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Ataque em universidade deixa pelo menos 14 mortos no Paquistão

Célula paquistanesa do Talibã, que esteve por trás de ataque a Malala Yousafzai, assumiu a autoria do atentado

Pelo menos 14 pessoas morreram e 25 ficaram feridas nesta sexta-feira em um ataque contra um departamento da Universidade de Peshawar, no norte do país. Entre os mortos, estão oito estudantes, um vigilante e os terroristas envolvidos no massacre.

O principal grupo jihadista do país, o Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), célula do Talibã no Paquistão, reivindicou o ataque em mensagem na qual especificou que três de seus combatentes realizaram o atentado. Alega que seus seguidores mataram “dezenas” e que a instituição não é uma universidade, mas um “centro velado do serviço secreto paquistanês”.

“Este ataque é uma reação às contínuas brutalidades das agências de inteligência contra o TTP, gente inocente presa e clérigos”, disse o grupo.

O ataque começou quando, de acordo com um oficial da polícia de Peshawar, “três terroristas vestidos com burca” entraram em um táxi de três rodas no edifício da direção do Departamento de Agricultura da universidade, onde também há um alojamento de estudantes, e começaram a atirar. Um policial consultado pela agência Efe disse que vários estudantes estavam no local devido a um feriado celebrado hoje no Paquistão.

Este não é o primeiro atentado contra uma universidade no Paquistão. Em janeiro de 2016, a Universidade Bacha Khan de Charsadda foi alvo de um ataque talibã, no qual 25 pessoas morreram.

O TTP ganhou notoriedade em 2012, quando promoveu um ataque contra a jovem Malala YousafzaiPor contar das suas privações em um blog e falar contra a opressão sofrida pelas mulheres em seu país, ela se tornou alvo do grupo extremista e foi atingida por um disparo na cabeça no ônibus em que voltava da escola. Malala vive hoje em Birmingham, Inglaterra, e, em 2014, foi agraciada com o Nobel da Paz, tornando-se a mais jovem na história a vencer o prêmio.