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Youssef diz que é intimidado por aliado de Cunha

Para doleiro, deputado Celso Pansera atua em nome de Cunha e usa CPI da Petrobras para tentar quebrar sigilo de seus familiares

Por Laryssa Borges Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
16 jul 2015, 20h05

O doleiro Alberto Youssef, um dos principais delatores da Operação Lava Jato, disse nesta quinta-feira que tem sido ameaçado por um deputado a mando do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Youssef prestou depoimento ao juiz Sergio Moro e não citou o nome do parlamentar que o teria ameaçado, mas o site de VEJA apurou que se trata de Celso Pansera (PMDB-RJ), aliado de Cunha na CPI da Petrobras.

Pansera é autor de requerimentos na comissão de inquérito para quebrar sigilos telefônicos, bancários, fiscais e telemáticos das duas filhas de Youssef e da ex-mulher dele. Nenhuma das três, no entanto, é investigada no escândalo do petrolão e, por isso, o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) já anulou a revogação do sigilo de dados delas. Ainda assim, Pansera voltou a apresentar pedido de acesso às informações confidenciais das familiares do doleiro em uma atitude, segundo a defesa do doleiro, para “mandar um recado” e inibir as revelações feitas pelo réu confesso.

“Nunca na minha vida eu utilizei da minha esposa, hoje ex-esposa, ou das minhas filhas para que fizessem alguma operação ilícita. Pelo contrário. Mas venho sofrendo intimidação perante as minhas filhas, perante a minha ex-esposa por uma CPI coordenada por alguns políticos. Inclusive o nome de um dele foi mencionado aqui por mim [em referência a Eduardo Cunha]. Acho isso absurdo. Estou sendo intimidado pela CPI da Petrobras por um deputado pau mandado do Eduardo Cunha”, disse Youssef ao juiz Sergio Moro.

“Trata-se de uma manobra para inibir o colaborador através de sua família. A fama desse deputado em Brasília é que ele é o braço direito [de Eduardo Cunha]”, afirmou ao site de VEJA o advogado Tracy Reinaldet, que integra a defesa do doleiro.

Em acordo de delação premiada, o doleiro Alberto Youssef ijá havia apontado o presidente da Câmara Eduardo Cunha como destinatário final de propinas para a celebração de contratos de navios-sonda com a empresa sul-coreana Samsung Heavy Industries. Os valores eram captados pelo empresário Julio Camargo que foi consultor da empresa Toyo Setal. Em depoimento nesta quinta, Camargo confirmou que Cunha pediu propina de 5 milhões de dólares por esses contratos. O deputado Celso Pansera não foi encontrado para comentar a acusação.

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