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Para Planalto, apuração vai revelar ‘coisa errada’

Por Giancarlo Lepiani
31 mar 2008, 07h07

Depois de tentar dificultar a abertura de uma CPI para investigar irregularidades no uso dos cartões corporativos, o governo agora admite que a apuração revelará erros dos ministros com os gastos. Em entrevista publicada na edição desta segunda-feira do jornal O Estado de S. Paulo, Gilberto Carvalho, chefe de gabinete da Presidência, disse que “é muito provável que apareça coisa errada”, tanto dos ministros de Luiz Inácio Lula da Silva como de integrantes do governo de Fernando Henrique Cardoso.

O Planalto enviará os primeiros pacotes de documentos à CPI dos Cartões nesta semana. Conforme Carvalho, os prováveis “erros administrativos” devem incluir integrantes dos ministérios de Lula e FHC. “Assim como aconteceu com o Orlando [Silva, ministro dos Esportes] e a Matilde [Ribeiro, ex-ministra da Igualdade Racial], é possível que haja problemas com ministros atuais e passados”, reconheceu ele. “O instrumento é falho e isto é do ser humano”, completou, sobre o uso dos cartões corporativos.

Conforme o chefe do gabinete de Lula, não há “conspiração” nem “estratégia” do governo contra a oposição. “Quando a CPI foi aprovada, estendemos a nossa investigação até 1998. Precisávamos estar prontos para entregar esses dados. Organizar dados não é crime nenhum, nunca. O que é errado é vazar os dados”, disse. Carvalho diz que o vazamento de informações sobre FHC foi “estranho”, “já que olhando os dados vazados, não tem nada que constranja nem que deponha contra o ex-presidente”.

“Não há um gasto ali que crie constrangimento. São gastos típicos de um Palácio, de brasileiro típico de classe média alta. Não tem nada que revelasse luxo, caviar, essas coisas”, disse o assessor de Lula. Na mesma entrevista, Gilberto Carvalho confirma que a iniciativa de reunir os documentos (que o governo classifica de “banco de dados”, e não dossiê) partiu da Casa Civil, comandada pela ministra Dilma Rousseff. Ele nega que o presidente tenha se envolvido no episódio. “Ele nem estava sabendo.”

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A montagem do dossiê com informações sobre os gastos do ex-presidente foi revelada por VEJA no fim de semana passado. Na última sexta, reportagem do jornal Folha de S. Paulo mostrou que a principal assessora da ministra Dilma Rousseff, Erenice Guerra, era a principal suspeita pela produção dos papéis. Gilberto Carvalho afirma que o governo quer atender a todos os pedidos de informações da CPI. Ele também pede “serenidade” diante dos fatos que serão revelados pelas novas investigações.

Leia no blog do Reinaldo Azevedo:

Agora o governo admite a existência de um dossiê. O papel de áulico nesses dias deve ser uma dureza. O subjornalismo a soldo fica em desespero porque é obrigado a defender, a cada hora, uma versão.

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