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‘Eu não sou artista’

Leia a entrevista completa com o criador de jogos da Nintendo e confira a galeria com suas principais invenções

Por Renata Honorato, de Los Angeles
12 jun 2011, 11h19

Na semana passada, a Nintendo apresentou ao mundo seu novo console, o Wii U. Com o dispositivo, a fabricante japonesa de games quer manter-se na liderança do mercado, à frente das rivais Microsoft e Sony. Leia a seguir, na íntegra, a entrevista que Shigeru Miyamoto, diretor de entretenimento e desenvolvimento da Nintendo e criador de personagens legendários como Mario, concedeu a VEJA durante a E3, maior evento do segmento, realizado em Los Angeles. Confira também a galeria de 15 criações fundamentais do designer.

O que o Wii U oferece de novo aos jogadores? Atualmente, a TV é alvo de disputa nos lares: todos querem controlá-la. Assim, quando uma pessoa assiste a um programa, as demais não podem jogar. Por isso, criamos um aparelho que funciona de maneira autônoma. Com o Wii U, ninguém depende da TV, pois o jogo prossegue na tela do controle. O aparelho oferece ainda acesso à rede on-line da Nintendo e imagem em alta definição.

Os jogos são uma forma de arte? Eu não me reconheço como artista. Estou apenas criando entretenimento e, dessa forma, provocando sorrisos no rosto dos apreciadores de jogos.

Qual o segredo do sucesso do personagem Mario, lançado há quase trinta anos? Ele continua divertido. Em uma pesquisa que mediu a popularidade dos personagens entre crianças, Mario apareceu na frente do Mickey Mouse. Ambos sintetizam a evolução dos meios de que são fruto: Mickey, da animação, Mario, dos games. Para mim, é claro, Mickey tem mais história do que Mario.

O senhor é um amante da música. Como ela influencia a experiência dos jogos? O game oferece desafios estressantes aos jogadores. Então, utilizo música para reduzir a tensão. Eu gosto de usá-la também como recurso de memorização. Dessa forma, o jogador sempre recordará fases ou até um game inteiro.

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The Legend of Zelda comemora neste ano um quarto de século. Como o senhor se sente sendo o responsável por um dos mais importantes jogos da história? Muitas pessoas cresceram divertindo-se com esse título e, a partir dali, desenvolveram seus próprios games. A história da indústria de games é como um filme. Eu me sinto parte dele.

Os mundos presentes em Pikmin, Mario ou mesmo The Legend of Zelda são baseados em fantasia. Como sua infância influencia seus jogos? As pessoas costumam buscar inspiração na infância, em seus passatempos, no meio em que vivem e usam essas ideias na hora de desenvolver um jogo, mas essas não são as únicas fontes de inspiração. No caso do Wii U, por exemplo, primeiro pensei em criar uma experiência única e, então, elaborei um projeto com toda uma equipe. Só depois de todo esse processo é que busquei adicionar elementos exteriores. Foi aí que me lembrei de sensações que tive no passado e criei uma conexão. Mas isso só aconteceu mesmo no último estágio, quando meu objetivo foi buscar referências na infância, na época em que vivia em uma área rual e brincava no campo.

Confira a seguir a galeria com as principais criações de Miyamoto.

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