Blogs e Colunistas

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

11:32 \ Economia

A Portugal Telecom e a Oi

Conversas em dezembro

As conversas entre o grupo Jereissati, Andrade Gutierrez e Portugal Telecom para que os portugueses comprem suas participações na Oi (leia mais em O mega negócio) se iniciaram em dezembro, em Lisboa.

Na ocasião, Pedro Jereissati, Otavio Azevedo (presidente da Andrade Gutierrez) e um executivo do BTG Pactual deram o pontapé inicial para as negociações que, até a semana passada, estavam em estágio inicial. A proposta dos brasileiros foi posta na mesa.

Por Lauro Jardim

sábado, 26 de janeiro de 2013

7:16 \ Economia

Um mega negócio

Andrade e Jereissati: depois de trocar o presidente na semana passada, a Oi, que fatura 27 bilhões de reais anuais, pode ter nova mexida

Carlos Jereissati e Sérgio Andrade iniciaram negociações para a venda dos suas participações na Oi — de 19,35% cada um — para a Portugal Telecom, que é dona de 12,07% da holding. O quase onipresente BTG Pactual é o banco que trabalha na operação. Na mesa, um negócio de 2 bilhões de reais no total.

Se a transação for fechada, marcará precocemente o fim da ambiciosa ideia do governo de criar uma supertele nacional. Tal como ela foi concebida, em 2008, Jereissati e Andrade contaram com o firme apoio do BNDES, quando a Oi comprou a BrasilTelecom. Mas o discurso do governo não se abala: a fundação dos funcionários da Oi (dona de 11,5% da holding), Previ (9,7%), Petros (7,5%) e o BNDES (13%) serão exibidas como sinais da forte presença do estado brasileiro na empresa.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

6:25 \ Economia

Invasão portuguesa

Mão de obra portuguesa

A propósito, desde dezembro cerca de 40 portugueses começaram a trabalhar na sede da Oi, no Rio de Janeiro. Todos vindos da sócia Portugal Telecom.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

7:04 \ Economia

Quem manda

Valim: estresse com diretores

As relações entre os diretores da Oi indicados pela Portugal Telecom e o presidente da empresa, Francisco Valim, estão um pouco estressadas. Nada que atrapalhe muito o sono de Valim, que, de fato, manda na Oi.

Por Lauro Jardim

domingo, 15 de julho de 2012

6:28 \ Economia

Na corrida

Um dos cotados

Zeinal Bava, presidente da Portugal Telecom, é um dos candidatos a comandar a TIM Brasil. Já foi, inclusive, entrevistado pelos italianos.

Por Lauro Jardim

sábado, 6 de agosto de 2011

3:05 \ Economia

Poderosos portugueses

No topo - Bava: os portugueses estão mandando muito

Definitivamente, algo mudou na Oi com a entrada da Portugal Telecom (PT) no seu grupo de controle. Embora possua 25% de participação na empresa, passou a mandar muito mais do que o previsto. Recentemente, por exemplo, foi criado um comitê de engenharia, inovação e produção.

O escolhido para tocá-lo foi Zeinal Bava, presidente da PT, que, na prática, passou a cuidar de toda a parte operacional e dos planos de expansão da Oi.

No conselho de administração da Oi também estão sendo registradas alterações sensíveis. Pedro Jereissati, que sempre atuou ali como os olhos de um dos donos (o grupo La Fonte, de Carlos Jereissati, seu pai), deixou o conselho. Otávio Azevedo, homem de confiança de Sergio Andrade (da Andrade Gutierrez, outro acionista que sempre ditou os rumos da Oi), pouco tem comparecido as reuniões do conselho nos últimos meses.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 7 de abril de 2011

11:02 \ Economia

Da Oi para a Portugal Telecom

A Portugal Telecom reforçou a presença de integrantes da Oi no seu conselho de administração. Pedro Jeiressati e Otavio Azevedo foram nomeados membros até o fim do ano.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

6:03 \ Economia

PT e Oi juntos, finalmente

Depois de vários adiamentos, Oi e Portugal Telecom prevêem para a semana que vem – mais precisamente entre quinta-feira e sexta-feira – a assinatura do acordo de acionistas que sela a participação dos portugueses no capital da operadora brasileira. Pelo acordo, a PT terá 22,38% do capital total da Oi.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

13:41 \ Economia

Mudança de turma

O presidente da Portugal Telecom, Zeinal Bava, desembarca na segunda-feira em São Paulo para participar da festa da oitava edição do Prêmio Portugal Telecom de Literatura.

Será a primeira aparição pública de Zeinal após o complicado processo de venda da participação da PT na Vivo e a entrada da empresa no bloco de controle da Oi.

No topo da lista de convidados para a cerimônia de segunda-feira estão os controladores da Oi: Carlos Jereissati e Sérgio Andrade. Os espanhóis da Telefonica foram convidados, mas ninguém imagina que vão aparecer por lá.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

9:26 \ Economia

Oi, cheguei

Na primeira quinzena de novembro, a Portugal Telecom assina oficialmente o acordo acionário que permitirá sua entrada na Oi.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 3 de agosto de 2010

17:32 \ Economia

PT, Oi e Anatel jantam juntas

Hoje a noite a turma graúda da Portugal Telecom (inclusive Zeinal Bava, o presidente) e da Oi vão jantar com os conselheiros da Anatel, em Brasília.

Como prato principal, PT e Oi vão tentarão convencer os conselheiros que a aprovação da entrada da PT na Oi deve ser rápida, veloz, supersônica.

(Atualização: embora, os conselheiros da Anatel tenha recebido a informação de que Zeinal Bava jantaria com eles, o presidente da PT não foi ao encontro)

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 29 de julho de 2010

12:02 \ Economia

A nova Oi e os fundos de pensão

A Previ, que tem 12,9% da Oi, já decidiu: pode até vender um percentual do que possui aos portugueses da PT, mas nunca mais do que 2,9%. Não admite perder o assento que possui no conselho de administração da empresa.

A situação da Petros e da Funcef, os outros dois fundos que tem participação na Oi, é diferente. Cada um deles têm 10% da Oi. Ambos estão fora do conselho da empresa.

A Funcef, em especial, é a que mais se incomoda com isso. Daí, alguns rumores sobre uma eventual venda da totalidade de sua participação. Pode até acontecer. Mas não há nada decidido ainda.

Por Lauro Jardim
7:32 \ Economia

Portugal Telecom, PT e Oi

Os executivos da Oi foram aconselhados por gente do governo a sempre citarem o nome do novo sócio da empresa por extenso — Portugal Telecom — e não pela sigla pela qual é conhecida no mundo todo, PT.

O motivo é óbvio: evitar passar a mensagem subliminar de que “o” PT estaria botando dinheiro na Oi ou que virara sócio da empresa…

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 28 de julho de 2010

11:30 \ Economia

Namoro antigo

A propósito, a relação da Andrade Gutierrez com a Portugal Telecom é antiga. Já houve muita piscada de olho. Mas nunca resultou em casamento.

Em 1998, a Andrade e a PT chegaram a se associar para o leilão da banda B de São Paulo. Mas, a parceria acabou desfeita quando na Andrade preferiu embarcar na tentativa (vitoriosa) de comprar a Telemar junto com os fundos de pensão e com Carlos Jereissati.

Em 2000, novas conversas, mas os portugueses preferiram ficar com os espanhóis. E desde que a BrasilTelecom foi comprada houve diversas conversas sobre uma parceria, agora concretizada.

Por Lauro Jardim

domingo, 11 de julho de 2010

Uma assembleia de 7 bilhões de euros e os seus pepinos

Vende ou não vende? Na sexta-feira, esta pergunta será novamente feita aos acionistas da Portugal Telecom (PT), que se reunirão em Lisboa. Na mesa, uma proposta de 7,15 bilhões de euros feita pela Telefónica pela fatia que possuem na Vivo, a maior operadora de telefonia celular do Brasil. A resposta, portanto, tem o poder de afetar três países.

Para a Telefônica, é vital controlar sozinha a Vivo. Poderá, assim, juntar sua operaçção celular (Vivo) com a fixa (Telesp), passo fundamental para a nova etapa de consolidação do setor — a Embratel e a Claro estão prestes a fazer o mesmo e a Oi já fez. Ganhará escala, sinergia e integração das plataformas fixa e celular.

Por isso, a insistência dos espanhois em fechar o negócio: desde que iniciaram as ofertas pela fatia da PT na Vivo já subiram de preço, já estenderam o prazo final para o “sim” dos portugueses, já ouviram muitos “nãos”. E, finalmente, no dia 30 de junho, quando parecia que botariam a mão na taça (afinal, a maioria dos acionistas da PT topou vender a Vivo), o governo português lançou a bomba atômica: a golden share, com a qual exerceu o direito de veto à proposta.

Uma semana depois, a União Europeia deu uma dura no governo de Portugal. Considerou ilegal o uso da golden share, por desencorajar investimentos de operadoras de outros países.  A condenação, na prática, é menos impactante do que parece. A UE já agiu da mesma forma em outros casos e nada aconteceu. Este, portanto, é um processo pode se arrastar por vários anos. Aparentemente, nos primeiros momentos o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, vai aproveitar e entrar em cena agitando a bandeira nacionalista que tem nas mãos.  Isso pode durar meses. Só recuará se vir que os dividendos políticos são pouco atraentes.

Além do “vende ou não vende?”, uma segunda pergunta fundamental estará sendo feita no mesmo dia 16, mas desta vez aos espanhois: “Prorroga ou não prorroga o prazo final de aceitação da proposta?”. Se for estendida para além do dia 16, como é provável, o negócio terá pela frente algumas semanas em banho-maria. A partir daí, entrará o fator tempo. O governo português pode até acabar se acertando com Bruxelas, mas pode fazê-lo no médio prazo. O tempo da Telefônica, por sua vez, é curto. O descompasso é evidente.

O cenário é complexo. Não existe solução fácil para o imbróglio. É preciso chegar a um acordo que seja uma saída honrosa para o governo português ao mesmo tempo que satisfaça PT e Telefônica. Pode parecer óbvio, mas não é fácil. A assembléia do dia 16 não deve definir nada de modo conclusivo, mas dará sinais importantes sobre o quanto a encrenca ainda  demora de a se resolver.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 28 de junho de 2010

7:28 \ Economia

Os senões da Portugal Telecom

De um graúdo da Portugal Telecom sobre o interesse da operadora portuguesa em tornar-se sócia da na Oi, se tiver que sair da Vivo:

- A Oi não conseguiu se reestruturar depois da compra da BrasilTelecom. Não conseguiu equacionar seu endividamento. Não conseguiu crescer internacionalmente. Não conseguiu expandir a banda larga. Não é, pois, uma empresa campeã.

Pode ser. Mas se, na quarta-feira os acionistas da PT decidirem aceitar a proposta da Telefônica pela fatia que detém na Vivo, restará poucas alternativas no mercado. Nestes casos, talvez o “não é, pois, uma empresa campeã”, possa ser revisto.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

15:58 \ Brasil

O escândalo do Mensalão em Portugal

Hoje foi dia do mensalão ultrapassar nossas fronteiras. Duas testemunhas de defesa de José Dirceu e de Marcos Valério depuseram em Lisboa no processo que investiga o escândalo: Miguel Horta e Costa, ex-presidente da Portugal Telecom e atual presidente executivo do Banco Espírito Santo; e ex-ministro de Obras Públicas Antonio Mexia.

Se depender do depoimento deles, nada acontecerá aos réus. Costa negou que tenha sido procurado pelo PT para que financiasse o partido e os seus aliados nas eleições de 2006. E Mexia - sobre quem Roberto Jefferson afirmou ter sido procurado por Marcos Valério para negócios que renderiam uma gorda comissão para o PT – disse que o seu encontro com Marcos Valério foi somente de cortesia, que durou quinze minutos.

Por Lauro Jardim

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados