Clique e assine a partir de 9,90/mês

Famoso abrigo para gatos abandonados em Alepo é bombardeado

O homem que cuidava dos animais sobreviveu, mas dezenas de gatos e o cachorro mascote do abrigo morreram no ataque

Por Da redação - 18 Nov 2016, 11h40

Um motorista de ambulâncias sírio dedicou-se a cuidar de gatos abandonados em Alepo pela população que fugiu da guerra e criou um abrigo na região leste da cidade, ocupada pelos rebeldes e sob constantes bombardeios do regino sírio. Na última quarta-feira, o santuário onde Mohammad Alaa Aljaleel cuidava de 200 gatos foi bombardeado.

Segundo Alessandra Abidin, estudante que criou um grupo de ajuda financeira ao abrigo no Facebook, Aljaleel sobreviveu, mas dezenas de gatos e o cachorro Hope (Esperança), mascote do abrigo, morreram no ataque.

Além dos animais, Aljaleel recebia crianças que brincavam no pátio do abrigo e oferecia alimentos a mais de 2.000 pessoas carentes que não deixaram Alepo.

Antes do conflito, que começou há pouco mais de cinco anos, Aljaleel alimentava gatos de rua depois de sair do trabalho. Com o avanço da guerra, moradores fugiram da cidade e o número de animais abandonados não parou de crescer. “Quando a guerra começou há cinco anos, muita gente abandonou suas casas e o bairro ficou com uns 20 gatos para trás. Com o passar dos anos, eles se transformaram em mais de uma centena”, disse Aljaleel, de 40 anos, à agência de notícias EFE antes do bombardeio.

Continua após a publicidade

Os amigos começaram a ajudar e criaram uma rede de contatos no Facebook, que chegou inclusive ao exterior através do grupo Il Gattaro D’Aleppo, criado por Alessandra Abidin, estudante libanesa que vive na Itália. Com a ajuda financeira, Aljaleel criou em 2015 a “Ernesto Cat Shelter”, santuário cujo nome faz homenagem a um gato de Alessandra. A estudante divulgou um vídeo com imagens da destruição provocada pelo bombardeio na conta do grupo no Twitter:

 

Publicidade