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Covid-19: Butantan poderá ter vacina registrada em outubro

Segundo Dimas Covas, diretor do Instituto, os processos de preparo para a formulação, envase e controle de qualidade do imunizante já se iniciaram

Por Da redação - Atualizado em 7 ago 2020, 16h58 - Publicado em 6 ago 2020, 18h14

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse nesta quinta-feira, 6, que é possível ter a vacina Coronavac pronta para registro em outubro. “Poderemos ter [a vacina] a partir agora de outubro. O processo de preparo para a formulação e o envase já se iniciou. Todos os processos de controle de qualidade e validação já se iniciaram. A grande pergunta é se estará registrada e aprovada pelo estudo clínico e poderá ser utilizada. Sou muito otimista. Acho que um prazo razoável seria janeiro de 2021 dado o desempenho até o presente momento”, afirmou Covas em audiência pública virtual da Câmara dos Deputados realizada para debater o desenvolvimento do imunizante.

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Covas também comentou sobre os questionamentos sobre a confiabilidade da vacina desenvolvida na China, pelo laboratório Sinovac Biotech. “A gente tem que lembrar que o nosso telefone Apple é feito na China e são feitos inúmeros outros produtos industriais, inclusive as grandes farmacêuticas todas têm grandes laboratórios e grandes investimentos na China. A China é um país que tem um investimento muito pujante hoje em ciência. É uma ciência que se ombreia com qualquer outro país do mundo e muitas vezes em termos de volume até superior. Não há motivos para descaracterizar ou desconsiderar uma vacina pelo fato dela ter sido desenvolvida inicialmente na China”, afirmou o diretor.

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Segundo o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, que também participou do debate, apesar da flexibilização que houve na resolução que normatiza o registro de medicamentos e vacinas que serão utilizadas no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, a comprovação da eficácia e a segurança são imprescindíveis nesse processo. Entre outros aspectos, para conceder o registro, a Anvisa precisa saber, por exemplo, se a vacina é segura, por quanto tempo tem eficácia e se será necessária dose de reforço.

É justamente essa questão que será respondida pela fase 3 de testes, em andamento no Brasil atualmente. Em junho, o Butantan anunciou a parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, que engloba a realização do estudo com cerca de 9.000 voluntários e a transferência de tecnologia para produção do imunizante pelo Instituto. A aplicação das doses nos voluntários teve início em julho. No total, a pesquisa será realizada em cinco estados – São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro – e no Distrito Federal.

(Com Agência Brasil)

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