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Dormir cedo pode aumentar o risco de problemas cardíacos

Apenas 18 minutos a mais na cama já podem fazer a diferença, diz estudo japonês

Por Da redação - 31 ago 2016, 16h00

Homens que vão para a cama mais cedo correm maior risco de desenvolver problemas cardíacos. De acordo com um estudo apresentado esta semana no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, realizado em Roma, na Itália, ir para a cama cedo aumenta a probabilidade de pressão alta e de um sono com qualidade ruim.

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores japoneses analisaram 2.400 homens adultos, com idade entre 40 e 60 anos. Os resultados mostraram que os participantes com pressão alta iam dormir por volta das 23h10, enquanto aqueles com pressão normal, se deitavam às 23h28. Em relação à quantidade de sono, os voluntários de ambos os grupos dormiam, em média, 6,2 horas por noite.

“Dormir cedo foi associado a pressão alta em todos os casos”, afirma Nobuo Sasaki, do Conselho de Vítimas da Bomba Atômica de Hiroshima e um dos autores da pesquisa.

O estudo revelou também que, em média, os pacientes com pressão alta avaliaram seu sono como ruim. Já aqueles com pressão normal, que dormiam mais tarde (e geralmente menos) tinha um sono um pouco melhor. O mesmo padrão não foi detectado nas mulheres.

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Uma possível explicação, segundo os autores do estudo, é que a hipertensão altera o relógio biológico, causando ritmos circadianos anormais, o que faz com que as pessoas com o problema se sintam exaustas durante a noite e mesmo assim não consigam dormir bem.

 

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