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Toffoli diz que prefere chamar golpe militar de ‘movimento de 64’

Em palestra pelos 30 anos da Constituição, presidente do STF também disse que 'esquerda e direita' tiveram responsabilidade no momento de tomada de poder

Por Da Redação 1 out 2018, 17h38

Em palestra para marcar os trinta anos da Constituição de 1988 na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, classificou o golpe militar de 1964 como “movimento de 64”.

“Os militares foram um instrumento de intervenção e, se algum erro cometeram, foi que resolveram ficar (no governo). Por isso que hoje, depois de aprender com o atual ministro da Justiça, Torquato Jardim, eu não me refiro mais nem a golpe nem a revolução de 64, eu me refiro a movimento de 1964″, declarou.

O ministro também disse que esquerda e direita tiveram responsabilidade no momento da tomada de poder pelas Forças Armadas naquela ocasião, mas que depois acharam “conveniente” culpar os militares pelo período de 21 anos no governo.”É bom registrar aquilo que diz [o historiador] Daniel Aarão Reis, que os dois lados (esquerda e direita) tiveram a conveniência de se retirar e de não assumir os erros dos dois lados e dizer que tudo isso era problema de militar”, afirmou.

Toffoli disse, ainda, que o Brasil se insere em uma tendência mundial de “descrédito no sistema político”, cuja consequência é uma “crise de representação”. Ele também classificou o atual modelo de presidencialismo de coalizão como “parlamentarismo sem a institucionalização do parlamentarismo”.

Resultado das eleições

Na mesma palestra, Toffoli afirmou que os resultados das eleições devem ser respeitados, independentemente de quem sejam os eleitos. “A função do STF é deixar a soberania popular falar”, disse o ministro.

A declaração do presidente da Corte foi dada dias depois de o candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) ter dito que não vai aceitar um resultado diferente da sua vitória, em entrevista ao apresentador de TV José Luiz Datena, da Band. No domingo, 30, em entrevista ao jornal O Globo, Bolsonaro afirmou que, em caso de derrota, “não terá nada para fazer”.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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