Lady Day interpreta “God Bless the Child”, da qual é uma das autoras (com Arthur Herzog Jr.) e “Now Baby or Never”, também sua, que o diga. Acompanha a diva ninguém menos que Count Basie (1904-1984) e orquestra.
(Mais sobre música neste link)
Tags: Billie Holiday, Dia Internacional do Jazz, Duke Ellington, God Bless the Cild, Harry Barney, jazz, Ken Burns, Louis Armstrong, Miles Davis, Sopfisticated Lady




























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4 Comentários
funkystreet
-23/05/2012 às 19:39
Impressionante não fica velho.Billie Holiday elegantíssima,a banda com azes como Count Basie mostrando um senso de contenção absurdo.Sessenta anos depois ainda ecoa em nossas mentes a voz inconfundível da diva.
Cabral
-06/05/2012 às 20:48
O instrumento tocado por Harry Carney não é um sax barítono, mas um clarone.
Angelo
-02/05/2012 às 18:16
Senhores,Caro Sr.Setti,esses foram os anos dourados
do jazz com esses monstros sagrados de seu tempo.
O tempo passa, mas,as lembranças ficam.
Marco
-01/05/2012 às 13:37
Amigo Setti: Daniel, L. Armstrong. Personifica o meu melhor estilo de jazz, ou seja a passo rápido!
Abs.