Blogs e Colunistas

31/10/2014

às 0:52 \ Democracia

Mais de 5,5 milhões de visitas em outubro: obrigado, mas vamos em frente!

Outubro, que chega ao fim neste dia 31, o dia das bruxas, foi um mês bastante agitado por aqui. Ganhei milhares de novos leitores e a chapa esquentou. O tema predominante foi, claro, a eleição. Fiz minha parte, trabalhei como nunca antes, tentei mostrar e impedir o gigantesco equívoco que infelizmente acabou acontecendo: a reeleição dela, a maior “bruxa” de todas, que quer transformar nossa carruagem numa abóbora bolivariana.

O blog mudou de patamar nesse período. Ainda falta um dia para fechar o balanço, mas já passamos de 5,5 milhões de visualizações, contra uma média anterior de 2 milhões mensais. Foi um estrondoso sucesso de audiência, mostrando que há demanda crescente por posturas mais firmes e combativas contra o PT.

Visitas mensais ao blog

Visitas mensais ao blog

Espero que não seja, porém, fogo de palha, “paixão de verão”. Acabada a eleição, e com a derrota do melhor lado, resta-nos lutar ainda mais para impedir uma catástrofe, para evitar que o bolivarianismo se instale de vez no Brasil, e para depois recolocarmos o país na rota do crescimento com liberdade e democracia.

Quem se interessou mais por política nos últimos dias não deve abandonar o tema até as próximas eleições; deve se informar mais, ler mais, procurar argumentos e debater com os defensores do indefensável desde já, para expor suas falácias, seus mitos, suas mentiras. Estou aqui para ajudá-los no que estiver ao meu alcance.

Agradeço a todos pela confiança e preferência. Não poderia deixar de agradecer aos que me odeiam também, claro, e que vêm aqui destilar seu ódio, rancor, mesquinhez. Além de garantirem a boa audiência, eles me motivam a continuar na luta, pois vejo como é urgente para o Brasil nos livrarmos desse tipo de gente, que hoje está no poder.

Nossos filhos e netos merecem um país melhor. Vamos iniciar a “caça às bruxas” agora, a começar cobrando pela auditoria das urnas eletrônicas, já pedida pelo PSDB, e pelas investigações de corrupção em todo o estado, especialmente na Petrobras.

Dilma bruxa

Virou abóbora…

Não haverá trégua. Não há clima para reconciliação e contemporização com quem quer nos destruir, usurpar nossa democracia, importar os métodos cubanos para cá. Não passarão!

Rodrigo Constantino

31/10/2014

às 0:06 \ Cultura, Democracia, Economia, Filosofia política

Há algo de NOVO no ar… Ou: A energia veio para ficar e agora precisa se mobilizar

Fui agora há pouco em mais um evento do Partido Novo, no Teatro do Fashion Mall. Mais lotado do que da última vez. Quando foi perguntado quem estava ali pela primeira vez em algum evento do partido, a imensa maioria levantou a mão. Há um crescente interesse pela novidade, pelas ideias refrescantes que o partido tem apresentado. Algo alvissareiro.

Teatro lotado: ventos de mudança

Teatro lotado: ventos de mudança

Primeiro falou o diretor do diretório do Rio, Roberto Motta, explicando os principais valores que norteiam o partido. Pediu a todos que entrassem no site e lessem o estatuto, pois é o primeiro grande diferencial em relação aos demais. Há muitos “partidos” no Brasil, sem dúvida; mas a grande maioria não passa de legenda de aluguel, e mesmo os maiores se tornaram fisiológicos, sem foco nos programas.

Roberto Motta: um partido diferente de tudo que está aí

Roberto Motta: um partido diferente de tudo que está aí

O Novo busca o poder para reduzir o poder do próprio estado, uma missão sem dúvida difícil e repleta de obstáculos. Enfrentar o status quo nunca é tarefa simples, pois confronta muitos interesses organizados. Mas é possível. E começa pela percepção de que o estado, muitas vezes, é o problema, não a solução. O importante é devolver o poder para o cidadão, para o indivíduo, que é quem efetivamente cria riqueza.

O presidente nacional João Dionísio fez sua tradicional explanação dos passos tomados até aqui, e o que vem a partir de agora. O TSE deverá validar as mais de 500 mil assinaturas ainda este ano, e aí o partido nasce de fato, podendo ter filiados. João prefere chamá-los de “sócios”, pois a ideia é justamente a de que as soluções dependem de cada um de nós, não do estado enquanto abstração.

João Dionísio: visão de longo prazo x curto prazo

João Dionísio: visão de longo prazo x curto prazo

A espinha dorsal das crenças do Novo está cravada na importância do indivíduo, cobrando dele responsabilidade também, no reconhecimento do mérito, na igualdade de todos perante as leis, no foco nos direitos em vez de privilégios. É uma mensagem liberal que tanto nos falta, em um país dominado pelo coletivismo estatizante que deposita no estado, ou seja, nos políticos, uma fé desmedida para agir como locomotiva do progresso e da justiça social.

Uma mudança revolucionária em nossa cultura

Uma mudança revolucionária em nossa cultura

Três exemplos deixam bem claro qual o objetivo do Novo. Ele defende a liberdade em vez de igualdade, pois reconhece que indivíduos são diferentes em suas habilidades, vocações, sorte. É preciso respeitar que haverá diferenças, inclusive de renda. O importante é reduzir a miséria, não a desigualdade. Ele quer incentivar o sucesso, não o discurso de vitimização, tão comum em nosso país, o dos “coitadinhos”. E quer defender direitos, não privilégios.

A palestra final coube ao publicitário Alexandre Borges, que mostrou como é preciso, agora, manter viva essa energia que foi despertada na eleição mais polarizada de todos os tempos, que ganhou as redes sociais. Para isso, é preciso ter mobilização, e dedicação. Todos aqueles que desejam um país mais livre e próspero devem lutar desde já, informar-se mais, debater, e não esperar até as próximas eleições.

Alexandre Borges: mobilização começa hoje

Alexandre Borges: mobilização começa hoje

Borges enfatizou ainda que não podemos aceitar sermos pautados pelo lado de lá, que não quer debater ideias e propostas, mas sim pessoas, sempre nos rotulando com base em nossas supostas intenções perversas, monopolizando as virtudes e os fins nobres. Acusam-nos de fascistas pois sabem que não somos; acusam-nos de racistas pois sabem que não somos. E não toleram um debate sério sobre os melhores meios para melhorar a vida de todos, inclusive e principalmente a dos mais pobres.

A enorme e crescente demanda pelo discurso do Novo me enche de esperanças. Os brasileiros cansaram desse avanço do estado sobre nosso bolso, nosso cotidiano, nossas empresas, nossas escolhas, e até nossas tomadas. Não queremos mais intervencionismo, paternalismo e um estado obeso e ineficiente. E claro, ninguém suporta mais o PT acelerando na contramão daquilo que o país precisa: reformas que reduzam o papel estatal na economia e em nossas vidas.

O mais importante no momento é impedir o Brasil de virar a próxima Argentina ou Venezuela. Mas é fundamental uma visão de longo prazo também. O que o Novo oferece é justamente isso. Sua missão é transformar o Brasil em um país admirado. Por que não podemos mirar nos melhores exemplos, nos Estados Unidos, na Austrália, no Canadá, na Alemanha? Sim, é possível um dia chegarmos lá. Mas para tanto é necessário começar a batalha hoje. Já!

Rodrigo Constantino

30/10/2014

às 23:19 \ Economia

TVeja: Assumir a Fazenda é como ser o capitão do Titanic

Estive hoje cedo na Veja para gravar entrevista com Joice Hasselmann. O assunto foi economia, Banco Central e reforma ministerial. Vejam:

Economia em pauta. Para o colunista de VEJA Rodrigo Constantino, assumir o ministério da Fazenda no segundo governo Dilma é como ter nas mãos a função de capitão do Titanic. No “Aqui entre nós” com Joice Hasselmann, o economista fala sobre inflação e sobre os impostos escandinavos cobrados pelo governo.

Rodrigo Constantino

30/10/2014

às 9:07 \ Inflação

Economista do BNDES chama alta de preços de serviços de “inflação do bem” e quer mais impostos

É um espanto! Em sua coluna de hoje na Folha, Marcelo Miterhof insiste em todas as falácias petistas de luta de classes, de pobres contra ricos, para concluir que o governo tem feito um ótimo trabalho para ajudar os mais pobres, e que a classe média e os pequenos empreendedores sofrem no processo com a alta de preços, especialmente no setor de serviços, mas que isso é uma “inflação do bem”. E depois propõe mais imposto, inclusive de renda, como solução para o problema do baixo crescimento.

O trabalhador de classe média vai ao mercado e sente no bolso a alta dos preços? Isso é parte do processo de “justiça social”, segundo o economista. Vai cortar o cabelo, vai no restaurante, vai ao médico, tudo subindo de preço? Mas é porque agora o pobre finalmente pode fazer essas coisas também, inclusive viajar, diz o economista do BNDES.

Não explica como vários outros países retiraram milhões da pobreza sem inflação, com medidas liberais que ele condena. Não explica como exatamente a inflação pode ser benéfica para alguém além dos governantes e seus apaniguados, os “amigos do rei” que recebem verbas públicas inflacionárias. Não explica como haverá menos inflação simplesmente por ter mais crescimento, e muito menos como terá mais crescimento.

Acha que é com mais gastos públicos, mais crédito público, ou seja, mais do mesmo, mais do veneno que nos trouxe até aqui. Insanidade é repetir tudo e esperar resultados diferentes. Pessoas inteligentes aprendem por observação, os medíocres aprendem apanhando na própria pele, e os muito limitados não aprendem jamais.

Não bastaram os erros do passado, ou os recentes de nossos vizinhos. Esses economistas desenvolvimentistas vão mesmo tentar destruir o Brasil para provar que estão “certos”. Não estão! Longe disso. Adotam uma ideologia completamente fracassada, depositam no estado um papel preponderante como locomotiva do progresso, e não entendem como a economia funciona de verdade.

Não perderia meu precioso tempo se fosse apenas mais um economista com sérias limitações escrevendo besteiras por aí. Mas não é. É um economista do BNDES, justamente um dos principais instrumentos dessa política equivocada que tem prejudicado tanto nossa economia, escrevendo no maior jornal do país. Assim fica difícil refutar Roberto Campos, quando disse jocosamente que não corremos o menor risco de dar certo…

Rodrigo Constantino

30/10/2014

às 8:38 \ Democracia, Socialismo

Não há a menor possibilidade de reconciliação

Rodrigo Mezzomo foi meu voto para deputado federal, como abri aqui. Sem recursos para campanha, apenas levando ideias aos eleitores basicamente por meio de vídeos nas redes sociais, Mezzomo conseguiu quase 11 mil votos, sendo o quarto mais votado no PSDB. Não entrou, mas deixou sua marca. É só o começo. Há, agora, gente com firmeza para defender a liberdade contra o PT.

O advogado e professor gravou um excelente vídeo explicando que não é mais aceitável haver diálogo com o PT. Eis a descrição de seu novo vídeo, que já vem fazendo sucesso por aí: “No seu discurso da vitória a presidente eleita Dilma Rousseff pregou a reconciliação dos brasileiros. Este vídeo é minha resposta direta: não haverá qualquer conciliação! A oposição será forte e sistemática. O momento é de enfrentamento e luta.”

Rodrigo Constantini

30/10/2014

às 8:15 \ Economia, Inflação

Acaba a eleição, taxa de juros sobe: coincidência? Não!

Selic. Fonte: GLOBO

O Comitê de Política Monetária (Copom) surpreendeu o mercado ontem e subiu a taxa básica de juros, a Selic, para 11,25% ao ano. Era unânime quase a expectativa pela manutenção da taxa, pois esta era a sinalização do Banco Central em suas atas anteriores. Não havia indícios de que o BC subiria já agora a taxa de juros, mesmo com a inflação acima do topo da meta. Afinal, ele sempre se mostrou satisfeito com uma inflação nesse patamar de 6,5%. O que mudou?

A eleição, ora! Na verdade, ela já acabou, e foi isso que mudou. Durante a campanha de Dilma, alta de juros era coisa de banqueiro insensível que não ligava para os pobres. Depois, é coisa de quem tem autonomia para combater a inflação, imposto perverso sobre os pobres. Ou seja, fica comprovado aquilo que todos já sabiam, até aquela velhinha em coma: esse é um BC sem autonomia alguma, completamente subserviente ao Planalto, tomando decisões de acordo com os interesses partidários do PT, e não com base em avaliações técnicas da economia.

Antes de terminar a eleição, colocar um banqueiro para cuidar da economia era também coisa de “neoliberal” que não liga para os mais pobres, até porque ia fazer desaparecer sua comida da mesa. Mas depois, circulam pelo mercado rumores de que ninguém menos do que Luiz Trabuco, o presidente do Bradesco, poderia ser o indicado para substituir Guido Mantega na pasta da Fazenda. O ex-presidente Lula seria o grande defensor dessa alternativa. Um banqueiro!

Entenderam como funciona o PT? Não tem compromisso algum com a verdade, com os fatos, com um debate sério de ideias. Diz uma coisa e, três dias depois, quando já acabou a eleição, faz outra diametralmente oposta. É estelionato eleitoral. Você, eleitor do PT, foi enganado. É coisa de partido sem um pingo de dignidade. E ainda tem inocente útil que acredita em suas falácias e mentiras, que acha realmente que o PT olha para os mais pobres.

Subir taxa de juros é ou não é, afinal, algo contra os mais pobres? O PT precisa responder isso de forma definitiva, e seus eleitores tapados precisam gravar a ferro e fogo a mensagem em seu corpo se preciso, para não esquecer a verdade daqui a quatro anos. Pois sabemos que em época de eleição o PT novamente usará o mesmo discurso, como se nada tivesse acontecido.

É um partido que faz muito mal ao nosso pais, à democracia, ao debate de quem realmente quer o melhor para o país, e não apenas o poder pelo poder. O PT usa a mentira como método sistemático. Empobrece nossa democracia.

PS: Sugiro que investiguem alguns bancos de investimento, pois a decisão, quando inesperada assim, costuma permitir ganhos extraordinário para alguns, especialmente àqueles que financiaram pesado a campanha do partido durante a eleição. E sabemos que alguns banqueiros deram milhões para o partido que vai proteger os pobres dos… banqueiros!

Rodrigo Constantino

29/10/2014

às 12:46 \ Sem categoria

Ausência temporária

Caros leitores,

Tenho uma palestra hoje fora do Rio, e o blog ficará inativo por um tempo. Volto assim que puder.

Obrigado,

Rodrigo.

29/10/2014

às 11:06 \ Comunismo, Democracia

Não aceito equivalência moral dos dois lados. Ou: Dá para ter amigo petista? Ou ainda: Quem é o raivoso aqui?

A sessão de carta dos leitores do GLOBO de hoje publicou quatro comentários bastante negativos contra minha coluna de ontem, e nenhum favorável. Estranho, pois choveram elogios pelas redes sociais e aqui no blog.

Os comentários falam que é um desrespeito eu chamar a outra metade do país de desonesta ou alienada, que sou agressivo, raivoso, dissemino o ódio, escrevi algo abominável, e deveria haver limites para a liberdade de expressão. Lá vamos nós…

Constatei apenas o que para mim é um fato: só pode ter votado em Dilma após tantos escândalos de corrupção bem no centro de seu governo quem é conivente, indiferente ou cúmplice dessa podridão toda. Ou alguém muito alienado mesmo. Não vejo outra alternativa.

Como dizia o embaixador Meira Penna, um doce de pessoa e nada raivoso, mas sincero, ou o marxista é um patife, ou burro. Marxista honesto e inteligente eu desconheço. E o pior é que ainda citaram, como prova de meu equívoco, gente como Chico Buarque, Caetano, Francisco Bosco e Xico Sá. Sério?

O PT rachou o país ao meio. Fomentou o ódio, a luta de classes, apelou para o “nós contra eles”, criou inimigos fantasmas, segregou a nação toda. Agora, após uma vitória questionável do ponto de vista legal e inquestionavelmente podre do ponto de vista ético, quer “conciliação”, quer “paz”, quer “diálogo”. Não!

O lado de cá não quer dialogar com quem joga tão sujo, dissemina o ódio, abusa da máquina estatal, compra votos de miseráveis, faz terrorismo eleitoral, difama os adversários, vistos como inimigos mortais. Não quer diálogo com quem quer dialogar com terroristas islâmicos que degolam inocentes, ou com quem se alinha aos piores ditadores do mundo.

Eis o que não aceito: a equivalência moral dos dois lados. É o que a máquina ideológica deles tentará fazer agora. Já tentam colar em gente como eu a imagem de ser o que dissemina o ódio, a raiva, enquanto estou apenas indignado, como 51 milhões de brasileiros, e defendendo a ética e a democracia.

Será que quem se mostrou indignado e agiu com firmeza, sem contemporizar, com figuras como Chávez ou Kirchner, eram “intolerantes” ou “raivosos”? Não! Eram democratas lutando contra regimes opressores, aquilo que o PT pretende ser. E quem não enxerga isso é alienado. Quem enxerga e não liga, é desonesto ou patife.

Um artigo publicado pelo jornalista Felipe Benjamin no mesmo jornal tenta levantar uma bandeira de paz também, aparando as arestas. Diz que os dois lados têm seus extremos, mas que desejam as mesmas coisas: “serviços públicos da melhor qualidade para nós e para os filhos que temos ou (não) teremos; uma economia que não esmague os trabalhadores, nem arruíne os empreendedores; uma sociedade mais justa e inclusiva”. Falso!

O PT deseja o modelo venezuelano. Quem não enxerga isso é alienado. Quem enxerga e não liga, é patife. Mas o jornalista continua, como se houvesse equivalência moral de ambos os lados:

Vocês sabem que não devoramos criancinhas ao som de rumba cubana e — embora certos discursos ainda assustem de vez em quando — nós também sabemos que vocês não querem essas criancinhas trabalhando 18 horas por dia nas minas de carvão.

Aí é que está: comunistas de fato devoraram crianças, como mostram os livros sérios de história, enquanto o capitalismo não foi o responsável pela desgraça das crianças trabalhadoras, e sim sua salvação: antes da revolução industrial elas morriam de fome! Continuaram morrendo nos países que não abraçaram o capitalismo. O PT é companheiro da ditadura cubana, que prende e mata pelo “crime” de opinião. Alguma mentira?

O autor termina como se fosse apenas uma simples questão de preferência subjetiva, como uma cor predileta, optar entre um e outro. Não é: um lado quer aparelhar a máquina estatal toda, manter uma quadrilha no poder, e lá se perpetuar, custe o que custar; o outro joga o jogo democrático. Não enxergar isso é ser alienado. Enxergar e não ligar, é ser patife.

E vejam que o PSDB nem é “neoliberal” como alegam, muito menos um partido radical. É um partido de centro-esquerda, social-democrata, nos moldes europeus. Essa tática, portanto, de colocar o PT como esquerda e os tucanos como direita, já é parte de um interesse pérfido, ou de alienação.

“De nada adiantará estarmos certos nas nossas convicções se estivermos ilhados no campo das ideias”, conclui o jornalista. Concordo. Mas discordo totalmente de que é possível tal diálogo com o PT. Os petistas mostraram o que são faz tempo. Fazem “o diabo” pelo poder. Encaram a democracia como uma farsa burguesa, que deve ser superada, usada para destruí-la, como feito na Venezuela. Quem não enxerga é alienado. Quem enxerga e não liga, é patife.

Diante de tudo isso, pergunto: dá mesmo para ter um amigo petista? Antes que me acusem de radical e raivoso, cito o próprio Francisco Bosco, ícone desse lado de lá, que escreveu recentemente achar totalmente legítimo romper amizades se houver uma profunda divergência na visão de mundo. Pois é: finalmente concordo com ele em alguma coisa.

Não acho possível manter uma amizade com um típico petista, alguém que ou é muito alienado, ou um patife, alguém que acha José Dirceu um “herói”. E que ainda por cima quer destruir a minha liberdade!

PS: Dito isso, nem todos que votaram em Dilma são típicos petistas. Muitos podem ter sido enganados, após tanta lavagem cerebral. São os alienados do bem. Com esses ainda dá para manter diálogo e tentar persuadi-los de seu enorme equívoco. E dá até para manter a amizade, desde que a inteligência não seja um critério muito elevado na sua escolha…

PS2: Vários desses típicos petistas foram até minha página no Facebook destilar seu ódio contra mim, repetir como sou um idiota, um ser desprezível, infeliz e solitário. Fizeram isso para provar como são compassivos e abnegados, claro, e acima de tudo tolerantes, ao contrário de mim. Entenderam?

Rodrigo Constantino

29/10/2014

às 10:08 \ Comunismo, Cultura, Democracia

É preciso entender Gramsci para compreender o PT. Ou: É a cultura, estúpido!

Gramsci

Lenin queria uma revolução comunista pelas armas, para impor a “ditadura do proletário” (na verdade, da elite em nome do proletário). Mas Gramsci, o fundador do Partido Comunista Italiano, acreditava que essa tática belicosa não daria certo no Ocidente. Era preciso comer pelas beiradas, dominar a cultura, destruir a democracia de dentro dela.

Muitos repetem hoje a frase do marqueteiro de Bill Clinton, alegando que “é a economia, estúpido”. Mas será que é mesmo? A economia esse ano simplesmente não cresceu nada, e a inflação seguiu em alta. Mesmo assim Dilma venceu. Podemos considerar uma possível fraude e o voto de cabresto, mas mesmo assim ela teve milhões de votos Brasil afora. Por quê?

De forma bem resumida: Gramsci. O empresário Gastão Reis Rodrigues Pereira publicou um excelente artigo hoje no Estadão resumindo o que pregava o ideólogo comunista. Dá uma boa ideia de como chegamos até aqui. Isso foi abordado em meu livro Esquerda Caviar também, tamanha a importância que dou ao assunto. Segue um trecho:

Onde as ditaduras socialistas não vingaram, restou a opção da tomada de baixo para cima desses veículos. A revolução de Gramsci, o comunista italiano que arquitetou a estratégia  de poder por meio da própria democracia, poderia dispensar as armas se fosse bem-sucedida na infiltração em escolas, universidades, redações, igreja e televisão. Sua revolução cultural seria mais silenciosa e, portanto, mais perigosa, pois menos perceptível.

Vale a pena dedicar alguns parágrafos a esta figura sombria, uma vez que as estratégias traçadas em seus Cadernos do cárcere têm tudo a ver com a postura da esquerda caviar atualmente, e com esse viés da imprensa.

Nascido na Itália em 1891, Antônio Gramsci foi um marxista intelectual membro do Partido Socialista Italiano. Gramsci era um simpatizante da revolução bolchevique de 1917, e foi um dos fundadores do Partido Comunista Italiano. Preso pelo regime fascista de Mussolini, começou a escrever notas na prisão.

O tema central de seus escritos consistiria na formulação de uma  estratégia de tomada do poder, distinta do modelo leninista. Para Gramsci, o “assalto ao poder” de Lênin não seria o método adequado nos países ocidentais. A estratégia gramscista de transição para o socialismo contaria com aspectos mais graduais, infiltrando-se e influindo na cultura, e alterando-a para permitir a conquista final do poder pelas classes subalternas. Esta tem sido a receita praticada na América Latina nas últimas décadas, com resultados claramente positivos do ponto de vista dos marxistas.

O general Sérgio Augusto de Avellar Coutinho, já falecido, escreveu o livro A revolução gramscista no ocidente, que faz um didático resumo da concepção revolucionária de Gramsci. Nela, o grupo dirigente seria justamente aquele que tem a hegemonia, ou seja, “que tem capacidade de influir e de orientar a ação política, sem uso da coerção”. O que torna a estratégia gramscista tão perigosa é exatamente o fato de trabalhar por apodrecer os pilares democráticos de dentro da própria democracia, subvertendo seus valores e corroendo esses fundamentos.

Os gramscistas falam em “democracia radical” ou “radicalismo democrático” para se referir a tal modelo. Essa deturpação da ideia de democracia é útil para a causa socialista, pois permite que se fale em “socialismo democrático”, distanciando-se, no imaginário popular, do regime ditatorial adotado na União Soviética. Isso garante o respaldo de legalidade, evitando assim eventuais resistências e reações da sociedade.

Na estratégia gramscista, o papel dos intelectuais orgânicos é crucial. O novo intelectual não é apenas um orador eloquente, mas um dirigente que orienta, influencia e conscientiza as massas. O grupo de luta deve também batalhar pela assimilação e conquista ideológica dos intelectuais tradicionais. Estes terão participação consciente ou inconsciente, podendo assumir o papel de intelectual orgânico por convencimento e adesão, ou por ingenuidade, acomodação ou até capitulação.

Para Gramsci, todos os membros do partido, em todos os níveis, são intelectuais. Devem realizar na sociedade civil uma profunda transformação política e cultural, “amestrando” as classes burguesas também, levando-as a aceitar as mudanças intelectuais e morais como parte de uma natural e moderna evolução. Para tanto, contam com o apoio dos organismos privados, como sindicatos e organizações não-governamentais. E da imprensa, claro.

Portanto, caros leitores, se desejamos nos livrar de vez do PT e do bolivarianismo – e toda gente decente deseja isso – será preciso lutar no campo cultural. Sem mudar a mentalidade das pessoas e sem impedir o avanço dos “intelectuais orgânicos”, essa cambada de doutrinadores que desde a escola já manipula as frágeis cabeças das crianças, não será possível superar e enterrar essa seita esquerdista, colocando-a em seu devido lugar, que é o lixo da história.

Rodrigo Constantino

Câmara derruba projeto bolivariano de Dilma: não passarão!

Fonte: GLOBO

A Câmara derrubou nesta terça o decreto bolivariano de Dilma, aquele dos “conselhos populares” que o ministro Gilberto Carvalho tanto defendeu (por ser ele o canal entre governo e “movimentos sociais”, que assumiriam um poder imenso com esses “soviets”). O PMDB mostrou força ao reagir dessa maneira, mostrando que há um claro limite para as pretensões totalitárias do PT.

Só votaram com o partido de Dilma o PSOL e o PCdoB, ou seja, aqueles que adorariam ver o Brasil se transformar na próxima Venezuela, agora que a Argentina já praticamente consumou o processo. São os partidos que atuam como “linhas auxiliares” do PT. Não por acaso são os envolvidos com black blocs, com juventude comunista que depreda edifícios da imprensa independente, e que atacam sistematicamente a democracia representativa, em busca de uma “democracia direta”.

Como já cansei de dizer em palestras, sempre em voz baixa e um tanto envergonhado, é o PMDB, acima de tudo, que vai impedir o Brasil de seguir pela rota bolivariana. Defender o partido mais fisiológico do país é realmente tarefa inglória. Mas dos males o menor. Se, por um lado, o PMDB nos impede de decolar, de aprovar reformas modernizantes que poderiam nos colocar no caminho da Aliança do Pacífico, por outro lado impede isso aqui de virar uma Venezuela.

Seria matar a galinha dos ovos de ouro. O PMDB, de forma geral, tem interesse em manter o status quo, o Antigo Regime, corrupto e fisiológico, com estado inchado e gastador, pois leva comissão nesses esquemas. O liberalismo seria um duro golpe no partido. Mas tampouco lhe interessa deixar o PT hegemônico, uma espécie de peronismo brasileiro, ou um chavismo lulista. Isso seria fatal para o partido do “centrão”.

Por isso mesmo podem esperar uma chuva de ataques dos colunistas e “jornalistas” a soldo do PT contra o PMDB, o Congresso e a democracia representativa. Vão vir com tudo na defesa de uma “democracia direta” que possa ignorar o Congresso corrupto, de um plebiscito popular para uma nova Constituinte. O PMDB é a pedra no sapato dos bolivarianos, apesar de ser aliado no governo.

A presidente Dilma sofreu a mais dura derrota dois dias depois de reeleita. E vem mais por aí: a presidente já dá sinais de que pode recuar na ideia do plebiscito, rejeitada pelo PMDB. Já fala em aceitar um referendo, após o Congresso e o Senado deliberarem sobre a reforma política. Mais uma barreira contra o populismo exacerbado dos petistas.

A demagogia chavista vai encontrar um obstáculo e tanto na própria base do governo, além de ter, agora, uma oposição mais forte e organizada. Ontem mesmo o senador Aloysio Nunes já disse que o PT não terá trégua e que a presidente não tem autoridade moral para pedir diálogo depois de tudo que fez na campanha. Está certo, claro. Como dialogar com quem quer te destruir?

É hora de fazer dura oposição, de barrar cada projeto bolivariano do governo Dilma, de impedir cada tentativa de avanço do autoritarismo lulopetista. E, eventualmente, o PSDB e o DEM contarão até mesmo com o apoio do PMDB, como ficou claro. Já falam em se unir ao partido para aprovar o novo presidente da Câmara, contra o candidato petista. Eduardo Cunha, quem diria?, passa a ser um nome razoável quando lembramos o que tem do outro lado…

O PT vai tentar, e muito, emplacar seus novos passos bolivarianos agora. O controle da imprensa independente, chamado eufemisticamente de “democratização da mídia”, será outro importante balão de ensaio. Mas tenho um recado para dar aos petistas: não passarão!

Rodrigo Constantino

 

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