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Os encontros secretos de Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro

Em entrevista exclusiva, o suposto operador da 'rachadinha' disse que se reuniu duas vezes com o ex-patrão desde a explosão do caso

Por Sofia Cerqueira, Caio Sartori Atualizado em 21 mar 2022, 17h47 - Publicado em 21 mar 2022, 14h54

Apontado como o operador do esquema de rachadinha no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz revelou que teve pelo menos dois encontros com o filho Zero Um do presidente Jair Bolsonaro desde que o escândalo estourou, após as eleições de 2018. Em entrevista exclusiva a VEJA, o policial militar da reserva contou que o primeiro deles aconteceu em um supermercado da Barra da Tijuca, Zona Oeste carioca, logo depois de o esquema de desvios de salários de assessores ter vindo à tona. O outro, em dezembro passado, quando foi a Brasília pedir o aval de Flávio, hoje senador, para se lançar candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro.

No primeiro encontro às escondidas, Queiroz revela que queria dar satisfações ao chefe, enquanto o esquema da rachadinha ganhava as manchetes na imprensa. “Estava todo mundo em cima da gente, mas eu tinha que falar com ele. Eu era o homem de confiança dele, espécie de chefe de gabinete de rua”, diz. E continua a explicação: “Eu disse que o negócio era meu e não tinha nada a ver com eles.” Mas que negócio? “Deixa lá para o Ministério Público”, desconversa. O PM aposentado, durante a entrevista de cerca de duas horas, argumenta que sempre teve seus “rolos”. “Sou um cara que faz rolo. Toda pessoa que depositou dinheiro na minha conta saiu no lucro”, completa.

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A investigação do Ministério Público fluminense revelou que o suposto operador do esquema no feudo de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio recebeu a soma de mais de 2 milhões de reais, entre transferências e depósitos, de onze assessores em sua conta. “Qual é o problema de ter dinheiro na minha conta? A conta é minha, não estava na cueca”, declara.

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Queiroz não esconde que tem acesso fácil ao ex-chefe, mas garante que é por meio de interlocutores. Em meados de dezembro passado, decidido a sair dos bastidores da política e pôr seu nome nas urnas, foi a Brasília e, segundo ele, contou com a ajuda de um amigo em comum para levar ao senador suas perguntas. “Não estivemos frente a frente para não gerar fofoca para ele. Fiquei tomando chope perto, enquanto um interlocutor falava com Flávio”, descreve o policial, dando mais detalhes do encontro secreto. “Ele disse que eu deveria ser candidato mesmo. Mas o que queria ouvir da boca dele é “Vem para o PL.”

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