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Acusado de racismo, Globo de Ouro contrata especialista em diversidade

A associação responsável pelo prêmio também contratou uma consultoria jurídica para investigar as denúncias de corrupção

Por Raquel Carneiro 10 mar 2021, 16h08

A cerimônia do Globo de Ouro de 2021 foi uma grande torta de climão. Acusado de corrupção e de racismo, dias antes da entrega dos troféus, o prêmio de Hollywood amargou um baixo índice de audiência e uma avalanche de críticas pelo programa insosso. Nesta semana, a Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood (HFPA na sigla em inglês) anunciou a contratação de dois consultores para lidar com a crise e limpar a barra do grupo.

Com nenhum negro entre os 87 votantes do prêmio, revelação que levantou as acusações de racismo, a HFPA contratou o professor universitário e especialista em diversidade Shaun Harper. Segundo comunicado, ele vai atuar por cinco anos na Associação, conduzindo uma revisão na cultura, nas regras e nos requisitos de admissão do grupo, visando uma maior participação de minorias. Harper também vai desenvolver um treinamento antirracismo para os membros atuais.

  • Uma consultoria jurídica também foi contratada para conduzir uma investigação em relação às políticas do HFPA e o processo de operação de seus membros. A Associação foi acusada de ser um grupo fechado, sem uma abertura transparente para outros candidatos, e que se aproveita de brindes, viagens e até pagamentos em troca da indicação de filmes e séries. Ainda de acordo com o comunicado, as ações darão ao grupo a oportunidade de “restaurar a fé e a confiança” do mundo na organização.

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