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‘Ninguém vai se arriscar a desafiar a democracia no Brasil’, diz Toffoli

Presidente do STF afirma que o Poder Judiciário está pronto para defender as regras do processo eleitoral e a legitimidade de quem sair vitorioso das urnas

Por Reuters - Atualizado em 25 set 2018, 19h29 - Publicado em 25 set 2018, 19h09

O presidente da República em exercício, Dias Toffoli, atual presidente do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta terça-feira 25 que ninguém vai desafiar a democracia no Brasil nas eleições deste ano e que  o Poder Judiciário está atento para defendê-la.

“Eu tenho certeza que todos os candidatos que hoje estão colocados para a disputa do primeiro turno têm clareza de que o respeito às regras do jogo faz parte da possibilidade de uma vitória em um eventual segundo turno”, disse. “Ninguém vai se arriscar a desafiar a democracia no Brasil”, afirmou, em entrevista no Palácio do Planalto.

Recém-empossado no comando do Supremo com o discurso do diálogo e respeito entre os Poderes, Toffoli defendeu a tese de que, seja quem for, o vencedor da eleição presidencial terá de conversar com todos – os Poderes da República, sociedade civil organizada, órgãos de controle e outros. “Não tem outra situação possível. Seja quem for o presidente da República que vier a ser eleito pelo batismo das urnas, ele saberá ser crismado na pluralidade.”

Toffoli disse ver com naturalidade a polarização do processo eleitoral, mas sustentou que, uma vez realizadas as eleições, o resultado das urnas tem de ser respeitado. “Polarizações são visões de mundo em que a maioria decide. E, uma vez decidido, o que há a fazer? Respeitar a decisão da maioria. Dentro da Constituição, dentro da lei. É isso que nós temos que fazer”, declarou. “Seja quem for o eleito, nós devemos respeitar a vontade popular.”

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(Com Reuters)

 

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