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Twitter investiga envolvimento de funcionários em invasão de contas

Segundo a empresa, as contas foram invadidas por meio de ferramentas internas que permitem o controle dos perfis

Por Da Redação 20 jul 2020, 18h30

Os hackers que organizaram o ataque às contas no Twitter de celebridades e figuras políticas “manipularam com sucesso um pequeno número de funcionários” do Twitter, informou a empresa em uma publicação feita no sábado (18). Na invasão que visou 130 contas e conseguiu sequestrar 45 graças ao “uso de ferramentas acessíveis apenas às equipes de suporte interno”, permitiu que perfis como o do candidato presidencial democrata Joe Biden, o ex-presidente Barack Obama, o bilionário Jeff Bezos, fundador da Amazon, Elon Musk, chefe da Tesla tivessem suas contas invadidas.

Foi com sob posse delas que os hackers enviaram mensagens incitando os inscritos a enviar bitcoins para um carteira em troca do dobro do valor enviado. De acordo com sites especializados que registram as movimentações em bitcoins foram enviados cerca de 100 000 dólares.

A justificativa do Twitter é que graças às ferramentas acessíveis para funcionários, os hackers conseguiram atravessar a barreira da autenticação dupla, usada para que não seja possível acessar uma conta somente com a senha.

Essa ação hacker, sobre a qual o FBI abriu uma investigação nos Estados Unidos, desencadeou um debate sobre a segurança das plataformas sociais alguns meses antes da eleição presidencial americana de novembro. Na última quarta-feira, aparentemente a conta de Trump não foi hackeada, mas qual é a garantia de que não poderia ter sido?

  • (Com AFP)

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