Blogs e Colunistas

29/07/2015

às 16:50 \ Cultura

Um recado aos atores globais: não adianta atacar o mensageiro

“É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda; admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar – bons cachês em moeda forte; ausência de censura e consumismo burguês. Trata-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola.” – Roberto Campos

A TV Globo é um caso interessante: costuma ser atacada tanto pela esquerda, que a acusa de ser “mídia golpista”, como pela direita, que cita suas novelas “progressistas” como parte da agenda gramsciana no país para subverter os valores tradicionais. O foco, aqui, será o primeiro grupo.

Tenho uns conhecidos e umas amigas no meio global, mas não posso revelar seus nomes, nem sob tortura (não adianta me colocar para escutar as músicas do Chico Buarque que não digo!), pois isso seria uma mancha cruel para suas carreiras. Amigo do Constantino, aquele do Esquerda Caviar? Melhor dizer que tem lepra ou algo do tipo. Já soube que alguns “até gostam” do que escrevo, mas jamais podem abrir isso aos pares: seria ostracismo na certa.

Eu entendo os motivos. Sou a mosca que pousou na sopa do beautiful people, sou o espelho que reflete suas imagens, não as que simulam, mas as reais. Outros já tiveram esse papel no passado, e com muito mais capacidade, diga-se de passagem. Penso em Nelson Rodrigues, que falava da esquerda festiva. Na época, era odiado pela elite socialista também, os antecessores da fina flor global de agora. Hoje, essa mesma elite o cita com reverência, pois não pode mais apontar para suas hipocrisias. Está morto, e fica apenas o dramaturgo, jogando-se para baixo do tapete todos os ácidos ataques maravilhosos que fez à festiva de seu tempo.

Pois bem: eu aponto o dedo sim, cobro coerência, exponho a cara de pau, a hipocrisia, atormento a dolce vita daqueles que dão festinhas em coberturas regadas a cocaína e depois enaltecem o socialismo, a igualdade social, Cuba. Afinal, esses atores famosos têm influência. Não deveria ser o caso, pois seu talento específico em nada garante o conhecimento político ou econômico. Mas sabemos como o estimado público confunde as coisas.

Aliás, pergunto: qual a principal característica de um ator talentoso? Ser uma espécie de Zelig, vestir diversos personagens de forma convincente, ser uma metamorfose ambulante, enganar bem os telespectadores, não é mesmo? O bom ator é aquele que, desprovido da própria identidade, consegue absorver como poucos o perfil e as características de seu personagem. Um dia, um serial killer. No outro, um santo homem. Versátil, mil caras, cinismo: isso dá um bom ator!

Por que diabos, então, alguém foi resolver acreditar que essa categoria tem muito a acrescentar no debate ideológico e político? É como achar que a candidata a Miss Universo tem muito de conteúdo intelectual a colaborar com a humanidade quando diz que deseja a “paz mundial”. Sério? Como exatamente? Silêncio. E o Oriente Médio, o que fazer? Sorriso amarelado. Agora dá logo a nota por sua beleza e não enche o saco, jurado! Pode ser?

Mas os atores e atrizes adoram se meter no que não entendem, em política, em economia, em geopolítica. E o que falam tem repercussão, alcance, reverbera, influencia. Por isso precisa ser rebatido. Por isso eles devem ser desmascarados, e a hipocrisia deve ser exposta, como uma cirurgia dolorosa para extirpar um câncer. Defender ditaduras comunistas do Leblon é fácil. Elogiar o MST de um campo de “pelada” particular no Recreio é moleza. Aplaudir o PT, que destruiu o Brasil, de Paris é brincadeira. Sacou?

E voltamos à TV Globo para fechar: a classe artística adora o PSOL, pois saiu da moda elogiar o PT. Marcelo Freixo é confundido com o personagem de “Tropa de Elite 2″, e virou herói da festiva. Eles todos adoram bater na “mídia golpista”, na “ganância capitalista”, no “lucro”. Mas, caramba! E trabalham na Globo? E ficam ricos e famosos graças à Globo? Assim, na maior tranquilidade, como se não houvesse nada demais?

Quando esses atores fazem suas novelas na “mídia golpista”, eles ajudam, naturalmente, a empresa a lucrar, acumulando no caminho uma boa fortuna para si mesmos. E fazem isso batendo na emissora da “elite”, atacando o lucro alheio, a ganância dos outros? Sério que não enxergam a incoerência? Ou não se importam mesmo com tamanha contradição? É como se alguém como eu, um liberal crítico do governo petista, ficasse rico encostado em algum site bancado por estatais. Não seria absurdo, ridículo?

Pois então! É a mesma coisa: esses atores adoram odiar a “mídia de direita”, o capitalismo, o lucro, desde que continuem com seu espaço na “mídia de direita”, vivendo no regime capitalista com consumismo burguês, acumulando muito lucro pessoal. Fala sério, né?! Vai um recado a esses atores globais, então: coloquem suas ações onde suas palavras estão. Odeiam isso tudo, a ganância, o capitalismo, a mídia “golpista”? Então peçam demissão e saiam da Globo! Parem de ajudar a lucratividade da empresa capitalista!

Ou isso, ou então parem de defender o socialismo, a igualdade social, Cuba e o PSOL. É patético, sabe? É deprimente. E se antes havia pouca gente expondo tamanha incoerência, casos isolados como o próprio Nelson Rodrigues ou Roberto Campos, hoje temos a internet, os blogs independentes, as redes sociais. A máscara caiu. Não adianta atacar o mensageiro. Até porque esse aqui vai continuar esfregando toda a hipocrisia em vossas caras de pau…

Rodrigo Constantino

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29/07/2015

às 15:39 \ Socialismo

Ainda o caso do lorde trabalhista que renunciou após fotos comprometedoras: o silêncio ideológico da imprensa

Comentei aqui o caso do lorde John Sewel, que renunciou ao Parlamento britânico, do qual era vice-presidente, após escândalo com prostitutas e cocaína. Disse que era mais um caso da imensa hipocrisia da esquerda caviar: um lorde, um aristocrata trabalhista, portanto de esquerda, e moralista, já que cuidava de questões éticas, pego no flagra com drogas ilegais e vestido de mulher ao lado de prostitutas. Alguns leitores comentaram que a hipocrisia não é monopólio da esquerda.

Concordo. Há moralistas e carolas de direita que, por baixo dos panos, levam vidas muito hipócritas. O filme “American Beauty” retratou um deles no personagem do milico durão que acaba matando o vizinho após tentar beijá-lo e ser rejeitado. Era homossexual enrustido, o hipócrita. Mas meu ponto principal não era atribuir à esquerda o monopólio da hipocrisia, do mesmo jeito que ela não tem o monopólio da virtude, ao contrário do que pensa.

Meu foco era mostrar como essa esquerda caviar costuma ser hipócrita, apenas isso. E a repercussão do caso, um prato cheio não só para tablóides, convenhamos, suscita outro ponto muito importante nisso tudo: o silêncio ideológico dos jornais. Vejamos a Folha impressa: retratou a notícia de sua renúncia sem citar uma vez sequer o partido do lorde! O leitor acaba de ler o escândalo sem saber que o aristocrata cheirador era trabalhista!

No blog de Leandro Colon, correspondente do jornal, há a menção, perdida lá no meio: “Sewel foi filiado ao Partido Trabalhista até 2012 – hoje, não pertence a nenhuma sigla”. Agora vem o xis da questão, e pergunto ao leitor, para que reflita e só responda depois, com sinceridade: acha que a reação da imprensa em geral seria a mesma se o lorde fosse conservador? Basta responder essa pergunta para escancarar todo o viés da imprensa. Ela tem um duplo padrão, costuma poupar a esquerda, mas sempre expor a direita, quando possível. A CC, por exemplo, sequer achou que a notícia merecia atenção, e se você procura por John Sewel em seu site, aparece “nenhum resultado encontrado”.

Muitos adotam esse comportamento sem nem se dar conta, de forma inconsciente. Há algo podre para retratar dos conservadores? Então lá estará, sempre ao lado do escândalo, do adjetivo depreciativo (como “bufão” para Donald Trump), seu partido, sua ideologia. Mas o mesmo não ocorre quando o alvo é um esquerdista. Nessa hora, sua origem intelectual, sua afiliação partidária, passam a ter menos importância.

Em casos mais graves, como atentados terroristas, isso é mais visível ainda. Basta um maluco se dizer nazista que ele será logo associado à direita (grande equívoco histórico) e seu ato terrorista será igualmente jogado para a direita, misturando-se com conservadores e liberais que nada têm com aquilo. Mas os terroristas socialistas, em quantidade muito maior, acabam tratados apenas como terroristas, deixando-se de lado sua ideologia, que muitas vezes era o catalisador de seu ato bárbaro.

Terroristas de esquerda, aliás, costumam ser chamados de “ativistas”, “manifestantes”, “guerrilheiros”, tudo, menos terroristas. É mais uma evidência de como a imprensa em geral tem um claro viés ideológico, e ele pende para a esquerda. Como negar isso? Dá para acreditar que o partido do lorde teria tão pouca relevância se fosse o Conservador, e não o Trabalhista?

Rodrigo Constantino

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29/07/2015

às 14:54 \ Economia

TVeja: A fiação com problema chama-se PT

Segue minha coluna em TVeja desta semana, em que comento sobre o risco de rebaixamento do Brasil e como isso pode afetar o câmbio:

Rodrigo Constantino

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29/07/2015

às 13:22 \ Democracia

Cinco brasileiros são presos tentando entrar ilegalmente nos EUA: isso só vai aumentar!

Policiais do Estado de Tamaulipas, no norte do México, interceptaram cinco brasileiros e outras dezessete pessoas de outras nacionalidades, entre elas sete crianças, tentando entrar ilegalmente nos Estados Unidos. O Grupo de Coordenação de Tamaulipas, formado por órgãos de segurança federais e estaduais, indicou em comunicado que os imigrantes foram detidos em três operações realizadas nos municípios de Reynosa, Novo Morelos e Matamoros, após denúncias.

No total, foram 22 pessoas detidas pelos agentes. Além dos cinco brasileiros, estão no grupo doze hondurenhos e cinco salvadorenhos. Segundo a investigação, eles pagaram para os chamados ‘coiotes’ para poderem ser guiados pelas trilhas que atravessam a fronteira do México com os EUA. “Essas pessoas foram flagradas em agrupamentos de coiotes e esperando o momento para poder atravessar a fronteira dos Estados Unidos”, indicaram as autoridades mexicanas no comunicado. “Os estrangeiros receberam atendimento necessário. Depois foram colocados à disposição do Instituto Nacional de Migração para receberem assistência diplomática e garantirem um retorno assistido aos seus países”, relata a nota. Os detidos não tiveram suas identidades reveladas pelas autoridades.

O tema imigração é, sem dúvida, o mais quente nessas preliminares da eleição americana de 2016. A meteórica ascensão de Donald Trump, visto como bufão por muitos, deve-se totalmente ao seu discurso contra a postura leniente de Obama em relação aos imigrantes, especialmente os mexicanos, além do fato de ele representar o “anti-establishment”, o que captura a simpatia de todos aqueles cansados dos atores de Washington. Trump, ao menos, diz o que quer…

A Fox News tem dado bastante cobertura ao assunto, mostrando o caso da menina morta por um imigrante mexicano. O canal de direita bate bastante na tecla das “Sanctuary cities”, as cidades que dão abrigo aos imigrantes ilegais nos Estados Unidos. O assassino em questão tinha sido preso cinco vezes, mas sempre acabou solto e protegido por essa legislação. O clima de revolta acaba se voltando contra os imigrantes em geral.

Ann Culter, a conhecida polemista conservadora, lançou um livro novo cujo título diz tudo: Adios, America! Ela acusa a esquerda Democrata de flertar com os imigrantes, inclusive os ilegais, de forma populista, o que transformará os Estados Unidos num país de Terceiro Mundo, em uma espécie de novo país latino-americano no Norte.

Os debates têm sido intensos, e muitas vezes geram mais calor do que luz. Há populismo de ambos os lados, há xenofobia, mas há também pontos válidos do lado conservador. Sim, a América foi feita à base de imigrantes, como tantos costumam lembrar. Mas, como eles esquecem, eram imigrantes em busca de oportunidades de trabalho, sem um sistema de welfare state benevolente como há hoje, graças à esquerda. Misturar imigração desimpedida com estado de bem-estar social é catástrofe certa, como já argumentei aqui.

O fenômeno “carona grátis” é evidente, e os populistas sabem disso, oferecendo vantagens à custa dos pagadores de impostos, em busca de votos. Os Democratas fazem isso muito bem, e a revolta vai aumentando do outro lado. Os Republicanos acabam, então, posando de contrários a imigração em geral, o que não é o caso. O problema em si não é a imigração, e sim como ela é feita (controlada ou não, legal ou ilegal), e se há contrapartida em um estado inchado e benevolente, o que atrai os piores e custa muito caro aos trabalhadores.

A questão do crime tampouco pode ser ignorada em nome do politicamente correto e do medo de ser acusado de “preconceito”, já que muitos criminosos são mesmo imigrantes protegidos pelo governo de alguma forma. Isso gera uma série de problemas que a Europa já conhece muito bem. Os americanos terão de lidar com esses riscos e ameaças, de preferência sem se fechar numa redoma xenófoba. Terão de evitar o risco de ser mais uma nação dominada pelo populismo também. Desafios enormes à frente!

PS: O fluxo imigratório vai aumentar do Brasil para os Estados Unidos por conta da crise brasileira e também porque muitos estão cansados da subversão de valores. Curioso que nunca vemos um fluxo muito grande de americanos para países latinos mais esquerdistas. Por que será?

Rodrigo Constantino

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29/07/2015

às 12:38 \ Economia

Mantega, o mentiroso? Ou: É preciso escolher se é canalhice ou incompetência!

Já comentei aqui que, para os petistas, a lealdade que tem valor é aquela ao bando, não aos princípios. Ou seja, é a mesma postura de máfias, que exigem lealdade aos seus, mas não ligam para valores éticos universais. Falava do comentário de Dilma em relação aos delatores. Mas um suposto desabafo do ex-ministro Guido Mantega, segundo coluna de Ancelmo Gois, coloca o mesmo fenômeno em evidência:

MantegaSe isso for verdade, estamos diante de um mentiroso confesso, um ministro que propositalmente enganou os brasileiros, o povo, em troca das vantagens para a presidente. Defender publicamente posições contrárias às suas pode ser fidelidade ao governo, mas sem dúvida não é fidelidade aos princípios éticos e morais, ao povo, à verdade. Se ele sabia das fragilidades econômicas e, mesmo assim, repetia mentiras deliberadas, então é um caso ainda mais grave do que se for “apenas” incompetência mesmo.

Mantega errava em vários pontos percentuais suas previsões. Dizia que a economia cresceria 5%, ela crescia apenas 1%. Dizia que quem apostasse na alta do dólar ia quebrar a cara, a moeda americana disparava. Acusava de pessimistas aqueles que apontavam para os rumos equivocados e perigosos do país, e a crise chegou com tudo. Mantega virou motivo de chacota entre os economistas sérios. Alguém que não seria contratado nem como estagiário no mercado financeiro!

E agora ele diz a um amigo que não era esse tolo, esse bobão, esse Poliana incorrigível incapaz de compreender o básico de economia, e sim um mentiroso? Pois é: não sei o que é pior. Mas se Mantega realmente mentiu em público para favorecer o governo Dilma, então ele não tem caráter; se disse a verdade em suas declarações públicas, não tem inteligência. Eis a escolha que o ex-ministro precisa fazer: admitir publicamente que é um canalha mentiroso, ou que nada sabe de economia e mesmo assim virou ministro. Com a palavra, Guido Mantega…

Rodrigo Constantino

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29/07/2015

às 11:42 \ Corrupção

Eletrolão: a cada enxadada, uma sucuri. Ou: A solução é, para não variar, a privatização!

Electra: a heroína do PT

Após o mensalão e o petrolão, chegou mesmo a vez do eletrolão. O governo leva um choque com os escândalos expostos na nova fase da Operação Lava-Jato, que apenas raspam na superfície do setor, ao investigar a Eletronuclear, uma das menores estatais embaixo da holding Eletrobras. Imagina quando Furnas e Chesf forem investigadas!

Todos sabem que o setor elétrico é feudo do PMDB há anos. Mas o PT é guloso, e Dilma, afinal, é uma “especialista” no setor, tendo sido a primeira ministra de Minas e Energia do PT. Já contei essa história e repito: assim que ela foi apontada para o ministério, em 2002 ainda, tive uma reunião com a atual presidente, eu e mais uns 5 analistas. Sua arrogância me espantou ao ser questionada sobre como atrair investimentos para o setor. Com dedo em riste, ela disse: “E quem disse que é preciso mais de 5% de retorno para investir nesse setor?”

Dilma sabia qual o retorno “necessário” para se investir no setor. Ao menos o retorno político: as estatais seriam transformadas em propinodutos para irrigar os partidos no governo, em esquema muito semelhante ao da Petrobras. A presidente, uma vez mais, não sabia de nada, claro. Tudo acontecia à sua volta, beneficiando seu próprio partido e seus aliados, no setor em que ela, afinal, é uma “especialista”. Mas ela estava cega, focando somente em como fazer nossa economia crescer e combater a inflação…

Sei que fico repetitivo às vezes, mas o que posso fazer se os brasileiros em geral não aprendem a lição? Talvez repetindo ad nauseam a coisa pegue no tranco, grude na massa cinzenta. O que possibilitou o eletrolão, o mensalão e o petrolão foi o instrumento nas mãos dos políticos, as empresas estatais à disposição para seu uso e abuso. Severino, o ex-presidente da Câmara, capturou isso com perfeição ao pedir, em troca de apoio político, “aquela diretoria que fura poços”. O toma-lá-dá-cá do “presidencialismo de coalizão” ficou escancarado, e as estatais são apenas moeda de troca nesse jogo sujo.

Por que o governo deve ser empresário do setor elétrico? De onde tiraram essa ideia? Acham que o setor privado não seria capaz de fazer os pesados investimentos em usinas? Balela! Acham que o lucro como motivador é ruim? Balela! Querem estatais aqueles que estão de olho em empregos com estabilidade, mamatas com o governo, corrupção. Mas os brasileiros em geral não se beneficiam em nada com esse modelo. Como mostrei em Privatize Já:

Então as distribuidoras aumentaram a eficiência operacional e a rentabilidade. E as estatais? Como de praxe, as estatais do setor elétrico não escapam dos infindáveis escândalos de corrupção e uso político. A tese de doutorado na USP de Eduardo Muller-Monteiro, escrita em 2011, trata com riqueza de detalhes desse problema. Ela chama-se “Métricas e estratégias de bloqueio de uso político nas empresas do setor elétrico brasileiro”. Seu objetivo foi justamente calcular o impacto das interferências políticas sobre o valor das empresas do Setor Elétrico Brasileiro.

A lista das principais interferências inclui o populismo tarifário, o uso de cargos em estatais como moeda de troca entre políticos, a apropriação e o loteamento de estatais por grupos privados e partidos políticos (basta lembrar o deputado Severino Cavalcanti pedindo a área da Petrobras que “fura poço e tira petróleo” para selar aliança política com o então presidente Lula), assunção de projetos com retorno abaixo do custo de capital, debilidade de mecanismos de controle e governança corporativa em estatais, e corrupção. 

Para quem tiver curiosidade ou quiser refrescar a memória com todos esses escândalos e abusos do governo no setor, recomendo a leitura na íntegra da tese, que pode ser encontrada no site do Instituto Acende Brasil (www.acendebrasil.com.br).

Outro grave problema do setor elétrico também tem as digitais do governo. Trata-se da postura geopolítica frente aos vizinhos e parceiros. Um estudo feito também pelo Instituto Acende Brasil, examinando 11 incidentes em que intervenções ou pleitos de nossos parceiros alteraram as condições originalmente pactuadas em contratos ou tratados, calculou em R$ 6,7 bilhões as perdas para o Brasil. Olhando para o futuro, as intervenções já realizadas poderiam elevar esta cifra para mais de R$ 21 bilhões.

Bolívia, Argentina, Venezuela e Paraguai, todos com governantes aliados ideologicamente ao PT, tomaram decisões unilaterais que representaram, de alguma forma, quebra de contrato com empresas brasileiras do setor de energia. Conforme diz o relatório do instituto:

O Brasil tem sistematicamente ignorado ou menosprezado – com base numa postura de baixa transparência – os prejuízos ocasionados pelos seus acordos para os próprios brasileiros. Tais prejuízos têm sido causados pelo rompimento ou alteração de contratos por ações voluntaristas de governos.

Traduzindo: o populismo dos camaradas tem sido pago pelos brasileiros. O ex-presidente Lula expressou a mentalidade por trás desta atitude passiva e negligente: “O Brasil é a maior economia e tem que ser generoso, aquele que ajuda o avanço dos outros”.

Portanto, prezado leitor, sua conta de luz embute um prêmio pelo “altruísmo” que o governo resolveu praticar com seus companheiros de outros governos. Até mesmo a postura do Itamaraty tem sido influenciada por esta visão ideológica, como ficou claro no caso do Paraguai e Venezuela no Mercosul.

Se o estado se limitasse a cuidar bem de suas funções básicas, preservando um marco regulatório transparente, com um mecanismo de incentivos adequados aos ganhos de produtividade das empresas, além de garantir os contratos e a segurança nas comunidades mais pobres, preservando os acordos internacionais, tudo isso simplificando e reduzindo os enormes e complexos tributos do setor, então as empresas de eletricidade poderiam fornecer serviços bem melhores com tarifas menores.

A privatização, também nesse caso, não é a inimiga dos consumidores e pagadores de impostos. Ao contrário: o setor precisa de mais privatização, pois boa parte dele, especialmente no segmento de geração e transmissão de energia, ainda se encontra nas mãos do estado. E como isso custa caro a todos nós! 

Aqui, como alhures, a saída é a mesma, para não variar: só a privatização poderá aumentar a eficiência do setor elétrico e reduzir os escândalos de corrupção. Quem pode ser contra isso?

O procurador Athayde Costa, espantado, já disse que a corrupção no país é endêmica, está espalhada por todos os órgãos do governo. Em metástase! Enquanto isso, a defesa de Cerveró chama Sergio Moro e sua equipe de “super-heróis tupiniquins” de forma pejorativa. O Brasil está carente de alguns heróis mesmo, de gente que não se venda, que não aceite se locupletar e que lute pelo império das leis.

O Ministério Público, o TCU e a Polícia Federal devem continuar seu trabalho de combate à impunidade. E, por outro lado, devemos continuar mostrando que somente a privatização irá reduzir os instrumentos disponíveis para os curruptos no governo. Eis a dobradinha que poderá, finalmente, colocar o Brasil no rol dos países normais, aqueles que têm casos esporádicos de corrupção, mas que não são dominados de forma tão escancarada por quadrilhas disfarçadas de partidos!

Rodrigo Constantino

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29/07/2015

às 10:17 \ Política

Mulheres sapiens, mandiocas e batatas

Essas mulheres sapiens que galgaram degraus até o topo do poder na política nacional, para provar como o sexo frágil sofre preconceito em nosso país, são mesmo curiosas. O circo pegando fogo, com a labareda acesa pela própria presidenta, e elas nem aí pra hora do Brasil. Inflação de quase 10%? Dólar a R$ 3,40? Queda do PIB de 2%? Aprovação do governo abaixo de 8%? Quem liga? O importante é celebrar a mandioca, essa incrível conquista do Brasil para a civilização ocidental. E plantar batatas! Sim, vejam com que se ocupou a ministra Kátia Abreu em seu Twitter nos últimos dias:

Katia Abreu

Katia Abreu 2

Katia Abreu 3

Pois é, senadora, a fartura não está tanta assim na mesa do brasileiro, graças ao governo que a senhora defende. A menos que consideremos fartura num sentido mais lulista da coisa: “farta” feijão, “farta” arroz e, principalmente, “farta” carne! É uma “fartura” enorme por conta da inflação de 10% que sua presidenta produziu. Enquanto isso, a senhora aí, como se vivesse em outro planeta, como se não tivesse nada a ver com essa crise enorme que foi causada pela presidenta que defende, para quem pediu votos. Como disse um leitor, tem abóbora de todos os tamanhos mesmo, e abobrinha inclusive, muita abobrinha…

Com todo respeito, senadora, vai plantar batatas!

Rodrigo Constantino

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29/07/2015

às 9:21 \ Economia

O dólar está caro ou barato? Ou: Petistas celebram jornalista que afirma: “dólar vale hoje metade do que valia em 2003″

O dólar, como sentiu no bolso todo aquele que planejava uma viagem nova, que pretendia comprar algum produto com componente importado ou que precisava comprar insumos do exterior para seus investimentos, disparou recentemente, passando de R$ 3,40. Machucou muita gente, muito negócio, e ainda pressiona a inflação, pois vários produtos possuem insumos dolarizados. A moeda americana não atingia esse valor desde 2003. Mas há jornalista – e petista – que considera isso bobagem.

Nas redes sociais, gente que defende a volta de Lula em 2018 compartilhou um trecho do jornal Gazeta em que o apresentador afirma que toda a imprensa errou ao falar do valor nominal do câmbio, e que se ajustar pelo IGP-M desde 2003, o dólar estaria mais de R$ 7. Logo, diz ele, o dólar hoje vale metade do que valia em 2003. Não há motivo para tanto alarde. Os petistas, sempre muito afoitos por qualquer coisa que possa ser favorável ao governo, logo comemoraram, e aproveitaram para bater na imprensa “desonesta”.

É o que dá ter pouca inteligência e muito partidarismo. Então quer dizer que os petistas endossam o cálculo do jornalista? Então precisamos ajustar o valor do câmbio por nossa inflação? Os pobres coitados sequer perceberam que essa forma de fazer o cálculo é um ataque ainda maior ao governo petista! Sim, pois o câmbio, para ter o mesmo “valor real” de 2003, teria de chegar a R$ 7 porque o diferencial de inflação foi gigantesco.

O jornalista esqueceu que é preciso levar em conta a inflação americana também, mas isso é detalhe, pois ela é baixa. Essa é, diga-se de passagem, uma das formas de se medir o “câmbio real”. Espera-se que, ao longo do tempo, as moedas se ajustem com base no diferencial de inflação dos dois países em questão. A lógica é intuitiva: uma banana custa hoje R$ 10 e US$ 3, com o câmbio a R$ 3,33. Daqui a 10 anos, com uma inflação acumulada de 30% a mais no Brasil (assumindo zero lá), a banana custaria R$ 13, e para manter a equivalência em dólar, este teria que subir para R$ 4,33. Ou seja, a moeda brasileira também se desvalorizaria 30%.

Foi o cálculo feito pelo jornalista, ignorando que ele depõe contra a elevada inflação brasileira no período. É um enorme tiro no pé do PT seguir por esse caminho. E é impressionante que os petistas sequer se toquem disso. O câmbio “deveria estar” R$ 7,00 pois o Brasil teve uma enorme inflação acumulada na era petista! E os jegues acham que isso é algo a ser comemorado! “Oba, temos muito mais inflação que os americanos. Viram só, seus coxinhas golpistas! Engulam essa!!!”

Claro que o diferencial de inflação é uma das formas apenas. Valor “justo” para câmbio não é algo trivial. Leva em conta o Poder de Compra da Moeda (PPP), que inclui ganhos de produtividade em cada país. O índice BigMac, calculado pela The Economist, mede isso, como o índice iPod, mais atual. Leva em conta fluxo, que segue fatores como credibilidade, confiança no futuro, oportunidades de investimento etc. Enfim, deve abarcar tudo aquilo que impacta oferta e demanda.

O fato é que o real subiu em 2003 pelo risco PT, com muitos investidores receosos com a chegada de Lula ao poder. Ele seria o velho Lula, ou levaria a sério a “Carta ao Povo Brasileiro”, na qual se comprometia a ser mais… tucano? Esse foi o principal fator de nervosismo que fez a moeda subir naquela época. Quando Lula se comportou bem no começo, chamou um banqueiro tucano para presidir o Banco Central, a China começou a demandar nossos recursos com incrível voracidade, e o Brasil entrou no auge do “bônus demográfico”, o fluxo se reverteu e nossa moeda se valorizou bastante.

O Brasil ganhara na loteria. A euforia foi total, e o “tsunami monetário” se encarregou de apreciar nossa moeda. O Brasil ficou caro, absurdamente caro. Em dólar, a classe média se descobria, de repente, classe alta. As viagens para a Disney explodiram. Um imóvel no Brasil passava a valer muito mais em dólar. Todos se sentiram mais ricos em termos relativos. Foi uma festa, uma farra. O PT logo celebrou que os pobres estavam, finalmente, viajando, e que era isso que incomodava os ricos (não a péssima qualidade de nossos aeroportos estatais).

Mas o que era doce azedou, pois os pilares eram de areia, insustentáveis. A realidade, cedo ou tarde, bate à porta com sua carranca horrorosa. É o que está acontecendo agora. E como resultado disso tudo, das expectativas negativas, da inversão do fluxo, da inflação elevada, a moeda está se ajustando para a nova realidade. O dólar já voltou a valer R$ 3,40, e nada garante que o ajuste tenha terminado. Esse dólar pode muito bem ir até R$ 4,00 se a situação continuar ruim desse jeito.

O PT vai celebrar mesmo? Vai soltar fogos de artifício agora que a classe média se despede da Disney e os pobres voltam a pegar “busão” em nossas estradas da morte? Vai ficar contente com o fato de que nossos imóveis voltaram a valer bem menos em dólar? Vai rir com o encarecimento de tudo o que importamos? Bem, alguns economistas de esquerda sempre acharam que desvalorizar a moeda era a melhor forma de incentivar o desenvolvimento, via exportações. É uma falácia. Uma perigosa falácia. O brasileiro vai sentir no bolso – já está sentindo – a dor de uma desvalorização acelerada.

Mas não entrem em desespero! O jornalista, aplaudido pelos petistas, garante: se o ajuste for pleno, pelo diferencial de inflação, então o céu é o limite! Esse dólar pode chegar a R$ 7,00 e ainda assim terá somente o “mesmo valor” que tinha em 2003. Não há motivo para pânico ou alarde. Não acreditem nessa mídia golpista. Está tudo uma maravilha. Só que em vez de curtir as férias na Disney, você vai aproveitar as aventuras fantásticas no Zimbábue!

PS: Petista troca de discurso de acordo com a conveniência, como sabemos. Durante a campanha eleitoral, eu previ que o dólar chegaria rapidamente a R$ 3,00, alertando justamente que a classe média daria adeus às férias na Disney. Os petistas, então, acusaram-me de alarmista. Ou seja, para eles, naquela época, o dólar ficaria comportado. Agora que passou da minha estimativa, eles acham que não aconteceu nada demais, que está tudo bem, que ele ainda vale “metade” do que valia em 2003. Como esquecer do alerta do então ministro Mantega: “Quem apostar na alta do dólar vai quebrar a cara”? É muita cara de pau mesmo!

PS2: Sugiro que os petistas façam o mesmo cálculo para o valor real de outras coisas, como o salário mínimo, a esmola do Bolsa Família, tudo ajustado pela inflação no período, que foi simplesmente absurda. Não vale ser seletivo com o que deve ser ajustado pela inflação, não é mesmo?

Rodrigo Constantino

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28/07/2015

às 18:46 \ Comunismo

Caminho iluminado… por sangue! Ou: Sendero Luminoso mantinha crianças em cativeiro no Peru “contra o capitalismo”

Fonte: Veja

A polícia e as Forças Armadas do Peru resgataram 39 pessoas, entre elas 26 crianças, que se encontravam na floresta sob o domínio da organização terrorista Sendero Luminoso, informou na última segunda-feira o vice-ministro peruano do Ministério da Defesa, Ivan Vega. O funcionário explicou à emissora peruana Canal N que os reféns estavam em um acampamento situado no município de San Martín de Pangoa, na região de Junín e dentro da área denominada como o Vale dos Rios Apurímac, Jan e Mantaro (conhecida pela sigla VRAEM).

Vega afirmou que os menores têm de um e 14 anos e no grupo há pessoas que foram sequestradas há 25 anos de um convento na cidade de Puerto Ocopa.”Muitas destas crianças nasceram ali e foram geradas por estupros cometidos pelos senderistas”, disse Vega. Segundo ele, os membros do Sendero Luminoso utilizam as mulheres jovens para procriar e trabalhar no cultivo de alimentos e criação de animais para o sustento dos terroristas.

O Sendero Luminoso, para quem não sabe, é um grupo terrorista maoísta, ou seja, comunista, formado não por proletários, mas por universitários, sob a liderança do professor Guzmán. Seu objetivo é destruir o capitalismo e implantar um mundo igualitário coletivista. Atua nos moldes das Farc na Colômbia, que também têm vários casos de sequestro e manutenção de crianças em cativeiro, filhos dos estupros cometidos.

Esses bandidos todos são defendidos pelo Foro de São Paulo, que abriga os partidos comunistas peruanos e dos demais países latino-americanos. O PT ajudou a fundar o Foro, ao lado do ditador Fidel Castro. Não ouse chamar as Farc de terroristas, pois os petistas vão reagir indignados. A esquerda radical latino-americana se transformou nisso: um bando de criminosos comuns, de terroristas, sequestradores, traficantes, estupradores, tudo sob o manto da “justiça social”, da “igualdade”, de “terra e liberdade”.

Foi contra esses bárbaros comunistas, com o perdão pelo pleonasmo, que o peruano Hernando de Soto, autor de O Mistério do Capital, escreveu El Otro Sendero, mostrando que há uma alternativa para a barbárie, e ela se chama capitalismo, livre mercado, propriedade privada. Boa parte da esquerda, especialmente a radical e jurássica, ou carnívora, prefere os métodos maoístas mesmo. Está insatisfeito com o mundo, com as injustiças, com o “sistema”? Então pode matar, roubar, sequestrar e até estuprar, pois quem condena isso é “moralista burguês” e “elite golpista”.

A esquerda latino-americana, com poucas exceções, é mesmo caso de polícia, não de política.

Rodrigo Constantino

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28/07/2015

às 17:58 \ Economia

Os economistas do fracasso: no governo geraram o caos, fora dele agem como se a culpa não fosse sua

Por Adolfo Sachsida, publicado no Instituto Liberal

Soa surreal o comportamento de alguns economistas. Ocuparam cargos altos e com poder de decisão em governos passados, geraram o caos econômico com medidas econômicas trágicas. Mas, por algum motivo, continuam com espaço na mídia e no governo. É como se suas barbeiragens econômicas em nada afetassem sua reputação. São os economistas do fracasso, técnicos que quando estiveram com poder de decisão quase destruíram nosso país. Contudo, fora do governo agem como se tivessem sido gênios da economia e que a crise nada tem a ver com eles. Esse post dá nome a esses “gênios”.

Delfim Netto: o homem que provou que é possível existir inflação e desemprego ao mesmo tempo. Ministro forte de governos militares foi responsável direto pelo desastre econômico da primeira metade da década de 1980. Por que tanta gente ainda ouve Delfim? Acaso ele se desculpou por seus absurdos econômicos? Acaso se desculpou por suas medidas que virtualmente mergulharam o brasil num estagflação (estagnação econômica na presença de alta inflação)? Delfim foi um desastre como ministro.

Luciano Coutinho: o gênio que apoiava entusiasticamente a lei da informática!!! Isso mesmo aquela lei que impedia brasileiros de importar computadores, e que virtualmente destruiu nossa habilidade de acompanhar tecnologicamente os países desenvolvidos durante a vigência dessa lei medíocre. Alguma vez esse “gênio” já fez um mea culpa? Hoje é responsável direto pela política dos campeões nacionais do BNDES.

Luiz Gonzaga Belluzzo: o homem que apoiou o congelamento de preços no plano cruzado. O homem que rebaixou o Palmeiras, o homem que era conselheiro de Dilma. O homem que afirmou que era hora de gastar mais (pouca antes de estourar a crise atual). Por que ainda ouvem esse “gênio”?

Bresser Pereira: provavelmente um dos piores economistas que já assumiu o Ministério da Fazenda. O “gênio” por trás do Plano Bresser que ainda hoje gera ações na justiça!!! Gerou uma bagunça econômica e jurídica no país que ainda hoje geram demandas jurídicas. Durou 8 meses como ministro da Fazenda, deixando atrás de si uma inflação virtualmente fora de controle. Aliás, foi mais um que implementou o congelamento de preços enquanto esteve a frente do governo. Será que todos se esquecerem disso???

Nelson Barbosa: atual Ministro do Planejamento. Esteve por 10 anos ocupando cargos altos nos governos Lula 1 e 2, e Dilma 1. Saiu do governo e passou a ser crítico da política econômica que ele mesmo criou!!! A Nova Matriz Econômica é criação sua (e não apenas de Guido Mantega, Luciano Coutinho, e Arno Augustin). Boa parte da crise econômica atual deve-se a políticas econômicas criadas e/ou apoiadas por Nelson Barbosa. Agora, como ministro do Planejamento do governo Dilma 2 promete insistir nos erros que nos trouxeram até aqui. Depois sairá do governo e agirá como se não tivesse tido culpa alguma na crise atual.

Chega!!!! Se é para errarmos vamos errar pelo menos com gente nova. Se é para fazer besteira façamos ao menos com pessoas que ainda não comprovaram sua inépcia no comando da economia. Chega de dar ouvidos a fracassados, a perdedores, a indivíduos que quando tiveram sua chance mergulharam nosso país em seguidas crises.

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