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Paes anuncia ex-secretário de Saúde para pasta e dá metas contra Covid-19

Prefeito eleito do Rio de Janeiro anuncia dez medidas iniciais para combate à pandemia do coronavírus e cita mais nomes que deseja para o secretariado

Por Marina Lang Atualizado em 30 nov 2020, 17h22 - Publicado em 30 nov 2020, 16h46

O prefeito eleito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (DEM) confirmou nesta segunda-feira, 30, que o ex-secretário municipal da Saúde Daniel Soranz será reconduzido à pasta a partir de janeiro de 2021. O nome de Soranz, que esteve à frente da Secretaria Municipal de Saúde entre os anos 2014 e 2016, já era cotado antes do resultado das eleições – Paes obteve 64% dos votos ontem. Seu adversário, Marcelo Crivella (Republicanos), obteve 35% das intenções. 

Atraso de salários, pandemia, escolas: os desafios de Paes no Rio

Em entrevistas cedidas à Rede Globo na manhã desta segunda, Paes confirmou também que o deputado federal Pedro Paulo (DEM) deve assumir a secretaria da Fazenda na próxima gestão. A informação, no entanto, ainda não foi formalmente anunciada. Aliado de primeira hora de Paes, o político é envolto em polêmicas por ter agredido fisicamente a ex-mulher – e por assumido as agressões.

O prefeito eleito também confirmou que chamará o deputado federal Marcelo Calero (Cidadania) para uma nova secretaria cujo nome ainda não está definido, mas que deve atuar com “área de integridade pública” a fim de “identificar desvios e problemas”. Ontem, o deputado celebrou a vitória de Paes em seu perfil do Twitter, postando uma foto de ambos abraçados, mas a sua participação no governo municipal do Rio ainda não está confirmada. 

Daniel Soranz é tido como um bom quadro do legado administrativo de Paes, que foi prefeito do Rio entre os anos 2009 e 2016. Em entrevista cedida a VEJA antes do resultado do 2º turno, o prefeito assinalou que a saúde é prioridade número um de seu mandato.

A gestão de Soranz entre 2014 e 2016 foi vista com bons olhos por servidores, terceirizados e especialistas em saúde. O médico sanitarista é especialista em medicina comunitária e é mestre em Saúde Pública pela Escola Nacional Sergio Arouca (Ensp), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ele também foi protagonista de outra polêmica: teve seus bens bloqueados pela Justiça em 2017 por suposta negligência na fiscalização de contratos da Prefeitura do Rio. 

O novo secretário da Saúde anunciou, ainda, as dez primeiras medidas que serão adotadas a partir de janeiro de 2021, além de garantir que 450 mil testes serão solicitados ao Governo Federal. As metas anunciadas por Soranz são:

  1. Colocar testes rápidos à disposição da população
  2. Transparência na ocupação de leitos por unidade
  3. Abrir cem leitos no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla
  4. Abastecer as unidades com medicamentos
  5. Rastreamento de pacientes por telefone (na rede pública ou privada)
  6. Parcerias com as universidades para inquéritos sorológicos
  7. Investir no suporte social
  8. Retomar cirurgias eletivas
  9. Preparar a rede para vacina contra Covid-19
  10. Investir na saúde mental para tratar de casos de ansiedade e depressão
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