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Livro revela cartas entre Trump e Kim que citam amizade com ‘força mágica’

'Apenas você e eu, trabalhando juntos, podemos terminar com quase 70 anos de hostilidade', escreveu o presidente americano ao ditador norte-coreano

Por Da Redação - Atualizado em 10 set 2020, 18h44 - Publicado em 10 set 2020, 17h05

Um novo livro sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revela que o mandatário foi múltiplas vezes bajulado pelo ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, durante o desenvolvimento das relações diplomáticas entre os dois países. A relação pessoal entre os dois governantes resultou em uma política de aproximação inédita para a história de ambos os países, marcada por três encontros públicos entre 2018 e 2019.

Em Rage, cujo lançamento está previsto para terça-feira, 15, o autor, o jornalista Bob Woodward, do Washington Post, afirma que pelo menos 25 cartas foram trocadas entre Trump e Kim.

Dirigindo-se a Trump como “Sua Excelência”, as cartas de Kim estão repletas de linguagem lisonjeira e de comentários pessoais, de acordo com as transcrições do livro apresentadas pela emissora americana CNN.

“Mesmo agora, não posso esquecer o momento da história quando apertei com firmeza a mão de Sua Excelência no belo e sagrado local, enquanto o mundo inteiro observava com grande interesse e esperança de reviver a honra daquele dia”, escreveu Kim no dia de Natal de 2018, em referência ao primeiro encontro público entre os dois, ocorrido em junho daquele ano em Singapura.

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Mesmo após uma segunda reunião pública, em fevereiro de 2019 no Vietnã, não progredir em nada a diplomacia entre os dois países, o ditador norte-coreano retomou em uma carta o encontro de Singapura, descrevendo-o como “um momento de glória que permanece como uma recordação preciosa”.

O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, posa para foto ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antes da reunião no Hotel Capella, na ilha de Sentosa, em Singapura Saul Loeb/AFP

“Também acredito que a profunda e especial amizade entre nós funcionará como uma força mágica”, escreveu Kim em uma correspondência de junho de 2019.

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Três semanas mais tarde, os dois se reuniram em um encontro planejado com pouca antecedência na Zona Desmilitarizada (DMZ), que divide a península da Coreia, na terceira e, até então, última reunião pública entre os dois líderes.

Pouco antes de reencontrá-lo na DMZ, Trump escreveu a Kim que eles compartilhavam um “estilo único e uma amizade especial”.

“Apenas você e eu, trabalhando juntos, podemos resolver os problemas entre nossos dois países e terminar com quase 70 anos de hostilidade”, escreveu Trump. “Será histórico!”, acrescentou o presidente americano na mesma carta.

Desde mesmo a reunião de Singapura, porém, os esforços para a desnuclearização da Coreia do Norte não apresentaram resultados. Comandantes dos serviços de Inteligência dos Estados Unidos advertiram que é pouco provável que Pyongyang entregue suas armas nucleares em algum momento.

Woodward, que é conhecido por sua cobertura do escândalo de Watergate, já escreveu um outro livro sobre o governo Trump, Fear, lançado em 2018.

(Com AFP)

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