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Covid-19: Butantan inicia recrutamento de voluntários para teste de vacina

Para os testes fase 3 da vacina desenvolvida por uma farmacêutica chinesa, podem se inscrever profissionais de saúde de diversas regiões do país

Por Da redação - Atualizado em 13 jul 2020, 20h25 - Publicado em 13 jul 2020, 15h12

O governo do estado de São Paulo informou nesta segunda-feira, 13, o início das inscrições de voluntários para a terceira fase de testes da vacina contra o coronavírus desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac. A realização dos testes será feita em parceria com o Instituto Butantan, com o apoio do governo de São Paulo. Após o recrutamento, a vacina deve começar a ser aplicada no dia 20 de julho em 9 000 voluntários dos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Distrito Federal.

Podem se candidatar profissionais de saúde que estejam na ativa, que ainda não tenham contraído a doença e morem perto do centro de pesquisa onde se inscreveram. Candidatas mulheres não podem estar grávidas nem planejar engravidar nos próximos três meses. Os voluntários também não podem ter doenças instáveis ou que precisem de medicações que alterem a resposta do sistema imunológico.

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Essa é a segunda vacina contra o novo coronavírus que será testada no país. Em junho foram iniciados os testes com o imunizante desenvolvido pela Universidade Oxford em parceria com a farmacêutica britânica Astrazeneca.

A CoronaVac, vacina da Sinovac, usa uma versão do vírus inativado, ou seja, que não tem capacidade de se replicar no organismo e causar a doença. Essa é a tecnologia mais tradicional de desenvolvimento de vacinas, usada no imunizante contra hepatite e gripe, por exemplo.

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Queda na taxa de letalidade

O estado de São Paulo registrou, nesta segunda-feira, 13, a menor taxa de letalidade causada pelo novo coronavírus desde o início da epidemia no estado: 4,8%. Na última semana, houve uma redução de 1,55% (27 vítimas a menos, em números absolutos) no número de óbitos por Covid-19 m relação à semana anterior.  De acordo com o governo de São Paulo, essa é a terceira semana consecutiva de queda nas mortes.

“São boas notícias que devem ser celebradas com muita moderação e solidariedade. Não é hora par festejar, para sair, comemorar. É hora para estarmos concentrados, seguindo a orientação da saúde.”, disse o governador João Doria.

No total, o estado de São Paulo tem 374.607 casos e 17.907 mortes confirmadas pelo coronavírus. Nas últimas 24 horas, foram registrados 59 novos óbitos e 2.610 novos casos de Covid-19. Um aumento de 0,7% no número de casos e de 0,3% no de mortes em relação ao domingo, 12. Entre os novos registros, 69% foram identificados por RT-PCR, o que indica uma infecção ativa, e 31% apresentaram anticorpos contra o vírus, indicando contaminação passada. Vale ressaltar que os números costumam ser menores aos finais de semana e às segundas-feiras, devido ao atraso nas notificações.

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A taxa de ocupação dos leitos de UTI é de 66,1% no estado 64,7% na Grande São Paulo. Atualmente, 5.666 pacientes com diagnóstico confirmado ou suspeito de Covid-19 estão internados em UTI e 8.393 em enfermarias de todo o estado.

Retomada de cursos livres e da área da saúde

Aulas do ensino superior e profissionalizante na área da saúde e instituições de educação complementar poderão retomar suas atividades presenciais em regiões que estão na fase 3, amarela, do Plano São Paulo. Para o ensino superior e profissionalizante, a retomada poderá acontecer somente após a região onde ela está localizada estar há pelo menos 14 dias na fase amarela. Já para o setor de educação complementar, não é necessário aguardr um período mínimo. Ambos deverão respeitar o limite de 35% de ocupação.

“Em relação à educação complementar […], ela é uma área não regulada, ou seja, são as escolas de dança, de inglês, onde os conselhos estadual, municipal e nacional de educação não atuam. Portanto elas são uma prestação de serviços para o cidadão e passam a seguir as regras do Plano SP, mas também observando os protocolos de educação”, disse o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, ao explicar porque o setor de educação complementar foi classificado da mesma maneira que o setor de serviços no Plano São Paulo e não no setor de educação formal.

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