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Faltam insumos para exames médicos em todas as regiões, diz associação

Desabastecimento no setor é a principal preocupação do governo federal, segundo o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) distribuiu um comunicado aos seus associados manifestando sua “elevada preocupação” com o cenário de desabastecimento do setor hospitalar no Brasil, em virtude da greve dos caminhoneiros, que chegou ao seu sexto dia neste sábado, 26.

De acordo com a Abramed, “a ausência de insumos vitais para realização de exames já é verificada em instituições diagnósticas e hospitalares de todas as regiões brasileiras”.

No texto, a associação ressalta que os exames que estão sendo prejudicados atrapalham diretamente “pacientes que estão sendo submetidos a processo de investigação e tratamento de doenças que necessitam de intervenção imediata e contínua, como os casos oncológicos”.

A Abramed também ressaltou que outro impacto na área da saúde diz respeito aos deslocamentos, tanto de médicos quanto de pacientes. “Os efeitos se refletem fortemente no deslocamento da população  em busca de serviços de saúde – muitas vezes em caráter de urgência –, bem como no transporte dos profissionais em direção às instituições onde prestam atendimento a esses pacientes”, escreveu o texto.

O desabastecimento do setor da saúde foi eleito como prioridade pelo governo federal, segundo anúncio do ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB). Cumprindo a medida autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Michel Temer (MDB) determinou que caminhoneiros parados nas estradas com insumos hospitalares sejam multados em 10.000 reais por dia.