21/04/2011
às 19:49 \ Vasto MundoA corajosa defesa da liberdade na Feira do Livro de Buenos Aires
Digno e corajoso o ministro (secretário) da Cultura da cidade de Buenos Aires, Hernán Lombardi.
Ele ergueu sua voz contra a feroz campanha patrulheira, que chegou ao nível da ameaça física, de “intelectuais” ligados ao kirchnerismo – corrente populista autoritária do peronismo inspirada no falecido presidente Nestor Kirchner – contrários a que o escritor peruano e Prêmio Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa, “reacionário e neoliberal”, fizesse o discurso de abertura da tradicional Feira do Livro da capital da Argentina, para a qual, diga-se de passagem, o escritor foi convidado.
Eis um trecho do discurso que Lombardi pronunciou hoje no evento:
– Uma cidade aberta ao mundo dos livros é uma cidade aberta às liberdades, já que o livro é uma manifestação de liberdade, de um encontro de liberdades: a do escritor, que expressa sua forma de pensar, e a do leitor, de construir sua própria liberdade a partir do que lê. Toda intromissão que impeça que estes encontros se produzam será falta grave e merecedora de condenação social e política. Tarefa absurda, vã e perigosa, que constitui em tomar de antemão as opiniões próprias como absolutas, em detrimento das dos outros.
Qualifiquei de corajoso o secretário porque, no clima ideológico crispadíssimo que se criou em torno da presença de um renomado e premiado escritor numa feira de livros, não estranharia se os trogloditas do pensamento tentassem linchá-lo por defender a liberdade.
Tags: Feira do Livro de Buenos Aires, Hernán Lombardi, Mario Vargas Llosa, Néstor Kirchner, Prêmio Nobel de Literatura
































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9 Comentários
Márcia Maria
-24/04/2011 às 13:55
Li em ZH de hoje o Luis Fernando Veríssimo, mas tchê baixou a bola direitinho, foi “falar” lúdicamente sobre umbigo q une todos nós. Velho ” Cagão de Guerra “. Ele não pode falar em liberdade, 1 tirou o email de contatos sobre sua coluna…
Gostava do seu pai, q como capitão Rodrigo dizia ” Nos pequenos dou de prancha e nos grandes dou de talho”…
Jotavê
-24/04/2011 às 6:09
Obscurantismo puro e simples.
Não consigo ter empatia nenhuma com quem não corre para ouvir, interessadíssimo, a fala de uma pessoa BRILHANTE que DISCORDA de seus pontos de vista.
É uma questão de temperamento, eu acho.
Quem gosta de estar no meio de um monte de gente gritando palavras de ordem não gosta de pensar. O pensamento só consegue DURAR caso esteja assentado no PRAZER DA HESITAÇÃO.
O que falta a esses energúmenos é a BUSCA da dúvida.
É a partir desse ingrediente simples e fundamental que toda a modernidade se construiu.
Essa gente enfeia a humanidade.
Kitty
-23/04/2011 às 0:11
Caro Ricardo, boa noite!!!!
Excelente o texto. Realmente, a defesa de Hernán Lombardi foi corajosa. Achei interessante o trecho do discurso que pronunciou no evento. Palavras certas, marcantes e uma digna exaltação a liberdade de expressão!!! Muito bom mesmo.
Abraços e obrigada…..
Marco
-22/04/2011 às 15:40
Amigo Setti: Vou aproveitar o teu espaço, para responder a L.F. Veríssimo, q ontem em ZH, disse q os Blogs são de Direita e q prefere os teclados silenciosos, não racista contra os latidos de direita. O L.F. Veríssimo especialista em condenar essa existência, com desequilíbrio instável entre ” Besta e Anjo ” sempre com um grunhido de Porco desapontado. Com medo q as pessoas possam encontrar ou a vir adorar o seu Oposto. L. F. Veríssimo sofre desse ardor trágico. O ardor a favor do ” anti-natural “.
Abs.
Márcia Maria
-22/04/2011 às 13:43
Sr. Setti, homem q é homem não tem medo da verdade, viva a liberdade contra o Estado Afeminado e débil mental.
wilson
-22/04/2011 às 10:47
Intelectual peronista dá nisto como tem a lenda do
efeito orloff logo aqui em banania temos um sucedâneo o intelctual petista.
Paulo Bento Bandarra
-22/04/2011 às 8:36
Veja os méritos da ditadura de 64. Aquela que era chamada de reacionária. Que reagia contra o projeto comunista posto em marcha no país na época pelos “progressistas”. Estes que agora estão no poder. Naquela época direitos humanos eram valores sagrados. Liberdade de imprensa, de manifestação, de pensamento, de opinião. Hoje os progressistas querem cassar todos estes direitos com limitações e imposição, que hoje, consideram verdades “certas”, criando leis da Blasfêmia. Claro que o pessoal da luta armada nunca teve estes valores mesmo. Onde se implantaram, retiraram eles como primeira medida. Queimaram livros, fecharam bibliotecas, levaram as pessoas para campos de reeducação. Fosse por tendências burguesas, por serem religiosos ou por serem homossexuais. Hoje querem levar pessoas a centros de reeducação para fazer o contrário: “As crianças que convivem com homofóbicos não podem ser educadas apenas por eles, …”
.
Homofobia: caso Michael e o descaso legislativo
.
(20.04.11)
.
Por Sylvia Maria Mendonça do Amaral,
Advogada (OAB/SP n. 89319)
.
http://www.espacovital.com.br/noticia_ler.php?id=23151
.
Todas as garantias constitucionais são desprezadas e jogadas fora em nome de uma verdade passageira ou duvidosa. Ousam, além de criar a lei da blasfêmia, decidir o que as pessoas podem, ou não, educar seus filhos! O que mais ousarão decidir pelo cidadão?
Direitos humanos “sagrados” durante a ditadura de 1964? Paulo Bento, acho que você e eu vivemos em países diferentes de 1964 em diante.
epinn
-21/04/2011 às 20:14
É verdade, Setti.
E Mario Vargas Llosa deu um verdadeiro show na abertura da 37a. Feira do Livro de Buenos Aires.
Vale a pena repercutir seu pronunciamento e entrevista.
Afinal, desgraçadamente, inteligência, cultura e independência intelectual são artigos de luxo no Brasil contemporâneo, mesmo com a extraordinária proliferação de doutores honoris causa.
http://www.youtube.com/c5n#p/u/1/_DULvQgiysY
FERNANDO
-21/04/2011 às 20:07
Nobre Ricardão, desejo para você e sua família “UMA BOA PÁSCOA”!!! Abraço
Caro Fernando, agradeço e desejo o mesmo para você e os seus.
Abraços